sexta-feira, dezembro 01, 2006

Pagar o mal com o bem




Tem algo que não é fácil fazer, mas que tem que ser feito para o bem da nossa sanidade mental. Esse algo é: pagar o mal com o bem.

Penso que a maior dificuldade reside no fato de não sermos humildes. Porque se a humildade fosse uma realidade em cada um de nós, seria muito mais simples resolver certas pendências, relevar certas atitudes, “dar o braço a torcer” de vez em quando. Uma vida vivida assim, com mais caridade, é bem menos estressante. Alimentar o desaforo não faz com que seja apagado o que foi feito. Não é reprimir a raiva, é transformá-la. Não é guardar a mágoa, é queimá-la no fogo da compaixão. Venho tentando fazer isso. Por isso sei que não é fácil. Mas os poucos resultados positivos que consegui (alguma paz de espírito, sensação de dever cumprido) me deram forças para continuar a tentar.

Então digo, a partir da minha experiência, que o melhor é pagar o mal com o bem. Do jeito que a gente puder.