quarta-feira, novembro 14, 2007

MANIFESTO EM DEFESA DA VIDA

Nós, Mulheres brasileiras, manifestamos nosso profundo pesar pelos atentados contra a vida humana que têm sido praticados recentemente por parte dos Poderes Públicos.

Lamentamos o desejo obsessivo do governo federal de liberar o aborto por meio da formação de uma comissão Tripartite para cuja composição a Associação Nacional Mulheres pela Vida, não foi convidada.

Deploramos que os membros de tal Comissão, cuidadosamente escolhidos entre os abortistas, falem em nome de nós, mulheres, como se fosse digno de nossa vocação à maternidade pleitear o direito de matar os próprios filhos. Lastimamos o emprego de financiamento externo como meio de instrumentalizaçã o da população feminina para fins de controle demográfico.

Repudiamos o aborto em todos os casos, inclusive naqueles em que nossa legislação penal deixa de aplicar pena ao crime. Não admitimos a morte deliberada e direta de um inocente, nem sequer para salvar outro inocente. Rejeitamos a aplicação da pena de morte às crianças concebidas em um estupro. Abominamos a rejeição de crianças deficientes, em especial as anencéfalas, como se fossem simples mercadorias defeituosas e descartáveis.

Horrorizamo- nos ao constatar que a prática do aborto esteja sendo subvencionada justamente pelo Ministério da Saúde, que não tem o direito nem o dever de matar crianças, mas de zelar pela sua vida e saúde.Envergonhamo- nos com a atuação da secretária Nilcéia Freire, cujo empenho incessante pela liberação do aborto é diametralmente oposto ao que nós mulheres, desejamos, em nossa missão sublime de transmitir e conservar a vida.

Repugnamos a permissão de se destruir embriões humanos pela Lei de Biossegurança, lamentavelmente sancionada pelo Presidente da República.Não aceitamos o argumento de que é preciso liberar o aborto a fim de que ele seja feito “com segurança”, pelo mesmo motivo pelo qual não aceitamos a legalização do furto, do seqüestro e do estupro, a pretexto de que tais crimes precisam ser realizados “com segurança”. Não nos impressionam as estatísticas, quase sempre superfaturadas, de mortes maternas devidas ao aborto “inseguro”. Entendemos que para evitar tais mortes é suficiente evitar o aborto. Nem sequer acolhemos o argumento de que é dever do Estado propiciar a prática do aborto nos casos em que ele já é “legal”. E isso, não apenas porque não há caso algum de aborto “legal” no Brasil, mas porque, ainda que houvesse, nenhuma lei autorizando o genocídio, a escravidão e a violência contra a mulher, poderia o Estado estimular a prática de tais atrocidades a pretexto de estar “cumprindo a lei”?

Reivindicamos que seja revogada a Portaria 1508, de 1º de setembro de 2005, pela qual o Ministro da Saúde Saraiva Felipe, reeditando ato de seu antecessor, oficializou a prática do aborto pelo SUS, com o dinheiro do nosso imposto, ao mesmo tempo em que facilitou ao máximo o procedimento de falsificação de estupros como pretexto para se abortar.Conclamamos as mulheres brasileiras para que neguem seu voto àqueles e àquelas que, em nosso nome, vêm atuando contra a vida humana.


Semana de Defesa e Promoção da Vida.

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