quarta-feira, maio 07, 2008

Angústia cristã




Desde que me tornei cristã passei a viver uma angústia diferente daquela vivida pelos céticos e sartreanos por aí. É uma angústia que não leva ao desespero, apenas ao medo de não ser aceita por Deus. É calcada também no fato de agora eu acreditar que a vida é uma só e a chance de uma vida melhor eu devo agarrar agora, sendo que essa vida melhor é o Céu, eterno. Não há volta, não há mais escolhas a serem feitas. Ou eu sou salva agora ou pereço. É tudo ou nada. Mas esse "nada" é o inferno. É angustiante! Não sofria com isso antes, mas não troco a vida que tenho agora, de cristã, pela que tinha antes, cheia de um otimismo estúpido e irreal.

A realidade é dura e bela ao mesmo tempo. E a maior beleza é ter a esperança de que Deus nos ama tanto e é tão misericordioso que pode aceitar em Sua presença pecadores como nós.

10 comentários:

  1. Há controvérsias,se me permite,ANDREA. Não creio que seja "a última chance".
    beijos!!

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  2. DO, não é a última é a única ;)

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  3. Linda

    Compreendo e compartilho com você deste sentimento.
    Muitas vezes me pego pensando... Meu maior medo é chegar no frente dele e perceber que podia ter feito mais.....

    Chris

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  4. Cara Andrea,

    Não sabia que vc é uma conversa! Qaualquer dia escreve algo sobre sua conversão, esses assuntos me fascinam. Eu tive a graça de nascer em uma família cristã.

    Mas temos um grande trunf: a virtude da esperança! E a fé não traz consigo um medo ou uma cobrança, mas é antes de tudo amor e libertação. Traz uma serenidade, por sabermos que temos um Pai que nos ama, e um Jesus que foi na cruz por nós - por mim e por você. É bem como disse Santo Agostinho: "Ama e faz o que quiseres". Conhecendo o Amor, não temos como desejar algo.

    E é como disse São Josemaria Escrivá, devemos encontrar Deus em cada realidade de nossas vidas, de modo a transformar em poesia heróica a prosa de cada dia!

    Abraços!

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  5. Pois é Rodrigo, infelizmente meus pais não são cristãos, são espíritas/espiritualistas. Mas eu e minhas irmãs fomos batizadas ainda bebês, graças a Deus. Me voltei para a Igreja Católica há uns dois anos, depois de muito perambular pelo neo-espiritualismo (espiritismo, teosofia de Blavatsky, nova era, pseudo-gurus orientais...) Ufa! Quantas aventuras. Quando criança cheguei a frequentar algumas missas, estudei em colégio de freiras, fui a novenas e procissões, mas a educação espírita era muito forte e sozinha ainda criança não pude me manter católica (as mudanças de cidade também dificultavam isso, pois perdi o contato com o grupo católico e saí do colégio de freiras). Mas depois de tanto errar por aí, Deus, por intermédio de Nossa Senhora, me deu a graça de voltar para o seio da minha Mãe Amada: a Igreja :)

    Abraço!

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  6. Perdão, Rodolfo, te chamei de Rodrigo. Sorry.

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  7. Andrea, também acho que você deveria um dia escrever um post bem longo (ou vários) contando em detalhes como foi a sua conversão. Acho que a "conheci" quando ainda estava buscando, eu era ainda um recém convertido e torcia muito por você, mesmo sem poder falar abertamente. Quando você mudou os seus nicks foi que eu percebi claramente que a Maravilha do nosso Cristo finalmente tinha acontecido também na sua vida.

    Acho que o seu retorno à santa mãe Igreja foi bem parecido com o meu; então temos muitas coisas em comum. Li num comentário que deixaram no meu blog que a fé sem razão pode virar superstição, e foi justamente a junção dessas duas forças fundamentais - fé e razão - que me levou de volta à Igreja. Por mais sedutoras que fossem as doutrinas da nova era e as ideologias espiritualistas orientais eu não podia negar o chamado, não podia continuar surdo aos apelos da razão dentro de mim, que me mostravam claramente o quanto era absurdo e contraditório o caminho que eu seguia...

    Grande beijo fraternal, e a Paz seja com você, querida irmãzinha!

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  8. Exatamente foi a união da fé com a razão o que me levou de volta a Igreja! ;)

    Beijo fraterno e fique com Deus!

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  9. Paulinha5/14/2008

    Déinha, gostaria de começar a entender isso.
    O sentimento de não ser aceita por Deus, a culpa pelo pecado, medo do inferno e um entendimento que Ele acolhe os pecadores. Não deveria perder um pouco esse medo já que existe esse perdão, quando é feito de coração, com muita oração, estudo, práticas diárias?

    Se puder, me escreve!
    Estou começando a ficar intrigada por conteúdo que não entendo direito e que são justamente aqueles que me fez me afastar do cristianismo.

    Agradeço bastante!

    Beijos e Abraços!

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  10. Paulinha, a fé em Deus e em sua promessa de salvação àqueles que o aceitarem, que o seguirem, é real. Mas existe um medo sobre a possibilidade real de entrar em estado infernal após a morte, pois somos pecadores e o pecado nos afasta Dele. Existe o medo de morrer de repente e de estar em pecado grave. Mas Sua misericórdia é tão imensa, tão difícil de ser compreendida por nós, que ele nos aceita perto dele como todos os nosso erros e culpas. Só que isso só pode acontecer com o arrependimento sincero e o pedido de perdão. Quando faço o exame de consciência e percebo onde cometi pecados e peço perdão a Deus por isso, posso estar certa de que Ele me perdoa. Mas para isso tem que haver sinceridade.

    Na Igreja isso é feito na confissão (que foi instituída pelo próprio Jesus quando disse aos apóstolos: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 21-23).

    Na hora da morte pode também acontecer o arrependimento e assim acontece a salvação, pois o moribundo reconhece que quer estar junto com Deus, então Deus o leva. Deus respeita imensamente a nossa vontade e não pode forçar as pessoas a ficarem com Ele. Como Ele é o Sumo Bem, estar longe Dele é viver no mal. E viver no mal depois da morte é estar em estado infernal. Esse estado é eterno, pois o tempo é criação e serve apenas para nosso mundo. Após a morte não há mais mudanças. As portas do inferno são fechadas por dentro. Mesmo que alguém queira tirar os condenados de lá, não pode porque eles mesmo não querem sair. E o inferno não é conhecimento apenas do cristianismo não. Os muçulmanos e budistas também acreditam no inferno.

    Vou te escrever um e-mail mais detalhado sobre o assunto, porque é muito sério.

    Mas olhe, Ele é muito bom, e devemos ter fé de que seremos salvos. Para isso basta perseverar até o fim, com a fé e as boas obras, segundo o que Ele ensinou. A Lei de Deus é Amor (Gl. 5,6).

    Beijos!

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