sábado, junho 28, 2008

A caridade cristã exorcizou a brutalidade pagã

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W. E. H. Lecky destaca que nem na prática nem na teoria a caridade ocupou na Antigüidade uma posição comparável à que teve no Cristianismo. O historiador da medicina Fielding Garrison mostra que antes de Cristo "a atitude face à doença e à desgraça não era de compaixão. O crédito de cuidar dos seres humanos enfermos em grande escala deve ser atribuído à Igreja” (p. 176). Os cristãos causavam admiração pela coragem com que atendiam os agonizantes e enterravam os mortos. Os pagãos abandonavam em ruas e estradas os parentes e melhores amigos doentes, semi-mortos, ou mortos sem enterrar.

Santo Agostinho fundou uma hospedaria para peregrinos, resgatou escravos, deu roupa aos pobres. São João Crisóstomo fundou hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém organizaram os auxílios durante epidemias e fomes.

O rei de França São Luís IX dizia que os mosteiros eram o "patrimônio dos pobres". Eles davam diariamente esmolas aos carentes. Por vezes, míseros seres humanos passavam a vida dependendo da caridade monástica ou episcopal. Também distribuíam alimentos aos pobres em sufrágio da alma de um religioso falecido, durante trinta dias no caso de um simples monge, e durante um ano no caso de um abade. E, às vezes, perpetuamente.


Extraído do artigo: “Sem a Igreja não haveria Civilização Ocidental”, de Luis Dufaur, baseado na obra de Thomas E. Woods, Jr. Ph. D., How the Catholic Church built Western Civilization, Regnery Publishing Inc., Washington D. C., 2005, 280 pp.
Disponível em www.catolicismo.com.br

sexta-feira, junho 27, 2008

Encarando a chuva


Estou aqui parada encarando a chuva. Observando as gotas que caem ora suavemente, ora com força, fazendo doer a pele, refrescando um dia de verão.

Encaro a chuva esperançosa por dias ensolarados. Lavo meus pensamentos e desejos, vou curando chagas e enviando os meus melhores votos enquanto a água escorre pelas ruas.

Chuva batendo na janela como lágrimas derramadas ao longo da vida. Chuva que parece abençoar e purificar o ambiente.

As gotas vão caindo e eu vou contando, paciente, os minutos, as horas, os dias. Exercito a paciência, dou voltas na imaginação, afasto o mau humor procurando cantar, exorcizo os fantasmas enviando-os com os pingos de chuva que se derramam pelo telhado.

Eu sei que a partir de agora nada mais será como antes e que cada escolha traz uma conseqüência.

Mas eu estou aqui encarando a chuva. Nem sempre tão firme, mas cada vez mais forte.

sexta-feira, junho 20, 2008

Podcast sobre lavagem cerebral

Vale a pena ouvir o podcast do site Veritatis Splendor sobre lavagem cerebral. É feito numa linguagem bem simples e didática.

O autor, Jaime Francisco de Moura é um estudioso da Igreja Primitiva e pesquisador do protestantismo na América Latina e Brasil.

Está dividido em seis partes.

Lavagem Cerebral

terça-feira, junho 17, 2008

Ser grata a quem me amaldiçoa

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Ser grata a quem me amaldiçoa. Pode parecer algo inatingível, mas não é. É possível, sim, abençoar os que me amaldiçoam, agradecer ao inimigo que mostra onde estão minhas falhas e onde tenho que mudar. É uma chance de exercitar o auto-controle também. Talvez por isso seja permitido que tais males aconteçam.

É claro que se o outro fez um mal em tocar numa ferida minha ele vai ter a pena dele (“a cada um de acordo com suas obras”), mas isso não impede que eu possa tirar uma lição daí, não é?

Quando eu enxergo as mazelas do mundo é que tenho mais vontade de voar bem alto. Quando percebo que nada neste mundo pode me dar a verdadeira felicidade, firmo minha intenção em Deus. Nele estou a salvo, realizada, amada, nutrida, segura. Posso então continuar a viver neste mundo mesmo, mas consciente de que nele tudo é efêmero.

segunda-feira, junho 09, 2008

O holocausto, Che e o politicamente correcto


Dois posts muito bons que eu indico:

O holocausto nazi e o politicamente correcto

"Che" Guevara e o Festival de Cannes

Vejam a tristeza do mundo que vivemos, a mentira, a tentativa de destruição das mentes humanas, da dignidade do ser! Fico triste vendo as pessoas defendendo a mentira e a morte. Triste!

sábado, junho 07, 2008

A Igreja e as mulheres na Idade Média

Régine Pernoud*


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Recordaremos aqui que certas mulheres (…) de todas as camadas sociais, como o prova a pastora de Nanterre, desfrutaram na Igreja, e devido à sua função na Igreja, dum extraordinário poder na Idade Média. Algumas abadessas eram autênticos senhores feudais, cujo poder era respeitado de modo igual ao dos outros senhores; algumas usavam báculo, como o bispo; administravam muitas vezes vastos territórios com aldeias, paróquias…

Um exemplo entre milhares: pelos meados do século XII, os cartulários permitem-nos seguir a formação do mosteiro de Paráclito, cuja superiora é Heloísa; basta percorrê-los para constatar que a vida duma abadessa na época comporta todo um aspecto administrativo: as doações acumulam-se, permitindo aqui receber o dízimo sobre uma vinha, ali ter direito a foros sobre fenos ou trigos, aqui usufruir duma granja e ali dum direito de pastagem na floresta… A sua atividade é também a dum explorador, ou mesmo dum senhor. É de dizer, pois, que, pelas suas funções religiosas, certas mulheres exercem, mesmo na vida laica, um poder que muitos homens poderiam invejar-lhes hoje.

Por outro lado, constata-se que as religiosas desse tempo - sobre as quais, digamo-lo de passagem; nos faltam absolutamente estudos sérios - são, na sua maior parte, mulheres extremamente instruídas, que poderiam ter rivalizado em saber com os monges mais letrados do tempo. A própria Heloísa conhece e ensina às suas monjas o grego e o hebreu. É duma abadia de mulheres, a de Gandersheim, que provém um manuscrito do século X que contém seis comédias em prosa rimada, imitadas de Terêncio; são atribuídas à famosa abadessa Hrotsvitha, cuja influência sobre o desenvolvimento literário dos países germânicos se conhece. Estas comédias, provavelmente representadas pelas religiosas, são, do ponto de vista da história dramática, consideradas como a prova duma tradição escolar que terá contribuído para o desenvolvimento do teatro na Idade Média. Acrescentemos de passagem que muitos mosteiros, de homens ou de mulheres, ministravam localmente a instrução às crianças da região.

É surpreendente também constatar que a enciclopédia mais conhecida do século XII emana duma religiosa, a abadessa Herrade de Landsberg. É o famoso Hortus deliciarum («Jardim de Delícias»), no qual os eruditos vão procurar as informações mais seguras em relação às técnicas no seu tempo. Podia dizer-se o mesmo das obras da célebre Hildegarda de Bingen. Finalmente, uma outra religiosa, Gertrude de Heifta, no século XIII, conta-nos como se sentiu feliz por passar do estado de «gramática» ao de «teóloga», isto é, que, depois de ter percorrido o ciclo dos estudos preparatórios, ela aborda o ciclo superior, como se fazia na universidade. O que prova que ainda no século XIII os conventos de mulheres são o que sempre tinham sido desde São Jerônimo, que instituiu o primeiro deles, a comunidade de Bethléem: centros de oração, mas também de ciência religiosa, de exegese, de erudição; estuda-se aí a Sagrada Escritura, considerada como a base de todo o conhecimento, e também todos os elementos do saber religioso e profano. As religiosas são mulheres instruídas; aliás, entrar no convento é uma via normal para aquelas que querem desenvolver os seus conhecimentos para além do nível corrente. O que pareceu extraordinário em Heloísa, na sua juventude, foi o fato de, não sendo religiosa e não desejando manifestamente entrar no convento, ela continuar, no entanto, estudos demasiado áridos, em vez de se contentar com a vida mais frívola, mais despreocupada, duma moça que deseja «permanecer no século». A carta que Pierre, o Venerável, lhe enviou di-lo expressamente.

Mas há mais surpreendente. Se se quiser fazer uma idéia exata do lugar ocupado pela mulher na Igreja, nos tempos feudais, é preciso perguntar a si próprio o que se diria no nosso século XX de conventos de homens colocados sob o magistério duma mulher. Um projeto desse gênero teria no nosso tempo a menor possibilidade de resultar? Foi, no entanto, o que se realizou com pleno sucesso, e sem ter provocado o menor escândalo na Igreja, com Robert d’Arbrissel em Fontevrault, nos primeiros anos do século XII. Tendo resolvido fixar a multidão inverossímil de homens e mulheres que chamava atrás de si -porque foi um dos maiores conversores de todos os tempos-, Robert d’Arbrissel decidiu fundar dois conventos, um de homens outro de mulheres entre eles erguia-se a igreja que era o único lugar onde monges e monjas podiam encontrar-se. Ora esse mosteiro duplo foi colocado sob a autoridade, não dum abade, mas duma abadessa. Esta, pela vontade do fundador, devia ser viúva, tendo, pois, a experiência do casamento. Acrescentemos, para sermos completos, que a primeira abadessa, Pétronille de Chemillé, que presidiu aos destinos desta ordem de Fontevrault tinha vinte e dois anos. Não vemos que hoje semelhante audácia, mais uma vez, tivesse possibilidades de ser encarada.

Se examinarmos os fatos, impõe-se esta conclusão: durante todo o período feudal, o lugar da mulher na Igreja foi certamente diferente do homem (e em que medida não seria uma prova de sabedoria o ter em conta que homem e mulher são duas criaturas iguais, mas diferentes?), mas foi um lugar eminente, que, aliás, simboliza perfeitamente o culto, eminente também, prestado à Virgem entre todos os santos. E pouco nos surpreende que a época termine com um rosto de mulher: o de Joana d’Arc, a qual, diga-se de passagem, nunca teria podido nos séculos seguintes obter a audiência e suscitar a confiança que no fim de contas obteve.


(PERNOUD, Régine. O mito da Idade Média. Publicações Europa-América, S/D, pp.95-99)

*Régine Pernoud: historiadora e medievalista francesa (1909-1998). Doutora em Letras e diplomada pela École des Chartes e pela École du Louvre, foi diretora do Museu de Reims, do Museu de História da França, dos Arquivos Nacionais e do Centro Jeanne d´Arc d´Orléans (que fundou em 1974). Escreveu numerosas obras sobre a Idade Média, entre as quais destacamos “Idade Média: o que não nos ensinaram”, “Luz sobre a Idade Média” e “A mulher no tempo das catedrais”.

Texto adaptado por mim para o portugês do Brasil. Os grifos são meus.

quarta-feira, junho 04, 2008

Sobre a crise do mundo moderno





Estamos vivendo uma fase de plena decadência. Hoje está tudo cada vez mais humano, mas no pior sentido. O humanismo, que tomou força lá com os renascentistas – estou excluindo a Antiguidade, falando apenas da nossa civilização cristã - trouxe uma visão, digamos, rasteira sobre o ser.

Hoje, depois de tanta discussão sobre “o humano”, os cientistas passam a se interessar mais pelo social e pelo biológico. Cada vez mais caímos! De Deus passa-se ao homem (o homem despojado do que possui de melhor, do espiritual) e daí para o social (como se o social fosse um ente ou algo assim) e para o biológico. Do vertical passamos ao horizontal e eu fico aqui me perguntando se isso pode piorar. Será que piora? Qual o limite para essa decadência?

Observo no pensamento humanista um orgulho muito grande. Vejo por aí pessoas que parecem perdidas, navegando nos mares do humanismo, do sentimentalismo, do individualismo. Pessoas que são adeptas daquele modo de pensar moderno no qual cada um faz sua religião ou não faz nada. Alguns não conseguem nem mesmo aceitar a existência de Jesus ou a criação da nossa civilização pelo Cristianismo. Para estas pessoas tudo é muito humano, o homem é quem faz seu caminho, quem constrói tudo. Não há muito papel para Deus nisso aí.

Parece que hoje reina a soberba. E foi esse pecado que originou a queda.

terça-feira, junho 03, 2008

Qualquer interferência à verdade é imoral

"O cristianismo, identificando verdade com fé, deve ensinar - e, adequadamente compreendido, de fato o faz - que qualquer interferência à verdade é imoral. Um cristão com fé nada tem a temer dos fatos; um historiador cristão que estabelece limites para o campo de investigação, em qualquer ponto que seja, está admitindo os limites de sua fé. E, naturalmente, também destruindo a natureza de sua religião, qual seja uma revelação progressiva da verdade. Por conseguinte, o cristão, a meu ver, não deve ser impedido, nem no mais leve grau, de seguir o fio da verdade; com efeito, é, positivamente, fadado a segui-la. De fato, ele deveria ser mais livre que o não-cristão, comprometido por princípio com sua própria rejeição”.

Paul Jonhson, no prefácio da sua "História do Cristianismo".
***
Quanto mais eu estudo História, Teologia, Metafísica, Filosofia, eu vejo como é verdadeiro o Cristianismo.

As coisas começaram assim para mim. Em dado momento eu quis saber como tinha surgido o Cristianismo, pois me vi encantada com Jesus Cristo, muito mais do que já tinha estado em toda minha vida. Foi todo um processo baseado em muitas orações pedindo a Deus para ver a verdade. Qualquer dia conto tudo aqui. Mas por hora quero deixar claro que orei pedindo a verdade e quanto mais eu estudei mais me aproximei de Cristo e de Sua Santa Esposa: a Igreja!