segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O que não pode mudar com os tempos

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É com crescente tristeza que tenho visto pessoas reclamando mudanças, apegando-se a falsos profetas na vã esperança de um mundo sem religião a não ser a sua própria. Essa religião pessoal eu chamo de “sentimentalismo relativista”.

“Somente a ortodoxia católica fez o homem feliz: é como os muros postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças”. (G. K. Chesterton)

Tais pessoas pregam sua própria forma de ver a vida, arrumam “novidades” para si e para os outros, envenenando mentes e corações, e em sua ignorância, ou prepotência, esquecem de que estão “sentados em ombros de gigantes”. Desconhecem que o melhor que existe hoje em nossa civilização é fruto da Igreja. Foi uma construção de séculos em que a Igreja conservou as obras dos grandes autores da Antiguidade, criou e construiu hospitais, criou escolas para todos, criou a Universidade, elevou a dignidade da mulher e das crianças e como e não bastasse guardou o depósito da fé na íntegra!

“Nove dentre dez do que chamamos novas idéias são simplesmente erros antigos. A Igreja Católica tem como uma de suas principais funções prevenir que os indivíduos comentam esses velhos erros; de cometê-los repetidamente, como eles fariam se deixados livres”. (G. K. Chesterton)

Os relativistas, sentimentalóides que são, seguem a correnteza e não se dão conta do triste estado de suas almas. Brigam encarniçadamente com a Igreja porque esta não muda com o sabor dos ventos, ao contrário, contraria a correnteza da tirania do relativismo. Por isso mesmo é tão odiada.

“Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la.” (G. K. Chesterton)

Nadando contra a maré do relativismo que prega a tolerância às mudanças daquilo que não deve ser mudado, Chesterton é uma voz que clama no deserto:


“A Igreja não pode mudar com os tempos [...]. Sua missão é salvar toda a luz e toda a liberdade que podem salvar-se, opor-se ao arrastre descendente do mundo e esperar dias melhores [...]. Não necessitamos de uma Igreja que se mova com os tempos. Necessitamos de uma Igreja que mova ao mundo. Necessitamos de uma Igreja que o aparte de muitas das coisas para as quais agora se inclina [...]. Para qualquer Igreja será esta a prova histórica de se é ou não a verdadeira Igreja”.(G. K. Chesterton, The New Witness)


Falsos profetas e falsas religiões vivem mudando ou defendem mudanças estruturais que terminam por descaracterizar suas próprias doutrinas. São evolucionistas e progressistas que não se contentam com o que é perene e tal qual o anjo caído tramam “revoluções por minuto”.


“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16,18)

A sabedoria de Deus é eterna, não muda com os tempos.


Fonte das frases de Chesterton: Adversus Haeresis