quinta-feira, maio 21, 2009

No fim, o que fica é o Amor

vida


"O que conta não são as teorias que se tem na mente, mas o amor que se tem no coração"
(Anônimo)


Gosto dessa frase, pois ao longo da minha vida venho comprovando isso. Conheci pessoas muitíssimo inteligentes, cultas, eruditas até... Mas sem amor, secas, ríspidas, sem compaixão.

Conheci também pessoas sem boa formação escolar, sem erudição, mas com uma grande capacidade de ajudar o próximo, com um coração cheio de amor pelas pessoas, pelos animais, compassivas, compreensivas.

E colocando na balança percebi que é melhor ser bom que ser somente muito inteligente, pois na hora do aperto, das atribulações da vida, quem ajuda é quem ama e não somente quem é mais erudito.

Não é que eu pense que tenha apenas que procurar viver cultivando a bondade e esquecer o cultivo do intelecto ou a busca do conhecimento, o melhor é equilibrar os dois. Até porque na realidade não existe essa dicotomia. Uma coisa não tem que estar separada da outra. Mas é que ouço tanto por aí as pessoas discutirem sobre o que é melhor - coração ou intelecto - que termino por me fazer esse tipo de pergunta.

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!

A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.

Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade"

(Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios, 13)

No final das contas, quando tudo tiver passado, quando tudo tiver sido conquistado, restará o Amor!
vida