quarta-feira, novembro 11, 2009

Carta a uma amiga sobre casamento e celibato





Carta que escrevi a uma amiga muito querida sobre a questão do celibato, do casamento e da castidade nos dias atuais.


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Amiga, quando vemos as coisas do ponto de vista sobrenatural, daquele ponto mais alto para onde todos nós devemos olhar, vemos como as coisas ficaram confusas porque os humanos hoje estão perdidos em seus complexos e complicam tudo aquilo que tocam. Como é triste isso!

Quando vemos o casamento ou o celibato como vidas consagradas a Deus, tudo fica diferente. O casamento tem a parte natural (reprodução), tem a parte social e tem a parte sobrenatural, a espiritual. É uma instituição criada por Deus, é sacramento. Em todas as sociedades antigas, tradicionais, o casamento é levado a sério, ministrado por sacerdotes, líderes espirituais, feito perante a sociedade, pedindo as bênçãos sobrenaturais. Claro que varia de cultura a cultura a forma como é realizado, mas é sempre algo a ser levado a sério. Mas na modernidade as coisas complicaram demasiado. Não que não tenhamos pontos na história onde tudo ficou confuso, mas tais épocas já eram o fim de civilizações, a degradação de sociedades.


Talvez estejamos vivendo isso agora, até porque é patente que o ser humano está revoltado, querendo viver do jeito dele e não do jeito do Divino. Quer proclamar que Deus está morto, porque somente assim ele vai poder viver sua vida desvairada, rumo ao precipício. Daí porque o ódio tão grande que certos “livres-pensadores” têm à religião, à Igreja! A religião impede que eles dêem livre curso às suas paixões e por isso querem que esta seja destruída e substituída por religiões biônicas (como na China, com uma falsa igreja católica. A verdadeira vive nos subterrâneos). Lembre-se de Marx repetindo que a religião é o ópio do povo. Quando vemos o que foi a vida deste homem, logo percebemos o porquê de seu ódio. Ele queria substituir a religião pelo culto ao Comunismo, que no fim das contas torna-se o culto ao Estado. É tão horrível isso! Sabemos o que veio daí, quantas tragédias, quanta dor gerou tal idéia! É contrária à natureza do homem, porque este busca O Bem Maior, sempre foi assim! Quando se vai contra a natureza, dá tudo errado. O homem hoje está lutando contra o curso natural das coisas e contra o sobrenatural também! Por isso tanta dor, tanta morte, tanta loucura! Quer insistir no desvario, quer arrumar formas de fugir do Supremo, quer uma liberdade que não existe, que na verdade é prisão. Só Deus liberta! A verdadeira liberdade é a de agir como filhos de Deus. Escolher o Bem é o caminho certo. O outro caminho é de perdição. E é este caminho que as pessoas em geral estão seguindo hoje, buscando atalhos para sua felicidade. Mas isso tudo é ilusão, afinal de contas “a porta é estreita”.


Continuando a falar de vida consagrada: A vida celibatária também deve ser uma vida consagrada. É a vida dos que buscam a perfeição, quando é completada no desapego dos bens (como o que Nosso Senhor propôs ao moço rico que queria ser perfeito, mas este não quis).


Tanto a vida matrimonial quanto a celibatária devem ser vividas na castidade. A pureza é um bem que todos nós devemos buscar, uns no casamento, outros no celibato.


É tão bonito o que Deus planeja para nós! Quando vamos buscando viver como Ele quer, vamos usufruindo o Bem. Não é necessária nenhuma recompensa para os que cumprem os mandamentos, para os que buscam a Caridade. A própria vivência na obediência das leis divinas traz em si um fruto doce que é a participação no Bem. O amor divino é doce e puro néctar! É maravilhoso poder participar da Bondade! Não há porque querer recompensas por ser bom, por fazer o bem, por amar! Isso em si já é tão maravilhoso!


Amiga, terminei escrevendo demais, mas senti em meu coração que seria bom escrever isso.


Beijos e fique com Deus!
vida