sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Somos cristãos também durante o Carnaval

Olhemos para o alto buscando agradar a Deus!

Na Homilia da semana passada o padre de minha paróquia fez questão de lembrar aos fiéis que mesmo no Carnaval nós continuamos a ser cristãos. Ele disse mais ou menos assim: "nada de bebedeira, porque para estar feliz não é preciso encher a cara. Somos felizes naturalmente e também nada de compactuar com a sem-vergonhice. Viajem, descansem, e lembre-se de que são cristãos".

Que bom é ter um pastor que se preocupa com seu rebanho, um sacerdote que se lembra de chamar a atenção de seus filhos para aquilo que é importante! É claro que não são todos os que ouvem tais palavras, há aqueles que até mesmo dormem durante a Missa, mas quero acreditar que boa parte vá ao menos ficar com dor na consciência se chegar a compactuar com a podridão que toma conta das ruas e das passarelas do samba durante esta época do ano. Eu detesto Carnaval. Pode até ter aqui ou ali um bloco bonito, com músicas inocentes (creio que o Bloco da Saudade, de Recife seja assim), mas na maioria das vezes esta festa é pura pouca vergonha, bebedeira, e atentado ao pudor, ou seja, um verdadeiro festival de ofensas a Deus. Sendo assim, nunca mais quero participar desse tipo de coisa (já assisti a desfiles e trios elétricos, mas nunca fui chegada mesmo a esta festa, a não ser na infância quando tudo era brincadeira inocente no quintal de casa).

Oro para que neste Carnaval os cristãos lembrem-se Daquele que os criou e que os vê o tempo todo e que busquem fazer somente aquilo que agrada a Ele.
vida

5 comentários:

  1. Eduardo Araújo2/12/2010

    Olá, caríssima!

    Nada mais verdadeiro do que as suas palavras, as quais compartilho no desapreço ao carnaval.

    E não nos iludamos imaginando que o problema está no carnaval de hoje. Sempre a tônica da festa foi dada pela malícia evocando a permissividade sexual. Claro, a época conferia o grau de ocultação do sentido das músicas e das fantasias, mas a malícia sempre houve.

    Não estou me referindo, naturalmente à folia infantil, esta sim, despojada desse conteúdo de duplicidade.

    Sobre ser cristão: é fato, nunca o deixamos, assim como nossos organismos não perdem a necessidade de estarem saudáveis (detalhezinho que os foliões amiúde esquecem).

    O mais incrível, porém, é que as pessoas, na sua maioria comportam-se como se fosse possível dar um tempo a essas duas condições essenciais: ser cristão e manter-se saudável.

    Beijos

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  2. É verdade, vejo as músicas dos carnavais passados, do tempo de minha avó e percebo que já havia malícia. Não tem jeito, parece mesmo que o carnaval moderno (não sei como era na Idade Média, só sei que havia algo assim, mas não com imoralidades, ao que parece)é repleto do espírito de devassidão.

    A Paz!

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  3. Pois é,Andrea,glórias a Deus que muitos padres conscientizam seus fiéis! É papel deles,é nosso papel!
    o padre da minha paróquia hoje falou assim: "gente,cuidado com esse carnaval!Cuidado pra brincar nesse carnaval!Depois a quarta-feira de cinzas fica aqui cheia de gente arrependida!"

    NEstes quatro dias, como ouvi dizerem,"o bicho fica solto", o demonio faz tudo o que quer no meio dessa gente descabeceada.
    Eu nunca gostei de carnaval e hoje vejo que é porque Deus me livrou de muitas coisas absurdas que ocorrem neste tempo!

    Paz eBem!

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  4. Eduardo Araújo2/17/2010

    Caríssima, os carnavais europeus antigos (pós-medievais) tinham alguma beleza e esta foi transposta para a festa brasileira, nos seus primórdios. A sua herança espraiava-se em influências do Bal Masqué, francês, e da Comédia Dell'Arte, italiana, com seus personagens típicos (Pierrot, Arlequim, Colombina).

    No que tange a máscaras e fantasias, pode-se aventar, ainda, alguma influência do famoso carnaval de Veneza. Várias telas de Canaletto (séc. XVIII) retratam a festa, em todo o seu brilho e peculiaridade.

    De todo modo, desde que se tem notícia de sua realização, o carnaval se caracteriza, efetivamente, como a festa "da carne", uma espécie de "compensação" antecipada dos "freios" da Quadra Quaresmal (as aspas são porque, na minha visão, de pessoa do séc. XXI, discordo dessa acepção popular sobre a Quaresma, bem como da necessidade de se pintar o sete para depois se penitenciar como fervoroso devoto).

    Por outro lado, não há dúvida de que paralelo a toda essa concepção da festa momina, existe um lado puro, como a brincadeira infantil que você citou. Lembro com muita saudade da minha infância, em que tínhamos nesses dias muita diversão inocente, sem sequer perceber qualuqer viés de malícia. Do mesmo modo, essa mesma inocência permeia, também, muitos blocos, como o citado Bloco da Saudade, e, assim também, letras de sambas e marchinhas sem duplo sentido.

    Beijos

    P.S - aqui em Fortaleza, onde moro, muita gente ficou na cidade - o que de certo modo, implica em não festejar carnaval. Nos noticiários televisivos, assisti, com muita satisfação, a matérias sobre pessoas - muitas delas, jovens - que aproveitaram o período para fazer encontros católicos de oração. E isso vem aumentando, de ano para ano.

    P.S. 2- ainda sobre os esporádicos exemplos de inocência, aqui em Fortaleza, temos agremiações de um maracatu que difere do pernambucano, por apresentar uma solenidade, no caso a coroação de uma rainha negra. Tudo é muito bonito e sem conotações "extras".

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  5. Que interessante, Eduardo!

    É bonito o Maracatu! As pessoas usam roupas belas e decentes....coisa cada dia mais difícil de se ver por aí hoje.

    A Paz!

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