quinta-feira, março 11, 2010

Uma corajosa declaração – Pe. Edson e a liberdade de expressão



Liberdade de expressão


Uma grande rede de televisão do Brasil tem mostrado uma série de propagandas com depoimentos de representantes de várias religiões criticando veladamente a Igreja Católica, por esta defender o direito ao ensino religioso nas escolas, por defender a vida (contra o aborto e a eutanásia), por defender o casamento monogâmico, indissolúvel e natural entre o homem e a mulher, por defender sua fé ao criticar livros ou filmes.

Em uma destas “propagandas”, sempre finalizada com “cidadania, a gente vê por aqui”, colocou um pai de santo defendendo a liberdade de expressão. Dizia ele que “todos têm liberdade de expressar seus pontos de vista e ninguém pode criticar”. Bom, nesta frase já há um cerceamento da liberdade de expressão: “ninguém pode criticar”.

Se todos têm direito de defender suas convicções, por que criticar de forma tão insistente á Igreja Católica? Não teria ela também liberdade de opinião? Não poderia ela também expressar-se livremente sobre suas convicções, baseadas na Lei Natural e no Evangelho? Não estaríamos vivendo uma eclesiofobia? Bom pensar nisso.

Interessante é que ao começar tal clip a emissora foca telas de internet com a Igreja expressando-se contra união civil de pessoas do mesmo sexo e uma tela com a Igreja manifestando desagrado com textos de um famoso escrito português. Todo mundo pode se expressar, menos a Igreja.

O Concílio Vaticano II, em vários textos, defende a liberdade de expressão, assim como a liberdade de consciência. Ninguém pode ser obrigado a abraçar esta ou aquela forma de pensar e de agir, nem tampouco a liberdade de expor aos outros seus pensamentos, a fim de ser melhor compreendidos e dar ao outro a oportunidade até mesmo de mudar de idéia. Porém alguns grupos em nosso país (e também pelo mundo todo) se acham no direito de empurrar suas opiniões pela nossa garganta abaixo e que não podemos esboçar qualquer reação. Isto fere a própria lei natural. Reclamam de discriminação, mas discriminam quem não concorda com sua posição.

Também faz parte da missão o diálogo: saber ouvir e saber falar. E, se preciso for (se estiver contra o Evangelho de Jesus, que é a única Verdade) mudar nossa opinião e nosso modo de agir, fazer uma verdadeira “metanóia”. Estejamos prontos para o diálogo. Saibamos compreender a voz da Igreja, até mesmo para saber perceber o que possa vir a destoar.



Pe. Edson Assunção

Secretário Nacional da Infância e Adolescência Missionárias

3 comentários:

  1. não será porque no passado a Igreja calou [com violência] os que contestavam seus dogmas e doutrinas?

    ResponderExcluir
  2. Solius3/15/2010

    A difusão desta falsa imagem que se criou da Igreja reproduzida pelo colega e que pode ser desmistificada ao se estudar, por exemplo, a respeito dos concílios e debates medievais, é certamente uma das principais explicações.

    ResponderExcluir
  3. Beto, seria bom se você procurasse se informar melhor sobre a Igreja antes de proferir juízos como este.

    Criou-se um espantalho e deu-se o nome de "igreja", mas não é esta a verdadeira Igreja. Um espantalho é mais fácil e derrubar...

    É importante para entender a história buscar se situar na época e entender a mentalidade vigente. Muita coisa que hoje é vista como absurda não o era há tempos atrás. Portanto é injusto julgar o passado com base exclusivamente no presente.

    Como já imagino do que deve estar falando, aconselho a leitura dos seguintes:

    http://ludicomedieval.wordpress.com/category/inquisicao/

    http://www.veritatis.com.br/article/4629

    Aconselho também a leitura do livro "A Inquisição em Seu Mundo", de João Bernadino Gonzaga. O autor é doutor em Direito Penal e parte dos pontos de vista histórico e do Direito Criminal da Idade Média para escrever a obra.

    E mesmo que a Igreja tivesse "perseguido" as pessoas o fato de ela hoje ser perseguida (bom, isso não é de hoje, mas...)não torna as coisas justas. Afinal de contas estas pessoas tão "esclarecidas", "iluminadas" não dizem que todos tem direito a livre expressão? Então por que a Igreja tem de ficar de fora? São dois pesos e duas medidas!

    A Paz!

    ResponderExcluir

Antes de fazer seu comentário: ele deve ser relacionado ao post, e feito respeitosamente. Reservo-me o direito de não publicar comentários que julgue desnecessários ou desrespeitosos. Os comentários não expressam a minha opinião e são de total responsabilidade de seus autores.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.