sexta-feira, julho 09, 2010

Fúteis objeções contra as sobreditas verdades


"Objetar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o demônio: representa a tentação como morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do demônio, porque se expuseram ao perigo."
(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã, Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)



Lendo este trecho eu penso nos dias de hoje onde tantas tentações se apresentam com tanta facilidade, às vezes até mesmo convidadas por nós católicos para dentro de nossos lares.

Penso em como podemos estar bastante, e talvez mortalmente, enganados sobre certas ocasiões nas quais nos encontramos com alguma frequência (por exemplo, em frente a uma televisão ligada). Às vezes ouvimos ou dizemos algo como “ah, mas hoje em dia isso é tão comum!”como uma desculpa para continuar a ver certas coisas que não deveriam ser vistas por aqueles que querem se purificar e por aqueles que devem fugir às ocasiões de pecar: ou seja, nós católicos.

Quando penso na vida eterna, todas as coisas que parecem sem importância ganham um novo sentido. Acho que devemos pensar na vida desta maneira: com olho no fim.