quarta-feira, junho 30, 2010

A TV Nunca Irá Envenenar a Mente das Minhas Crianças

Por Roger Scruton
Traduzido por Andrea Patrícia


Para meu espanto o Governo Australiano saiu em protesto contra a televisão. O relatório reconhecidamente se limita ao efeito sobre as pequenas crianças, e assume a forma de orientações não-exigentes: o relatório afirma que nenhuma criança com idade de dois anos deve ser permitida a ver tevê.


Mas nenhuma parte da população é mais dedicada ao televisor do que os políticos, que competem entre si por um lugar na tela, e eu fiquei aflito por ouvir a verdade sobre este ubíquo veneno de alguém com o poder de controlá-lo. Os governos que tomam uma posição contra televisão são tão improváveis quanto os destiladores que se opõem ao uso de álcool ou produtores de laticínios que fazem campanha contra o leite.


Já se sabe há vinte anos ou mais que a televisão induz transtornos mentais, tais como aumento da agressividade, encurtamento da capacidade de tempo de atenção e redução da habilidade de comunicação, e que esses transtornos envolvem um custo social ainda maior do que a obesidade e a letargia que são os efeitos colaterais comuns da TV. Uma investigação por parte dos psicólogos Olgac Csikszentmihalyi e Robert Kubey demonstrou que a televisão também causa dependência, criando percursos de prazer que demandam constante reforço. Como ameaça à saúde pública da nação, é muito superior ao álcool, drogas e tabaco, e a preocupação é que pode ser demasiado tarde para fazer alguma coisa, uma vez que o vício é quase universal.


É uma constante presença tremeluzente que concorre pela atenção com todas as movimentações do cotidiano.


Ainda pior do que o efeito da televisão em adultos é seu efeito sobre as crianças pequenas. O cérebro humano não está completamente desenvolvido no nascimento e prossegue com os primeiros anos de crescimento, em moldes que dependem de uma constante exploração do meio ambiente. Esta característica do nosso desenvolvimento é única na nossa espécie e está no cerne do que é ser humano. Muitas das ligações vitais para uma vida realizada - notadamente as que envolvem uma compreensão social - não existem no momento do nascimento, e chegam ao ser a partir de como o cérebro se desenvolve nos primeiros cinco anos.


Cérebros sujeitos a entradas erradas nos primeiros anos de idade serão incorretamente conectados; capacidades vitais, tanto intelectuais quanto emocionais, estarão condenadas ao fracasso e não serão adquiridas, e o resultado será um ser humano atrofiado. Se você não acredita nisso, basta perguntar como os senhores poderiam explicar o súbito aparecimento na era da televisão de tantos jovens que são inarticulados, de pavio curto e incapazes de formar relações sociais duradouras ou cordiais.


Esta síndrome--que testemunhamos em toda a parte, na sala de aula e em nossas ruas--é exatamente o que neurologistas prevêem. Quando as crianças são entretidas por uma tela tremeluzente a partir da mais tenra idade e nunca incentivadas a explorar o mundo real, não irão desenvolver a capacidade de se comunicar com outros seres humanos, ou de lidar com as pressões dos encontros reais. Eles irão pegar o caminho mais curto, que não é o caminho da comunicação, mas da agressão.


Como qualquer meio de comunicação, a televisão tem as suas utilizações. Existem importantes programas educacionais, em que imagens comunicam o que não pode ser transmitido em qualquer outra forma. Existem clássicos da TV e formas de entretenimento inocentes apropriadas para a telinha. Um programa de televisão sério deve ser tratado como um livro, ou uma visita ao teatro--para ser absorvido no estado de espírito crítico.


Mas não é assim que a televisão é utilizada. É uma constante presença tremeluzente que compete com todas as movimentações do cotidiano pela nossa atenção. Ao longo dos anos, com o seu impacto extinto, recorreu a cores cada vez mais vulgares, sempre uma linguagem mais grosseira e cada vez mais closes faciais hipnotizantes. Quando o televisor está ligado, e em um terço dos lares australianos, aparentemente, nunca está desligado, a conversa é impossível, e as habilidades de conversação não podem se desenvolver. Além disso, mesmo a melhor e mais afetuosa observação perderá o seu sabor quando ouvida em frente às clamorosas vulgaridades emitidas pela tela.


Tudo o que era óbvio muito antes a investigação psicológica confirmou. Devo dizer que essa investigação não é uma surpresa para mim. Na minha infância a televisão foi um luxo raro; as transmissões começavam às 18h e eram constantemente interrompidas por falhas técnicas. Meu pai tomou uma atitude firme de princípios a esta intrusa que sua madrasta tinha contrabandeado para dentro do lar, e era a de desligá-la sempre que passasse pela sala de estar. Poucos anos antes de ele finalmente despachá-lo com um martelo, o televisor nunca ganhou uma posição que permitisse competir com livros e música. Assim eu cresci fora da cultura que a televisão tem gerado.


E é por isso que não existe uma televisão em Scrutopia* hoje. Naturalmente, os nossos filhos têm uma visão da coisa de vez em quando, ao visitarem amigos e vizinhos. E eles ganharam uma competência suficiente da maioria das besteiras faladas para poder acompanhar as conversas um pouco limitadas de quem assiste isso. Quando a nós, no entanto, prosseguem os hábitos antiquados, como falar, ler, andar e tocar piano. Não me surpreende que eles tenham perdido todo o desejo de uma televisão para eles mesmos e estão bem satisfeitos, quando se trata da tela, em olhar para DVDs no computador, selecionados e censurados por seus pais.

Pode ser que eles estejam perdendo algo. Mas as coisas boas que temos, parece-me, superam em muito as coisas boas que lhes faltam. O triste é que tão poucos pais parecem concordar comigo.

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Roger Scruton é um filósofo, escritor e compositor inglês.


Artigo original aqui.



*uma brincadeira com o nome dele – Scruton - e a palavra utopia.

terça-feira, junho 29, 2010

Idéias e hábitos medievais?

Adorei a resposta do Prof. Angueth a um leitor que acusou o seu blog de ter "idéias e hábitos medievais". É realmente constrangedora a ignorância dos "iluminados". Adoram nos chamar de intolerantes, mas não toleram que pense diferente do mundinho deles.

Veja aqui.

segunda-feira, junho 28, 2010

A importância da imagem do Senhor Crucificado




“Nosso divino Redentor quis ser representado e exposto sobre os altares, não sob o aspecto glorioso, mas crucificado, para termos sempre diante de nós seus desprezos. Vendo-o assim, os santos também se alegravam quando desprezados na terra.”

(Santo Afonso de Ligório)*




É interessante pensar como que para as pessoas no mundo de hoje, infectadas que estão com o vírus do hedonismo, olhar para um crucifixo é algo penoso. Por isso tentam a todo custo retirá-los de onde quer que estejam, e quando não querem passar por candidatos ao inferno, simplesmente retiram Nosso Senhor do madeiro e apresentam a cruz somente, chamando de idólatras os que respeitam a Deus verdadeiramente e adoram o Seu Filho na Cruz Santa.

Mas já dizem as Sagradas Escrituras que a cruz é escândalo para os que não são de Deus. Não compreende este mistério quem não consegue se alegrar, por mínimo que seja, com os desprezos do mundo. E quem se assim se alegra, caminha junto com Cristo e não pode nunca deixar de amar e admirar a Cruz, símbolo da vitória do Céu contra as trevas.

Tristes os que fogem do crucificado, pois que arrumam para si novidades, com medo de encarar a verdade.


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(Ligório, Santo Afonso. A Prática do Amor a Jesus Cristo. 18 ed. Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996. pg. 120)

sexta-feira, junho 25, 2010

Os valores da estrutura moral daqueles que determinam o que você assiste

Um interessante resultado de pesquisa realizada com produtores do mundo do entretenimento nos E.U.A. Embora se refira aos produtores norte-americanos, creio que serve para nós também, pois assistimos ao que eles criam (na tevê e no cinema) e o caso aqui do Brasil não deve ser muito diferente, dado o lixo que é a programação da tevê tupiniquim.
Os grifos são meus.
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“Os valores da estrutura moral degradada daqueles que agora determinam o que você assiste:

-Aproximadamente 73% desta turma procede tanto do corredor Boston-Washington como da Califórnia.
-Embora 93% têm uma religião de criação (59% eram judeus), 45% não declararam filiação religiosa ou crença em Deus; daqueles que disseram que retinham alguma fé religiosa, disseram que suas filiações religiosas eram nominais; 93% declararam que raramente ou nunca atendiam aos serviços religiosos.
-Aproximadamente 75% se descreveram politicamente como a "esquerda do centro" e "liberal". Estes "liberais", entretanto, são fortemente adeptos da "livre empresa", e quase todos apóiam o "sistema de economia de livre mercado".
-Aproximadamente 43% pensam que o sistema Americano de governo e a Constituição necessitam uma "completa reestruturação".
-Aproximadamente 91% são favoráveis aos direitos irrestritos ao aborto; 80% acreditam que não há nada errado ou anormal acerca da homossexualidade, com 86% apoiando o direitos dos homossexuais de ensinar nas escolas publicas. Mais de 83% pensam que casos extraconjugais estão corretos, enquanto 51% não pensam que há qualquer coisa errada com o adultério.

Acrescentando, quase todos apóiam a agenda do ambientalismo radical em um grau ou outro. Nenhuma questão foi perguntada se acreditavam que o homem era um animal doméstico, mas outras respostas revelaram que suas respostas teriam sido um retumbante "sim".

Finalmente, perguntado quais dos grupos teriam maior influência na sociedade Americana, listaram o grupo de consumidores e intelectuais no topo e religiosos no fim da lista. Dois terços acreditavam que eram sua função programar entretenimento na televisão para promover "sua" agenda social.
Relembrando por um momento aqueles algarismos do Bureau do Censo sobre a família Americana, que mostrava na forma estatística o colapso da família. Não pode você ver a correlação entre aqueles números e os valores degenerados dos programadores da televisão?

Um produtor foi perguntado por um entrevistador como escolhia o que estava nos seus programas. "Eu penso na audiência constantemente", replicava. Mas quando perguntado para elaborar sobre como sabe o que agradaria, replicava, "Eu penso de mim mesmo como a audiência. Se me der prazer - eu invariavelmente penso que irá dar prazer a audiência".

Os autores de "América assistindo TV", que entrevistaram numerosos produtores, concordam com a conclusão "O que você vê em qualquer programa de televisão reflete a moral e a consciência das pessoas para os quais programas têm influência*"."


(Trecho do livro “Desligue sua televisão”, de Loonie Wolfe. Pg. 29, 30)
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Nota:
* Acho que a frase ficou truncada ou mal traduzida. Entendi que os programas refletem a mentalidade, a moral e as crenças dos seus produtores.

quarta-feira, junho 23, 2010

O barulho reflete a confusão das almas



Neste domingo eu fui assistir ao jogo da Copa do Mundo na casa de parentes. Bom, eu prefiro ficar quieta em casa, mas enfim, eu terminei indo com meu esposo.

Não era somente a família, havia também vizinhos e amigos deles. Todos muito animados (até demais para o meu gosto), caracterizados de verde e amarelo e (in)devidamente munidos de suas agora inseparáveis vuvuzelas. Ai que barulho infernal! Como é que essa selvageria caiu assim no gosto popular? Ah, mas se eu começar a falar de gosto popular moderno... isso aqui não acaba mais e de post vai virar testamento de tão grande. Mas continuemos.

O interessante é que metade das pessoas lá simplesmente não assistia ao jogo! Elas ficavam rindo, brincando, cantando, tirando fotos, soprando aquelas malditas buzinas, enfim, azucrinando a vida dos que queriam somente assistir a partida de futebol. Eu percebi que estas pessoas parecem muito torcedoras, parecem acreditar no time, mas na realidade o que elas querem é apenas um motivo para festejar. Eu, que hoje em dia não me importo com futebol e que assisto aos jogos mais para fazer companhia ao meu esposo, curti muito mais a partida, acompanhei mesmo sem entender bem do que se trata tudo aquilo, aproveitei o espetáculo, enfim. E os torcedores vuvuzélicos somente pararam para olhar mesmo para a tevê quando começaram as brigas em campo. Interessante isso! Um deles até comentou algo assim apontando para o grupo que estava quieto: “na verdade somente aquele pessoal ali está assistindo ao jogo”.

É interessante e ao mesmo tempo triste notar como o mundo de hoje está ficando cada vez mais bárbaro. O barulho é ensurdecedor, as pessoas querem emoções fortes. Parece que estamos voltando mesmo à selvageria. Digo isso porque vi coisas tão feias e desagradáveis nestes dias de Copa, inclusive nesta reunião na casa de parentes, que fico mesmo pensando quanto tempo mais isso tudo vai durar. Não quero detalhar o que vi, mas posso colocar que notei com muita clareza o estado de alma da maioria de nós hoje em dia: dissipação, imoralidade, intemperança.

Qualquer acontecimento é motivo para colocar para fora as baixezas do vício. As pessoas não se contêm mais diante das outras. Tudo é permitido hoje: todas as piadas de mau gosto, todos os comentários obscenos, todas as roupas imodestas. Mas o que podemos esperar de gente que se compraz em ouvir funk carioca ou pagode de quinta categoria? E o barulho martelador da techno-music? E a zoada infernal do metal? Viver tendo como trilha sonora a música popular atual* não pode mesmo gerar bons frutos, não favorece o surgimento de santos. Pois é tanta maldade, tanto vício, tanta falta de castidade, tanta intemperança, que vibra na maior parte dessas composições, que no fim das contas as pessoas vão expor tudo isso de alguma forma. Acostumadas com o barulho dos tambores e guitarras ensurdecedoras, as pessoas agora armam-se com vuvuzelas para melhor torturar os que querem um pouquinho de paz.

O que estou começando a perceber é que há várias coisas que antes eu não julgava que fossem barulhentas, mas que hoje eu percebo como incomodam, como agridem. Não é somente a música. É também o comportamento, a arquitetura, as artes plásticas, as conversas, as roupas.

O toque ensurdecedor das vuvuzelas é somente mais um sintoma da doença que atacou o homem moderno. Creio realmente que o barulho reflete a confusão das almas.


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*Eu gosto de muita música que na realidade é barulhenta (mesmo que não pareça, pois estamos muito mal acostumados e é com dificuldade que percebemos tais coisas), mas aos poucos vou percebendo o mal que isso causa – a agitação da alma, a falta de concentração - e estou passando a ouvir músicas mais calmas e de boa qualidade como as barrocas e boa parte das clássicas. Com pouco tempo de audição dessas músicas eruditas (estou há alguns meses ouvindo somente esse tipo de composição) eu tenho percebido que a música pop atual é uma chatice, uma cacofonia e uma pobreza de dar dó. Gosto de várias canções populares do passado, mas estou sem ouvi-las para fazer a experiência da música erudita. Ainda estou lendo e meditando sobre o assunto, mas tenho percebido que há vantagens em ouvir uma música bem feita como a de Bach, por exemplo.

terça-feira, junho 22, 2010

Como se poderá chegar à religião verdadeira?





Eu gostei muito da resposta do Prof. Angueth à pergunta de um leitor com dúvidas sobre a religião verdadeira. Veja um trecho:


"Se um homem não tem religião, mas está pesquisando o assunto com a intenção de escolher uma, como poderá chegar à religião verdadeira? Seria por sua própria capacidade de raciocínio ou por meio do seu encaminhamento oculto por Deus?


Anônimo, até que descubra a minha religião
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Caro leitor,


Se você espera chegar à religião verdadeira é porque acredita que existe verdade. Se acredita que existe verdade, você bem sabe que verdade é o contrário da mentira. Assim, só existe uma religião verdadeira e muitas falsas."


Continue lendo, aqui.

segunda-feira, junho 21, 2010

Só uma religião pode ser verdadeira


Por Papa Pio XI




7.Só uma religião pode ser verdadeira: A revelada por Deus


Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-lO e servi-Lo. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido.Por certo, poderia Deus ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a em seu espírito e poderia portanto, a partir daí, governar os seus novos atos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas, preferiu dar preceitos aos quais nós obedecêssemos e, no decurso dos tempos, desde os começos do gênero humano até a vinda e a pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: "Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho" (Heb 1,1 Seg).Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio Cristo completou-a sob a Nova Lei.Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela fé histórica Ter ele realmente falado – não há quem não veja ser dever do homem acreditas, de modo absoluto, em Deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e outra, o Filho Unigênito de Deus instituiu na terra a sua Igreja.

8. A única religião revelada é a Igreja Católica


Acreditamos, pois, que os que afirma serem cristão, não possam fazê-lo sem crer que uma Igreja, e uma só, foi fundada por Cristo. Mas, se se indaga, além disso, qual deva ser ela pela vontade do seu Autor, já não estão todos em consenso.Assim, por exemplo, muitíssimos destes negam a necessidade da Igreja de Cristo ser visível e perceptível, pelo menos na medida em que deva aparecer como um corpo único de fiéis, concordes em uma só e mesma doutrina, sob um só magistério e um só regime. Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si.Entretanto, cristo Senhor instituiu a sua Igreja como uma sociedade perfeita de natureza externa e perceptível pelos sentidos, a qual, nos tempos futuros, prosseguiria a obra da reparação do gênero humano pela regência de uma só cabeça (Mt 16,18 seg.; Lc 22,32; Jo 21,15-17), pelo magistério de uma voz viva (Mc 16,15) e pela dispensação dos sacramentos, fontes da graça celeste (Jo 3,5; 6,48-50; 20,22 seg.; cf. Mt 18,18; etc.). Por esse motivo, por comparações afirmou-a semelhante a um reino (Mt, 13), a uma casa (Mt 16,18), a um redil de ovelhas (Jo 10,16) e a um rebanho (Jo 21,15-17).Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: "Ide, pois, ensinai a todos os povos" (Mt 28,19).Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: "Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?" (Mt 28,20).Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18).


(Trechos da Encíclica Mortalium Animos, Papa Pio XI)

sexta-feira, junho 18, 2010

Uma liberdade sem controle faz libertinos

vida
(Santo Agostinho. Epist 157,16)

Vejamos se não é isso o que vivemos hoje: uma sociedade de libertinos. Parece forte o termo “libertino”? Então é porque já estamos com as mentes tão nubladas pelo pecado à nossa volta que não conseguimos mais perceber com clareza o mal da libertinagem eu tomou conta de nossa sociedade.

Parece que é fim de civilização, pois todo tipo de imoralidade está cada vez mais presente na vida cotidiana no cidadão comum, seja em bancas de revistas, seja na televisão, seja no comportamento de seus filhos e netos furados por piercings e tatuagens, seja no seu próprio comportamento que há muito perdeu a decência nos gestos, nas palavras, nos modos enfim.

As conversas mais banais são show de horrores, pois se fala do pecado como algo muito normal e até mesmo bom. Cultua-se o sexo livre, mesmo que disfarçado sob o nome de “relacionamento” ou “namoro”. Apóia-se todo tipo de impureza, pois o que importa é que as pessoas vivam do jeito que lhes aprouver, que sejam elas mesmas, que sejam felizes. “Carpe Diem”, repetem os neo-pagãos disfarçados de cristãos até mesmo dentro das igrejas. Como pode haver felicidade em agir de forma contrária ao seu fim, ao fim para o qual se foi criado? Não existe. Mas o mundo vive como se assim o fosse e nesta armadilha caem velhos, jovens e crianças. Todos unidos pelo bem...de “Gaia”, do “amor”, da “qualidade de vida”, contra o cigarro, pela lei seca, etcétera e bota etcétera nisso, que o politicamente correto não se cansa de inventar slogans. E depois os católicos é que são uns puritanos. Ora essa, só rindo mesmo!

Vivemos hoje a sociedade da liberdade sem controles, que como sabiamente disse Santo Agostinho, faz mais que liberais simplesmente, faz libertinos! Hoje se defende cada vez mais abertamente o assassinato de idosos e crianças, os eugenistas de plantão estão todos muito bem acordadinhos na defesa de seus ideais inferi. Os fazedores de cabeça para um mundo melhor editam livros para crianças com instruções pecaminosas, pornográficas; passam por cima dos direitos dos pais de educarem seus filhos, colocam na cadeia os que querem livrar suas crianças das maldades ensinadas nas escolas. São contra o ensino católico, mas estão afeitos a todo tipo de doutrinas mandinguentas e pseudo-científicas, são todos assim muito livre-pensadores unidos todos, vociferando contra a Igreja malvada (SIC!!!) que quer controlar os instintos. Ah os instintos que são tão naturais...então por assim o serem são bons, ora! Afinal de contas titio Rousseau não ensinou isso? Não se deve cultuar a natureza? O natural não é o bom?

Mas, ao falar de natureza humana deve se acender uma luz na cabeça do cristão: “ora, a nossa natureza é decaída, então como podemos cultuá-la? Como podemos viver de acordo com os nossos “instintos” se nossa natureza foi corrompida pelo pecado? Não podemos!”. Mas ai de quem ousa dizer com todas as letras que essa vida de culto a natureza decaída, de “relacionamentos” onde todos são de todos e ninguém é de ninguém, é vida libertina, é vida que conduz à morte! Levantam-se todos os humanistas, os amantes da natureza bradando a plenos pulmões: “reacionários!”, “caretas!”, “beatos!”, “puritanos!”, “ o que importa é a verdade de cada um”, “cada qual com sua opinião”... Todos muito unidos contra a moral católica. Todos andando de mãozinhas dadas pela estrada larga que conduz ao Geena.

segunda-feira, junho 14, 2010

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”




“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”

(Jo. 15, 13).


Alguém disse uma vez que amizade verdadeira só acontece neste mundo entre os que buscam a santidade, pois se não for assim, a amizade será superficial, sem aquilo que é mais importante: o espiritual.

Cada vez mais eu vejo como isso é verdade. Pois amigos que não têm o desejo de buscar a Deus sobre todas as coisas, tendem a nos “levar para baixo”, em vários sentidos, dependendo do grau de amizade e do grau de impureza do amigo.

Quantas vezes eu vejo como alguém que poderia estar num bom caminho, está no erro – caindo na maledicência, na apostasia, na impureza, na inveja, na imodéstia... – por causa das amizades ruins? Tantas vezes. Cada um de nós deve ter visto esse tipo de coisa acontecer várias vezes por aí.

Há até aquele ditado “quem se mistura com porcos, farelo come”. Pois sim, se alguém anda com quem rouba, das duas uma: ou ele vai roubar também ou no mínimo será cúmplice de roubo e poderá ser confundido com o próprio ladrão, sofrendo danos por causa disso.

Já aquele que anda com quem busca a santidade está em situação melhor, pois as aspirações são altas, a vontade é guiada para O Bem Maior e não para as coisas passageiras e pecaminosas.

Agora melhor ainda é a vida do santo, pois seu amigo é ninguém mais que o próprio Deus! Que coisa maravilhosa! Que bela amizade! É a esta amizade que devemos aspirar com todo o nosso empenho, com toda a nossa alma! E para isso é muito bom que tenhamos amigos que buscam o mesmo. Assim um fortalece o outro.

A amizade de Deus é o bem mais precioso de todos! Ele nos deu a Sua vida no calvário e mostra assim que não há amor maior que este: dar a vida por seus amigos!

sexta-feira, junho 11, 2010

Na hora da morte...



“Deus preveniu os pecadores que na hora da morte o procurarão e não o hão de achar (Jo 7,34). Disse que então já não será tempo de misericórdia, mas sim de justa vingança (Dt 32,15).

A razão nos ensina esta mesma verdade, porque na hora da morte, o mundano se achará fraco de espírito, obscurecido e duro de coração pelos maus hábitos que contraiu; as tentações então manifestar-se-ão mais violentas, e ele, que em vida se acostumou a render-se e a deixar-se vencer, como resistirá naquele transe? Seria necessária uma graça extraordinária e poderosa para lhe transformar o coração. Mas será Deus obrigado a lha conceder? Ou talvez a mereceu pela vida desordenada que levou? E, no entanto, trata-se nessa ocasião da desdita ou da felicidade eterna. Como é possível, ao pensar nisto, que aquele que crê nas verdades da fé não renuncie a tudo para entregar-se inteiramente a Deus, que nos julgará segundo as nossas obras?”

(Santo Afonso de Ligório. Preparação para a morte. Edição PDF. Página 21)


Enquanto estamos aqui temos a chance de nos arrepender, de nos emendar, mudar de vida. Aproveitemos enquanto é tempo!


quarta-feira, junho 09, 2010

O primeiro passo na busca da verdade é a humildade



"O primeiro passo na busca da verdade é a humildade. O segundo, a humildade. O terceiro, a humildade. E o último, a humildade. Naturalmente, isto não significa que a humildade seja a única virtude necessária para o encontro e gozo da verdade; mas se as demais virtudes não estiverem precedidas, acompanhadas e seguidas da humildade, a soberba abrirá caminho e destruirá suas boas intenções." (Santo Agostinho. Epist 118,3,22)



Há tantas pessoas com as mais belas intenções, muito solidárias, esforçando-se por serem fraternas e solícitas, dispostas a ajudar sempre. Olhando de fora até parece mesmo que são caridosas, que são humildes. Mas ao se aproximar mais um pouco, alguém mais experiente ou mais sábio, logo percebe que por baixo de toda aquela solicitude se esconde a revolta contra a ordem cósmica, o desejo inútil de igualdade, a falsa noção de liberdade.

Todo aquele bem que parecem fazer nada mais é que demonstração de orgulho insano contra o Criador, de ilusão sobre as próprias forças. Estas pessoas pensam que podem por si mesmas se erguerem até as mais elevadas alturas do espírito. Pensam que ao distribuir sopas e agasalhos estão sendo muito caridosas, muito cristãs. Mas ai que armadilha demoníaca! Como pode haver caridade onde não há fé? Como pode haver verdadeiro amor ao próximo se não se ama a Deus Pai, Filho e Espírito Santo? Se não se faz a Sua vontade e sim se se busca por sua própria conta caminhar na terra na vã esperança de criar asas e conquistar o Céu? Que digo? Céu? Não, não, o Céu está por demais distante...há “planos superiores”, de luzes e anjos assim muito iluminados... Mas não nos foi avisado que Satanás se mascara em anjo de luz? Então como crêem tão facilmente nessas mentiras de que se vai “salvar” a si mesmo, de que se vai conseguir alcançar algo mais alto por sua própria conta? Não sabem que Deus dá as forças e tira as forças quando quiser? Não sabem eles que não se pode ser feliz realmente, não se pode alcançar alturas celestiais quem não servir a Ele?

Alguns podem dizer “mas eles servem, vejam como fazem doações, como dizem palavras doces aos necessitados!”. Não, não servem a Deus. Servem a si mesmos na esperança de “progredir espiritualmente” e ascender a “mundos superiores”. Se alguém diz que o serviço a Deus começa na atenta apreciação de suas palavras coletadas pelos santos apóstolos e discípulos, na palavra guardada com respeito e amor, com atenção e fé, na palavra que instituiu a Igreja na pedra bruta que é Simão Petrus, na palavra que ensinou aos apóstolos certas coisas que eles passaram adiante, nas palavras guardadas inteiras, no depósito da fé...logo estes “caridosos” mostram sua verdadeira face e já não há mais doçura, há palavras cheias de orgulho, há o sentimento de que suas obras irão conquistar os prêmios divinos e que a fé vivida pelos cristãos desde o tempo de Jesus Cristo até hoje é pura falsidade, pois a verdadeira fé é raciocinada... como se fé não pudesse andar junto com a razão para o cristão! Logo o cristão que preservou o conhecimento dos antigos, desenvolveu a filosofia, criou as catedrais... Logo este cristão que preservou a confiança dos apóstolos. Sim, pois confiar é ato racional para ser algo verdadeiro. Não se pode confiar em algo que faz mal, isso é loucura! Então como há os que confiam em gente que surgiu tanto tempo depois do Cristo, crendo firmemente que os anteriores eram todos uns estúpidos ou no máximo uns pobres coitados que não entenderam a mensagem cristã?! Santo Atanásio, Santa Teresa, São Bernardo, Santo Tomás... grandes inteligências como estas são tidas por estes “caridosos” como “atrasados”, que não compreenderam a mensagem do Cristo... quanta soberba! Quanta ilusão! Como não percebem a armadilha na qual estão presos? Eles bradam que a este Deus cristão eles não servirão... familiares estas palavras?

Almas assim se enganam, enganam aos outros e os arrastam aos abismos infernais. Porque não são humildes, porque não querem servir, porque arrumaram para si falsas doutrinas, não baixam a cabeça para Deus, blasfemam e cultuam seus espíritos positivistas como se estes fossem divinos realmente. Arrumam todo tipo de desculpas para fazer o que é proibido. Sentimentais, caem nos engodos diabólicos e vivem iludidas crendo mesmo que encontraram a verdade. Mas como encontrá-la se não a buscam realmente? Pois se elas buscarem acharão, isso foi prometido por Deus mesmo. Se elas continuam iludidas é porque estão sendo castigadas por sua soberba. Se tivessem a mínima intenção de buscar a verdade, o Espírito Santo tocaria seus corações e o pesadelo terminaria.

Que Deus tenha misericórdia de suas almas! Que elas possam acordar assim como eu acordei.



"A ilusão é o castigo da alma. A verdade, seu prêmio."
(Santo Agostinho. In Ps 37,11)

Estamos preparados para a morte?

vida


“Estai preparados” — O Senhor não disse que nos preparemos ao aproximar-se a morte, mas que estejamos preparados. No transe da morte, nesse momento cheio de perturbação, é quase impossível pôr em ordem uma consciência embaraçada. Isto nos diz a razão.
(Santo Afonso de Ligório. Preparação para a morte. Pg. 52 da edição em PDF)



Tudo passa tão depressa! Ontem mesmo era o Natal e cá estamos já no meio do ano! Com não pensar que estamos caminhando? Como não pensar em que estrada nós estamos caminhando e onde esta estrada vai parar? Qual será o fim dela?

Que estrada nós escolhemos? A estreita, onde iremos parar em frente à porta igualmente estreita, por onde poucos passam? Ou estamos caminhando pela estrada larga, aquela que leva à perdição?

Como estamos nos preparando para o fim? Como estamos nos preparando para a morte? Estamos nos preparando para isso?

É difícil falar dessas coisas às vezes, porque vivemos em uma sociedade onde as pessoas não querem lembrar de que irão morrer. Estão todos muito ocupados olhando para os seus próprios umbigos ou muito dispersos tentando esquecer a “hora da verdade”, afundando-se nos bares e boates, nas mesas lautas, nas conversas fúteis, nas contendas sem sentido, no apego às vaidades... tentando a todo custo se entorpecer para não ter que pensar no que será que vai acontecer quando morrer.

Não podemos pensar que depois de passar uma vida inteira brincando, dispersando as energias em futilidades e envenenando a alma com a podridão do mundo - tentando a todo custo continuar do mesmo jeito de sempre e vociferando contra quem queira fazer diferente – se possa chegar a uma boa morte. Toda uma vida onde as graças de Deus foram jogadas fora, não pode acabar bem. Pois se passarmos a vida mentindo para nós mesmos, tentando justificar nossas ações a qualquer custo, então como iremos encarar bem a verdade no fim? Não iremos!

Precisamos agora mudar de vida. Precisamos agora, enquanto é tempo, dar ouvidos aos santos de Deus, deixar que Sua graça possa entrar verdadeiramente em nossas vidas e abandonar as mentiras. Precisamos fazer com que nossas vidas sejam verdadeiras para que no momento final tenhamos o mínimo de clareza de consciência.

Temos que nos preparar para a morte.

segunda-feira, junho 07, 2010

O Namoro Católico




Por Pe. Lodi da Cruz

O namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.
No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.
Mas antes de doar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer, não o corpo do outro, mas sua alma.
Os namorados não podem ter relações sexuais, pois o corpo do outro ainda não lhes pertence. Unir-se ao corpo alheio antes do casamento (fornicação) é um pecado contra a justiça, algo como um roubo.
E como nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6,19) a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.
Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá . Pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (1Cor 3,16-17).
Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca desejo da fornicação, como abraços e beijos que, muitíssimo mais que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico.
Aliás, é possível profanar o templo do nosso corpo até por um pensamento: “Todo aquele que olha para uma mulher com mau desejo já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28).
Durante o namoro deve-se evitar o contato físico desnecessário. O contato entre os corpos (beijos e abraços), além de causar o desejo de fornicação , obscurece a razão. O próprio beijo na boca ou de novela já constitui uma entrega física, que, se acidentalmente pode não se consumar, no entanto a prepara ou apressa. Vale aqui lembrar a advertência de Cristo: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito é pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).
O prazer da excitação dos sentidos, além disso, torna os jovens incapazes de perceber a beleza da alma do outro. O namoro assim deixa de ser uma ocasião de amar para ser uma ocasião de egoísmo a dois, cada um desejando sugar do outro o máximo de prazer.
Como Namorar
Sendo o namoro o encontro de dois templos sagrados que desejam conhecer-se e amar-se interiormente, os namorados deveriam agir à semelhança de um rito litúrgico:
    • rezar antes e depois do namoro;
    • namorar apenas em lugar visível, para evitar ocasião de pecar. Nada há para esconder;
    • durante o namoro evitar ir além de conversar e dar as mãos;
    • ter sempre em mente : “Eu estou diante de um templo sagrado. Ai de mim se eu profanar este templo até por um pensamento”.
E se o outro não aceitar namorar cristãmente?
É preciso renunciar ao namorado (à namorada).
Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10,37).
E Jesus poderia acrescentar :
Aquele que ama o namorado ou a namorada mais do que a mim não é digno de mim“.
Para conservar a graça que Cristo nos conquistou com o preço de seu sangue, devemos renunciar até à própria vida .
Mas há um consolo. Se outro não aceitar namorar senão através de beijos e abraços escandalosos, na verdade ele não ama você, mas deseja gozar do prazer que você pode oferecer. O verdadeiro amor sabe esperar.
É preciso ser diferente de todo o mundo?
Sim. O cristão deve ser sal da terra (Mt 5,13), luz do mundo (Mt 5,14), fermento na massa (Mt 13,33).
Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir a qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito” (Rm 12,2)
A alegria da pureza
Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza.
Aquele que se abstém do prazer por amor encontra a alegria . Os puros de coração são capazes desde já de conhecer as coisas de Deus muito melhor do que os outros. A pureza se expressa no olhar. Ao olharmos para os olhos de uma pessoa pura, vemos algo de Deus em sua alma.
Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros mesmo que fosse por egoísmo . A alegria da pureza está acima do prazer da impureza assim como o céu está acima da terra. Experimente e diga-me se não é assim.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Oração para antes do namoro
Senhor,
Estou aqui diante de um templo santo onde vós habitais. Amo-vos presente neste templo e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por um pensamento.
Fazei que com este namoro eu aprenda a amar a vós presente no outro e assim descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar ao meu lado por toda a minha vida.
São Rafael Arcanjo, que conduzistes Tobias a Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei-nos namorar de tal modo que os anjos possam estar presentes e glorificar a Deus conosco .
Virgem puríssima, dai-nos a pureza do vosso Imaculado Coração.
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Depois do namoro
Convém fazer um exame de consciência:
“Estou agora amando a Deus mais do que antes?”

sexta-feira, junho 04, 2010

A incompatibilidade entre o Catolicismo e o Espiritismo:

vida
Porque tantas pessoas hoje dão ouvidos às pseudo-doutrinas espíritas?

São Paulo Apóstolo responde:

“O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas” (1º Tim. 4,1)

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.” (2º Tim. 4,3)

Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.” (Gal. 1,8)
Como é que católicos se metem a freqüentar centros espíritas, a assistir novelas de cunho espírita (dando dinheiro para que sejam ditas mentiras que podem perder almas), e a achar que certos nomes do espiritismo são louváveis? Por certo estes católicos não conhecem estas passagens de duas obras espíritas de renome – uma de Leon Denis, grande nome do espiritismo e outra do próprio codificador da doutrina espírita, Alan Kardec:

“Chegará a ocasião em que o catolicismo, seus dogmas e práticas não serão mais do que vagas reminiscências quase apagadas da memória dos homens, como o são para nós os paganismos romanos e escandinavos.” (Leon Denis. Depois da morte. p.80).

“Cumpre nos façamos compreensíveis. Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, necessário é que lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas idéias: é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir conosco.” (Allan Kardec, Livro dos Médiuns, FEB, 62a. edição, 2a. parte, Cap. XXVII no.301 pp.399-400).

Vejam que eles mesmos dizem que o catolicismo será destruído, quando o próprio Senhor disse que contra a Igreja “as portas do inferno não prevalecerão”. Em quem vocês, católicos metidos a espíritas, preferem acreditar? O Evangelho é verdadeiro, logo o que o contradiz é mentira e sabemos muito bem que é o pai da mentira...

Vejam também a mentalidade ardilosa do Sr. Kardec que ensina a fingir, a ter uma linguagem falsa para atrair os não espíritas às suas fileiras! Em vez de dizerem logo aquilo que são e no que crêem, eles se fazem de cristãos, para melhor enganar! E isso é ensinado pelo próprio codificador da doutrina! Linguagem dúbia, própria de quem tem língua bífida como a da serpente!

Que os católicos acordem e deixem de dar ouvidos às mentiras do espiritismo e que os espíritas abram os olhos também e se deixem tocar pelo Espírito Santo de Deus! Eu também fui espírita e hoje, com a graça de Deus estou aqui, na esperança de ir para o Céu, viajando na Barca de Pedro que é a Santa Igreja Católica.

Quem tiver olhos de ver, que veja!
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Recomendo a leitura de dois posts de Jorge Ferraz sobre a incompatibilidade entre o Catolicismo e o Espiritismo:


Kardec e Talião

Sobre Espiritismo e Catolicismo


quarta-feira, junho 02, 2010

A amizade verdadeira é a que tem por motivo as perfeições divinas

Santa Teresinha e uma de suas irmãs: amigas na busca de Deus


“A amizade verdadeira é a que tem por motivo as perfeições divinas”
(São Francisco de Sales)



Esta frase me lembrou de uma coisa: não há como ser amigo do mundo e ser católico e não há como alcançar a santidade tendo maus amigos.

Não há como querer ser um bom católico – ou seja, basicamente amar a Deus acima de todas as coisas – e insistir em andar em más companhias. Nem sempre as más companhias são pessoas de carne e osso, pertinho da gente. Às vezes são pessoas que nem mesmo nós conhecemos pessoalmente e que até nem nos conhecem. Mas elas estão ali, dominando nossa visão, atraindo a nossa atenção, na telinha da televisão ou do computador, na telona do cinema, nas páginas das revistas ou dos livros.

Tais amigos são péssimos, são todos maus conselheiros, pois que fazem com que esqueçamos do sentido último de nossa existência, nos mantém presos, escravos do mundo e consequentemente longe de Deus. Quantos são aqueles que não conseguem ficar sozinhos consigo mesmos, com a sua consciência, e para não terem que ouvir seus próprios pensamentos, ligam a tevê, o som, navegam freneticamente pela internet, enfim, tentam a todo custo escapar da mais mínima meditação que possam fazer de sua vida? São pessoas que não querem ver! São do tipo que se você tentar avisá-las do que estão fazendo, do perigo que estão correndo, vão ficar com raiva de você. Mas elas estão buscando nessas “amizades” algo que preencha suas vidas de alguma forma.

E você, o que busca? Quais amizades têm tomado seu tempo? Seus amigos buscam a Deus? De verdade? Ou na realidade usam o nome Dele para se afirmar, aceitam de Suas leis apenas o que convém e deixam de lado o que importa? As pessoas com quem você tem andado realmente estão fazendo o possível em suas vidas para amar a Deus sobre todas as coisas? Se não estão, você tem feito o possível para que elas se convertam? Como está sua relação com seus amigos?

Lembre-se sempre do ensino do santo:

A amizade verdadeira é a que tem por motivo as perfeições divinas.