sexta-feira, julho 30, 2010

A modernidade dos casais das séries de comédia



Já há algum tempo eu não assisto mais as séries de comédia. Tenho cada vez mais achado que muitas piadas são sem-graça, forçadas e algumas (ou muitas) vezes impróprias e grosseiras.

As únicas que ainda vejo são algumas de drama e suspense ou investigação. Estas dificilmente contêm apelações de qualquer tipo e costumam ser inteligentes.

Uma vez eu ouvi um diálogo em uma série de comédia que eu costumava assistir anos atrás e qual não foi a minha surpresa quando finalmente percebi o quanto de imoralidade havia naquela cena: a série é sobre um jovem casal e no episódio eles estavam presos no banheiro. A esposa estava com uma revista pornográfica nas mãos. Era do marido dela. Ela folheava a revista na frente dele enquanto ia perguntando se ele gostava de mulheres daquele jeito mesmo (o tipo físico da atriz é bem diferente dessas mulheres que se exibem em revistas masculinas), e fazia isso na maior naturalidade, como se fosse algo muito normal, como se fosse aceitável e até bom, um homem manter revistas pornográficas!

Eu lembro que há anos atrás quando eu vi este episódio, mesmo sem ter o costume ou a vontade de folhear tais revistas, eu pensei algo como: “que legal ter essa abertura com o marido, poder conversar assim, sobre tudo, de maneira clara, sem ciúme...saber tudo o que ele pensa”. Eu na época não percebia o quão perverso é esse tipo de coisa. A pornografia não é coisa para brincadeira, é algo grave, imundo e deprimente que acaba com a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo, e faz com que percam não só o controle de seus corpos, mas também suas almas. Nunca se deveria levar um assunto desses como se fosse algo normal, algo que se pode fazer porque “todo mundo faz”. Mas vejam que é isso o que aparece para nós na televisão hoje em dia (e no cinema, no teatro, na literatura...por toda parte!): vale tudo, o que importa é “ser feliz”. E nessa brincadeira temerária vai-se embora qualquer resquício de inocência, qualquer resquício de modéstia, põe-se em risco a perda do respeito pelo outro e abalam-se os valores imperecíveis: os do espírito. Troca-se a pureza pela impureza e fica tudo por isso mesmo, parece que não há problema algum; problema tem quem ainda liga para coisas deste tipo, como esses cristãos bobos (sic!) que ainda gostam de ler sobre a vida dos santos para tomá-los como exemplos de conduta...ou seja, nós que buscamos nos purificar na esperança de ver Deus face-a-face - pois sabemos que somente os puros de coração verão o Senhor - somos tachados de fanáticos, chamados de bobos e antiquados, pois não vemos graça em piadas sobre coisas santas, sobre coisas que Ele criou para dar Glória a Ele e não para serem usadas como objetos descartáveis.

É cada vez mais difícil para mim, ver a quantidade de piadas de mau gosto que são feitas sobre a sexualidade, sobre a família, sobre o casamento, veiculadas nas séries e outras produções da televisão ou cinema. O que muita gente não percebe é que com o passar do tempo o conteúdo dessas piadas vai sendo interiorizado nos espectadores como se fosse algo verdadeiro, aceitável, bom, tolerável, ou seja, como algo que pode ser feito, pois todo mundo faz. No expectador não há uma visão crítica, há somente a vontade de relaxar a qualquer custo depois de um dia de trabalho, não importa se as mensagens daquilo que está sendo visto fazem bem ou mal a alma.

Alma? E quem se preocupa com isso hoje em dia?

quarta-feira, julho 28, 2010

O Hábito não faz o monge… o santifica!

Pe. Leonardo Holtz Peixoto



Certamente alguns dos que lêem este texto agora, irão lembrar-se de sua infância. Um grupo de crianças brinca na rua, sem perigo de violência ou preocupação com maldades. Canções de roda, ou de pular corda enchem o ar do bairro de uma alegria pura, inocente. Lá ao longe se avista aquele distinto senhor. Todos o identificam rápida e facilmente: um chapéu preto e redondo, nas mãos um breviário; vestindo sua batina preta e surrada; talvez cerzida em alguns pontos e até desbotada. Todos já sabem: “aí vem o ‘seu’ vigário!” A ele as crianças acorrem para pedir uma bênção e ganhar um ‘santinho’ ou um doce, sem risco de pedofilia.

Este sacerdote segue seu caminho e, certamente, o encontraremos visitando uma família, ou confortando um enfermo pela Extrema Unção, ou, quem sabe, na sua Paróquia de joelhos na nave central da Igreja, diante do Sacrário, ou ainda, dentro de um confessionário.
Onde estão estes padres hoje?

Sl 76(77)
–8 Será que Deus vai rejeitar-nos para sempre? * E nunca mais nos há de dar o seu favor?
–9 Por acaso, seu amor foi esgotado? * Sua promessa, afinal, terá falhado?
–10 Será que Deus se esqueceu de ter piedade? * Será que a ira lhe fechou o coração?
–11 Eu confesso que é esta a minha dor: * 'A mão de Deus não é a mesma: está mudada!'

“A mão de Deus não é a mesma: está mudada!” Está mudada porque aqueles que deveriam ser as mãos, os pés, os lábios, os braços de Nosso Senhor na terra, os padres, estão mudados.

Há quem diga esta famigerada frase: “O hábito não faz o monge”. Esta frase é profundamente tola, pois se trata de uma falácia! Certa vez, conversando com algumas daquelas pessoas que acham que o padre é um homem comum e que, por isso, deve se vestir como um homem comum para ‘dialogar’ com o mundo moderno, ouvi este absurdo: “A batina não é o mais importante, mas o sacerdócio que o padre recebeu. Ele vai ser mais padre ou menos padre por estar de batina?” Então eu respondi: “Mas é claro que não! O sacerdócio é muito maior que uma simples veste. E a Igreja NUNCA afirmou coisa em contrário. Mas, agora, permita-me fazer duas perguntas: a faca é um utensílio tão necessário em nosso dia-a-dia; utilizada para picar, descascar e cortar. Mas ela também é capaz de tirar uma vida. Você a deixaria de usar definitivamente por causa disso? Você deixaria de dirigir o seu carro, mesmo sabendo que ele, um dia, pode atropelar e matar alguém, ou, num acidente, matar a você mesmo?” Obviamente que a resposta foi “Não”. É claro que sabemos que a batina não é o fundamento da nossa fé, esperança e caridade; A batina não é o centro da vida da Igreja; Eu não vou ser mais padre por estar de batina. Tudo isso já sabemos. Contudo nada disso justifica o desuso da mesma. Da mesma forma que tenho que ter a consciência de utilizar uma faca ou dirigir o meu automóvel com sabedoria e prudência, devo saber utilizar a batina com a mesma sabedoria, prudência e, sobretudo, humildade. Não adianta ser um “cavalo de batina”!

A batina nos impõe um COMPROMISSO solene e terrível. Quando estou revestido do sagrado hábito devo agir com prudência. Devo medir minhas palavras e gestos. Não devo me sentar de qualquer forma. Não devo andar de qualquer forma. Não devo subir ou descer escadas de qualquer forma. Estando de batina devemos pensar muito sobre nossas atitudes e palavras! Não posso me esquecer que todos os olhos estarão voltados para mim. Devo ser um exemplo no agir, no falar, enfim, em tudo. Usando o sagrado hábito não posso me esquecer de que carrego comigo a responsabilidade de toda uma instituição, e não apenas de uma pessoa física! Tudo o que o padre faz, já dizem logo que é a Igreja que faz! Por isso não se deve usar a batina de qualquer forma. Aliás, este é o motivo pelo qual muitos padres hoje não querem usá-la. Sob uma FALSA modéstia dizem: “não uso para não chamar atenção”. Isso é uma desculpa esfarrapada! A VERDADE é que não querem usá-la (e nem ao menos o Clergyman) para não serem identificados e, portanto, não serem incomodados. SEMPRE que estou de batina na rua aparece alguém pedindo uma bênção, ou para tirar uma dúvida ou até para desabafar! Já ouvi inclusive uma confissão (literalmente auricular) na Linha 1 do Metrô! Mas, é claro, que é muito mais cômodo estar no meio da rua e não ser identificado. Conheci sacerdotes que me chamaram atenção porque eu os chamei de “padre” no meio da rua! Fui imediatamente repreendido (e não foi em nome de Jesus): “Por favor, na rua me chame pelo meu nome”. A questão é que revestido do Clergyman ou Batina ‘fica mal’ ele parar num bar e tomar uma cerveja; ‘fica mal’ ele fumar quase um maço de cigarro; ‘fica mal’ ele não controlar os seus olhares apetitosos para uma bela moça (ou, quem sabe, um rapaz) na rua. Há até padres que, movidos pela Passione, deixam de celebrar a Santa Missa e mandam um Ministro Extraordinário fazer uma celebração em seu lugar…

Certa vez, fazendo uma meditação, me perguntei por que a batina incomoda tanta gente. E logo – ironicamente – me veio uma antiga musiquinha à mente; claro que com as devidas adaptações não-pastorais:

“Um elefante incomoda muita gente.
Uma batina incomoda, incomoda, incomoda muito mais!”

Não sou um psicólogo, contudo minha meditação me fez chegar à seguinte conclusão: creio que exista aqui uma questão de CONSCIÊNCIA. Por isso a batina incomoda tanto.

· Alguns não a usam porque tem consciência de que não possuem nem a força espiritual e nem a volitiva quer seja imanente ou emanente de se portarem como o hábito exigiria. Só de pensar, isso já causa neles certa repulsa.

· Outros têm consciência de sua falta de disciplina e de ascese. Parece-me que quase não há mais hoje em dia a pré-disposição a “oferecer sacrifícios de amor a Nosso Senhor” como outrora faziam os santos. Hoje todos buscam o mais cômodo o mais confortável: é a busca incessante pelo bem-estar!

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”
(Mt 7, 13-14)

· Há aqueles sacerdotes que NÃO USAM o hábito, mas adoram comentar e criticar os que usam; estes senhores, bem no fundo de suas almas, sentem o incômodo da consciência, porque sabem que a presença daquele hábito é para eles uma constante lembrança de suas infidelidades e que deveriam viver a sua consagração com mais dedicação.

Mas a batina não atinge apenas a consciência dos ministros ordenados, mas igualmente a dos leigos. Vejamos alguns exemplos:

· Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus; Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus; mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a vozinha da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”.

· Até mesmo os ateus ou os hereges sentem a consciência arder quando um sacerdote passa de batina. Nem que seja para dar-lhe um olhar de desdém ou cantarolar uma música pentecostal (que não é, em absoluto, para louvar a Deus, mas, antes, para ‘provocar’ o padre). Se eles REALMENTE não ligassem e não se importassem, ficariam em silêncio e ignorariam o sacerdote. Se fazem algum gesto, por menor que seja, é porque algo dentro deles diz: “você está errado e precisa de conversão!”

O irônico da história toda é que os que julgam ser o hábito eclesiástico somente uma exterioridade são, na sua maioria, pessoas superficiais. Se perguntarmos a eles qual é o significado do hábito talar, por certo não saberão dizê-lo. Pelo contrário vão logo dizer: “isso é coisa do passado” ou ainda “isso não se usa mais”. São Ignorantes da LEI de sua própria Igreja (Código de Direito Canônico) que diz:

Cân. 284 - Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.

Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” (camisa clerical) ou “batina”.

A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato. Algumas possuem mais 7 botões na parte superior do braço, simbolizando os 7 sacramentos, com os quais o padre conforta os fiéis.


A batina é, também, um santo remédio contra a vaidade. Enquanto um homem comum precisa gastar tempo em frente ao seu guarda-roupas ou a um espelho verificando se este paletó combina com aquela camisa ou se a cor da gravata está adequada, o padre veste sua batina e pronto. Nem precisa perguntar “o que eu vou vestir hoje?”. Sua roupa é uma só! Por isso ela também é símbolo de fidelidade e constância. Nos batizados, o padre usa a batina. Se for um casamento: batina! Se for um aniversário: batina! E se for um funeral? Batina! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença… é sempre a mesma coisa. E não podia ser diferente, uma vez que o padre é o representante de Nosso Senhor Jesus Cristo que é o mesmo: ONTEM, HOJE e SEMPRE!

Aprendi em filosofia que expressamos no exterior o que há no interior. Aliás, essa idéia foi expressa por Nosso Senhor: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12,34). Talvez esteja aí a resposta para o desleixo e o desmazelo que há hoje na Igreja e no clero. Perdoe-me, caro leitor, se “pego pesado” demais. Mas penso que se a Igreja tivesse mantido a rígida disciplina do passado, metade do nosso atual clero não seriam padres hoje. Jesus conta uma parábola no Evangelho de São Lucas sobre um administrador INFIEL, que, ao ser descoberto, está prestes a perder seu emprego:

“O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.” (Lc 16,3)

Tenho a impressão de que muitos sacerdotes vivem hoje do mesmo modo que esse administrador infiel. Como não se sentem capacitados para realizar outra atividade, por isso, se servem da Igreja. Vão “empurrando com a barriga” o seu ministério. Em nome de uma “simplicidade” cometem as maiores atrocidades: Missas celebradas de qualquer maneira; desrespeito às coisas sagradas; paramentos terrivelmente feios ou sujos; igrejas que mais parecem caixotes e não expressam piedade, etc. Parece que nem sequer acreditamos mais naquilo que fazemos. Hoje, por exemplo, eu estava de batina caminhando pelas ruas do centro da cidade. Passei por um seminarista e ele me cumprimentou: “E aí, padre? Beleza?”. A menos de cinqüenta metros à frente, um mendigo que estava sentado à porta de uma loja também me saudou: “a bença seu padre...”.

Salmo 73 (74)
=2 Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, † desta tribo que remistes para ser a vossa herança, * e do monte de Sião que escolhestes por morada!
–3 Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: *no santuário o inimigo destruiu todas as coisas;
–4 e, rugindo como feras, no local das grandes festas, * lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos.
–5 Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, * ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos.
–7 Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! *Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais!
–8 Entre si eles diziam: 'Destruamos de uma vez!' *E os templos desta terra incendiaram totalmente.
–9 Já não vemos mais prodígios, já não temos mais profetas,* ninguém sabe, entre nós, até quando isto será!
–10 Até quando, Senhor Deus, vai blasfemar o inimigo? *Porventura ultrajará eternamente o vosso nome?
–11 Por que motivo retirais a vossa mão que nos ajuda? *Por que retendes escondido vosso braço poderoso?
–18 Recordai-vos, ó Senhor, das blasfêmias do inimigo * e de um povo insensato que mal diz o vosso nome!
–19 Não entregueis ao gavião a vossa ave indefesa, * não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres!

Termino dizendo uma frase que há muito eu disse num sermão: Não tenho medo dos lobos que vêm em pele de cordeiros… tenho medo daqueles que vêm em pele de pastores!

“Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos” (2Cor 4,8 )

segunda-feira, julho 26, 2010

Borboletas viram arte


Estas peças são design de Neile, à venda no Etsy. Elas são feitas com asas de borboletas reais, mas que são usadas apenas com a morte natural delas.

O resultado é uma beleza!




sábado, julho 24, 2010

Algumas obras da Igreja

Extraídos do blog Ecclesia Una, aí vão alguns números sobre as obras da Igreja nos campos educacional, assistencial, hospitalar. Vejam:

No campo da instrução e da educação a Igreja administra 64.307 maternais, freqüentados por 6.394.295 alunos; 92.461 escolas primárias para 28.511.698 alunos; 39.404 institutos secundários para 16.454.439 alunos. Além disso, segue 1.715.556 de jovens das escolas superiores e 2.364.899 universitários. Este setor da atividade pastoral da Igreja marca um incremento em todas as faixas de idade: em relação ao ano precedente, os maternais aumentaram em 1.204, os primários em 911, os secundários em 2129.

Os institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja são no total 80.612, assim distribuídos: 5.236 hospitais, 16.679 dispensários, 656 leprosários, 14.794 institutos para idosos e portadores de deficiências, 9.996 orfanatos, 10.634 creches, 12.804 consultórios matrimoniais, 9.813 institutos de outro tipo. O continente com o maior número de estruturas é a América, seguido por Europa, Ásia, África e Oceania.

Estatísticas do site: Santa Sé

Fonte: Ecclesia Una

sexta-feira, julho 23, 2010

Saúdo Maria porque é bela



“Saúdo Maria porque é bela e o crescente da lua lhe fica sob os pés, e porque estou só e preciso de falar a alguém que me ouça com bondade. Então, desembalo todos meus aborrecimentos. Queixo-me a Maria de minha solidão e fico menos só.
Digo-lhe que tenho um coração humano, e que este coração sente frio por não estar aqui quem eu amo, e ela compreende porque é Mãe de toda a humanidade.”

(Julien Green. Convertidos do Século XX. Segunda Série. Editora Agir: Rio de Janeiro, 1967)

quinta-feira, julho 22, 2010

Figura feminina sim, formas evidenciadas não




Meu post de hoje no Maria Rosa é sobre a calça e as formas femininas:


Visitem e comentem!

segunda-feira, julho 19, 2010

Undine, por Arthur Rackham


Belas imagens de Undine, criadas pelo artista inglês Arthur Rackham, o mestre vitoriano ilustrador de livros (1867-1939). Undine ou Ondina é um ser da Mitologia Germânica, que aparece nos contos dos irmãos Grimm.


Este ser mitológico também aparece no romance fantástico do alemão Friedrich de la Motte Fouqué, de 1811. Nesta história a Ondina se casa, mas o seu esposo a abandona e ela volta para o mar. Ela não se dá por vencida, volta e beija seu esposo que assim perde a vida. Como interpretar este mito? vingança feminina? maldade de uma rejeitada? ou ela agiu de acordo com a sua natureza? Seja o que for, este mito deu asas à imaginação dos artistas e alguns resultados são realmente bonitos, como algumas das ilustrações de Rackham.






sexta-feira, julho 16, 2010

Maria: mãe de Jesus Cristo



A mãe do Senhor Jesus Cristo! Quanto respeito, quanto amor e devoção cada um deve ter para sua mãe? Muito, não é mesmo? E o que posso dizer com relação à Mãe do meu Senhor (Lc 1, 43)?

Se nós temos a obrigação de honrar nossas mães, o quanto devemos honrar a mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo? Como não pensar nisso? Como não pensar no quanto Ele se agrada que nós O louvemos através da devoção a Sua mãe? Todo filho fica feliz ao ver que sua mãe é tratada com respeito; fica feliz ao ver que seus netos cuidam dela devotadamente, que os sobrinhos, primos, conhecidos, honram-na! Agora pense no quanto o Senhor fica feliz quando vê Sua mãezinha sendo bem tratada por nós! Já pensou nisso? Você ama o Senhor? E a mãe Dele, você ama também? Respeita?

Se nossas mães são santas (muitos de nós vemos assim, não é? Dizemos “minha santa mãe”, porque sabemos o quanto elas se desgastam, o quanto deram de si mesmas por nós!) imagine como é santa a mãe do Senhor! É santíssima! Porque é muito maior que nossas mães, pois ela deu à luz o Verbo Eterno de Deus! Que coisa linda! Que luz, que doçura e que mistério!

Louvemos a Deus porque fez maravilhas! Louvemos a Deus porque quis para mãe Seu Filho a criatura mais pura do mundo. E só poderia ser assim, pois para dar à luz o Filho de Deus, ela teria que ser muito especial. Ela diz, cheia do Espírito Santo, “
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lucas 1, 49).

Como não crer na Palavra de Deus?

segunda-feira, julho 12, 2010

O País das Fadas




O país das fadas não é outra coisa senão o ensolarado país do senso comum. Não é a terra que julga o céu, mas o céu que julga a terra.



Quando nos perguntam por que os ovos se transformam em pássaros ou os frutos caem no outono, devemos responder exatamente como a fada-madrinha responderia se Cinderela perguntasse por que é que os ratos se transformaram em cavalos ou os seus vestidos cairiam à meia-noite. Devemos responder que é MAGIA. Não é uma "lei", porque não compreendemos a sua fórmula geral. Não é uma necessidade, porque embora possamos esperar que isso aconteça de fato, não temos o direito de afirmar que deve acontecer sempre.



Todos os termos usados nos livros de ciência, "lei", "necessidade", "ordem", "tendência" e outros semelhantes, são de fato inintelectuais, porque pressupõem uma síntese interior que não possuímos. As únicas palavras que ainda me satisfazem ao descrever a Natureza são os termos usados nos livros de fadas, "mágica", "feitiço", "encanto". Elas expressam a arbitrariedade do fato e o seu mistério. Uma árvore frutifica porque é uma árvore MÁGICA. A água corre morro abaixo porque está enfeitiçada. O Sol brilha porque está enfeitiçado.



Somente os contos de fadas são ainda capazes de despertar em nós o quase inato sobressalto de interesse e espanto. Esses contos dizem-nos que as maçãs são douradas somente para reavivar o esquecido momento em que nós descobrimos que elas eram verdes. E põem vinho a correr pelos rios somente para nos fazer lembrar, por um fulgurante momento, que é água o que corre por eles. Eu disse que isto é completamente razoável e até agnóstico. E sou realmente, neste ponto, pelo mais alto agnosticismo; o seu melhor nome é Ignorância.

Vivemos todos sob a mesma calamidade mental; nós todos esquecemos nossos nomes. Nós todos esquecemos o que realmente somos. Tudo aquilo que chamamos senso comum e racionalidade e praticabilidade e positivismo significa apenas que em algumas zonas adormecidas de nossa vida já nos esquecemos que nos esquecemos. Tudo aquilo que chamamos espírito e arte e êxtase significa apenas que por um formidável instante lembramos que nos esquecemos.



Num conto de fadas há uma incompreensível felicidade que depende de uma incompreensível condição. Uma caixa é aberta, e todos os males saem voando. Uma palavra é esquecida, e cidades desaparecem. Uma lâmpada é acesa, e o amor voa para longe. Uma flor é arrancada, e vidas humanas perecem. Uma maçã é comida, e esvai-se a esperança em Deus.



Eu sentia e sinto que a própria vida é brilhante como o diamante, e quebradiça como uma vidraça; e quando o céu era comparado a um terrível cristal, posso lembrar-me de um sobressalto. Eu tinha medo de que Deus derrubasse o cosmos com um estrondo.


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Trechos de "A Ética do País da Fadas", de Chesterton.

sexta-feira, julho 09, 2010

Fúteis objeções contra as sobreditas verdades


"Objetar-me-ás: Mudei duma vez de vida; não tenho nenhuma má intenção, nem mesmo uma tentação quando vou visitar fulana ou sicrana. Respondo: Conta-se que há uma espécie de ursos que caçam macacos: ao avistar o urso, fogem estes para as árvores. Mas que faz o urso? Deita-se debaixo da árvore e faz-se de morto. Descem os macacos com esse engano e então, de um salto, captura-os e devora-os. É o que pratica o demônio: representa a tentação como morta, e assim que desceres, isto é, logo que te expuseres ao perigo, desperta-a de novo, e ela te tragará. Oh! Quantos cristãos, que se davam ao exercício da oração e da comunhão e, mesmo, levavam uma vida santa, não caíram nas garras do demônio, porque se expuseram ao perigo."
(Santo Afonso Maria de Ligório, Escola da Perfeição Cristã, Compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 44-48)



Lendo este trecho eu penso nos dias de hoje onde tantas tentações se apresentam com tanta facilidade, às vezes até mesmo convidadas por nós católicos para dentro de nossos lares.

Penso em como podemos estar bastante, e talvez mortalmente, enganados sobre certas ocasiões nas quais nos encontramos com alguma frequência (por exemplo, em frente a uma televisão ligada). Às vezes ouvimos ou dizemos algo como “ah, mas hoje em dia isso é tão comum!”como uma desculpa para continuar a ver certas coisas que não deveriam ser vistas por aqueles que querem se purificar e por aqueles que devem fugir às ocasiões de pecar: ou seja, nós católicos.

Quando penso na vida eterna, todas as coisas que parecem sem importância ganham um novo sentido. Acho que devemos pensar na vida desta maneira: com olho no fim.

terça-feira, julho 06, 2010

Males se espalhando pela internet



Achei muito interessantes as colocações de Carlos Eduardo Maculan, do blog Ultrapapista Atanasiano sobre grandes males que ele vê se espalhando pela internet, referindo-se ao mundo católico. Podemos refletir sobre suas palavras. Vejam:

"Se for preciso usar o velho bordão "sei que não sou santo e muito menos exemplo para qualquer um", pois bem usado está, mas de forma tão desgraçada (no sentido verdadeiro da palavra desgraça, ou seja, sem a graça de Deus) vejo que grandes males se espalhando pela internet. Enumero alguns:

1) Satanás - aquele mesmo que ninguém mais acredita existir - possui uma grande arma em seu benefício, que é o grande vício de inúmeros católicos passarem horas infindáveis e contínuas conectados. Em nome de "defender a fé" querem justificar o vício de não se afastarem do computador e com isso não primam por seus deveres de estado. Os fóruns se multiplicam, os blogs se multiplicam - nada contra! -, mas as orações, as mortificações, a vida regrada, cada dia se esvai. Onde isso vai terminar? Em que encruzilhada chegarão? Defender a fé sim! Todavia, de forma moderada. Missa todo domingo, para aqueles que ainda se dignam ir, não salva e jamais salvará ninguém. Rezem, crucifique-se com o Crucificado em solidão e abandono de si. Mais oração e menos "bytes" gastos; mais fervor com as obrigações de estado e menos vícios "on-line". Nenhum "defensor" da fé se salvará por tempo gasto na rede, e quer agrade ou não, não conseguirão nenhum fruto eterno, somente e se existirem, frutos efêmeros.

2) Os "istas" inventados e propagados, como se ser católico fosse "ideologia" para ter algum "ista" ou "ismo" no nome. O carismático luta contra o tradicional; o tradicional com o neo-conservador, o neo-consevador contra sedevacante, o sedevacante contra o modernista; o modernista contra o reformista; o reformista contra o carismático, e todos, todos indistintamente se rotulam da mesma forma, como "defensor da ortodoxia". Cresçam, isso é enfadonho demais! Se a ortodoxia está com todos, não há ortodoxia.

3) Qualquer pessoa que ame a Missa Tridentina é - e não adianta negar - suspeito de lefebvrismo (mais um "ismo" criado e incensado) até que se prove, à muito custo e suor, que não é. E mesmo depois de provar, viverá com uma marca no peito de constante receio e vigia: ele que ouse falar qualquer palavra "mais dura" que o alerta de "excomungado" acende imediatamente.

4) Cansei do termo "plena comunhão", dizem: este ou aquele não está em plena comunhão! Ora, qual é a extensão jurídio-canônica do termo "plena comunhão"? Ela não existe, então menos arrogância ao dizer que "fulano não está em plena comunhão", porque quem acusa não sabe se ele mesmo está em tal situação plena.

5) Há coisas positivas na rede, não a estou demonizando. Sim, estou dizendo que Satanás encontrou nela ambiente mais do que propício, por isso, menos competição, menos performance, menos furor dialético e mais mística e ascese. Um terço por dia não matará ninguém e salvará muitos, afinal, qualquer oração bem rezada logra mais frutos do que mil sites juntos num só propósito.

Antes que esse ou aquele se tome por ferido, afirmo que falo isso de forma impessoal, e por dever de justiça sei que existem pessoas - raríssimas - que passam boa parte de seu tempo na rede, mas que cumprem com seus deveres de batizado, portanto, está fechada a possibilidade de me imputarem o erro da "generalização". "

segunda-feira, julho 05, 2010

Maria Santíssima: obra de Deus



Esta imagem de Maria Santíssima del Consuelo é uma das minhas imagens preferidas, ou talvez a minha imagem preferida da Virgem. O artista que criou esta peça está de parabéns, porque ela é linda!

Imagine o amor que Seu Filho tem por ela! Imagine o quanto ele deve ter ficado feliz com o artista que criou esta imagem belíssima de Sua santa mãe! Imagine o amor que Ele tem por aqueles que O louvam através desta que é a sua criatura mais perfeita: a Virgem Maria! Sim, pois o maior artista de todos é o próprio Deus e qual o artista que não fica feliz ao ver que sua obra é apreciada? Como não apreciar a pureza, a doçura, a modéstia, a humildade desta serva do Senhor que em toda a sua vida só fez uma coisa: obedecer a Deus Altíssimo! Como não admirá-la?

Os homens criam as mais belas pinturas das montanhas, mares e flores, dessas criações tão belas! Mas louvor maior ainda é criar obras de arte de seus santos, daqueles que Ele separou para Si. E ela, a Virgem, foi separada desde o início, preservada do pecado original, porque Ele quis um vaso puríssimo para abrigar Seu Filho muito amado. Quanta beleza está contida nisso! Quanto amor, quanta pureza, quanta luz! Por isso as mais belas obras de arte são a meu ver aquelas que retratam (com beleza e respeito, claro) Nosso Senhor e Nossa Senhora, pois falam das coisas mais altas, do Céu. E não há nada melhor que isso porque o Céu é onde Deus está e é para onde nós queremos ir.

É por isso que admiro este artista que criou a imagem de Maria Santíssima del Consuelo. A brancura de alabastro da pele dela, os olhos baixos, a postura modesta, as mãozinhas juntas segurando um lencinho, o traje rico e de cores graves...quanta delicadeza!

Ao contemplar a imagem a sensação que passa é a de que ela está sentindo dor por nós pecadores e que se dispõe a nos ajudar com o seu imenso coração de mãe. É encantador!

Também achei tão belo o título em espanhol que nem quis traduzir.

Tudo à nossa volta está tão atribulado e feio, que é bom demais poder contemplar uma imagem assim, mesmo que seja pela tela de um computador. Como Deus é bom! Como é bom que Ele nos deixe estas consolações!


Maria Santíssima del Consuelo, ora pro nobis!

sexta-feira, julho 02, 2010

Urgente - Manifestação contra o aborto

Vamos protestar contra a lei do aborto na Espanha!


Escrevam à embaixada e façam o seu protesto. O e-mail é este: emb.brasilia@maec.es


Vejam o texto do site do Brasil Sem Aborto:


A criança não nascida está em grande risco na Espanha. Apesar das expressivas manifestações populares, que chegaram a levar milhões de pessoas às ruas de Madri , foi aprovada uma lei do aborto praticamente “a pedido”, incluída a autorização a que meninas de 16 anos abortem sem o conhecimento dos pais. Também se obriga as escolas de Medicina a que ensinem a se fazer o aborto, o que já levou diversas Universidades a se posicionarem, indicando que não cumprirão essa exigência.


Diante disso, os movimentos pró-vida espanhóis entraram com um recurso de inconstitucionalidade que deve ser julgado em 3 dias, antes da entrada em vigor da lei, marcada para a próxima semana. E estão pedindo apoio internacional. Diversos países marcaram vigílias.


A nossa opção está sendo a de fazermos uma manifestação virtual. Vamos todos escrever à Embaixada da Espanha, e espalhar pelas redes o nosso protesto, pedindo o respeito ao nascituro na Espanha.


E-mail: emb.brasilia@maec.es


Telefone e endereço podem ser vistos em http://www.maec.es/subwebs/Embajadas/Brasilia/es/home/Paginas/espaol_homebrasilia.aspx


Abaixo, em espanhol, a mensagem que está sendo divulgada pelo HazteOir:


Hoy el Tribunal Constitucional ha admitido a trámite los recursos de inconstitucionalidad presentados contra la Ley Aído. Congreso, Senado y Gobierno tienen un plazo de tres días para alegar a la petición de suspensión de la entrada en vigor de nueva Ley del Aborto planteada por el PP en su recurso de inconstitucionalidad contra esta norma.


¿Vas a permanecer sentado?


Ahora tienes tu oportunidad de hacerle ver al Tribunal Constitucional tu postura frente a esta terrible Ley. Parar esta masacre depende de tí.


El próximo fin de semana tienes una nueva cita con la causa del derecho a vivir en Extranjero. Se trata de una una Velada-concentración para pedir la suspensión cautelar de la entrada en vigor de la nueva ley del aborto.


Los datos de la/s convocatoria/s en Extranjero son los siguientes:


http://www.hazteoir.org/eventosprov/Extranjero


Como sabes, el próximo lunes 5 de julio es la funesta fecha en que está previsto que empiece a practicarse el aborto en España de forma indiscriminada, incluso por niñas de 16 años que no necesitarán el permiso de sus padres:


Más de 200.000 niños serán exterminados al año en nuestro país con la aplicación de la nueva ley.


550 niños al día, salvajemente eliminados.


22 niños cada hora.


Un niño cada tres minutos cuyo cerebro será aplastado con unas pinzas o sus pulmones serán ahogados con un suero a base de sal.
Serán abortados porque sí. Porque eran niños, en vez de niñas, o viceversa. Porque tenían un cromosoma de más o una dolencia cardiaca imprevista, o porque su nacimiento “no le viene bien” a alguien.


Los restos de esta generación de seres humanos serán arrojados a los contenedores de basura como vulgares deshechos clínicos. No tendrán un nombre, ni una sepultura.


No podrán crecer, soñar, amar, innovar, escribir obras maestras, tirar del carro en los momentos difíciles y disfrutar de los momentos de prosperidad.


Una sociedad que se aniquila a sí misma de esta forma merece un grito de protesta y una alternativa cívica clara y perseverante.
En tu manos están las vidas de miles de seres humanos.


Más de un millón de niños han sido exterminados por el aborto en España durante los últimos veinticinco años. Nadie, ningún gobernante, nos devolverá esta generación perdida. Nadie reparará el daño moral, incluso económico, causado por el exterminio violento y cruel de un millón de seres humanos.


Veinticinco años bastan, ¿no te parece?


Ven este este fin de semana a concentrarte para defender la vida de los que van a nacer y el derecho a ser madre.


Consulta la información sobre las convocatorias en Extranjero en este enlace:


http://www.hazteoir.org/eventosprov/Extranjero


Para seguir siendo humanos, hoy más que nunca, mójate con la causa de la Vida.