quinta-feira, março 31, 2011

Nem tentações, nem pensamentos: os maus consentimentos

vida
“Nenhuma luta interior ou perturbação, vindas do demônio ou da fraqueza da nossa carne, constituem pecado; nem por si mesmas ofendem o Criador, a não ser que haja ato da vontade consentindo nos sentimentos do coração. Mas o servidor fiel, isto é, o iluminado pela fé, até colhe muitos frutos no tempo dessas lutas espirituais. Bem alicerçado, afasta-se do egoísmo mercenário e forma-se um coração livre com amor desinteressado. No tempo das tentações, o servidor fiel trava uma grande batalha contra si mesmo e age com paciência. Sempre se alegra por estar continuamente lutando por Cristo crucificado e por estar crescendo no amor, ciente de que sua boa vontade não tem origem em si mesmo, mas na eterna bondade de Deus mediante a graça, sem nenhum merecimento pessoal”.

(Santa Catarina de Sena, Carta 62. Ed. Paulus)


“Não são os maus pensamentos que fazem perder a Deus, mas sim os maus consentimentos. Por fortes que sejam as tentações do demônio, por mais vivas que sejam as imaginações impuras, assaltando o nosso espírito, se nós não as queremos, não mancham a alma, mas a tornam mais pura, mais forte e mais querida de Deus”.

(Santo Afonso de Ligório, A prática do amor a Jesus Cristo. Ed. Santuário)

terça-feira, março 29, 2011

O demônio trabalha sem repouso para perder-te


“Todos desejariam salvar-se, mas sem o menor incômodo. “O demônio — diz Santo Agostinho — trabalha sem repouso para perder-te, e tu, tratando-se de tua felicidade ou de tua desgraça eterna, tanto te descuidas?”.”

(Santo Afonso de Ligório. Preparação para a morte. Edição PDF. Página 127)

quinta-feira, março 24, 2011

A busca de Deus é a busca da felicidade


“A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade”.
(Santo Agostinho)

Você quer ser feliz? De verdade? Então busque a Deus. Sempre. Não desista, insista! Nada neste mundo poderá dar o que você quer. Essa ânsia de liberdade, esse desejo de paz, essa busca pela felicidade, tudo isso só terá fim quando você se encontrar com Deus.

Quer ser feliz? Lembre-se que neste mundo a felicidade completa não existe. Existem momentos felizes, existem algumas alegrias, mas tudo passa e já dizia Santa Teresa que só Deus basta!

Não se engane: o que você tem de bom agora, poderá não ter amanhã. Tudo passa muito rápido, as coisas mudam, mas só Deus é constante, não muda, é sempre o mesmo.

Só Ele poderá fazer você feliz.

terça-feira, março 22, 2011

Te Deum (A vós, ó Deus)

vida
Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar o hino Te Deum (A vós, ó Deus) em ação de graças, e será plenária, quando recitado em público no último dia do ano.


Te Deum (A vós, ó Deus)


A vós, ó Deus, louvamos,a vós, Senhor, cantamos.A vós, eterno Pai, adora toda a terra. A vós cantam os anjos, Os céus e seus poderes: Sois Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! Proclamam céus e terra A vossa imensa glória. A vós celebra o coro glorioso dos Apóstolos. Louva-vos dos Profetas A nobre multidão e o luminoso exército dos vossos santos mártires. A vós por toda a terra Proclama a Santa Igreja, Ó Pai onipotente, de imensa majestade. E adora juntamente O vosso Filho único, Deus vivo e verdadeiro, e ao vosso Santo Espírito. Ó Cristo, Rei da glória, Do Pai eterno Filho, nascestes duma Virgem, a fim de nos salvar. Sofrendo vós a morte, Da morte triunfastes, abrindo aos que têm fé dos céus o reino eterno. Sentastes à direita De Deus, do Pai na glória. Nós cremos que de novo vireis como juiz. Portanto, vos pedimos: salvai os vossos servos, que vós, Senhor, remistes com sangue precioso. Fazei-nos ser contados, Senhor, vos suplicamos, Em meio a vossos santos Na vossa eterna glória.

(A parte que segue pode ser omitida, se for oportuno.)

Salvai o vosso povo. Senhor, abençoai-o Regei-nos e guardai-nos Até a vida eterna. Senhor, em cada dia, Fiéis, vos bendizemos, Louvamos vosso nome Agora e pelos séculos. Dignai-vos, neste dia, Guardar-nos do pecado. Senhor, tende piedade de nós, que a vós clamamos. Que desça sobre nós, Senhor, a vossa graça, porque em vós pusemos a nossa confiança. Fazei que eu, para sempre, não seja envergonhado: Em vós, Senhor, confio, Sois vós minha esperança!

terça-feira, março 15, 2011

Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus


"Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste, para que Deus salve o que fez. [...] Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz”

(Santo Agostinho: In Iohannis evangelium tractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491).

quinta-feira, março 10, 2011

Fora da Igreja é possível tudo, exceto a salvação


"Fora da Igreja é possível tudo, exceto a salvação. É possível ter honras, é possível ter sacramentos, é possível cantar aleluias, é possível responder 'amém', é possível possuir o Evangelho, é possível ter fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e pregar; mas em nenhum lugar, senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação".

Santo Agostinho de Hipona. (Epístola 53,1).

terça-feira, março 08, 2011

A liberdade do humilde



"O humilde não pode ser apanhado por nenhuma paixão, nem a ira pode molestá-lo, nem mesmo o desejo de glória."
(S. Boaventura)

Isso sim é liberdade! Que maravilhoso deve ser pode viver assim... ter já neste mundo um pedacinho do Paraíso.

Oremos pedindo a Deus que sejamos humildes!

quinta-feira, março 03, 2011

Adeus ao Julgamento

Por Roger Scruton
Traduzido por Andrea Patrícia

vida
O objetivo das ciências é explicar o mundo: elas constroem teorias que são testadas através da experimentação, e que descrevem o funcionamento da natureza e as profundas ligações entre causa e efeito. Nada disso é verdade nas ciências humanas. As obras de Shakespeare contêm conhecimentos importantes. Mas não é o conhecimento científico, nem nunca poderia ser construído em uma teoria. É conhecimento do coração humano. Shakespeare não nos ensina no que acreditar: ele nos mostra como sentir - caso a caso, pessoa a pessoa, temperamento a temperamento.

Com a expansão das universidades, as humanidades começaram a deslocar as ciências do currículo. Os estudantes queriam usar seu tempo na universidade para cultivar os seus interesses de tempo livre e melhorar a sua alma, ao invés de aprender fatos e teorias complexas. E aí surgiu uma questão séria que é por que as universidades dedicavam seus recursos a assuntos que fazem tão pouca diferença discernível no resto do mundo. Que bem as humanidades fazem, e por que os estudantes devem levar três ou quatro anos de suas vidas para ler livros que, se eles tivessem interesse, leriam em qualquer caso, e que, se eles não tivessem interesse, não fariam nada de bom?

Nos dias em que as ciências humanas envolviam o conhecimento das línguas clássicas e uma familiaridade com sabedoria alemã, não havia dúvida de que exigiam disciplina mental real, mesmo que o propósito pudesse ser razoavelmente posto em dúvida. Mas uma vez que temas como o Inglês foram admitidos em um lugar central no currículo, a questão da sua validade se tornou urgente. E depois, na sequência de estudos de Inglês vieram as pseudo-ciências humanas, estudos sobre as mulheres, estudos gays e afins, que foram baseados no pressuposto de que, se o Inglês é uma disciplina, eles também são. E uma vez que não há justificativa convincente para estudos sobre as mulheres do que a que reside no propósito ideológico do assunto, todo o currículo na área de humanas começou a ser visto em termos ideológicos. O resultado inevitável foi a deslegitimação do Inglês. Ao contrário dos estudos das mulheres, que tem credenciais feministas impecáveis (por que outra razão isso foi inventado?), o Inglês incide sobre as obras de homens europeus brancos mortos cujos valores seriam considerados ofensivos por parte dos jovens de hoje. Então, talvez esse assunto não deva ser estudado, ou estudado apenas como uma lição de patologia social.

Pessoas da minha geração foram ensinadas a acreditar que não são universais humanos, que permanecem constantes de geração a geração. Fomos ensinados a estudar a literatura, a fim de simpatizar com a vida em todas as suas formas. Não importa, foi-nos dito, se os pressupostos políticos de Shakespeare não coincidem com os nossos. Suas peças não têm o objetivo de doutrinar, elas pretendem apresentar personagens críveis em situações verossímeis, e fazê-lo em linguagem elevada que iria incendiar a nossa imaginação e nossas simpatias. Evidentemente, Shakespeare convida ao juízo, assim como todos os escritores de ficção. Mas não é o julgamento político que é relevante. Julgamos peças de Shakespeare em termos de sua expressividade, da verdade da vida, profundidade e beleza. E é assim que se justifica o estudo de Inglês, como um treinamento neste outro tipo de julgamento, o que deixa a política para trás.

Este outro tipo de julgamento costumava ser chamado de “gosto.” Quando as humanidades emergiram no final do século 18 foi a fim de desenvolver o gosto pela literatura, arte e música. E assim se manteve até ao tempo da minha juventude. A disciplina central de um assunto como o Inglês era a crítica, e você ensinava a crítica, fazendo com que os alunos levantassem questões sobre suas próprias emoções e as dos outros, e explorando as maneiras pelas quais a literatura pode tanto enobrecer quanto aviltar a condição humana. Não era uma tarefa fácil, mas havia exemplos a seguir - grandes críticos como R.P. Blackmur, F.R. Leavis, William Empson e T.S. Eliot, que tinha alçado o estudo da literatura a um nível de seriedade que justifica sua pretensão de ser um assunto acadêmico.

O mesmo aconteceu com a História da Arte e da Musicologia. Ambos os assuntos envolvem o conhecimento histórico e técnico. Mas quando surgiram como disciplinas universitárias eram inseparáveis do cultivo do gosto. Você ensinava esses temas por meio da introdução dos alunos às grandes obras da nossa civilização (e às vezes de outras civilizações também); e todo o conhecimento que você transmitia era projetado para dar respaldo ao seu esforço principal, que era justificar os juízos estéticos.

Ensinar desta forma é correr um grande risco. Gosto e juízo são faculdades que desenvolvemos: eles fazem parte da grande transição do divertimento juvenil para a discriminação adulta. Ensiná-los é oferecer um rito de passagem, para o modo de vida adulto. E os jovens de hoje suspeitam dos ritos de passagem, a menos que eles mesmos os inventem. Seus ritos de passagem não são para sair da adolescência, mas para entrar mais profundamente nela. Isso, creio eu, é a chave para entender seu gosto musical. As músicas, estilos e grupos que apelam para os adolescentes modernos são convites para se juntar a turma. E a crítica à suas músicas por alguém que está fora da turma é ofensiva – uma afronta existencial, o que ameaça a sua experiência central de adesão social.

Esta atitude torna o julgamento quase impossível, e é uma razão pela qual os departamentos de musicologia estão agora “em” música pop e Heavy Metal, e abstém-se de criar a impressão entre os seus alunos de que eles consideram o cânone ocidental como algo mais do que um pedaço da história musical. Recentemente tive a experiência de ensinar um curso sobre a filosofia da música para os jovens em uma universidade britânica, e estava plenamente consciente em cada momento do ressentimento que qualquer crítica ao pop recebe agora. Apenas juízos comparativos são aceitáveis, e a comparação deve ser entre um pedaço de música pop e outro. Este é, de fato, um exercício interessante. Você pode aprender muito com a comparação entre Peter Gabriel e The Kooks, que você provavelmente não vai aprender com a comparação entre Bach e Vivaldi - muito sobre as diversas formas de auto-indulgência na música, e as muitas maneiras de não fazer harmonias de voz ou melodias que são capazes de prorrogação. Mas você não tem permissão para julgar. Vidas têm sido construídas em torno deste material, e são vidas que estão blindadas contra o mundo adulto e determinadas a evitar a passagem para ele. Os alunos ouviam respeitosamente meus exemplos dos clássicos. Mas estes foram exemplos da minha música, e de modo algum, foram entendidos como exemplos para eles seguirem. Mozart e Schubert passaram diante de seus ouvidos, como caravanas no horizonte - o espetáculo do distante, exótico, e, no final, de irrelevante forma de vida humana.

Professores em disciplinas como Inglês e História da Arte também tem encontrado este vôo do julgamento, e esta é uma das fontes da crise na área de humanas, pois o julgamento é justamente o que as humanidades devem fazer. Temas como o Inglês e História da Arte nasceram da vontade de ensinar aos jovens como discriminar entre a arte e o efeito, a beleza e o kitsch (1), o sentimento real e o falso. Esta habilidade não era considerada como uma habilidade sem importância, como esgrima e equitação, que os estudantes são livres para adquirir ou não, de acordo com seus interesses. Era considerada como uma forma real de conhecimento, tão vital para o futuro da civilização como o conhecimento da matemática, e mais estreitamente relacionado com a saúde moral da sociedade do que qualquer ciência natural. Foi apenas nesse pressuposto que as humanidades adquiriram seu lugar central na universidade moderna.

Se, no entanto, as ciências humanas devem evitar o cultivo do gosto, não é apenas o lugar central no currículo que é colocado em dúvida. Dada a sua proeminência na universidade moderna, e o fato de que muitos alunos que não estão preparados para qualquer outra forma de estudo vêm cada vez mais à universidade, qualquer mudança na área de humanas é uma mudança na própria idéia de uma universidade. Os conservadores se queixam frequentemente da politização das universidades, e sobre o fato de que apenas pontos de vista esquerdistas são propagados ou mesmo tolerados no campus. Mas eles não conseguem ver a verdadeira causa disso, que é o colapso interno das humanidades. Quando o julgamento é marginalizado ou proibido nada resta exceto a política. A única forma permitida de comparar Jane Austen e Maya Angelou, ou Mozart e Meshuggah, é em termos de suas posturas políticas rivais. E então o propósito de estudar Jane Austen ou Mozart está perdido. O que eles têm a nos dizer sobre os conflitos ideológicos de hoje, ou as lutas de poder que acontecem na sala comum da faculdade?

A verdadeira causa conservadora, quando se trata de universidades, deveria ser o restabelecimento do julgamento ao seu lugar central nas ciências humanas. E isso mostra como será uma tarefa difícil a retomada das universidades. Isso irá requerer um confronto com a cultura da juventude, e uma insistência em que o propósito real das universidades não é lisonjear os gostos de quem chega lá, mas apresentá-los a um rito de passagem para algo melhor. E a palavra “melhor” simplesmente levanta o problema mais uma vez. Quem tem o direito de dizer que uma coisa é melhor do que outra?

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Roger Scruton é filósofo, escritor e compositor.

Original aqui.

Notas da tradução:

(1) Kitsch: Estilo barato, cafona, brega, criação de arte barata.

terça-feira, março 01, 2011

Cartazes contra o aborto: para uso livre e gratuito

vida
O blogueiro Carlos Eduardo Maculán, do Ultrapapista Atanasiano, criou ótimos cartazes contra o aborto. Disponibilizo aqui as imagens que são para livre divulgação na luta pela vida!

 

Visite o blog dele.