quinta-feira, dezembro 29, 2011

Do Pentecostalismo à Apostasia

Por John Vennari
Traduzido por Andrea Patrícia



O Concílio de Trento definiu dogmaticamente que sem a fé católica, "é impossível agradar a Deus." (1) A Igreja Católica também definiu ex cathedra que só há uma verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja Católica, fora da qual não há salvação. (2)

O Papa Leão XIII, elaborando sobre este ponto, ensinou:

"Como a ninguém é permitido ser negligente no serviço devido a Deus .... Somos absolutamente obrigados a adorar a Deus da forma que Ele tem mostrado ser a Sua vontade .... Não pode ser difícil descobrir qual é a verdadeira religião se for procurada com uma mente séria e imparcial, pois as provas são abundantes e surpreendentes ... De todas estas [provas] é evidente que a única religião verdadeira é aquela estabelecida pelo próprio Jesus Cristo, a qual Ele comprometeu a Sua Igreja para proteger e propagar." (3)

A partir destas fontes, e de inúmeros outros ensinamentos dogmáticos, é claro que a única religião positivamente querida por Deus é a religião estabelecida pelo próprio Cristo, a Igreja Católica.



Pe. Raniero Cantalamessa, um conhecido progressista e um carismático, 
foi escolhido para ser pregador do Papa, em um retiro.


No entanto, na Liturgia do Vaticano na Sexta-feira Santa de 2002, o Pregador da Casa Pontifícia, o padre capuchinho Raniero Cantalamessa, disse que as outras religiões "não são meramente toleradas por Deus .... Mas positivamente desejadas por Ele como uma expressão da riqueza inesgotável da sua graça e sua vontade de que todos possam ser salvos." (4)

Isto, em resumo, é apostasia.

São João, o Apóstolo do Amor, disse: "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho" (I João 2, 22). Assim, Islamismo, Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, qualquer religião que rejeita a Cristo, segundo as Escrituras, é religião do Anticristo.

Quanto às religiões heréticas, por exemplo, "Igreja Ortodoxa" e o Protestantismo, São Paulo nos diz que as religiões falsas são "doutrinas de demônios" (I Tm 4, 1).

Como pode, então, que religiões do Anticristo e falsas doutrinas dos hereges, que são "doutrinas de demônios", ser consideradas como "não apenas toleradas por Deus, mas positivamente desejadas por Ele"? Isto significaria que Deus quer que existam religiões que ensinam que Jesus Cristo não é Deus e o Salvador da humanidade (como fazem as religiões não cristãs). Isso significa que Deus positivamente quer que existam religiões, como o Protestantismo, que ensinam que Cristo não estabeleceu a Igreja, não estabeleceu a Santa Eucaristia, não estabeleceu os Sacramentos. Isso também significa que essas seitas protestantes que repudiam a devoção à Nossa Mãe Santíssima são positivamente desejadas por Deus. Isto, apesar do fato de que Nossa Senhora de Fátima pediu os Cinco Primeiros Sábados como reparação pelas blasfêmias contra seu Imaculado Coração, que são o fruto destas falsas religiões.

Em suma, o sermão do Pe. Raniero Cantalamessa diz que Deus positivamente quer o erro. Deus positivamente quer mentiras. Deus positivamente quer o mal.

Nosso Senhor certamente permite o mal, pois Ele não interfere com a livre vontade do homem. Mas é blasfêmia afirmar que Deus quer, pois Deus não pode querer o que não é bom.


Jesus é cheio de orgulho?

A blasfêmia do Pe. Cantalamessa não termina aqui. Ele também afirmou que Deus é "humilde na salvação", e a Igreja deve seguir o exemplo. "Cristo está mais preocupado que todas as pessoas sejam salvas do que elas saibam quem é o seu Salvador", disse ele a uma grande congregação na Basílica de São Pedro, que incluiu o Papa João Paulo II e altos funcionários do Vaticano.

Pode parecer doce, mas Pe. Cantalamessa está indiretamente acusando Jesus Cristo de orgulho. Quando ele diz: "Cristo está mais preocupado que todas as pessoas sejam salvas do que elas saibam quem é o seu Salvador," esta é uma afronta piedosa ao ensino pré-Vaticano II de 2000 anos que mantém que é necessário para a alma conhecer, amar e servir a Cristo neste mundo, se ele quer ser feliz com Ele para sempre no próximo. O Pe. Cantalamessa está, assim, defendendo o ensino heterodoxo do Pe. Karl Rahner sobre o "cristão anônimo".

De fato, há apenas 50 anos atrás, se um aluno de 7 anos de idade numa escola católica balbuciasse a doutrina novelesca do Pe. Cantalamessa, ele teria sido considerado inadequado para receber a Primeira Comunhão. Agora, 40 anos na "nova primavera" do Vaticano II, esta apostasia é pregada na Sexta-feira Santa no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia.

Este episódio também revela uma das muitas desvantagens da Internet. A homilia do Pe. Cantalamessa foi transmitida para todo o mundo através da Internet a milhares de católicos que nunca a teriam ouvido de outra forma. O resultado é que muitos católicos assumem as palavras do capuchinho ditas em São Pedro como sendo de alguma forma uma abordagem do Magistério. Isso não é verdade. O discurso do Pe. Cantalamessa na Sexta-Feira Santa é simplesmente outra homilia cheia de erros feita por um carismático. É isso e nada mais.

Pregador Pentecostal do Papa

Quem é o Padre Raniero Cantalamessa?

Para saber sua história, devemos voltar para a Conferência pan-denominacional Carismática de 1977 realizada em um estádio de futebol em Kansas City, Missouri. Esta conferência teve a participação de 50 mil pessoas de pelo menos 10 denominações diferentes, incluindo batistas, católicos, episcopais, luteranos, judeus messiânicos, "cristãos" não-denominacionais, pentecostais e metodistas unidos. (5)

 O Protestante Mumford foi convidado para falar com os carismáticos católicos. Qual é o "espírito" que ele transmite?


Em um ponto, o protestante Bob Mumford estava pregando para os 50.000. Mumford levantou a sua Bíblia e disse: "E se você dar uma espiadinha no final do livro, Jesus ganha!". Isto deixou a multidão num pandemônio. O estádio de futebol inteiro, de repente explodiu em um longo "louvor frenesi" de torcida que durou cerca de 17 minutos.

Os carismáticos chamam isso de "o colapso do Espírito Santo". Eles interpretam o natural entusiasmo de uma reunião vibrante como o Espírito Santo se movendo no meio da multidão, unindo a multidão (que contém católicos e membros de várias denominações) e inspirando este júbilo delirante. Isso, segundo eles, é a "quebra de paredes denominacionais", que é positivamente desejada pelo Espírito Santo, mesmo que desafie a 2000 anos de ensinamento católico sobre a única verdadeira Igreja de Cristo. Ele também desafia o ensino tradicional católico que proíbe os católicos de se envolverem em camaradagem religiosa com falsas religiões. (6)

No entanto, na conferência de Kansas City, havia um padre capuchinho chamado Raniero Cantalamessa que tinha vindo de Milão para investigar o Movimento Carismático. Ele ficou tão impressionado com o louvor frenesi  que ele se tornou, no jargão carismático, um "pregador ungido da Renovação Carismática".(7)

Em 1980, este mesmo padre Cantalamessa foi nomeado pelo Papa João Paulo II como Pregador da Casa Pontifícia. Agora, a este "pregador ungido" é dado um púlpito na Basílica de São Pedro, na Sexta-feira Santa para dizer ao mundo que Deus quer de forma positiva as falsas religiões.

Não admira que outro teólogo papal, o Cardeal Luigi Ciappi, que teve acesso ao completo Terceiro Segredo de Fátima, disse: "No Terceiro Segredo é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo topo." (8)

O Erro não é um dom do Espírito Santo

O sermão do Pe. Cantalamessa na Sexta-Feira Santa é uma das muitas ilustrações poderosas de que o Movimento Carismático não é verdadeiramente de Deus. Carismáticos afirmam, direta ou indiretamente, que eles têm uma linha telefônica especial para o Espírito Santo que outros cristãos não possuem. Eles afirmam ser especialmente cheios do Espírito! Mas, se um católico é "cheio do Espírito", deveria ser evidente a partir de suas palavras e ações que ele está pleno dos Sete Dons do Espírito Santo.

Um dos Sete Dons do Espírito Santo é o dom do entendimento, o que dá à alma uma compreensão mais profunda das verdades reveladas. O Pe. Adolph Tanquerey define como "um dom que, sob a ação iluminadora do Espírito Santo, dá-nos um profundo conhecimento sobre as verdades reveladas, sem, no entanto dar uma compreensão dos mistérios em si mesmos." (9)

O efeito do dom do entendimento é que nos permite penetrar no âmago das verdades reveladas e nos dá uma profunda compreensão delas. No entanto, os carismáticos, que continuamente se orgulham de ser "completamente cheios com o espírito," constantemente irrompem em erros religiosos.(10) Longe de possuir o dom do entendimento, parecem ser desprovidos até mesmo das verdades fundamentais da Fé Católica.

Na verdade, como se pode ver no meu livro Close-ups do Movimento Carismático, todo o Movimento Carismático na Igreja Católica foi fundado em um pecado mortal contra a Fé objetiva.

Em 1967, um grupo de católicos em Pittsburgh participou de um encontro protestante pentecostal. Os protestantes, que como membros de uma religião herética não possuem nenhum poder sacramental, impuseram as mãos sobre os católicos. Estes católicos começaram a balbuciar em "línguas" e afirmaram estar "transbordando com o espírito" como resultado.

As ações destes católicos desafiam o Código de Direito Canônicode 1917, que estava em vigor até 1983. O Canon 1258 afirma: "Não é absolutamente lícito para os fiéis, assistir ativamente ou participar de cerimônias não-católicas". Ainda de acordo com os carismáticos, os católicos serão recompensados com um influxo especial do Espírito Santo se, assim, violarem a lei da Igreja.

Além disso, buscar a santidade de membros de seitas não-católicas desafia a doutrina católica que diz que nem salvação nem santidade são encontradas em religiões não-católicas. O Papa Pio XII reafirmou esta doutrina no contexto de uma oração à Santíssima Virgem:

"Ó Maria, Mãe de Misericórdia e Sede da Sabedoria! Iluminai as mentes imersas nas trevas da ignorância e do pecado, para que possam reconhecer claramente que a Santa, Católica, Apostólica Igreja Romana é a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo, fora da qual nem santidade nem salvação podem ser encontradas" (RAC: 626,11).

Pelo contrário, o "Pentecostalismo Católico", nas palavras de seu apreciado pregador, afirma que religiões não-católicas em que "nem santidade nem salvação podem ser encontradas", são positivamente desejadas por Deus.

Aqui vemos uma das muitas maneiras pelas quais o "Pentecostalismo Católico" leva à apostasia.
_____________________

    1) Sessão V sobre o Pecado Original. Veja Denzinger n. 787.
   2) A Igreja definiu isso três vezes. A definição mais forte e explícita vem do Papa Eugênio IV quando definiu ex cathedra no Concílio de Florença, em 04 de fevereiro de 1442: "A Santíssima Igreja Romana crê firmemente, professa e prega que nenhum dos que existem fora da Igreja Católica , não só pagãos, mas também judeus, hereges e cismáticos, nunca poderão participar da vida eterna, mas que eles devem ir para o fogo eterno, "que foi preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25, 41), a menos que antes da morte juntem-se a ela; ... Ninguém, sua esmola pode ser tão grande como for, ninguém, nem mesmo se ele derramar seu sangue pelo Nome de Cristo, pode ser salvo a menos que ele permaneça no seio e na unidade da Igreja Católica."
  3) Papa Leão XIII, Carta Encíclica, Immortale Dei, apud Denis Fahey, The Kingship of Christ and Organized Naturalism (Dublin: Regina Publications, 1943), p. 7-8.
   4Todas as citações do Padre Cantalamessa são do Catholic News Service, 02 abril de 2002.
   5)  Veja os detalhes em John Vennari, Close-ups of the Charismatic Movement [Close-ups do Movimento Carismático], (TIA, Los Angeles, 2002), Capítulo I.
   6)  Papa Pio XI, Encíclica Mortalium Animos; George Hay, "Ecumenism Condemned by Sacred Scripture".
  7) Eu vi Kevin Ranaghan contar esta história na conferência Carismática "Católica" de 1997 em seu 30 aniversário em Pittsburgh. A palestra, denominada "Witness" ["testemunha"], é produzida em cassete por Resurrection Tapes.
   8)  Apud Gerard Mura, "The Third Secret of Fatima - Has it Been Completely Revealed?" ["o Terceiro Segredo de Fátima - Foi completamente revelado?"] Catholic Family News, março de 2002.
   9)  Adolph Tanquerey, A Vida Espiritual: Um Tratado sobre ascética e mística, (Tournai: Desclee, 1930), pp 627-628.
   10)  Para maiores detalhes, ver J. Vennari, Close-ups of the Charismatic Movement.


Original aqui.

terça-feira, dezembro 27, 2011

A psicologia católica de Martín Echavarría









Um livro maravilhoso que eu recomendo a todos vocês é o do psicólogo Marin Echavarría, La Praxis de La Psicología y Sus Níveles Epistemológicos Según Santo Tomás de Aquino, que eu adquiri ao participar do evento “Santo Tomás, médico da alma”. Clique aqui para ter informações sobre como adquirir o livro.

Faço minhas estas palavras do Prof. Sidney Silveira:

"É para nós uma grande alegria divulgar no Brasil um autor da estatura de Martín Echavarría. Esse genial psicólogo e filósofo católico está construindo com o seu vigoroso trabalho uma obra monumental e única — que certamente ainda dará muitos frutos para o estudo da psicologia nas próximas décadas."

Leia aqui um ótimo artigo sobre a psicologia católica de Martín Echavarría. 

Recomendadíssimo!

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Natal 2001



Que neste Natal cada um de nós possa meditar sobre o amor de Deus por seus filhos, amor tão grande, tão belo e puro, que fez com Ele enviasse Seu Filho para nos salvar!

Que venha o Menino Jesus, com sua doçura nos encantar!

Que nosso amor por Ele aumente cada vez mais!

Que possamos dizer cada vez com mais vontade e amor: "Meu Deus, meu tudo"!

Que estejamos sempre juntos da Virgem Santíssima, rogando para que ela nos proteja, assim como protegeu seu Divino Filho!

Feliz Natal!!!

quarta-feira, dezembro 21, 2011

O Consolador prometido veio há dois mil anos atrás



Uma das coisas que prende os espíritas à sua crença é a invenção sobre o Consolador ser o próprio espiritismo, de que esta [falsa] doutrina seria O Consolador prometido por Jesus Cristo, que não poderia ter vindo na época dos apóstolos porque eles não estariam preparados. Então Deus teria enviado o Espírito Santo 1.800 anos depois, e seria esta a terceira revelação, a de que o Espírito Santo seria o conjunto de "espíritos superiores" que consolaria os homens na terra através de mensagens vindas do além.

Ora, para crer que o Consolador é o espiritismo vindo 1.800 anos depois de Cristo, é preciso desconhecer a Bíblia ou não querer enxergar a realidade. Pois o Paráclito que Nosso Senhor prometeu veio naquela época mesmo, pouco depois de sua morte e ressurreição. Não acredita? Pois basta ler em Atos dos Apóstolos 1,4 quando Jesus afirma que cumprirá a promessa em breve e em Atos 2 sobre a vinda do Espírito Santo. Veio o Consolador e iluminou os discípulos de Nosso Senhor, tirando-lhes o medo, ensinando-lhes a serem testemunhas de Cristo na terra, consolando-lhes nas atribulações que sofreram, pois foram todos martirizados (presos, torturados e mortos por amor a Deus).

Veja o que diz a Bíblia: [Jesus] "ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca". (Atos dos Apóstolos 1,4). Ora, Jesus prometeu e mandou que eles esperassem em Jerusalém pelo Consolador. Eles esperaram até o século XIX pelo espiritismo? Não, eles esperaram em Jerusalém e há dois mil anos atrás o Consolador foi enviado a todos eles, conforme Jesus Cristo prometera, claro, porque Ele não mente, nem se engana, pois é a própria Verdade.

Então sim, o Consolador veio no Pentecostes e os encheu com os dons de Deus para que seguissem adiante na pregação do Evangelho. E foi isso que fizeram. Eles que estavam tão medrosos, depois do Pentecostes se transformaram em leões no combate pela fé, sem medo, cheios de ardor e amor a Deus e ao próximo.
Os espíritas dizem que nada foi ensinado no Pentecostes. De onde tirararam isso? Se foi justamente nesta data que o Espírito Santo derramou seus dons sobre os que estavam no Cenáculo? Os sete dons são: Temor, Fortaleza, Piedade, Conselho, Inteligência, Ciência, Sabedoria. Eles receberam tudo isso e os espíritas dizem que eles não aprenderam nada? Eles mudaram totalmente de disposição, deixando o medo que sentiam e se "jogaram às feras" na defesa da Fé, convertendo milhares de pessoas, e ainda dizem que nada lhes foi ensinado no Pentecostes? Pare e reflita.

Veja nesse texto a promessa de Jesus Cristo e o cumprimento desta há dois mil anos atrás (os grifos são meus): 

"Era a noite de Quinta-feira Santa. Os apóstolos tinham acabado de receber a sua Primeira Comunhão das mãos do próprio Jesus. Este, como sabia que no dia seguinte ia morrer na cruz, começou a falar com tanta ternura, que aqueles homens, que o seguiam havia três anos, se comoveram muito. 

Eis o que Jesus lhes dizia: - Meus filhinhos, tenho de deixar-vos... vou partir. Sei que isto que vos digo é muito triste. Mas é preciso. É para o vosso bem. É porque vos amo que vou morrer por vós. Depois, voltarei para o meu Pai, que é também o vosso Pai. E vós já o conheceis, pois é a ele que falais quando dizeis, na oração que vos ensinei: Pai Nosso, que estais nos céus... 

- Mas não quero que fiqueis tristes. Escutai bem o que vos digo: quando eu tiver voltado para junto de meu Pai, eu vos enviarei o grande Consolador, o Espírito Santo. Ele virá a vós. E, se souberdes recebê-lo, ele virá habitar em vossa alma.
- Enquanto estivestes comigo, eu vos ensinei muitas coisas. Mas, apesar de vossa boa vontade, não pudestes compreender tudo... O Espírito Santo virá, e ele vos explicará tudo quanto não entendestes. Se fordes fiéis, ele vos fará compreender tudo o que eu vos disse... 

No dia seguinte, Jesus estava morto: pregado na Cruz. Foi uma coisa terrível! Todos os apóstolos fugiram. Por três vezes Pedro dissera que não conhecia Jesus, que nunca tinha estado com ele, tão grande era seu medo de ser também preso e morto pelos Judeus. Só à tarde é que João voltou ao Calvário e ficou perto de Nossa Senhora, que estava de pé junto à Cruz, enquanto Jesus morria. Os outros apóstolos sumiram; com certeza, estavam escondidos em algum lugar... 

Depois, foi o domingo de Páscoa. De manhã bem cedinho, Pedro e João encontraram o túmulo vazio... Ficaram muito assustados! Não entendiam mais nada. Na tarde desse dia, Jesus apareceu no meio deles. Como não precisou abrir a porta, pois o seu corpo glorioso podia passar através das paredes, os apóstolos começaram a gritar: 

- É um fantasma! 

E Jesus teve de sossegá-los e acalmá-los. Tomé estava ausente. À noite, quando voltou, os outros lhe disseram:

- Sabes, Tomé, nós vimos o Senhor! Ele está vivo! Ressuscitou! Mas Tomé não quis acreditar e disse: - Pois se eu não puser o dedo nas feridas de suas mãos, e a mão na chaga do seu lado, não acreditarei! 

Não, na verdade, não podemos dizer que os apóstolos tivessem fé viva nem grande coragem! Eles precisavam muito receber o Espírito Santo! 

Depois de sua ressurreição, durante um mês mais ou menos, Jesus continuou a aparecer-lhes, de vez em quando. Uma vez, foi no Cenáculo; outra, na praia, junto ao mar, onde os apóstolos tinham recomeçado a pescar, como antigamente, pois já não tinham outra coisa a fazer! Quando Jesus vinha visitá-los, ficavam radiantes, e sentiam o mesmo entusiasmo dos primeiros tempos. Mas logo que os deixava de novo, sentiam-se muito sós e terrivelmente tristes. 

No fim de quarenta dias, Jesus disse-lhes que agora ia partir para sempre. Que triste notícia para os apóstolos! Jesus tinha vindo ainda uma vez tomar a refeição com eles, só para alegrá-los, pois o seu corpo glorioso já não precisava de alimento. E lembrou-lhes então a sua promessa: 

- Não vos afasteis de Jerusalém, pois daqui a poucos dias eu vos enviarei o Espírito Santo. Quando ele tiver descido às vossas almas, ele vos dará a sua força. E todos vós sereis as minhas testemunhas... 

Nessa mesma tarde, os apóstolos viram Jesus elevar-se ao céu. Estava tudo acabado! Nunca mais veriam Jesus na terra. 

Para obedecer à sua última vontade, os apóstolos reuniram-se no Cenáculo. Mas estavam muito tristes: Jesus tinha-os deixado para sempre! Felizmente, a Santíssima Virgem estava com eles. E, com todo o carinho, como só as mães sabem fazer, ela os consolou e tranqüilizou. Assim, calmos e sossegados, eles puseram-se a rezar com ela, enquanto esperavam o grande Consolador que Jesus lhes prometera. 

Ao fim de dez dias, quando estavam todos reunidos em volta de Nossa Senhora, um vento muito forte começou a soprar sobre a casa. Um verdadeiro tufão sacudia o telhado, as paredes, as portas. Todos olhavam assustados... E, de repente, viram aparecer, na sala onde se encontravam, chamas luminosas com a forma de línguas de fogo, que vieram pousar sobre cada um deles. 

E eis que já não sentiam medo! Alguma coisa acontecera em suas almas. Uma coisa maravilhosa, espantosa, incrível! Parecia que as línguas de fogo que tinham visto por alguns instantes haviam-lhes penetrado nos corações, aquecendo, abrasando, transformando-os. Sentiam agora uma alegria imensa, e ao mesmo tempo muita calma. Experimentavam a certeza absoluta de que Jesus é realmente o Filho de Deus, que ele tinha verdadeiramente ressuscitado, e que os escolhera - embora fossem pobres homens, medrosos e covardes - para levar, pelo mundo todo, a boa nova do Evangelho. A feliz notícia da Redenção! 

Imediatamente, Pedro, que era o chefe dos apóstolos, saiu à rua e começou a explicar a todos que passavam que Jesus tinha morrido para nos salvar, que ele tinha ressuscitado, e que todos deviam crer no seu amor. 

O medo que antes sentiam, desaparecera completamente! 

Algum tempo depois, Pedro e João foram presos e levados para a cadeia.

- Nós vos proibimos falar no Senhor Jesus - disse-lhes o juiz.
- Isso é impossível! - respondeu São Pedro. Somos suas testemunhas; ainda que nos ameacem de morte, falaremos de Nosso Senhor. Não podemos deixar de obedecer a Deus! 

De fato, anos mais tarde, todos os apóstolos foram martirizados: cada um no país onde o Espírito Santo lhe ordenara pregar o Evangelho. 

Mártires. Santos. Testemunhas de Jesus. Eis o que o Espírito Santo fez daqueles pobres homens que, na noite da Paixão de Jesus, tinham fugido, escondendo-se como uns poltrões e covardes. 

Trecho extraído do livro "As Sete Velas de Meu Barco", de M.D. Poinsenet. Pgs 3 a 6.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Movimento Carismático 'Católico'...

...Um livro que mostra por que isso não é católico

Por Marian T. Horvat
Traduzido por Andrea Patrícia




Crítica do livro Close-Ups of the Charismatic Movement [Close-Ups do Movimento Carismático] de John Vennari. (Los Angeles: TIA, 2002), 175 p.

Sete corpos humanos estão esparramados no chão. Uma senhora está de pernas para o ar, rindo histericamente. Um homem guincha como um porco. Uma mulher late como um terrier. "Goo-goo-ga-ga-dife, goo-goo-ga-ga-dife" berra um homem. "Fogo! Fogo! Unção fresca! Unção fresca!" grita um homem com o rosto vermelho no palco. Pessoas inesperadamente caem no chão, viradas para cima. Uma senhora caminha despreocupadamente sobre um corpo estendido. No fundo, uma música com um processo lento, num contínuo beat tribal: "Oom-pa, oom-pa, oom-pa..."
Onde estamos, você provavelmente estão se perguntando? Dentro da imaginação enlouquecida de um hippie em uma "viagem" de LSD? Assistindo a algum estranho espetáculo de circo? Um intruso em uma festa de pantomima onde um pouco demais de bebida foi servida?
Não, nós temos perambulado em uma sessão de uma celebração carismática, um movimento que está se tornando "popular" entre muitos católicos hoje. Que apresenta, à primeira vista, um espetáculo absolutamente absurdo no qual dificilmente se poderia imaginar que um católico racional cairia. No entanto, eles caem. Parece que o lumen rationis foi extinto nessas pessoas de certa forma inteligentes, que parecem ignorar a loucura absoluta da farsa neste show ridículo.
O que torna difícil o argumento lógico são os endossos que o movimento está recebendo de celebrados católicos e instituições. Por exemplo, Madre Angélica promove alguns dos oradores católicos do movimento carismático como o notório Babsie Bleasdell e "sacerdote rap" Pe. Stan Fortuna. Na verdade, Madre Angélica e suas irmãs professam seguir uma orientação carismática, como o faz a Steubenville University, que se apresenta como conservadora. O Presidente da Universidade Pe. Michael Scanlon já recebeu conferências de Lideranças Católicas  Carismáticas lá e defende abertamente o compromisso de Steubenville com o pentecostalismo e seu próprio "batismo no Espírito". Depois, há todos os Bispos que querem promover este movimento ou permiti-lo. Certamente é muito mais fácil na maioria das Dioceses de todo o país encontrar um evento de renovação carismática para participar do que uma Missa Tridentina.
O movimento, caprichoso em tantos círculos católicos de hoje, não é no entanto Católico. Finalmente apareceu um livro muito necessário que não só descreve o que está acontecendo, mas também explica por que é errado. Isto é o que John Vennari fez em seu livro recentemente lançado, Close-ups do Movimento Carismático.

O que está acontecendo e por que é errado

A metodologia Sr. Vennari é engenhosa e encaixa confortavelmente o problema. O que ele fez foi assistir a várias das grandes extravagâncias carismáticas pentecostais onde os oradores protestantes, agora lado a lado (literalmente) com os seus homólogos Católicos, dirigem auditórios de pessoas que eram, é triste dizer, principalmente católicas. Ele viu com seus próprios olhos, e tirou fotos, de pessoas crescidas balançando os braços, dançando e "repousando no Espírito". Os "close-ups" escritos que ele apresenta sobre os eventos revelam uma total idiotice e o absurdo absoluto da moda, e permite que o leitor veja o quanto é ridículo o espetáculo que se apresenta.
O que ele descreve são fenômenos que você deve ter ouvido falar, mas simplesmente não podia acreditar que realmente estão acontecendo com a aprovação e participação ainda ativa dos Bispos, sacerdotes e religiosos Católicos. Isto é, você vai ler sobre eventos (Eu não posso pensar em uma palavra melhor, certamente não são cerimônias!) Como:

• A Bênção de Toronto, onde "o Espírito" pega uma pessoa que acaba rolando no chão gritando de tanto rir, grunhindo como um porco, ou latindo como um cão (pg. 22-31);
• "Fogo Sagrado" sessões onde os pregadores protestantes oram por católicos, que caem no chão mortos no Espírito (pg. 47-53);
• "Orar em línguas", onde padres e pregadores lideram, como o Sr. Vennari descreve, "jargões indistinguíveis soando como o barulho medonho de um Ashram hindu" (pg. 59-67).
As descrições vívidas que ele faz junto com as fotos que acompanham (13 páginas) a estes revivals seria evidência suficiente para convencer muitos de que algo está errado com este movimento. Mas John Vennari não fica somente nisso. O que torna este livro tão valioso são os argumentos que ele dá para mostrar como e por que o movimento carismático está em confronto com o ensinamento milenar da Igreja. Por exemplo, depois de apresentar uma imagem colorida de pessoas orando em línguas, ele passa então a demonstrar o erro à luz da Sagrada Escritura e da Tradição. (pg. 62-7). Em uma palavra, ele torna evidente que o movimento "católico" carismático não é católico.
Eu estava conversando com uma senhora que costumava estar envolvida com o movimento carismático, que tinha lido recentemente o livro Close-ups. "Eu quero que você saiba", ela me disse, "que é direto ao alvo. Que é exatamente o que está acontecendo. Quanto mais eu entrava nisso, mais eu sabia que algo não estava certo. Mas ninguém estava explicando o que estava errado. Graças a Deus, este livro explica".

Na base, um erro protestante
A Igreja é distinguida por uma marca santa e sagrada. Este é o oposto do espírito do movimento carismático, que provoca erupções espontâneas de emoções e exibição. Há também uma "doutrina" errônea por trás de todo esse gritar e bater e dançar e cair no chão.
Este tipo de derramamento do "Espírito" é uma conseqüência de um erro básico protestante que nega qualquer intermediário entre a pessoa e Cristo. Neste caso, haveria um "Espírito", que é imanente e paira sobre a multidão de pessoas. Este é o "Espírito" que iria "libertar" o estímulo Pentecostal no povo. Uma vez liberado, o "Espírito" em cada pessoa seria libertado e se manifestaria - às vezes de maneiras bastante estranhas e extraordinárias (por exemplo, o "riso santo" da bênção de Toronto). O Espírito Santo desceria diretamente sobre as "comunidades" reunidas. Assim, não há necessidade da Igreja como instituição, com sua hierarquia, sacerdotes, sacramentos e cerimônias.

É, portanto, em essência, um movimento protestante, como o Sr. Vennari mostra muito claramente quando ele detalha as suas origens (pg. 10-15). Vindos de Kansas City, fiquei surpresa e um pouco envergonhada ao aprender que o movimento ganhou raízes nos Estados Unidos em uma conferência lá em 1977, com a participação de 50.000 pessoas de 10 denominações. (pessoas importantes como o Cardeal Leo Joseph Suenens participaram e palestraram no evento divisor de águas.) Foi lá, no chamado "Colapso do Espírito Santo", que o "Espírito" desceu e caiu sobre a multidão, que eclodiu em 17 "históricos" minutos de louvor e acenos exultantes.

A mensagem inter-denominacional por trás do Movimento Carismático também entra em confronto com o Magistério sobre os católicos participarem de eventos religiosos não-católicos. Os protestantes sempre gostam de dizer que eles estão voltando ao pensamento dos primeiros Pais da Igreja. Mas, como o Sr. Vennari assinala, desde seus primórdios a Igreja viu o perigo de reuniões inter-denominacionais  e condenou-as. Por dois mil anos a doutrina católica sobre o que é a Igreja de Cristo tem sido clara, e o Sr. Vennari fornece documentação suficiente para demonstrar isso. Então, por que toda essa confusão hoje?

Deixe-me citar esta breve explicação de uma das conclusões do Sr. Vennari:

"Ironicamente, praticamente a única coisa agora "evitado como víboras e escorpiões" é o consistente ensinamento da Igreja sobre o dever do católico de se opor aos hereges, bem como a condenação de 2000 anos da Igreja sobre participação em camaradagem religiosa com eles. "Comunhão religiosa" entre católicos e não católicos é a nova ordem do dia. Tudo isso pode ser rastreado, como o jovem progressista Pe. Ratzinger regozijou-se em 1966, sobre os novos ensinamentos ecumênicos do Concílio dentro de sua Constituição sobre a Igreja e seu Decreto sobre o Ecumenismo.

"Como tal, o ecumenismo do Concílio Vaticano II é uma colisão de frente com a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição. Isso de maneira blasfematória implica que é ele mais gentil do que Cristo. Ele briga com a Revelação Divina e alega fidelidade a ela. Não admira que o ecumenismo do Concílio gerou um confuso e mutante "Pentecostalismo Católico" (pg. 90-1).

O Cardeal Suenens carismático

Não posso concluir esta revisão sem uma palavra sobre a Parte III, "O Cardeal Suenens Carismático". Obviamente este falso movimento ecumênico não poderia ter se tornado tão profundamente enraizado no meio católico sem a ajuda de eclesiásticos de alto escalão. O Sr. Vennari, coloca parte da culpa sobre o Cardeal Suenens, um dos arquitetos da revolução do Vaticano II que claramente delineou que o ecumenismo era o princípio dirigindo o novo curso da Igreja.

Em um esboço de 25 páginas magistrais, John Vennari faz a melhor síntese que eu já li sobre as políticas, pensamento e objetivos de Suenens. Mesmo que eu já estivesse bem ciente da malícia desses "reformadores", ainda era chocante ver a arrogância e a ousadia de tais eclesiásticos que imaginam que eles podem reformular a doutrina e as instituições da Igreja. Virando as costas para seu rico e santo patrimônio, este príncipe da Igreja se inclinou em fazer todo o possível para implantar a revolução dentro da Igreja Católica e promover uma instituição igualitária. Foi Suenens que desempenhou um grande papel em "atualizar" a vida religiosa e destruir a vida do convento, e o Sr. Vennari não deixa de fora um resumo do papel que desempenhou a este respeito (pg. 163-66). Vale bem a pena a leitura.

Meu modesto conselho

Não se engane. Mais do que apenas uma moda, a "renovação" carismática é um movimento perigoso e herético que está instalando-se no meio católico. Primeiro, ele ataca o caráter de mediador exclusivo da Igreja entre Nosso Senhor e os homens, que ela possui por mandato divino. Em segundo lugar, este tipo de encontro ecumênico nega a natureza exclusiva dessa mediação através do incentivo de inter-comunhão com outras confissões.

Close-ups do Movimento Carismático dá uma imagem clara do que está acontecendo neste movimento estranho e por que isso é errado. Este é um livro que eu recomendo sem reservas - para que você mesmo leia, e para presentear a qualquer católico que você sabe que está flertando com esse movimento estranhamente sedutor.

Original aqui.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Imaculada Conceição de Maria Santíssima




É hoje! O dia que festejamos a Imaculada Conceição de Maria Santíssima.! Que maravilha poder comemorar uma data tão linda, poder homenagear a mãe do meu Senhor!

Glória a Deus pela vida da Virgem Imaculada!


Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

quarta-feira, dezembro 07, 2011

O mal do muito falar




"No muito falar não faltará pecado"(Provérbios 10,19)


Diz o Espírito Santo, em Sua infinita sabedoria, que quando se fala muito acontece o pecado. O que diremos então do falatório na internet? Sim porque o muito falar não é somente com a boca, mas também com o que se escreve. E haja escrevinhação hoje em dia! É bate-papo, é rede social, é e-mail, é blog... 

E fala-se de tudo e de todos, sem pensar, sem meditar nas palavras, uns achando que estão fazendo justiça ao seus desafetos, outros acham que estão ajudando uma pessoa ao contar a terceiros fatos - que não deveriam ser contados - da vida de alguém. Ouve-se algo aqui e conta-se logo ali, e em pouco tempo espalha-se o boato. Já imaginou quanta responsabilidade cada um de nós tem por causa das palavras? Como será no dia do Juízo?

"O homem que fala muito não será dirigido na terra" (Provérbios 139,12) e seguirá por mil desvios sem que se possa esperar a sua emenda. (Santo Afonso de Ligório)


O silêncio é ouro!

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Leia mais sobre a importância do silêncio, por Santo Afonso de Ligório, aqui.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

A Canção Nova em seu contexto




Mais uma ótima postagem feita pelo Márcio, sobre os erros da Canção Nova. Com links que remetem para outros artigos esclarecedores. Tudo devidamente explicado, discutido, argumentado, claro feito água, do jeito que manda o Catolicismo.

Leia, informe-se, investigue! Lute pela Verdade, defenda a Igreja!


Busque a Verdade!