quinta-feira, janeiro 05, 2012

É errado ser doador de órgãos?

Por Pe. Peter R. Scott
Traduzido por Andrea Patrícia




Existem algumas ocasiões em que é claramente permitido, por exemplo, quando uma pessoa tem um par de órgãos, dos quais apenas um é realmente necessário. Um pode ser removido para transplante para outra pessoa, como no caso do rim. Há outros casos em que é permitido, por exemplo, quando o órgão pode ser tirado quando a pessoa já está claramente falecida, como transplantes de córnea.

No entanto, é manifestamente imoral matar uma pessoa para tomar um dos seus órgãos, embora essa pessoa viesse a morrer por si mesma dentro de um curto período de tempo. Nunca é permitido matar uma pessoa apenas para ajudar outra. Só Deus tem poder sobre a vida e a morte.

O problema surge porque uma vez que uma pessoa realmente morreu e suas funções cardíacas e respiratórias cessaram por alguns minutos, então seus órgãos serão danificados de tal forma que eles não poderão ser usados para transplantes de órgãos. Daí os órgãos devem ser removidos em primeiro lugar.

A grande controvérsia atualmente relaciona-se a quando uma pessoa está viva ou morta. Isso envolve o conceito de morte cerebral. A profissão médica em geral, considera que quando é provado que uma pessoa teve morte cerebral, por exemplo, um EEG plano ou pela ausência de respiração, quando o respirador foi desligado, então ela deve ser considerada morta, apesar do fato de que suas funções cardíacas e respiratórias estejam sendo mantidas artificialmente. Conseqüentemente, é permitido, assim eles dizem, remover qualquer ou todos os órgãos de uma pessoa que ainda esteja respirando e cujo coração ainda esteja batendo, desde que se provou ser morte cerebral. Este tornou-se realmente um grande negócio, e um "cadáver vivo" como este vale, provavelmente, mais de US$ 80.000 pelos seus órgãos internos.

Esta prática não é apenas asquerosamente desumana. É manifestamente anti-Deus e imoral. A morte é o momento em que a alma deixa o corpo. Isto é conhecido apenas por Deus, o criador da vida. Enquanto uma pessoa ainda está respirando, mesmo artificialmente, e enquanto seu coração ainda está batendo, ela tem muitos sinais de vida. Seu corpo está sendo mantido em vida pela circulação do sangue. Ela ainda é um ser humano. É verdade que, se seu cérebro está morto, ela nunca vai pensar de novo, e ela não terá os reflexos e reações que dependem da função cerebral. No entanto, isso não significa que ela não está viva. Significa apenas que há um comprometimento permanente irreparável da sua atividade humana. Não cabe ao homem decidir que ele não é um homem e que ele não está vivo. Por isso, ele deve ser tratado como uma pessoa viva. Portanto os órgãos essenciais não podem ser removidos até bem depois de toda respiração e ação cardíaca cessarem.