quinta-feira, janeiro 19, 2012

Harry Potter e o problema do Bem e do Mal

Por Marian T. Horvat
Traduzido por Andrea Patrícia



Um dos maiores problemas da mania de Harry Potter, a meu ver, é a confusão tremenda entre o bem e o mal evidente que é gerada entre os jovens, especialmente no ambiente já relativizado dos nossos dias. As crianças não só precisam dos absolutos, mas procuram-nos.

Quando eu era jovem, eu tinha uma imagem vívida do diabo em minha mente, tomada a partir das ilustrações da história de Wupsey na revista Catholic Treasure Box.  Wupsey era o anjo da guarda da pequena Sunny na missão de Mantuga.

O diabo era claramente mau com as suas manchas vermelhas, cauda bifurcada, cabelo de línguas de fogo e nuvem de fumaça sulfúrica que se arrastava com ele como uma sombra. O demônio astuto estava sempre tramando alguma maldade contra Sunny ou tentando-o para provar algum fruto proibido, mas o poder do anjo bom sempre triunfava.

Esse tipo de imagem tornava o demônio muito real para mim - e até mesmo assustador às vezes. Além disso, ele incutiu um medo saudável de qualquer coisa associada a Satanás ou a sua obra - incluindo bruxas, feiticeiros, magias, encantos e sessões espíritas. Ao mesmo tempo, tinha a firme confiança de que meu anjo da guarda era muito mais poderoso e que, se eu tivesse que recorrer a ele em meus medos na noite escura, ele sempre derrotaria as artimanhas de Satanás. Uma visão simplista, talvez, mas muito saudável.

É esta visão inocente e sadia do mundo que foi ameaçada com a entrada das fictícias bruxas "boas"  e da magia "boa" - primeiro Samantha, depois as populares Sabrina a Bruxa Adolescente e Buffy a Caça Vampiros. Parecia possível - pelo menos na mente de muitos dos jovens impressionáveis, mesmo os católicos - ser alguém bom e ao mesmo tempo ser uma bruxa.

E agora, antes que a magia branca seja acusada de favorecer o sexo mais fraco, temos Harry Potter, o herói da série best-seller da autora inglesa Joanne Rowling. Harry Potter, um órfão de 11 anos de idade, criado por parentes abusivos, de repente se descobre um bruxo. Um bruxo bom, lembre-se disso. Ele é gentil, generoso, compartilha e defende o que é certo, proclama seu site oficial. Há alguns problemas como a linguagem chula e desrespeito juvenil, mas nada muito forte para as nossas crianças modernas e espertinhas, com certeza. 

Surpreendentemente, até mesmo uma revista católica "conservadora", como a Crisis, editada pelo Sr. Deal Hudson, deu um selo de aprovação para a "revolução da leitura" que a série Harry Potter gerou entre os jovens. Um vigário na Igreja da Inglaterra realizou um especial "serviço da família Harry Potter", completo, com bruxos, chapéus pontudos e vassouras. Aparentemente, as crianças de hoje são demasiado sofisticadas para ficarem confusas com o uso de símbolos associados ao mal. Podem distinguir bruxos bons dos maus.


Wupsey, o anjo da guarda, protegida o pequeno Sunny dos maus desígnios do diabo


No entanto, de acordo com a doutrina católica, bruxos bons não existem. Não há bons espíritos além dos anjos, não há maus espíritos, exceto demônios. A reivindicação popular hoje é a prática de "magia branca". Na terminologia atual, "magia branca" significa desfazer feitiços e usar os "poderes das trevas" para o bem (um oxímoro, se alguma vez houve um), enquanto "magia negra" é fazer feitiços para o mal. Esta noção é bastante difundida. No entanto, na realidade "magia branca" é todo tipo de encantamento feito sem um apelo direto ao diabo, e "magia negra" é quando a dependência de Satanás é explícita. Não é difícil de ver. Como o padre Gabriele Amorth diz claramente em seu livro best-seller "Um exorcista conta-nos", não há diferença essencial entre magia "branca" e "negra". Toda forma de feitiçaria é praticada com recurso direto ou indireto a Satanás.

É uma máxima bem conhecida que onde a religião regride, a superstição progride. Hoje estamos vendo uma proliferação do ocultismo, espiritismo e bruxaria, uma onda de interesse entre os jovens em ligações ocultas perigosas e o lado escuro do "poder-bruxo". A associação da música rock com o ocultismo e satanismo é bem documentada (ver o novo livro de Michael Matt, Gods of Wasteland). Nós somos testemunhas de crimes hediondos com tonalidades satânicas cometidos por adolescentes e até mesmo por crianças de 11 anos de idade. Ao mesmo tempo, há muitas pessoas - incluindo padres e teólogos católicos - que descartam não só a extensão da influência de Satanás sobre os assuntos humanos, mas o próprio Satanás. Se não houver Satanás, então, certamente, não há mal nenhum em um pouco de magia ou feitiçaria.

"Os teólogos modernos que identificam Satanás com a idéia abstrata do mal estão completamente equivocados", diz o Padre. Amorth, um dos  exorcistas mais conhecidos do mundo, que sabe por experiência que o diabo realmente existe. "Isso é uma heresia verdadeira, ou seja, está abertamente em contraste com a Bíblia, os Padres e o Magistério da Igreja". E, acrescenta, é óbvio que esta crença facilita o trabalho dos anjos rebeldes.

Esta atitude - que faz luz sobre bruxaria, encantos e feitiços - permeia os romances de Harry Potter. O padre Amorth, contudo, deixa bem claro que neste reino até mesmo as coisas aparentemente mais indiferentes são ruins. Há um fascínio universal pelo poder oculto sobre as coisas e as pessoas - seja a capacidade de travar a língua de um professor de Inglês ou inventar uma poção do amor. No entanto, o que começa como diversão e piadas pode acabar em uma realidade terrível. Padre Amorth seriamente observa que a forma mais comum que uma pessoa pode sofrer sem culpa os poderes do mal é através da feitiçaria. Feitiçaria também é a causa mais freqüente naqueles que são atingidos por possessão ou outras más influências. No entanto, a feitiçaria é apresentada nos livros de Harry Potter de uma maneira alegre e ingênua. Os pais que acreditam que seus filhos nunca serão tentados a mexer com as artes negras que fazem com que Harry tenha tanto sucesso e seja tão popular parecem tão ingênuos quanto os clérigos que se recusam a acreditar em feitiçaria.

Maldições são outra realidade apresentada sem as necessárias distinções que os Católicos sempre aprenderam. Na verdade, existem maldições que são santas. Estas vêm de Deus, por exemplo, a maldição de Deus sobre a serpente no Jardim do Éden. Mas é bastante claro que as maldições nos livros de Harry Potter não são deste tipo. No site de Harry Potter é possível encontrar uma lista de feitiços usados na série, alguns que parecem bem indiferentes: o Alohomora - o feitiço de abertura de portas, ou o Tarantallegra - o feitiço da dança. Mas depois há o Avada Kedavra - A maldição da morte (uma Maldição Imperdoável), e o Crucio! - Uma maldição dolorosa. Ou a do Imperio - uma maldição de controle total. Esses tipos de maldições tem uma definição muito simples para os Católicos: prejudicar os outros através da intervenção demoníaca. A Escritura proíbe essas práticas, porque são uma rejeição de Deus e um voltar-se para Satanás: "Não se achará entre ti quem queima seu filho ou sua filha como uma oferenda, qualquer pessoa que pratique adivinhação, um leitor de sorte ou um adivinho, ou um feiticeiro, nem encantador, ou um médium, ou feiticeiro ou um necromante. Quem faz estas coisas é abominável ao Senhor" (Dt. 18, 10-12). Eu poderia citar muitos outros versículos.


Harry Potter - não tão inocente ou inofensivo


O que eu temo que o jovem leitor de romances de Harry Potter não consiga perceber é que tais maldições invocam o mal - e a origem de todo mal é demoníaca. Além disso, Pe. Amorth nos lembra: "Quando maldições são faladas com verdadeira perfídia, especialmente se houver uma relação de sangue entre aquele que as lança e os amaldiçoados, o resultado pode ser terrível". Ele dá muitos exemplos assustadores.

Malefício (também conhecido como malefice ou hex) vem do latim male factus - fazer o mal. Feitiços podem ser lançados, por exemplo, através da mistura de algo na comida ou bebida da vítima. Eles são reais, Pe. Amorth insiste, ele fez muitos exorcismos para libertar as pessoas que foram afetadas com esses tipos de magias. Sua eficácia maligna não está tanto no material utilizado como na vontade de prejudicar através da intervenção demoníaca. No entanto, é esta intervenção demoníaca que os romances de Harry Potter ignoram nefastamente.

A Magia é apresentada como uma coisa engraçada, um jogo. Feitiços são "legais". Livros estão sendo publicados sobre o assunto, como Spells of Teenage Witches, descrito pelo seu autor como "um livro de auto-ajuda para os jovens". Uma bruxa e diretora da Federação Pagã escreveu The Young Witches Handbook, que inclui feitiços para passar em exames escolares ou atrair um parceiro. Aparentemente não há nenhuma razão para preocupação. Ninguém fala sobre o fato de que o que começa como feitiços bobos pode levar a danos espirituais e psicológicos, e até mesmo a obsessão demoníaca ou possessão.

O que é mais perigoso sobre os romances de Harry Potter? É precisamente isso: eles não parecem perigosos. Harry Potter e seus amigos lançam feitiços, lêem bolas de cristal, e está tudo bem. A autora introduz questões muito sérias que a Igreja Católica sempre condenou e alertou seus filhos para ficar longe - magia, encantos, feitiços, feitiçaria, leitura de mão, tábuas Ouija, etc. - e trata-os de um modo trivial, e mesmo como uma moda sem importância. No clima de hoje, carregado de convites para experimentar o ocultismo, é demais abrir uma polegada que seja da porta para o Príncipe das Trevas "que ronda sobre o mundo procurando a ruína das almas". Livros que fazem magia e feitiços e encantos parecer tão divertidos e inofensivos são enganosos. Na melhor das hipóteses, eles certamente incentivam as crianças a ter uma visão New Age tolerante e sorridente da bruxaria. Em minha opinião, já é demais.

Non liceat Christianis [Não é lícito aos Cristãos] nem mesmo ter o mínimo interesse em magia ou feitiçaria, diz São Tomás de Aquino:

"Ao homem não foi confiado poder sobre os demônios para empregá-los para qualquer propósito que ele queira. Pelo contrário, é determinado que ele deve travar uma guerra contra os demônios. Por isso, de modo algum é lícito ao homem fazer uso da ajuda dos demônios por pactos - sejam expressos ou tácitos"(II-II, q. 96, a. 3).

Acho lamentável que o exorcismo tenha sido tirado do ritual batismal, e quase criminoso que a oração a São Miguel Arcanjo, que costumava ser recitada depois de cada missa, tenha sido eliminada após missas Novus Ordo. E eu acho que haverá muitas mea culpas a serem feitas por aqueles pais sofisticados que acham críticas como esta da série Harry Potter "realmente sérias demais", mesmo quando a própria autora está advertindo-lhes que suas obras se tornarão cada vez mais obscuras e potencialmente perturbadoras*.

É necessário considerar que mesmo as almas inocentes das crianças, sob a influência deste tipo de escuridão, sem recurso habitual da Fé e a ajuda da graça, podem ser levadas no futuro próximo ou distante a distúrbios graves e crimes horrendos. Enquanto eu levo em conta a série de aventuras de Harry Potter, que apresenta feitiçaria e todos os tipos de magias e adivinhações como algo normal, lembro-me da condenação feita pelo profeta Isaías: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem de mal, que colocam trevas como luz e a luz como trevas."(5,20)

Original aqui. 

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Nota da tradutora:

*Na época que foi escrito esse artigo a série ainda não havia terminado. E realmente os livros foram se tornando ainda mais obscuros e perturbadores.

Outros artigos que traduzi sobre Harry Potter:

15 comentários:

  1. Anônimo1/21/2012

    Perfeito!
    Esclarecedor!

    Já coloquei no meu blog e deixei seus créditos.

    Abraço!

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  2. Que bom! :)

    Deo Gratias!

    Abraço!

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  3. Gostei muito! Esse tipo de estratégia - apresentar o mal como bem - engana a muitos, eu mesma há 2/3 anos atrás, fui ler a saga Crepúsculo, achando que não me faria mal já que os vampiros eram "bonzinhos"... Que tonta!
    Mas me arrependi e confessei =)
    Fui procurar saber sobre esses Treasure Box e 20 deles são vendidos até hoje: http://www.catholiccompany.com/catholic-childrens-treasure-box-c239/
    Legal!
    Salve Maria!
    Aline

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  4. Salve Maria!

    Aline, é interessante notar como a literatura e o cinema atuais estão criando ou reinventando muito as histórias com vampiros, bruxos e agora zumbis! Esse tipo de coisa nunca acontece de graça, e cabe a cada um de nós prestarmos bastante atenção no que vem sendo vendido por aí como "bom" e "inocente". Crepúsculo é uma saga cheia de sensualidade e perversão, onde vampiros e lobisomens aparecem como seres "bonzinhos", mesmo que tenham o seu lado "bad boy".

    As histórias com zumbis são uma preparação para que mais tarde as pessoas aceitem o canibalismo. Parece loucura, não é? Mas experimentos assim dão certo. Filmes como Hannibal e outros menos sérios apenas ajudam a preparar as mentes para aceitar como o tempo aquilo que de início elas rejeitam. Mas acontece algumas vezes que uma mentira repetida muitas vezes "torna-se" verdade... De tanto ver aquele assunto sendo debatido e mostrado, ela vai se acostumando e se deixando levar. Poucos lutarão contra tais atrocidades, como acontece hoje com relação ao aborto e como irá acontecer (se nada mudar) daqui a algum tempo com a pedofilia.

    Essas "obras de arte" ajudam a perverter mentes, derrubar valores, acostumar as pessoas ao horrendo, ao mal. Tudo muito perigoso para as almas.


    Obrigada pelo link! ;)

    A Paz!

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  5. Andréa, acho que estes filmes são puro entretenimento. Tudo que você lê ou assiste pode te influenciar de alguma forma, ainda mais crianças e adolescentes. O problema é quando isso passa a se incorporar de forma dogmática na vida da pessoa. Na Inglaterra, a saga Harry Potter faz tanto sucesso, que os jovens se fantasiam de bruxos, enfim eles idolatram esse produto cultural/comercial. Acho que aí que mora o perigo. E ao meu ver, tudo depende da sua formação. Se um filme ou livro for capaz de influenciar a sua fé de maneira consistente, é sinal que você já não tinha muita convicção.

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  6. Oi Agatha!

    Realmente a idolatria é um problema sério, mas as obras de arte podem influenciar muito mal as pessoas...ou muito bem, dependendo do que digam e de como digam. No caso de Harry Potter é bem perigoso mesmo, principalmente para crianças, pois vai "borrando" os valores nas cabecinhas delas e ensinando valores errados.

    Eu traduzi mais dois artigos (ainda mais longos que esse aqui) sobre HP e irão ao ar mês que vem, eu acho, não lembro agora. Leia os outros dois também e veja que interessante é o assunto! Nada disso é de graça, existem grupos de pessoas dispostas a derrubar de vez os valores cristãos e fazem isso através da indústria de entretenimento também.

    Não é à toa que a Igreja proíbe ceras leituras e certos filmes, é porque Ela como Mãe e Mestra sabe o quanto uma obra de arte (ou de entretenimento) pode fazer mal às almas!

    A Paz!

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  7. Com certeza, Andréa. Eu fico imaginando o papel dos pais na educação dos filhos, pois enquanto a criança tem uma certa idade é possível restringir o conteúdo dos filmes, livros. Mas na adolescência isso deve ser mais complicado, ao passo que a Internet democratizou o acesso à todo tipo de informação. E nessa fase eles sentem necessidade de pertencer a um grupo e podem acabar gostando de obras edificantes ou não. E avaliando o conteúdo veiculado em filmes e desenhos voltados para crianças é fácil observar que existem mensagens impróprias. Alguns filmes (desenhos) mais modernos tem elementos do mundo adulto.

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  8. Agatha, é uma grande verdade! os desenhos de hoje são bem complicados, eu já vi cada coisa! menina, é uma dificuldade tremenda para os pais de hoje criarem seus filhos.

    Ah, a internet! Isso é bem sério e eu e meu marido vamos ter que pensar bem em como faremos daqui a alguns anos...rs

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  9. Anônimo1/26/2012

    Discordo com a ideia da postagem. Pra mim essa "caça as bruxas" é um alarmismo exagerado. Na minha infância sempre gostei de histórias sobrenaturais como Buffy e filmes de terror e isso nunca me fez mal. Perdão, mas essa preocupação exagerada com esse tema pra mim soa mais como superstição. É mais vantajoso se preocupar com problemas reais tipo drogas.

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  10. @Anônimo
    Mas você é um modelo para as pessoas seguirem? Você sabe REALMENTE se essas histórias não fizeram mal a você? Perceba que quando você coloca as coisas nesse nível subjetivo fica óbvia a impressão de que está se colocando como modelo de conduta "ah, se eu vi e estou bem, então tudo bem". Mas a questão é: será que está bem mesmo?

    Bom, Harry Potter tem sim muitos problemas, que eu mesma há anos atrás não conseguia enxergar, leitora que fui da série. Mas hoje vejo com muito mais clareza as perversões contidas nessa história. Esse pessoal não faz nada gratuitamente. Leia os próximos artigos sobre a série (sairão mais dois de autores diferentes) e veja que há muito mais coisas ruins na história de HP.

    E mais, não sei se você é católico, mas esse blog é direcionado aos católicos que devem sim se abster de se entreter com histórias que louvem aquilo que a Palavra de Deus e a Igreja condenam. HP louva a feitiçaria, entre outras coisas daninhas à alma, e todo católico deve zelar por esse que é o maior bem que temos.

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  11. Anônimo1/27/2012

    E será que se ligar tanto a uma religião está te fazendo bem? Vi suas postagens sobre espiritismo e percebi muita intolerância de sua parte. Me pergunto qual sua postura em relação a outras crenças como evangélicos, candomblecistas, hindus... Se ligar tanto ao catolicismo não te faz ter rancor das outras crenças?

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  12. Nosso Senhor fundou UMA religião, e quem quiser ser salvo deve obedecê-Lo e fazer parte dela. Não vou discutir isso aqui.

    Quem sabe o que me faz bem ou não é Deus, pois Ele é o Senhor de minha vida.

    Só lembrando que esse blog é para católicos, embora eu receba leitores que não sejam cristãos, contanto que sejam respeitosos. É interessante que preguem tanto a tolerância, mas não tolerem que um católico possa se expressar e dizer aquilo em que acredita.

    Reze pedindo a Deus iluminação para conhecer a Verdade.

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  13. Muito bom o texto, Andrea!

    É inegável que essas histórias de feitiçaria, vampiros, entre outras práticas ocultas, fazem mal à alma de quem assiste ou lê esse tipo de coisa. Isso não é "superstição". Uma pessoa que gosta de assistir ou ler esse tipo de história se deixa contaminar, pois começa a não ver mais isso como um mal, e até acha esse tipo de coisa engraçadinha, porém a gente sabe que basta uma pequena fresta pro demônio entrar e bagunçar com nossa vida espiritual, mesmo que seja por histórias fictícias.

    É muito fácil perverter o pensamento, basta que você camufle algo ruim com bastante "fru-frus", deixando-o inofensivo e "apetitoso", e acostume as pessoas a isso. Não é isso o que acontece com essas histórias de bruxaria e vampirescas, nas quais o mocinho é bonitão e gentil, embora faça feitiços ou seja um "morto-vivo"? E desta forma, as pessoas se esquecem que o demônio existe, já que, por meio destes filmes e leituras, as práticas ocultas começam a se tornar "agradáveis" e "inofensivas" para o público, algo como "brincadeira de criança", e é assim que o demônio abre brecha na alma das pessoas. E aí, quando elas se dão conta, estão até "invocando" os feitiços ou "acreditando" na possibilidade de existirem vampiros. Com isso, o demônio passa desapercebido, e Deus vai sendo esquecido, e a vida dos santos se torna muito "enfadonha", porque é cheia de sofrimentos e não possui "efeito digital"...

    O "sereis como deuses" enganou o ser humano desde o princípio, e continua enganando por meio dessas histórias onde o mocinho tem poderes inimagináveis e não morre nunca, sendo praticamente imortal. Quem vai se preocupar com sua salvação quando se faz propaganda de poderes invencíveis por meio de invocações de feitiços e uma "sub-morte" vampiresca?

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  14. Pois é Melissa, as pessoas hoje estão muito confusas, tanto que confundem prevenção contra o Mal com superstição!!! É incrível o grau de distorção das coisas hoje em dia.

    Agora a moda é louvar os demônios em outras formas, como as histórias sobre Anjos Caídos e até mesmo Incubus e Sucubus (!!!). E assim as pessoas vão se acostumando ao Mal, se familizarizando com ele, até que se percam eternamente.

    Para nós católicos, a coisa é até simples: louva o Mal, de qualquer forma? Então não veja, não ouça, não leia. Se a gente pensasse mais na vida eterna, teria mais cuidado com essa vida aqui.

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  15. AS VÁRIAS FACES E DISFARCES DO ESPIRITISMO-ANIMISMO, OCULTISMO, MAGIA, NOVA ERA/NWO E CONEXÕES COM O SATANISMO
    A Igreja Católica proíbe consultar advinhos, cartomantes, tarô, quiromantes, mães-de-santo, horóscopos, tatuar-se de cobras, escorpiões lagartos, sinais externos de pertença ao demônio, portar amuletos, figas, patuás para evitar o mal e atrair o bem, recitar "orações fortes", correntes de oração, evocar mortos, umbandistas e candomblezistas, ir a igrejas evangélicas quase todas - anúncios a rodo - adotantes de mesmas práticas espíritas, como expulsão de espíritos, afastar malefícios, turbinar a vida financeira, praticantes da herética teologia da prosperidade - a teologia do "ter" e não do "ser" - tentam a Jesus como o diabo, querendo usá-lo por interesses, são práticas condenáveis pela Igreja, pois há sensível participação de forças ocultas; aliás, não existe católico-espírita, mas espírita que se diz católico.
    Não é de duvidar também que supostas manifestações, comunicações mediúnicas de espiritismo são fraudes de mágicos, ocultismo ou sugestões hipnóticas de cura.
    Há sedutores filmes de aparências inocentes, estilo Harry Potter, Anime Naruto, filmes envolvendo "diabinhos, monstrinhos, bruxinhos" etc., revistas de "bruxinhos" etc, de aparências ingênuas, mas bem engendradas maquinações de satanás indo sutilmente envolvendo a mente especialmente das crianças, aderindo às práticas até à subversão total; o método do diabo é: apertar o cerco aos poucos, até chegar à captura definitiva da pessoa a ponto de quase obstruir uma reeducação cristã.

    O mesmo conceito perverso se atribui às religiões orientais, também algo filosóficas como as práticas meditacionais da Yoga, Seicho-no-ye e outras "holísticas" de curas integrais em que há explícito panteísmo e deísmo sujetivo;
    Quem diria: deixar-se submeter ao hipnotismo pode ser perigoso, com riscos de dependência de mentes perversas e outros negativos; idem é o "setting" ou espiral de silêncio - a lavagem cerebral - adotado por igrejas evangélicas onde o pastor doutrina ideologias religiosas em amplificadores aos berros, gesticulando com interpelações ininterruptas e condenações às pessoas - em silêncio absoluto e concentradas nele - e nesse momento pedem dinheiro, cobram, insistem, ameaçam... São momentos em que há interferência no cérebro e a não seguidores do proposto pode causar submissão e dependência... Há de se tomar muito cuidado!
    Aliás, há igrejas evangélicas escolhendo os pastores mais por dotes oratórios e manipuladores de multidões, atores de cenas teatrais e novelescas que reais conhecedores doutrinários...
    A Deus pertence o futuro e toda vez que, de alguma forma tentamos desvendá-lo, ou conhecer o oculto, para fazer ou não acontecer algo, somos tentados e consentimos no orgulho e soberba ao assim agirmos: o querermos ser como Deus, de forma implícita no mínimo; dominar o invisível à nossa volta, de forma a mantê-lo sob controle de nossos ideais e interesses.
    Há várias referências bíblicas à condenação dessas atitudes idolátricas, no AT: em Dt 18,10, Jr 28,29 2 e Is 8,9 Rm, etc., e no NT como em Mt 6,24 e Lc 16,13: Ninguém pode servir a dois senhores... E em todos e a Igreja advertindo de não prática desses procedimentos, consideradas graves desvios na fé cristã. Confira o Catecismo Católico: 2115- 2117.
    Sem dúvida, um atestado público de desconfiança na pessoa e poder de Jesus de nos proteger e salvar plenamente, já que por duvidar ou achar que não nos protege ou atende o suficiente, temos de recorrer a outras "forças ocultas" para suprir tal deficiência, que julgamos existir de alguma forma de sua parte; quem assim procede e se mantém, está dominado; é desde já comparsa de satanás para a eternidade afora...

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