quinta-feira, março 29, 2012

Multiculturalismo: "Diversidade" para os Culturalmente Sem-Noção

Por Dr. Peter Chojnowski
Traduzido por Andrea Patrícia



"Hey, hey, ho, ho, Western culture’s got to go! ["Hey, hey, ho, ho, a cultura Ocidental tem que acabar!"] O ano é 1988. O local é o campus da Universidade de Stanford. Os criadores deste slogan pouco inteligente? Pigmeus aborígenes vestidos em trajes tribais? Orientais com espadas samurai? Matronas indianas em saris? Não é bem assim.

Pelo contrário, são raivosos membros da classe média-alta, brancos, de ambos os sexos, uniformemente vestidos com as roupas padrão da academia americana: jeans azul, camisetas do Los Angeles Lakers, tênis Reeboks, bonés de beisebol, óculos de sol Vuarnet e relógios Rolex. O objeto que eles desprezam com veemência? Aristóteles, São Tomás de Aquino, e outros "homens brancos mortos" cujo pensamento continuou a dominar o "currículo" na Universidade de Stanford. (1)

Este protesto particular, que, por sinal, foi bem-sucedido, é apenas um exemplo de um fenômeno que, na última década, tem se espalhado e que transformou fundamentalmente o conteúdo do ensino superior nos EUA. O movimento, que é mais proeminente na academia, é referido como multiculturalismo.

O seu objetivo declarado é o de equalizar todas as culturas na estimativa do aluno. Um estudante alcança esse novo estado de consciência, quando ele já não vê uma cultura ou perspectiva cultural como superior à outra cultura ou visão cultural. O principal esforço dos multiculturalistas é induzir o aluno a ver tanto sua própria cultura (isto é, a Ocidental, a cultura Cristã) como uma cultura entre muitas culturas igualmente válidas e, conseqüentemente, assumir uma postura mental de "abertura" para "valores" presentes em outras culturas não-Ocidentais.

Como em todos os esforços igualitários, esse processo de "equalização" equivale a uma tentativa de "nivelar" o que tem sido tradicionalmente considerado como superior e exaltar aquilo que tem sido normalmente considerado inferior. Os multiculturalistas acreditam que podem obter este resultado através da introdução de cursos no currículo, que tanto façam menção a outras culturas quanto, mais importante, focalizem os caminhos sinistros tomados pelo Ocidental, homem Cristão em sua luta para suprimir a uma posição de inferioridade, as culturas não-Ocidentais que são de igual valor, se não superiores.

Você pode pensar que os multiculturalistas seriam frustrados em sua tentativa de familiarizar o aluno com as "suprimidas" culturas não-Ocidentais, por conta do fato de que o estudante comum sabe pouco ou nada sobre culturas estrangeiras e, normalmente, se preocupa menos ainda. Além disso, um realista teria que ver os seus esforços para diminuir a influência que grandes livros e idéias da civilização Ocidental estão fazendo sobre as mentes dos jovens como algo ridículo, uma vez que há décadas que as grandes obras e grandes idéias do Ocidente, do homem Cristão já não causam influência alguma sobre a mente do jovem americano. Passar o tempo tentando convencer um estudante que Aristóteles era "realmente" um "racista" é equivalente a tentar convencer uma criança de dez anos que a interpretação da escola de Copenhague da Mecânica Quântica é um exemplo de relativismo epistemológico. Ela/Ele estaria sem noção.

Este julgamento um pouco duro sobre a consciência cultural da graduação americana em média é, no entanto, apoiado por estatísticas sólidas. Segundo as estatísticas reunidas por Lynne Cheney, presidente do National Endowment for the Humanities, é possível se formar em 37% das faculdades americanas, sem ter um curso de história, em 45% sem fazer um curso de literatura americana ou Inglês, em 62%, sem prender qualquer filosofia, e em 77% sem estudar uma língua estrangeira (2). Cheney também relata que agora é "extremamente raro" encontrar os alunos expostos a um currículo básico sobre a civilização Ocidental, mesmo em grandes universidades estaduais e os colégios de elite do Ivy League (3). Não é apenas a média americana de estudantes sem graduação que é aparentemente inepta, e está, definitivamente, desinteressada de tal expansão da "consciência" cultural, mas os próprios fornecedores do multiculturalismo, as faculdades da universidade, são eles próprios obviamente desinteressados sobre qualquer estudo sério das idéias, hábitos e costumes que formam o conteúdo tanto da cultura Ocidental Cristã quanto das não-Ocidentais.

Tornei-me intensamente consciente deste fato, enquanto ensinava na cidade de Nova York. Durante estes anos, a única manifestação visual da idéia multiculturalista penetrando as salas de aula foi a colocação por alguns alunos negros de um "vestuário Africano", que de certa forma lembrava um "terno Nehru". Que Jawaharlal Nehru tenha sido um líder nacionalista indiano, não parecia ser do conhecimento desses devotos do neo-romantismo Africano.

Os professores que estavam mais comprometidos com a "idéia multiculturalista" não mostraram qualquer interesse em descobrir a realidade filosófica, teológica e social de outras culturas. Na verdade, a partir de minha própria experiência, posso dizer que, em geral, os "multiculturalistas", tanto professores quanto alunos de pós-graduação, eram os acadêmicos mais detestados por aqueles alunos que eram de origem não-européia. Claro que, como a maioria das pessoas já sabe, em escolas americanas de pós-graduação isso significa Orientais. Normalmente, os Orientais mantinham amizade íntima com os universitários e professores conservadores, brancos, que ainda existiam como uma minoria sitiada no campus. Se, portanto, a tarefa básica dos multiculturalistas não é "iluminar" os seus alunos sobre o verdadeiro conteúdo de culturas não Cristãs, qual é a natureza de suas atividades? É atacar e denegrir o patrimônio cultural da cristandade e vilipendiar tudo que seja associado a ele. Esta difamação irá se estender até o racismo evidente, enquanto que o racismo é dirigido contra os povos de origem européia. Eu penso aqui sobre a visita bem divulgada no meu campus universitário em New York do Dr. Leonard Jeffries. O Dr. Jeffries, presidente do Departamento de Estudos Afro-americanos no City College de Nova York, é conhecido por sua afirmação de que os brancos são biologicamente inferiores aos negros. Dinesh D'Souza em seu livro Illiberal Education: the Politics of Race and Sex on Campus cita o jornal da faculdade The Campus que afirmou:

O estudioso Afro-americano Leonard Jeffries diz que brancos são biologicamente inferiores aos negros .... Adotando uma perspectiva evolucionária, Jeffries disse em sua aula que os brancos sofrem de uma oferta insuficiente de melanina, tornando-os incapazes de funcionar de forma tão eficaz como outros grupos. Uma das razões que os brancos têm perpetuado tantos crimes e atrocidades, Jeffries argumenta, é que a Idade do Gelo causou a deformação de genes brancos, enquanto os negros foram reforçados pelo "sistema de valores do sol." (4)

Não houve protestos sobre a visita do Dr. Jeffries. Além disso, você não pode deixar de pensar que os protestos contra sua visita seriam tratados como "racistas". A popularidade do Dr. Jeffries nessa época, 1991, é mostrada pelo fato de que ele foi convidado para ser co-autor do esboço de um currículo multicultural para todas as escolas públicas de Nova York.

Há muitas conseqüências práticas da visão multiculturalista ideológica anti-européia. Em seu esforço para implementar a abstração matemática de igualdade na vida de sua universidade, os administradores universitários realizaram um programa de "ação afirmativa", no qual professores são contratados e os alunos admitidos, não porque eles são os candidatos mais qualificados, mas sim, porque são do sexo feminino, negros, hispânicos, ou "nativos americanos". Curiosamente, os Orientais raramente se "beneficiam" de programas de "ação afirmativa". Provavelmente porque eles não são clientes da esquerda americana.

Essa desconsideração sistemática de qualificações acadêmicas, juntamente com a proliferação de cursos de "ataque" anti-Ocidentais (por exemplo, "As mulheres na literatura Africana em francês", "Harlem Renaissance", "Ibo I e II", " Políticas de Autobiografia Negra"), resultou em um declínio íngreme dos padrões acadêmicos e realizações. Nada mais pode ser esperado se alunos e professores não são escolhidos por conta da qualidade de suas mentes. Em uma pesquisa de 1989 de 5.000 membros do corpo docente da universidade pela Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching apontou uma concordância geral sobre o “declínio generalizado dos padrões acadêmicos em suas instituições". Esse declínio foi apenas parcialmente mascarado por uma "inflação de notas generalizada". (5) Além disso, uma revisão de 25.000 transcrições de alunos pelo professor Zemsky da Universidade da Pensilvânia mostrou grande negligência em matemática e cursos de ciências, especialmente no nível avançado, e uma "falta de profundidade e estrutura" geral no que os universitários estudam. (6)

Há algo, no entanto, que os multiculturalistas podem construir e explorar para seus próprios fins. É o relativismo arraigado e o igualitarismo instintivo que caracterizam a perspectiva moral de quase todos os estudantes universitários americanos. Aqui eu não acredito que minha atribuição do relativismo e do igualitarismo a "todos os estudantes universitários norte-americanos" é extrema ou exagerada. Este mesmo julgamento foi gravado na psique contemporânea da academia americana pelo livro do professor Allan Bloom The Closing of the American Mind. Infelizmente, eu descobri que até mesmo quando você encontra um aluno com algum tipo de fé religiosa, nunca ela ou ele tenta defender ou apoiar a veracidade intrínseca e a validade universal das doutrinas que abraça, mas sim, se contenta em dizer que "isto é o que eu acredito" e "outras pessoas acreditam outras coisas", portanto, nunca podemos saber quem está certo ou errado. Conseqüentemente, a virtude fundamental passa a ser a "tolerância". "Tolerância", quer dizer, para todos, menos para o "intolerante" (i.e., os crentes Cristãos que se recusam a aderir à premissa básica de que todas as idéias são igualmente válidas como "crenças pessoais").

Relativismo e Igualdade

É, no entanto, a idéia onipresente de "igualdade", que abre as portas mentais da mente jovem americana para os multiculturalistas. Eu poderia até afirmar que o pressuposto subjacente relativista pode em última análise ser rastreado até a crença na igualdade. Essas pessoas aprendem desde os seus primeiros anos de vida que a meta de toda a história humana é a aplicação da abstração matemática da "igualdade" ao reino concreto dos homens e das sociedades humanas. O objetivo final é a completa conformidade entre a realidade e a abstração. Por que, então, parece estranho que os jovens, e pessoas não tão jovens, tão prontamente possam aceitar a idéia de que todas as culturas são igualmente válidas, e que se houver uma cultura que predomina deve ser "nivelada", enquanto outras são exaltadas?

Quando procuramos as raízes filosóficas do multiculturalismo, nós achamos que ele tem sua origem entre os que misturam os conceitos de "igualdade" e a "relatividade da verdade." O Professor Allan Bloom se refere a eles como a esquerda nietzschiana. Nos EUA, podemos chamá-los de Nova Esquerda dos anos 1960. Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão do século passado que descobriu a idéia de "valor" ou werte. De acordo com Nietzsche, todos os "valores" - isto é, o que é considerado importante - variam de nação para nação, século a século, e cultura a cultura. Além disso, os "valores" são simplesmente a projeção da "vontade de poder" de um povo. O que aumenta sua força e poder é "valioso" e "bom". O que enfraquece o seu poder é "ruim".

É com Nietzsche em 1880 que vemos o surgimento do relativismo histórico e cultural (ou seja, a posição filosófica que sustenta que a verdade e o valor são dependentes do período de tempo em que vivemos e da cultura que temos). Se este for o caso, a cultura Ocidental Cristã é nada mais do que homens europeus brancos solidificando seu próprio poder, formando uma cultura que retrata seus valores particulares como ideais. "Valores", aqui não têm qualquer validade universal ou valor intrínseco. É interessante notar, que Nietzsche, famoso por sua frase "Deus está morto", insistiu que todos os valores são relativos porque não há Deus. Se Deus existisse, Ele seria o único que daria a todas as verdades e valores o seu valor intrínseco e universal validade.

Se os ideais e idéias que guiaram o homem Ocidental desde a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo são meramente "jogos de poder" sub-reptícios de uma elite dominante, as forças da Revolução, pegando seu exemplo (como de costume) da Revolução Francesa, vão tentar implodir esta cidadela de opressão em nome do anteriormente explorado. Todos os multiculturalistas que encontrei, ouvi falar, ou li, são de esquerda (ou seja, defensores ideológicos da revolução igualitária iniciada em Paris em 1789). Seu esquerdismo é normalmente expresso de formas diferentes. O "estilo de vida" homossexual luta pela igualdade e contra a dominação e a "opressão" da heterossexualidade, as mulheres lutam contra os homens, negros contra brancos. Estas “guerras sociais” que são aspectos do multiculturalismo têm sido fomentadas por acadêmicos intelectualmente ligados a marxista Escola de Frankfurt. Esses pensadores, que "inspiraram" os estudantes radicais da década de 1960 e os acadêmicos da década de 1990, entrelaçaram as idéias do relativismo, da igualdade e da "luta de classes." O que eles defendiam era simples. Nas palavras de um dos porta-vozes mais proeminentes da Nova Esquerda, Theodore Adorno, devemos "negar a ideologia dominante."( 7)

A ideologia dominante, que eles acreditam que devem derrubar não é outra senão os dogmas, idéias, costumes, hábitos, estruturas sociais, e normas morais embaladas no conceito e na realidade histórica da Cristandade. Em última análise, é disso que eles estão atrás. Além disso, é o resíduo disso que eles estão eliminando das mentes dos jovens americanos, com sucesso. Se você passar a maior parte de seu ano letivo estudando "Filmes sobre a religião popular e cura no Peru", "Letras de Reggae" e "Poesia Rastafari", você não irá mais manter contato com as verdades fundamentais da civilização Cristã (8). 

Contra-Revolução Versus Contracultura

Podemos salvar e nutrir nas mentes humanas contemporâneas a cultura tradicional que os multiculturalistas estão tão habilmente tentando destruir? Eu acredito que nós podemos. Há um problema, no entanto. O próprio fato de que temos de pensar sobre a questão de como manter e nutrir a verdadeira cultura significa, em grande medida, que nós já a perdemos. Desde que a cultura intelectual é como uma "segunda natureza", conscientemente ter que se apegar a isso significa que não se tem como se deveria ter. A razão por que a cultura deve ser possuída como uma "segunda natureza" fica por conta do fato de que a cultura é a maneira pela qual um ser humano responde à verdade da ordem. Uma alma culta é aquela cuja resposta a ordem é natural e instintiva. Uma alma culta é aquela que tanto pode apreciar a amplitude e profundidade refinada da ordem, quanto responder adequadamente à especificidade e ao valor exato de ser.

Tais respostas precisas à especificidade e ao refinamento da realidade são normalmente o resultado de uma herança passada de geração em geração como um depósito de verdades e atitudes e adaptações a essas verdades. Este depósito é normalmente expresso na arte, costumes, festas, maneiras e comportamentos. Essa herança não é formada apenas de "informações comportamentais". É a comunicação silenciosa espiritual das gerações. Ela diz que "faça isso e você deve estar certo".

O que pode ser feito, então, é formar uma nova geração, imune ao multiculturalismo, porque imersa nas nascentes frescas da cultura Católica, que aliás, é a forma autêntica da cultura "Ocidental". A primeira coisa a lembrar a este respeito é a mais fundamental. "Cultura" verdadeira é, em suas origens, o que envolve o "culto". O "culto", verdadeiro é claro, tem em sua essência um ato de sacrifício a Deus. Uma cultura orgânica então, não uma artificialmente engendrada, é aquela que se desenvolve a partir da resposta do homem à realidade deste ato de sacrifício. As formas mais primordiais da cultura, então, são essas ações, comportamentos, atitudes e formas de arte que rodeiam e constituem a nossa participação no ato de sacrifício.

Segundo essa visão, a cultura não é a maneira do homem expressar estados interiores de consciência, como foi sugerido pelo Papa João Paulo II no curso de sua carreira filosófica. Pelo contrário, é a resposta do homem a uma realidade objetiva fora de si, que não é dependente  da sua vontade de forma alguma, mas da vontade de Deus. Cultura verdadeira e autêntica, em oposição a uma "cultura" decorrente de concepções e necessidades puramente humanas, é uma resposta adequada ao caráter muito específico do Santo Sacrifício. Uma verdadeira cultura deve ser, em última análise, baseada na revelação de Deus da forma de adoração aceitável para Si mesmo e uma que seja a resposta adequada à especificidade da Natureza Divina.

A primeira coisa que deve ser feita para reconstruir uma cultura que, aparentemente, deixou os corações e as mentes dos homens, é colocar dentro de corações jovens uma consciência íntima dos ritmos e dos valores inerentes ao Santo Sacrifício da Missa. Isto significa um cultivo das aparências próximas e remotas, como cerimônias e festas, que transmitem à mente humana, dependentes como elas são da percepção física, o segredo interior dos mistérios a serem comemorados. A cultura só pode ser recuperada, quando a imaginação individual e coletiva for colocada sob o jugo do Bom, do Verdadeiro e do Belo.

Depois da conquista inicial da imaginação, o cultivo da alma deve se estender ao intelecto. Em última análise, o intelecto deve vir para a defesa desta visão do Bem, do Verdadeiro e do Belo se é para ser sustentada. A forma mais perfeita para cultivar o intelecto é tê-lo envolvido com a meditação sobre as verdades filosóficas e teológicas que fundamentam e envolvem o Santo Sacrifício. Com isso, o intelecto, a imaginação, e a sensação podem ser soldados juntos para formar um todo orgânico, uma visão unificada sobre o mundo. Uma visão unificada, armada com os argumentos intelectuais, pode facilmente suportar os conceitos flácidos e insubstanciais dos multiculturalistas.

Finalmente, aqueles que possuem e cultivam a cultura Católica devem se identificar com aqueles que a possuíam e cultivavam no passado. Como a cultura deve ser uma "segunda natureza" para a mente, uma afinidade habitual imaginativa e intelectual ou, talvez, uma conaturalidade deve ser estabelecida entre a vida íntima dos nossos predecessores na fé e nossa própria vida interior. Temos de "compadecer-nos" dos gigantes sobre cujos ombros estamos. Eu acredito que essa agenda pode ser realizada nas famílias, pequenas comunidades e em escolas dedicadas à Fé Católica integral. Devemos saber o que significa ser Católico. Devemos ser Católicos, descaradamente, mais uma vez.


Notas de Rodapé:

1. Ver, Dinesh D'Souza, Illiberal Education: the Politics of Race and Sex on Campus (New York: The Free Press, 1991), p.60.
2. Lynne Cheney, Humanities in America (Washington, D.C.: National Endowment for the Humanities, 1988), p.5.
3. Lynne Cheney, Fifty Hours: A Core Curriculum for College Students (Washington, D.C.: National Endowment for the Humanities, 1989).
4. Dinesh D’Souza, Illiberal Education: the Politics of Race and Sex on Campus (New York: the Free Press, 1991), p.7. Cf. The Campus, City College of New York, Abril 26, 1989.
5. Veja D’Souza, p. 14. Cf. The Condition of the Professoriate: Attitudes and Trends, 1989 (Washington, D.C.: Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching).
6. D’Souza, p. 14. Cf. Thomas DeLoughry, "Student of Transcripts Finds Little Structure in the Liberal Arts," Chronicle of Higher Education, Janeiro 18, 1989, pp.A-1, A-32.
7. Mae Henderson, ed., Borders, Boundaries, and Frames: Essays in Cultural Criticism and Cultural Studies (New York: Routledge, 1995), p.18.
8. D'Souza, p.70.

Original aqui.