Há dias em que até parece que o céu chora junto conosco ou
que chora o que não podemos chorar.
Olho a janela repleta de pingos de chuva, num dia cinzento
em pleno verão, e de certa forma tenho algum conforto, pois o aperto em meu
coração que quer ser traduzido em lágrimas - mas que é impedido pelas
circunstâncias - encontra nos pingos de chuva uma forma de choro, um choro
celeste, de pura empatia. E é como se as asas do meu Anjo batessem levemente em
minha cabeça enquanto ele repete: “Paciência criança! Tenha calma, pois nesse
mundo as coisas são assim mesmo. Espere em Deus, pois as tristezas um dia terão
fim.”
A chuva cai, lavando as ruas. Meu coração apertado pede
abrigo. As pessoas passam sem perceber. Mas Deus está comigo.


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