quinta-feira, outubro 11, 2012

Maçonaria e as Instruções da Alta Vendita

Por John Vennari*
Traduzido por Andrea Patrícia



Essa palestra será uma breve exposição sobre o documento maçônico do Século XIX “The Permanent Instruction of the Alta Vendita” ["Instrução Permanente da Alta Vendita"], que traçou um plano, um plano que vai nos ajudar a entender o que é a "desorientação diabólica da hierarquia superior" da qual a Irmã Lúcia falou. A Instrução Permanente da Alta Vendita, creio, explica a raiz da desorientação diabólica.

O Alta Vendita foi a maior loja da Carbonari (a), uma sociedade secreta italiana ligada à Maçonaria e que, juntamente com a Maçonaria, foi condenada pela Igreja Católica.[1] O Padre E. Cahill, SJ, em seu livro Freemasonry and the Anti-Christian Movement [A Maçonaria e o Movimento Anti-Cristão] afirma que a Alta Vendita foi "comumente suposta como tendo sido na época o centro governante da Maçonaria Europeia" [2]. Os Carbonari foram mais ativos na Itália e França.

Em seu livro Athanasius and the Church of Our Time [Atanásio e da Igreja do Nosso Tempo], o Bispo Rudolph Graber citou um Maçom que declarou que "o objetivo (da Maçonaria) já não é a destruição da Igreja, mas utilizá-la infiltrando-a." [3]

Em outras palavras, uma vez que a Maçonaria não pode apagar completamente a Igreja de Cristo, ela planeja não só erradicar a influência do Catolicismo na sociedade, mas usar a estrutura da Igreja como um instrumento de "renovação", "progresso" e "iluminação" - como meio de promover muitos dos seus princípios e objetivos próprios.

Um Esboço

A estratégia preconizada na Instrução Permanente da Alta Vendita é surpreendente em sua audácia e astúcia. Desde o início, o documento fala de um processo que levará décadas para ter sucesso. Aqueles que elaboraram o documento sabiam que não veriam o seu cumprimento. Eles estavam inaugurando uma obra que seria realizada por sucessivas gerações de iniciados. A Instrução Permanente diz: "Em nossas fileiras o soldado morre e a luta continua."

A Instrução convoca à difusão das idéias e axiomas liberais por toda a sociedade e nas instituições da Igreja Católica para que leigos, seminaristas, sacerdotes e prelados, ao longo dos anos, gradualmente, sejam imbuídos de princípios progressistas.

Com o tempo, essa mentalidade seria tão penetrante que padres seriam ordenados, bispos seriam consagrados, e Cardeais seriam nomeados, cujo pensamento estaria em sintonia com o pensamento moderno enraizado nos "princípios de 1789" (o pluralismo, a igualdade das religiões, a separação entre Igreja e Estado, etc.).

Eventualmente, um Papa seria eleito a partir destas fileiras, o que levaria a Igreja para o caminho da "iluminação e renovação". Deve ser enfatizado que não era seu objetivo colocar um Maçom na Cátedra de Pedro. Seu objetivo era efetuar um ambiente que acabaria por produzir um Papa e uma hierarquia conquistados pelas idéias do Catolicismo liberal, todos eles crendo que seriam fiéis Católicos.

Esses líderes Católicos, então, deixariam de se opor às ideias modernas da revolução (como tinha sido prática corrente dos Papas de 1789 até 1958 que condenaram estes princípios liberais), e iriam misturá-las à Igreja. O resultado final seria um clero e leigos Católicos marchando sob o estandarte do iluminismo, o tempo todo pensando que eles estariam marchando sob a bandeira das chaves apostólicas.

É possível?

Para aqueles que acreditam que este esquema é muito rebuscado, uma meta demasiado impossível para o inimigo atingir, deve-se notar que tanto o Papa Pio IX quanto Leão XIII pediram que a Instrução Permanente fosse publicada, sem dúvida, a fim de evitar que tal tragédia ocorresse. Estes grandes Pontífices sabiam que tal calamidade não era impossível.

No entanto, se tal estado de coisas obscuras viesse a acontecer, haveria três meios inconfundíveis de reconhecê-la:

1) Ela iria produzir uma revolução de tal magnitude que o mundo inteiro iria perceber que a Igreja Católica sofreu uma grande revolução alinhada com as idéias modernas. Seria claro para todos que uma "atualização" teria ocorrido.
2) Seria introduzida uma nova teologia que estaria em contradição com os ensinamentos anteriores.
3) Os Maçons alardeariam seu cacarejar de triunfo acreditando que a Igreja Católica tinha finalmente "visto a luz" em pontos como o pluralismo, o Estado laico, a igualdade das religiões, e quaisquer outros compromissos que tivessem sido alcançados.

A Autenticidade dos Documentos da Alta Vendita

Os papéis secretos da Alta Vendita, a maior loja da Carbonari, que caiu nas mãos do Papa Gregório XVI abarca um período que vai de 1820-1846. Eles foram publicados a pedido do Beato Papa Pio IX por Cretineau-Joly em sua obra The Roman Church and Revolution [A Igreja Romana e Revolução].[4]

Com a ordem de aprovação de 25 fevereiro de 1861, dirigida ao autor, o Papa Pio IX garantiu a autenticidade desses documentos, mas ele não permitiu que ninguém divulgasse os verdadeiros membros da Alta Vendita implicados nesta correspondência.

O texto completo da Instrução Permanente da Alta Vendita também está contido no livro do Mons. George E. Dillon, Grand Orient Freemasonry Unmasked [Maçonaria do Grande Oriente Desmascarada]. Quando o Papa Leão XIII foi presenteado com um exemplar do livro do Mons. Dillon, ele ficou tão impressionado que ordenou uma versão em italiano para ser concluída e publicada com dinheiro do seu próprio bolso.[5]

Na encíclica Humanum Genus, Leão XIII convocou os líderes Católicos para "arrancar a máscara da Maçonaria e tornar claro para todos o que ela realmente é".[6] A publicação desses documentos é uma forma de "arrancar a máscara". E se os Papas pediram que essas cartas fossem publicadas, é porque eles queriam que todos os Católicos conhecessem os planos das sociedades secretas para subverter a Igreja por dentro para que os Católicos ficassem sob sua guarda e, esperançosamente, evitar que ocorra uma catástrofe como essa.

A Instrução Permanente da Alta Vendita

O que se segue não é toda a instrução, mas a seção que é mais pertinente à nossa discussão.

O documento diz o seguinte:

"O Papa, seja ele quem for, não virá às sociedades secretas, mas cabe às sociedades secretas dar o primeiro passo até a Igreja, com o objetivo de conquistar a ambos.

"A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano, mas pode durar vários anos, talvez um século, mas em nossas fileiras o soldado morre e a luta continua.

"Nós não pretendemos atrair os Papas à nossa causa, para torná-los neófitos dos nossos princípios, propagadores das nossas idéias. Isso seria um sonho ridículo, e se os acontecimentos vierem à tona de alguma forma, se Cardeais ou prelados, por exemplo, de sua livre vontade ou por surpresa, penetrarem uma parte de nossos segredos, isso não é de todo um incentivo para desejar a sua elevação à Sé de Pedro. Essa elevação iria arruinar-nos. A sua ambição somente os levaria a apostasia, e as necessidades do poder iriam forçá-los a sacrificar-nos. O que devemos pedir, o que devemos procurar e esperar, tal como os judeus esperam o Messias, é um Papa de acordo com nossas necessidades...

"Com isso nós marcharemos com mais segurança para o ataque à Igreja do que com os panfletos dos nossos irmãos na França e até mesmo o ouro da Inglaterra. Você quer saber o motivo disso? É que, com isso, a fim de despedaçar a grande rocha sobre a qual Deus construiu Sua Igreja, não precisamos mais de vinagre anibaliano, ou de pólvora, ou mesmo das nossas armas. Nós temos o dedo mindinho do sucessor de Pedro comprometido na jogada, e este dedo mindinho é tão bom para esta cruzada quanto todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da Cristandade.

"Não temos dúvida de que vamos chegar a este fim supremo dos nossos esforços. Mas quando? Mas como? O desconhecido não é ainda revelado. No entanto, como nada nos irá desviar do plano estabelecido, e pelo contrário, tudo tenderá para ele, como se tão cedo quanto amanhã o sucesso fosse coroar o trabalho que mal foi esboçado, desejamos, nesta Instrução, que se manterá secreta para os simples iniciados, dar aos funcionários a cargo do Vente supremo alguns conselhos que devem incutir em todos os irmãos, sob a forma de instrução ou de um memorando...

"Agora, então, para assegurarmos um Papa com as dimensões necessárias, é uma questão de primeiramente moldá-lo ... para este Papa, uma geração digna do reinado que sonhamos. Deixem os velhos e os de idade madura, vão para a juventude, e se possível, mesmo para as crianças... Inventem para si mesmos, a um custo reduzido, uma reputação de bons Católicos e de puros patriotas.

"Esta reputação dará acesso à nossa doutrina no meio do clero jovem, bem como profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do soberano, eles serão chamados a escolher um pontífice que deve reinar. E este Pontífice, como a maioria de seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação. É um pequeno grão de mostarda preta que vamos confiar no chão, mas o sol da justiça irá desenvolvê-lo até o mais alto poder, e vocês verão um dia que rica colheita esta pequena semente irá produzir.

"No caminho que estamos traçando para os nossos irmãos, são grandes os obstáculos a conquistar, dificuldades de mais de um tipo para dominar. Eles triunfarão sobre eles pela experiência e pela clarividência, mas o objetivo é tão esplêndido que é importante colocar todas as velas ao vento, a fim de alcançá-lo. Você quer revolucionar a Itália, olhar para o Papa cujo retrato acabamos de desenhar. Você deseja estabelecer o reino dos escolhidos no trono da prostituta da Babilônia, deixar o clero marchando sob o seu padrão, sempre acreditando que está marchando sob a bandeira das chaves apostólicas. Você pretende fazer o último vestígio dos tiranos e opressores desaparecerem; colocar suas redes como Simão Bar-Jona, colocá-las nas sacristias, nos seminários e nos mosteiros, em vez de no fundo do mar: e se você não se apressar, nós prometemos-lhe uma pescaria mais milagrosa do que a dele. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens, você vai trazer os amigos à volta da Cadeira apostólica. Você terá pregado uma revolução de tiara e de capa, marchando com a cruz e o estandarte, uma revolução que precisa ser apenas um pouco estimulada para colocar fogo nos quatro cantos do mundo."[7]

Resta agora nós examinarmos o sucesso que esse projeto tem tido.

O Iluminismo, Meu Amigo, Está Soprando no Vento (b)

Ao longo do Século XIX, a sociedade tornou-se cada vez mais permeada com os princípios liberais da Revolução Francesa, em detrimento da grande Fé Católica e do Estado Católico. As supostamente "amáveis e gentis" noções de pluralismo, o indiferentismo religioso, uma democracia que acredita que toda autoridade vem do povo, falsas noções de liberdade, encontros inter-religiosos, a separação entre Igreja e Estado e outras novidades estavam tomando conta das mentes da Europa pós-iluminismo, infectando governantes e religiosos também.

Os Papas do Século XIX e início do Século XX, fizeram guerra contra estas tendências perigosas com traje de batalha completo. Com presença de espírito perspicaz enraizada numa certeza sem compromisso de Fé, os Papas não foram captados. Eles sabiam que maus princípios, não importa o quão honrados possam parecer, não podem dar bons frutos, e estes eram maus princípios no seu pior grau, uma vez que foram enraizados não só na heresia, mas na apostasia.

Como generais que reconhecem o dever de manter suas posições a todo o custo, os Papas armaram canhões poderosos contra os erros do mundo moderno e dispararam sem cessar. As encíclicas são suas balas de canhão e nunca erraram o alvo.

A explosão mais devastadora veio na forma do monumental Syllabus de Erros do Bem-aventurado Papa Pio IX, em 1864, e quando a fumaça se dissipou, todos os envolvidos na luta estavam em dúvida quanto a quem estava de que lado. A linha de demarcação havia sido elaborada de forma clara. Neste grande Syllabus, Pio IX condenou os erros principais do mundo moderno, não porque eram modernos, mas porque estas novas ideias estavam enraizadas no naturalismo panteísta e, portanto, incompatíveis com a doutrina Católica, bem como destrutivas para a sociedade.

Os ensinamentos do Syllabus são contra-liberais, e os princípios do liberalismo são contra-Syllabus. Isso foi, sem dúvida, reconhecido por todas as partes. Padre Denis Fahey se referiu a este confronto como "Pio IX contra a deificação panteísta do Homem." [8] Falando para o outro lado, o Maçom francês Ferdinand Buissont declarou também: "Uma escola não pode permanecer neutra entre o Syllabus e a Declaração dos Direitos do homem."[9]

No entanto, o Século XIX viu uma nova geração de Católicos que, de forma utópica, procurou estabelecer um compromisso entre os dois. Estes homens olharam para o que eles acreditavam ser "bom" nos princípios de 1789 e tentaram introduzi-los na Igreja. Muitos clérigos, infectados pelo espírito da época, foram apanhados nessa rede que tinha sido "lançada nas sacristias e nos seminários". Estes homens vieram a ser conhecidos como os Católicos liberais. O Bem-aventurado Papa Pio IX os considerava com horror absoluto. Ele disse que esses "liberais-Católicos" eram os "piores inimigos da Igreja".

Em uma carta à delegação francesa encabeçada pelo bispo de Nevers em 18 de junho de 1871, o Beato Pio IX disse:

"O que eu temo não é a Comuna de Paris - não - aquilo que eu temo é Catolicismo liberal... Eu disse isso mais de quarenta vezes, e repito para vocês agora, através do amor que eu tenho por vocês. O verdadeiro flagelo da França é o Catolicismo liberal, que se esforça para unir dois princípios tão repugnantes um ao outro como água e fogo." [10]

No entanto, apesar disso, o número de Católicos liberais aumentou de forma constante.

O Papa Pio X e o Modernismo

Esta crise atingiu um pico por volta da virada do século, quando o liberalismo de 1789 que tinha sido "soprado no vento" rodopiou no tornado do modernismo. O Pe. Vincent Miceli identificou esta heresia, como tal, descrevendo a "trindade dos pais" do modernismo. Ele escreveu:

"1) O seu ancestral religioso é a Reforma Protestante;
"2) seu pai filosófico é o Iluminismo;
"3) a sua linhagem política vem da Revolução Francesa." [11]

O Papa São Pio X, que subiu à cadeira papal em 1903, reconheceu o modernismo como uma das pragas mais mortais que devem ser detidas. Ele escreveu que a obrigação mais importante do Papa é garantir a pureza e a integridade da doutrina Católica, e afirmou ainda que, se ele não fizesse nada, então ele teria falhado em seu dever essencial. [12]

São Pio X em guerra travada com o modernismo, emitiu uma encíclica (Pascendi) e um Syllabus (Lamentabili) contra ela, instituiu o Juramento Anti-Modernista para ser jurado por todos os sacerdotes e mestres, expurgou os seminários e universidades de modernistas e excomungou o teimoso e impenitente.

Pio X efetivamente suspendeu a propagação do modernismo em sua época. É relatado, no entanto, que quando ele foi felicitado por erradicar este grave erro, Pio X respondeu imediatamente que, apesar de todos os seus esforços, ele não tinha conseguido matar esta besta, mas só tinha conduzido-a ao subsolo. Ele alertou que se os líderes da Igreja não fossem vigilantes, ela retornaria no futuro, mais virulenta do que nunca.[13]

Cúria em Alerta

Um drama pouco conhecido que se desenrolou durante o reinado do Papa Pio XI demonstra que a corrente subterrânea dos modernistas estava viva e bem no período imediato pós-Pio X.

Pe. Raymond Dulac relata que no consistório secreto de 23 de maio de 1923, o Papa Pio XI questionou os trinta Cardeais da Cúria sobre a oportunidade de convocar um concílio ecumênico. Estiveram presentes prelados ilustres como Merry del Val, De Lai, Gasparri, Boggiani e Billot.

Os Cardeais se colocaram contra.

O Cardeal Billot advertiu: "A existência de diferenças profundas no meio do episcopado em si não pode ser escondida... [Eles] correm o risco de dar lugar às discussões que serão prolongadas indefinidamente."

Boggiani recordou as teorias modernistas das quais, segundo ele, uma parte do clero e dos bispos não está isenta. "Essa mentalidade pode inclinar certos Padres a apresentar moções, introduzir métodos incompatíveis com as tradições Católicas".

Billot foi ainda mais preciso. Ele expressa o medo de ver o concílio "manobrado" pelos "piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já estão se preparando, como certas indicações mostram, para levar adiante a revolução na Igreja, um novo 1789." [14]

Ao desencorajar a idéia de um Concílio por tais razões, esses Cardeais mostraram-se mais aptos a reconhecer os "sinais dos tempos" do que todos os teólogos pós-Vaticano II juntos. No entanto, sua cautela pode ter sido enraizada em algo mais profundo. Eles também podem ter sido assombrados pelos escritos do infame, iluminado (c), o excomungado Canon Roca (1830-1893) que pregava a revolução e "reforma" da Igreja, e que previu que a subversão da Igreja, seria trazida por um Concílio.

Delírios Revolucionários de Roca

Em seu livro Athanasius and the Church of Our Time [Atanásio e da Igreja do Nosso Tempo], o Bispo Graber cita a previsão de Roca de uma "Igreja recém-iluminada", que seria influenciada pelo socialismo de Jesus." [15]

Em meados do Século XIX, Roca predisse "A igreja nova, que pode não ser capaz de reter nada da Doutrina Escolástica e da forma original da antiga Igreja, no entanto, vai receber a consagração e jurisdição canônica de Roma."

Roca também predisse uma reforma litúrgica. Com referência à liturgia do futuro, ele acredita "que o culto divino, na forma dirigida pela liturgia, ritual, cerimonial e regulamentos da Igreja Romana em breve sofreriam uma transformação em um concílio ecumênico, que iria restaurar-lhe a simplicidade venerável da idade de ouro dos Apóstolos, em conformidade com os ditames da consciência e da civilização moderna."

Ele previu que, através deste Concílio virá o "acordo perfeito entre os ideais da civilização moderna e o ideal de Cristo e o seu Evangelho. Isso será a consagração da Nova Ordem Social e o batismo solene da civilização moderna."

Roca também falou sobre o futuro do Papado. Ele escreveu: "Há um sacrifício iminente que representa um ato solene de expiação... O Papado cairá; morrerá sob a faca santificada que os Padres do último Concílio vão forjar. O César papal é uma hóstia [vítima] coroada para o sacrifício."

Roca predisse entusiasticamente uma "nova religião, novo dogma, novo ritual, novo sacerdócio." Ele chamou os novos sacerdotes de "progressistas" e fala da "supressão" da sotaina [batina] e do "casamento dos padres." [16]

Ecos arrepiantes de Roca e da Alta Vendita encontram-se nas palavras do Rosacruz, Dr. Rudolph Steiner que declararou em 1910: "Nós precisamos de um Concílio e de um Papa para proclamá-lo." [17] O Bispo Graber, comentando sobre estas previsões observa: "Alguns anos atrás, isso ainda era inconcebível para nós, mas hoje..." [18]

O Grande Concílio que Nunca Existiu

Por volta de 1948, o Papa Pio XII, a pedido do firmemente ortodoxo Cardeal Ruffini, pensou em convocar um Concílio Geral, e até passou alguns anos fazendo os preparativos necessários. Há evidências de que elementos progressistas em Roma finalmente dissuadiram Pio XII a realizá-lo uma vez que este Concílio mostrou sinais claros de estar em sincronia com a Humani Generis. Tal qual essa grande encíclica de 1950, o novo Concílio iria combater as "falsas opiniões que ameaçam minar os alicerces da doutrina Católica." [19]

Tragicamente, o Papa Pio XII se convenceu de que ele estava em idade muito avançada para assumir uma tarefa tão importante, e resignado disse: "isso será para o meu sucessor." [20]

"Roncalli vai canonizar o Ecumenismo"

Durante todo o pontificado do Papa Pio XII, o Santo Ofício sob a liderança competente do Cardeal Ottaviani manteve uma paisagem católica segura, mantendo os cavalos selvagens do modernismo firmemente encurralados. Muitos teólogos modernistas de hoje com desdém contam como eles e seus amigos foram "amordaçados" durante este período.

No entanto, mesmo Ottaviani não poderia impedir o que estava para acontecer em 1958. Um novo tipo de Papa "a quem os progressistas acreditavam favorecer a sua causa" [21] subiria a Cadeira Pontifícia e forçaria um relutante Ottaviani a remover a trava, abrir o curral e se preparar para a debandada.

No entanto, tal estado de coisas não era imprevisível. Na notícia da morte de Pio XII, o velho Dom Lambert Beauduin, um amigo de Roncalli (o futuro João XXIII) confidenciou ao Padre Bouyer: "Se eles elegessem Roncalli, tudo seria salvo, ele seria capaz de convocar um Concílio e de consagrar o ecumenismo."[22]

E assim aconteceu, assim como Dom Lambert havia predito. Roncalli foi eleito, convocou o Concílio e consagrou o ecumenismo. A "revolução de tiara e capa" estava em andamento.

Revolução do Papa João

É bem conhecido e soberbamente documentado [23] que uma camarilha de teólogos liberais (peritos) e bispos sequestraram o Vaticano II com uma agenda para refazer a Igreja à sua própria imagem através da implementação de uma "nova teologia". Críticos e defensores do Concílio Vaticano II estão de acordo sobre este ponto.

Em seu livro Vatican II Revisited [Vaticano II Revisitado], o Bispo Aloysius J. Wycislo (um defensor rapsódico da revolução do Vaticano II) declara com entusiasmo vertiginoso que "os teólogos e estudiosos da Bíblia que tinham ficado "sob uma nuvem" há anos surgiram como periti (peritos teológicos assessorando os bispos do Concílio), e os seus livros e comentários pós-Vaticano II se tornaram leitura popular." [24]
Ele observou que a "encíclica do Papa Pio XII Humani Generis tinha... um efeito devastador sobre o trabalho de uma quantidade de teólogos pré-conciliares", [22] e explica que "Durante a preparação precoce do Concílio, esses teólogos (principalmente franceses, junto com alguns alemães), cujas atividades haviam sido restringidas pelo Papa Pio XII, estavam ainda ‘sob uma nuvem’ (d). O Papa João calmamente levantou a proibição afetando alguns dos mais influentes. No entanto, uma quantidade manteve-se suspeita para os funcionários do Santo Ofício." [26]

Wycislo canta os louvores dos progressistas triunfantes, como Hans Kung, Karl Rahner, John Courtney Murray, Yves Congar, Henri Delubac, Edward Schillebeeckx e Gregory Baum, que tinham sido considerados suspeitos antes do Concílio (por uma boa razão), e que são agora as principais luzes da teologia pós-Vaticano II. [27]

Com efeito, aqueles  a quem o Papa Pio XII considerava impróprios para estar andando pelas ruas do Catolicismo estavam agora no controle da cidade. E como que para coroar suas realizações, o Juramento contra o Modernismo foi discretamente suprimido logo após o encerramento do Concílio. São Pio X havia previsto corretamente. A falta de vigilância da autoridade fez com que o modernismo voltasse com uma vingança.

"Marchando sob uma nova bandeira"

Houve inúmeras batalhas no Vaticano II entre o Grupo Internacional de Padres que lutaram para manter a tradição e o grupo progressivo do Reno (e). Tragicamente, no final, foi o elemento liberal e modernista que prevaleceu.

Era óbvio para quem tivesse olhos para ver que o Concílio Vaticano II promulgou muitas idéias que haviam sido anátema para o ensinamento da Igreja, mas que estavam em conformidade com o pensamento moderno. Isso não aconteceu por acaso, e sim através de um planejamento.

Os progressistas do Concílio Vaticano II evitaram condenações de erros modernistas. Eles também plantaram deliberadamente ambiguidades nos textos conciliares que pretendiam explorar depois do Concílio. O liberal perito do Concílio, Padre Edward Schillebeeckx admitiu que "nós usamos frases ambíguas durante o Concílio e nós sabemos como vamos interpretá-las depois." [28]

Ao utilizar ambigüidades deliberadas, os documentos do Concílio promoveram um ecumenismo que havia sido condenado pelo Papa Pio XI, uma liberdade religiosa que tinha sido condenada pelos Papas do Século XIX (especialmente o beato Papa Pio IX), uma nova liturgia alinhada ao protestantismo e o ecumenismo que Bugnini chamou de "uma conquista importante da Igreja Católica", uma colegialidade que atinge o cerne do primado papal, e uma "nova atitude para com o mundo" - especialmente em um dos mais radicais de todos os documentos do Concílio, a Gaudium et Spes (Mesmo o Cardeal Ratzinger admitiu que Gaudium et Spes é permeada pelo espírito de Teilhard de Chardin). [29]

Como a Instrução Permanente da Alta Vendita esperava, as noções de cultura liberal finalmente ganharam a adesão entre os jogadores principais na hierarquia Católica e foram assim, espalhadas por toda a Igreja. O resultado foi uma crise sem precedentes da Fé, que continua a piorar. Enquanto, ao mesmo tempo, inúmeros clérigos altamente colocados, obviamente inebriados pelo "espírito do Vaticano II", continuamente louvam as reformas do Concílio que trouxeram esta calamidade.

Torcida da Arquibancada Maçônica

No entanto, não só muitos dos nossos líderes da Igreja, mas os Maçons também comemoram o rumo dos acontecimentos operados pelo Concílio. Alegram-se que os Católicos, finalmente, "viram a luz", e que muitos de seus princípios maçônicos tenham sido sancionados pela Igreja.

Yves Marsaudon do Rito Escocês, em seu livro Ecumenism Viewed by a Traditional Freemason [Ecumenismo Visto por um Maçom Tradicional] elogiou o ecumenismo alimentado pelo Concílio Vaticano II. Ele disse:

"Os Católicos... não devem esquecer que todos os caminhos levam a Deus. E eles vão ter que aceitar que essa idéia corajosa do pensamento livre, que podemos realmente chamar uma revolução, que vertendo de nossas lojas maçônicas, estendeu-se magnificamente sobre a cúpula de São Pedro." [30]

Yves Marsaudon disse ainda: "Pode-se dizer que o ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria". [31]

O espírito de dúvida e de revolução pós-Vaticano II, obviamente, aqueceu o coração do Maçom francês Jacques Mitterrand, que escreveu com aprovação:

"Alguma coisa mudou dentro da Igreja, e as respostas dadas pelo Papa às questões mais urgentes como o celibato sacerdotal e controle de natalidade, são debatidas dentro da própria Igreja, a palavra do Sumo Pontífice é questionada pelos bispos, pelos padres, pelos fiéis. Para um Maçom, um homem que questiona o dogma já é um Maçom sem avental". [32]

Marcel Prelot, um senador da região de Doubs, na França, é provavelmente o mais preciso em descrever o que realmente aconteceu. Ele escreve:

"Nós tínhamos lutado por um século e meio para trazer as nossas opiniões a prevalecer sobre a Igreja e não tínhamos conseguido. Finalmente, veio o Concílio Vaticano II e nós triunfamos. A partir de então as proposições e os princípios do Catolicismo liberal foram definitiva e oficialmente aceitos pela Santa Igreja". [33]

A Ruptura Com o Passado

Os "conservadores" que negam que o Vaticano II constitui uma ruptura com a tradição, e que contradiz o magistério anterior não conseguiram ouvir os próprios motores e os agitadores do Concílio, que descaradamente reconhecem isso.
Yves Congar, um dos artesãos da reforma comentou com satisfação tranquila que "A Igreja teve, pacificamente, a sua revolução de Outubro." [34]

Congar também admitiu, como se fosse algo para se orgulhar, que a Declaração do Concílio Vaticano II sobre a liberdade religiosa é contrária ao Syllabus de Pio IX. Ele disse:

"Não se pode negar que a afirmação da liberdade religiosa pelo Vaticano II diz materialmente algo diferente do que o Syllabus de 1864, disse, e até quase o oposto das proposições 16, 17 e 19 deste documento." [35]

Por fim, há alguns anos atrás, o Cardeal Ratzinger, aparentemente imperturbável pela admissão, escreveu que ele vê o texto do Vaticano II, Gaudium et Spes, como um "contra-Syllabus". Ele disse:

"Se é desejável oferecer um diagnóstico do texto (Gaudium et Spes) como um todo, podemos dizer que (em conjunto com os textos sobre a liberdade religiosa e religiões do mundo) é uma revisão do Syllabus de Pio IX , uma espécie de contra-Syllabus ... Vamos nos contentar em dizer aqui que o texto serve como um contra-Syllabus e, como tal, representa por parte da Igreja, uma tentativa de uma reconciliação oficial com a nova era inaugurada em 1789." [36]

Em outras palavras, a Revolução Francesa e o Iluminismo.

Este comentário do Cardeal Ratzinger é preocupante, especialmente porque veio do homem que, como o chefe da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, é supostamente encarregado de zelar pela pureza da doutrina Católica.

No entanto, podemos também citar uma declaração semelhante pelo progressista Cardeal Suenens, um dos prelados mais liberais deste século, ele mesmo um dos padres do Concílio, falou radiante dos antigos regimes que vêm caindo. As palavras que ele usou em louvor do Concílio é o que há de mais revelador, mais frio e mais condenável. Suenens declarou que "o Vaticano II é a Revolução Francesa da Igreja." [37]

O Estado dos Documentos do Vaticano II

Claro, os Católicos têm o direito, até mesmo o dever, de resistir a esses ensinamentos provenientes do Concílio que estão em conflito com o Magistério perene.

Durante anos, os Católicos têm labutado sob o equívoco que eles devem aceitar o Concílio pastoral, o Vaticano II, com o mesmo assentimento de fé que eles devem aos concílios dogmáticos. Esse, no entanto, não é o caso.

Os Padres conciliares repetidamente referiram-se ao Concílio Vaticano II como um Concílio pastoral - isto é, um Concílio que tratou não de definir a Fé, mas de sua implementação.
O fato de que o Vaticano II é inferior a um Concílio dogmático é confirmado pelo testemunho do Padre do Concílio, o Bispo Thomas Morris. Agora, a seu pedido, este testemunho não foi aberto até depois de sua morte:

"Fiquei aliviado quando fomos informados de que este Concílio não foi no sentido de definir ou dar declarações finais sobre a doutrina, porque uma declaração sobre a doutrina tem que ser muito cuidadosamente formulada e eu teria considerado os documentos do Concílio como provisórios e passíveis de serem reformados." [38]

Depois, há o importante testemunho do Secretário do Concílio, o Arcebispo (depois Cardeal) Pericle Felici. No encerramento do Concílio Vaticano II, os bispos pediram ao Arcebispo Felici o que os teólogos chamam de "nota teológica" do Concílio. Ou seja, o "peso" doutrinário dos ensinamentos do Vaticano II. Felici respondeu:

"Temos de distinguir de acordo com os esquemas e os capítulos os quais foram já objeto de definições dogmáticas no passado; para as desacelerações que tenham um caráter inovador, temos de ter reservas." [39]

O próprio Papa Paulo VI também fez comentários semelhantes que "Dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária, dogmas dotados da nota de infalibilidade." [40]

Assim, ao contrário de um Concílio dogmático, o Vaticano II não exige uma adesão incondicional da fé. A declaração detalhada e ambígua do Concílio Vaticano II não está em pé de igualdade com os pronunciamentos dogmáticos. As novidades do Vaticano II não são incondicionalmente obrigatórias para os fiéis. Católicos podem "ter reservas" e até mesmo resistir a qualquer ensinamento do Concílio que entraria em conflito com o Magistério perene.

"A Revolução em Tiara e Capa"

A revolução pós-Vaticano II contém todas as características do cumprimento dos desígnios da Instrução Permanente da Alta Vendita, bem como as profecias de Canon Roca:

1) O mundo inteiro tem assistido a uma mudança profunda na Igreja Católica em escala internacional que está em sintonia com o mundo moderno.
2) Tanto os defensores do Vaticano II quanto seus detratores demonstram que certos ensinamentos do Concílio constituem uma ruptura com o passado.
3) Os próprios Maçons se regozijam que, graças ao Concílio, as suas ideias "espalharam-se magnificamente sobre a cúpula de São Pedro".

Assim, não há realmente nenhum grande mistério sobre a paixão que a nossa Santa Igreja está sofrendo atualmente. Por ignorar de forma imprudente os Papas do passado, nossos líderes atuais da Igreja ergueram uma estrutura comprometida que está entrando em colapso. Embora o Papa Paulo VI tenha lamentado que "a Igreja está em um estado de auto-demolição", ele, como faz o atual pontificado, insistiu que o aggiornamento desastroso responsável por esta auto-demolição continuasse a pleno vapor.

Há um último ponto que gostaria de fazer. Eu não estou afirmando que todo líder de igreja que promove práticas inovadoras, como o ecumenismo, está deliberadamente agindo como inimigo da Igreja. O padre renomado do Século XIX, Frederico Faber, foi um verdadeiro profeta, quando ele disse em um sermão notável no Pentecostes de 1861, no Oratório de Londres:

"Devemos lembrar que se todos os homens bons estivessem manifestamente de um lado e todos os homens manifestamente maus estivessem de outro lado, não haveria perigo de ninguém, pelo menos de todos os eleitos, ser enganado por falsos prodígios. São os homens bons, uma vez bons, devemos esperar que continuem bons, que estão fazendo tristemente o trabalho de anti-cristo para crucificar o Senhor de novo... Tenha em mente esta característica dos últimos dias, que este engano surge de homens bons que estão no lado errado." [41]

Assim, acredito que muitos clérigos (não todos) que têm sucumbido ao espírito da época, e promovem a nova agenda do Concílio, são homens bons que estão do lado errado.

A Necessidade de Resistência

Como eu disse quando eu abri esta apresentação, eu acredito que a Instrução Permanente da Alta Vendita e seus efeitos ajudam a explicar o que a Irmã Lúcia estava falando quando ela alertou sobre a desorientação diabólica da hierarquia superior, um termo que ela usou várias vezes.

Diante de tal desorientação diabólica o que todos os Católicos podem fazer somente é:

1) rezar muito, especialmente o Rosário,
2) conhecer e viver a doutrina tradicional e moral da Igreja Católica como ela é encontrada nos escritos Católicos pré-Vaticano II,
3) aderir à Missa Tridentina Latina, onde a fé Católica e a devoção são encontradas em sua plenitude não infectada pelo novus ordo do ecumenismo,
4) resistir com toda a alma às tendências liberais pós-Vaticano II que vem causando tantos estragos no Corpo Místico de Cristo,
5) instruir a outros caridosamente nas tradições de Fé e avisá-los dos erros da época.
6) rezar para que um retorno à sanidade possa se espalhar por um número suficiente da hierarquia,
7) nunca se comprometer,
8) e, finalmente, a razão de estarmos aqui: praticar, e dar a conhecer o melhor que pudermos os pedidos de Nossa Senhora de Fátima.

O texto desse discurso é uma versão ligeiramente alterada do livreto “A Instrução Permanente da Alta Vendita”, por John Vennari (Tan Books).
*Discurso feito na Conferência de Fátima pela Paz, em Roma.

Original aqui.
_____________________________________________
Notas:
1. A Enciclopédia Católica, Vo. 3 (New York Encyclopedia Press, 1913), p. 330-331.
2. Rev. E. Cahill, JS, Freemasonry and the Anti-Christian Movement (Dublin: Gill, 1959), p. 101.
3. Bispo Graber, Athanasius and the Church of our Time, p. 39, Christian Book Club, Palmdale, CA.
4. 2 º volume, edição original de 1859, reimpresso por Circle of the French Renaissance, Paris, 1976; Mons. Delassus produziu estes documentos novamente em sua obra The Anti-Christian Conspiracy, DDB, 1910, Tomo III, p. 1035-1092.
5. Michael Davies, Pope John’s Council, p.166 Angelus Press, de Kansas City, MO.
6. Papa Leão XIII, Humanum Genus, par. 31, Tan Books e Publishers, Rockford, IL.
7. Mons. Dillon, Grand Orient Freemasonary Unmasked, p. 51-56 texto completo da Alta Vendita - Christian Book Club, Palmdale, CA.
8. Padre Denis Fahey. Mystical Body of Christ in the Modern World, Capítulo VII, Regina Publications, Dublin Irlanda.
9. Ibid. p. 116.
10. Citado de The Catholic Doctrine, do padre Michael Muller (Benzinger, 1888?) P. 282
11. Fr. Vicente Micelli, The Antichrist, p. 133, Roman Catholic Books, Harrison, NY.
12. O Papa Pio X, Pascendi (Encíclica contra o Modernismo) Par. 1
13. Fr. Vicente Micelli, The Antichrist, palestra em cassete, Keep the Faith, Inc. Ramsey, NJ.
14. Raymond Dulac, Episcopal Collegiality at the Second Council of the Vatican, Paris Cedre, 1979, p. 9-10.
15. Athanasius and the Church of our Time, p. 34.
16. Um relato completo de todas as citações de Roca aqui impressas é encontrado em Athanasius and the Church of our Time, p. 31-40.
17. Ibid. p. 36.
18. Ibid. p. 35.
19. Um relato completo dessa história fascinante é encontrado em "The Whole Truth About Fatima", Vol. 3: The Third Secret by Frère Michel of the Holy Trinity, p. 257-304, Immaculate Heart Publications, Ft. Erie, Ontário.
20. Ibid. p. 298.
21. Vicomte Leon de Poncins, Freemasonary and the Vatican, p. 14.
22. L. Bouyer, Dom Lambert Beauduin, a Man of the Church, Casterman, 1964, p. 180-181, citado pelo Padre Dilder Bonneterre no Movimento Litúrgico, Ed. Fideliter, 1980, p. 119.
23. ou seja, The Rhine Flows Into the Tiber [O Reno se lança no Tibre], pelo padre Ralph Wiltgen, Tan Books e publishers, Pope John’s Council, por Michael Davies, Angelus Press, Kansas City, MO, e até mesmo Vatican II Revisited, (ver nota seguinte), que canta os louvores da reforma.
24. Reverendíssimo Aloysius S.J. Wycislo, Vaticano II Revisted, By One Who Was There, p. x, Alba House, Staten Island, Nova York.
25. Ibid. p. 33.
26. Ibid. p. 27.
27. Ibid. págs. 27 a 34.
28. Carta Aberta aos Católicos Perplexos, Arcebispo Lefebvre, Kansas City, Angelus Press, 1992), p. 106. [Você encontra uma tradução em língua portuguesa para baixar gratuitamente aqui]. 
29. Cardeal Joseph Ratzinger, Principles of Catholic Theology, (Ignatius Press), p. 334.
30. Carta Aberta aos Católicos Perplexos, p. 88-89.
31. Yves Marsuadon, Oecumensisme vu par un Macon Tradição de, p. 119-120.
32. Lew Catholicsme Liberal, 1969.
33. Carta Aberta aos Católicos Perplexos, p. 100.
34. Yves Congar, OP citado pelo Padre George de Nantes, CRC, não. 113, p.3.
350. Ratzinger, Principles of Catholic Theology, Tequi, Paris, 1985, p. 42).
36.Carta Aberta aos Católicos Perplexos, p. 100.
37. Ibid. p. 100.
38. Entrevista de D. Morris por Kiernon Madeira, World Catholic News, 27 de setembro de 1997.
39.Carta Aberta aos Católicos Perplexos, p. 107.
40. Paulo VI, Audiência geral de 12 de janeiro de 1966, em Inseganmenti di Paolo VI, vo. 4, p. 700, citado de Atila Sinke Guimarães, In the Murky waters of Vatican II, Metaire: Maeta, 1997; TAN 1999), p. 111-112.
41. Citação retirada do The Mystical Body of Christ in the Modern World, do padre Denis Fahey (Regina Publications, Dublin, impresso pela primeira vez em 1935) p. xi.
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Notas da tradutora:

(a)   Carbonari, conhecida no Brasil como Carbonária. A palavra significa carvoeiro.
(b)   No original “Blowin 'in the Wind”, título da famosa música de Bob Dylan, de 1963. Na música Dylan repete “the answer, my friend, is Blowin 'in the Wind”. Em português: “a resposta, meu amigo, está soprando no vento”.
(c)   A palavra “iluminado” aqui se refere a aquele que é adepto das ideias iluministas.
(d)  ‘Under a cloud’ (sob uma nuvem) é uma expressão que significa ‘suspeito’.
(e)  Para entender isso leia o ótimo livro O Reno Se Lança no Tibre, do Pe. Ralph Witgen, editado pela Permanência. Você pode comprá-lo aqui.


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