terça-feira, fevereiro 05, 2013

É Carnaval, então pode, né?



É cada coisa que a gente ouve por aí que fica difícil não comentar. Antes de começar, aviso que a coisa é suja e feia. Mas ao mesmo tempo nada que vocês já não conheçam de alguma forma.

Ouvi uma conversa mais ou menos assim:

- Eu falei para o Fulano ir para o bloco fantasiado de Go-Go Boy, mas ele foi todo sem graça...
-Como assim, todo sem graça? 
-Ah, porque ele foi somente de bermuda e sem camisa...
-E como deveria ter ido, de sunga?
-Claro, né? Tava na praia e é Carnaval, né? Então qual o problema? Tinha que ir de sunga. Eu vou de biquíni, com shortinho e com a parte de cima do biquíni, ah, o maior calor, então fico assim, né? É Carnaval...
-(risinhos) ah é, é Carnaval...

Pois é, minha gente, como é Carnaval, é tudo - ou quase tudo? - permitido, né? Não tem problema você fantasiar seu namorado de dançarino de boate ou prostituto, porque afinal de contas, ah, é Carnaval! E também não tem problema você estar no meio de uma multidão usando shortinho e a parte de cima do biquíni - que é nada mais que um sutiã feito com outro tipo de material -, pois se é Carnaval, então...

Agora, querido leitor, imagine um católico nesse meio... imagine um bloco católico (what a hell?!?!?!), como alguns pregam que deve existir, imagine esse bloco passando por perto desse grupo de pessoas seminuas vestidas (ou quase despidas) como prostitutos... Agora me respondam - ok, não precisam me responder, somente pensem aí - se isso combina com a seguinte frase da Sagrada Escritura: "Somente os puros verão a Deus". Digam-me, por favor, digam-me, se é possível não estar em ocasião de pecado num meio repleto de gente seminua, de grupos de pessoas perigosamente próximas, bebendo e se drogando até não mais poder... Mesmo que você não beba muito nem se drogue nem um pouquinho, como se comprazer numa ocasião dessas, como ficar bem ou minimamente à vontade em meio a tanta imundície, devassidão e adultério? Sim, porque o que mais acontece nessas ocasiões carnavalescas é o sexo fora do matrimônio.

Bom, avisei que o assunto era sujo e feio, mas é difícil não comentar sobre esse tipo de coisa quando a gente ouve gente católica instruída, inteligente, bem informada, defendendo a frequência de católicos a essa festa maldita. E nem adianta espernear dizendo que "o meu bloco é decente" porque o problema está não somente em pular feito macaco piolhento ao som de músicas ridículas com letras estúpidas e algumas vezes de duplo ou triplo sentido - sei lá, tem tanta doidice por aí - mas também estar em ocasião próxima de pecado ou já em ocasião de pecado -e devemos fugir de tais ocasiões! - devido ao ambiente altamente pecaminoso e blasfematório que é o Carnaval, principalmente o de hoje.

E ainda há aqueles que podem até não botar o pezinho na rua, mas adoram botar os olhinhos na telinha para assistir aos nojentos desfiles patrocinados por bandidos, cheios de gente despida...

Olhe, pecadora eu sou, todos nós somos, mas temos que tomar vergonha na cara e buscar ser católico de verdade, não esse verniz de católico que abre os braços para o mundo, aceitando quase tudo em nome do “diálogo”, para não parecer sisudo e triste como dizem que eram os cristãos do passado. Que espírito é esse? É de Deus?

Diversão é algo bom e eu gosto, mas Carnaval não é diversão sadia, nem de longe. Só não vê quem não quer.

E veja aí o que diz o bispo Castro-Mayer sobre o tema:



Destaco: "Constituindo os folguedos do Carnaval ocasião próxima de pecado, os fiéis devem abster-se deles".