terça-feira, março 26, 2013

Imagens violentas: combustível para o diabo



Outro dia li no blog Les Femmes, The Truth, que uma série de TV a ser exibida na Fox vai tratar de uma dupla de serial killers, com direito a toda violência característica de crimes desse calibre.
A autora do blog comenta algo muito pertinente, muito sério. Ela diz: “Colocar essas imagens violentas na imaginação dá ao diabo combustível para suas tentações venenosas”.
Verdade. Por isso também temos que ter cuidado com aquilo que vemos. Pela vista entram tantas imagens, tantas impressões são causadas, tanto combustível é dado para as tentações demoníacas!
Quanta angústia é gerada ao assistir um filme muito violento, uma reportagem sensacionalista! E as pessoas vão se alimentando disso, vão se envenenando, perdem o pouco de paz que poderiam ter. O triste é que muitas vezes essas pessoas que assistem a filmes e programas ultraviolentos, que dão audiência a telejornais repletos de histórias horríveis, são as mesmas que não assistem Paixão de Cristo de Mel Gibson, por acharem muito violento... Não é interessante? Mas a violência do filme do Gibson diz respeito a algo que, além de real (o sofrimento de Cristo), faz pensar em como estamos vivendo nesse mundo, faz pensar em quem somos perante Deus. Não é uma violência como a mostrada nas séries e programas diversos mundo afora, violência essa que somente angustia, pois pode atingir a qualquer um de nós. Sabemos disso, sabemos que nenhum de nós corre o risco de ser sacrificado na cruz da mesma maneira que Nosso Senhor foi, mas sabemos que poderemos sofrer tantas outras violências, gratuitas, vindas de psicopatas, de criminosos comuns. Esse medo que vai sendo alimentado nas almas - medo de sair de casa, medo de dormir, medo de deixar os filhos brincarem na praça mesmo que sejam acompanhados, medo e mais medo - vem de uma fonte muito diferente daquela de onde vem a lembrança da morte de Nosso Senhor. Qualquer um que seja honesto percebe isso. Não é a mesma coisa ver uma representação da morte de Cristo e ver assassinatos reais ou fictícios, cheios de detalhes pavorosos. Não é.

Há também os que reclamam da violência nos contos de fadas, por exemplo: João e Maria matando a bruxa num caldeirão de azeite fervente. Eu sempre gostei muito dos contos de fadas e posso dizer que nunca, nenhuma dessas histórias que ouvi tanto na infância, fizeram mal a mim. Elas nunca perturbaram minha imaginação. Pelo contrário, elas me deram uma visão do bem e do mal, do certo e do errado, do maravilhoso, do belo. Se João mata o gigante ou Branca de Neve mata a madrasta ou o caçador mata o Lobo Mau, a criança sabe que aquilo ali é o bem vencendo o mal. Não é a mesma coisa que a violência gratuita de Cães de Aluguel, de Tarantino. Essa ultraviolência é algo maligno, é bem diferente. E hoje as pessoas buscam com avidez esse tipo de programa, vide o sucesso de filmes e séries com essa temática.
O diabo se “alegra” com esse tipo de coisa, pois ele brinca com a imaginação humana, sugerindo a audiência a programas ultraviolentos enquanto alimenta a ideia de que não devemos pensar nos sofrimentos de Cristo e de Nossa Senhora. Conveniente, não? Pensar nos sofrimentos de Cristo e de sua Santíssima Mãe purifica a alma, nos faz querer confortá-Los, nos aproxima de Deus. O quão diferente é assistir a violência gratuita da TV e do cinema! Essa gera medo, aflição, leva até ao desespero. Pense em quantos hoje não creem em Deus de fato porque só enxergam as desgraças do mundo e não pensam que Deus permite que isso aconteça por algum motivo. Não! Elas odeiam pensar no assunto, ou negam a maldade buscando “energias positivas”, ou buscam explicações em doutrinas errôneas como a reencarnação, ou ainda blasfemam simplesmente.
Já há tanto mal à nossa volta, tanta descrença, tanto abandono das coisas de Deus, então porque aumentar esse sofrimento de maneira, digamos, improdutiva para a alma? Sim porque a audiência a esses assuntos e imagens ultraviolentas não gera nada de bom para ninguém, pelo contrário, só alimenta o fogo devorador da angústia, o veneno diabólico da descrença e do desespero.