quinta-feira, abril 18, 2013

É hora de terminar a Jornada Mundial da Juventude

Por Christopher A. Ferrara
Traduzido por Andrea Patrícia


 
        Dizem-nos que um dos grandes sucessos do pontificado de João Paulo II foi a "Jornada Mundial da Juventude", e que (o mito se perpetua) reavivou a fé e milhões de jovens, preparando assim o caminho para uma "primavera da Igreja". Mas, como John Vennari do Catholic Family News documentou além da grave controvérsia, as Jornadas Mundiais da Juventude são a versão católica de Woodstock: massas de jovens amontoados em acampamentos de ambos os sexos para ouvir música rock e serem tentados por membros do sexo oposto.
        Sim, há "liturgias" ao ar livre e uma oportunidade para se confessar, mas liturgias e confissões da moda também estão disponíveis em casa. O que atrai milhões para a JMJ é o Woodstock disso tudo.
       Depois de tudo, a JMJ não é simplesmente um evento católico em qualquer sentido tradicional da palavra. A ideia é fazer com que "os jovens" venham conhecer o Papa, mas a realidade é que a JMJ é um ataque à inocência, à dignidade pessoal e ao catolicismo romano.
        E não é provável que isso vá mudar sob o novo pontificado. Na verdade, a aberração JMJ parece estar piorando. Como Catholic News Agency (CNA) informou em 5 de agosto de 2005: "a banda de rock cristã da Argentina, Rescate, que se orgulha de ser "os únicos artistas latino-americanos que participarão no concerto de encerramento da XX Jornada Mundial da Juventude", criticou o Papa Bento XVI, que será a figura central nas celebrações em Cologne, na Alemanha."
        Por incrível que pareça, a banda declarou em uma entrevista no site chileno "Musica123", que: "Pessoalmente, não acho que o Papa é o representante de Deus na terra. Jesus veio para acabar com qualquer intermediário entre Deus e o homem, e, portanto, temos uma relação direta com ele”.
        Em um resumo perfeito do que o Papa tornou-se aos olhos do mundo depois de quarenta anos de "ecumenismo" e "diálogo", o vocalista da banda, um tal de Ulises Eyherabide, acrescentou: "Para mim, a força do Papa é mais política do que espiritual... Substituir João Paulo II, obviamente, tem um significado mais político do que espiritual."
        Perguntado se eles eram mesmo católicos, os membros da banda teriam dito: "Nós somos seguidores de Cristo para além de qualquer identidade específica. Você pode definir-se como católico e ser... Eu não sei... Hoje temos um Papa que, em teoria, representa a Igreja inteira. No entanto, há aqueles que dizem que este não é o caso. Portanto, por que dividir Jesus ainda mais quando, na realidade, Ele veio para toda a humanidade? A religião é responsável por criar essas diferenças". Isso de uma banda que vem de um país de maioria católica. E ainda assim, somos convidados a acreditar que a JMJ "revive" a fé dos jovens.
        Com evidente desânimo, CNA observa que "Não apenas Rescate representará a maioria dos povos católicos de língua espanhola do mundo, durante o concerto de encerramento para a Jornada Mundial da Juventude em 21 de agosto, como também a música da banda 'Quitamancha' será incluída na CD oficial da JMJ intitulado "Construir Um Mundo", que vai lembrar os jovens para os próximos anos do maior evento católico do mundo, com o Papa Bento XVI sendo a figura central presente”.
        Quando esta coluna estava sendo publicada, a CNA/CWNews.com informou que [a banda] Rescate havia sido excluída do programa da JMJ. Até o momento, é uma boa notícia. Mas é hora de o Vaticano reconhecer o óbvio: que a Jornada Mundial da Juventude é apenas outra novidade da época pós-conciliar que destrói a fé católica e promove o erro do indiferentismo religioso. Não é suficiente que "Rescate" seja removida da lista de bandas de rock da JMJ 2005. O evento deve ser convertido a uma digna Missa Papal ao ar livre oferecida pela conversão de todo o mundo. E todas as músicas de rock devem ser banidas.
        Mas se o Vaticano fizesse essas mudanças, centenas de milhares de "jovens" não iriam para a JMJ para ter sua fé "reavivada", iriam? Esse fato por si só nos diz por que a JMJ deve ser terminada de uma vez por todas.
Original aqui.