segunda-feira, abril 08, 2013

Rocheterie, Croker e Burke Sobre Marie Antoinette



Maxime de la Rocheterie sobre Marie Antoinette:

“Ela não era um mulher culpada, nem era santa; ela era uma mulher justa, encantadora, um pouco frívola, um tanto impulsiva, mas sempre pura; ela foi uma rainha, algumas vezes ardente em seus afetos pelos seus favoritos e irrefletida em sua política, mas orgulhosa e cheia de energia; uma mulher completa em seus modos cativantes e ternuras de coração, até que se tornou uma mártir.”

~The Life of Marie-Antoinette by M. de la Rocheterie, 1893


John Wilson Croker sobre Marie Antoinette:

“Nós temos acompanhado a história de Marie Antoinette com a maior diligência e escrupulosidade. Nós temos vivido naqueles tempos. Nós falamos com alguns de seus amigos e alguns de seus inimigos; nós lemos, certamente não tudo, centenas de libelos escritos contra ela; nós temos, resumidamente, examinado sua vida com – se podemos dizer isso de nós mesmos – algo da acurácia dos contemporâneos, a diligência dos inquiridores, e a imparcialidade dos historiadores, tudo combinado; e nós sentimos que é nosso dever declarar - da maneira solene que a literatura admite - nossa bem amadurecida opinião que cada reproche contra a moral da rainha é uma calúnia grosseira, que ela foi - como temos dito - um dos mais puros seres humanos.”

 Edmund Burke sobre Marie Antoinette:
“Faz agora dezesseis ou dezessete anos desde que vi a rainha da França, então Delfina em Versailles; e com certeza nunca havia brilhado nesse orbe, que ela mal parecia tocar, uma visão mais agradável. Eu a vi bem acima do horizonte, decorando a esfera elevada que ela tinha apenas começado a mover, brilhando como uma estrela da manhã cheia de vida e esplendor e alegria. Oh, que revolução...Eu mal podia sonhar que viveria para ver tais desastres caírem sobre ela, num nação de homens galantes, numa nação de homens de honra e de cavalheiros! Eu pensei que dez mil espadas deveriam ter saltado de suas bainhas para vingar até mesmo um olhar que a ameaçasse com insulto. Mas a era do cavalheirismo se foi; aquela dos sofistas, economistas, e calculistas a sucedeu...”  

~Edmund Burke, outubro 1790


Traduzido de Tea at Trianon.