segunda-feira, setembro 23, 2013

Até quando, Bergie?


Minha gente, é cada vez mais difícil ter que lidar com a quantidade de coisas estranhas e erradíssimas que o Papa Francisco tem feito. E é interessantíssimo observar como os que odeiam a Igreja, adoram esse Papa...

Leiam essas notícias: Notícias vaticanas: até quando, Bergie?

E leiam o comentário do Bruno Luís Santana , no Fratres in Unum, sobre as declarações do Papa Francisco a respeito da Igreja. Destaco a frase:

"Vindo da boca de um papa, isso é muito grave… É no mínimo IRRESPONSÁVEL se pronunciar como PAPA sem cuidar do que vai dizer…"

Decididamente, é uma sina para muitos olhar as palavras momentâneas deste ou daquele clérigo, bispo ou pontífice aos olhos do “aqui” e “agora”. De tentar interpretar as coisas não sob um contexto amplo, mas sob as últimas notícias dos jornais.

E é com grande pesar que digo isto. Essas expressões que usei acima têm me acompanhado há anos, desde que li a conversão de Chersterton, pois o mesmo dizia que o católico, ao contrário dos que estão dispersos no mundo enxerga as coisas sob uma ótica mais elevada, ao invés de considerar as coisas sob os últimos acontecimentos.

Não estou afastando a probabilidade da ação de Deus na história, ou da conversão, ou mesmo da mudança de parecer de Bergoglio-Francisco: mas tal como aconteceu com Bento XVI, tudo indica que cada suspiro do atual papa será tema para longas palestras, para se debater o que ele disse, o que ele não disse, o que ele subentendeu, o que ele quer dizer.

O homem Bergoglio é um homem do concílio. Quero dizer: é um fruto direto do “1789 da Igreja” – palavras do cardeal Suenens. Não estou fazendo juizo de valor pessoal acerca de defeitos ou virtudes, mas objetivamente falando, o que Bergoglio aprendeu acerca da Filosofia, da Teologia, da Fé, não reflete o que sempre foi ensinado.

Bergoglio precisa ser compreendido em seus anos de padre jesuita. Precisa ser compreendido por seus atos como arcebispo de Buenos Aires. Precisa ser compreendido pelo que o mesmo pensa (ou ao menos deixa entrever) em relação aos temas morais, litúrgicos, disciplinares, doutrinais, e isso não por frases ditas em uma semana, mas em toda a sua vida, para saber onde ele progrediu e onde ele piorou. E só depois disso observar o papa Francisco, e saber se é o caso de parafrasear o que disse Pio II, no século XV, e dizer ” Georgium reicite, Franciscum recipite” – Rejeitai Jorge, aceitai Francisco…

Ratzinger então foi de certa forma um dos pais do Concílio. Foi um erro ter visto o pontificado de Bento XVI como uma era de exorcismo do espírito mundano, pois seu conservadorismo foi – de início ao fim – pautado sempre no mesmo tabuleiro revolucionário do Concílio. Ele que foi e é o preferido de tantos, nunca permitiu que se tocasse no concílio, e se relaxou a repressão aos mais críticos, de maneira alguma conduziu a Igreja para fora desta crise existencial.

Quem deseja conciliar revolução e igreja jamais conquistará a confiança dos fiéis, pois lá no íntimo todos os que tem um pingo de juizo sabem que não se pode seguir a dois senhores, e que ou se é católico plenamente, ou não se é coisa nenhuma.

Pelo andar da carruagem, a continuar da maneira em que se encontra, o pontificado de Francisco será inteiramente sem uso do Magistério. Ele é extremamente confuso, desconhece o significado da palavra objetividade.

Certamente aprendeu com os textos do concílio vaticano II. Lá a “letra” divide opiniões, porque é escrita de maneira propositadamente diplomática, para agradar a todos.

Francisco subentende as coisas, e ninguém é capaz de dizer com certeza quais suas intenções. O que está acima, a julgar pelo enunciado, PARECE um pouco ortodoxo. No mesmo texto, percebe-se a confusão que se segue, porque quanto mais alegorias ele cria, mais confuso se torna.

Hoje estou tentando escrever sobre ele com a maior serenidade possível, pois o considero nefasto… Mas deixemos o que eu considero acerca deste pontificado, e vejam por vocês mesmos a audiência do papa no dia 11 de setembro.

Se vocês lerem com atenção, verão que em um dado momento ele diz que a Igreja, assim como a Virgem Maria, são mães. Ok.

Segundo momento: ele diz que o que se diz da Igreja também pode ser dito de Nossa Senhora, e vice-versa. Primeiro escorregão. Leve, digamos que apenas um curtíssimo desequilíbrio.

Terceiro momento: ele pergunta se amamos a Igreja da maneira como amamos nossa mãe, sabendo entender seus DEFEITOS. Isso já é um deslize.

Quarto momento, ele diz “todas as mães tem DEFEITOS”. Isso já é o próprio tropeço!

Quinto momento, ele mesmo diz: “E inclusive a Igreja tem seus DEFEITOS”. É o tombo completo.
O papa mistura verdade e mentira. Doutrina com BLASFÊMIA.

Quem é católico e estuda a doutrina católica sabe que a Igreja é Corpo Místico de Cristo, que os pecados de seus filhos NÃO a maculam, que a Igreja em si é de origem divina, ou seja, cremos literalmente no credo, “Creio na Igreja Una, SANTA (…)”.

Igreja Santa com membros pecadores.

Vindo da boca de um papa, isso é muito grave… É no mínimo IRRESPONSÁVEL se pronunciar como PAPA sem cuidar do que vai dizer…

E outra: se o leitor acompanha o raciocínio inicial (igreja como Maria e vice-versa) e leva até o fim (TODAS as mães tem defeitos, e inclusive a Igreja tem DEFEITOS), poderá concluir que a própria Virgem Maria TEM DEFEITOS. 

Não sei a intenção de Francisco, não sei se ele disse isso de propósito, ou se foi algum lapso. Mas é por essas e outras que me disseram a frase mais acertada sobre ele e seu antecessor.

Se compararmos o panorama político dominado pela esquerda no Brasil e a Igreja cujos governantes fazem absolutamente tudo sobre o tabuleiro do Concílio Vaticano II, então Bento XVI foi o FHC da Igreja. E Francisco (ainda mais por suas declarações lamentáveis) com certeza é o LULA.

“Inclusive a Igreja tem seus defeitos”… Não, não. É demais… Isso é real mesmo, ou será que perdi o juizo?

Eis o link abaixo, leiam devagar, mas leiam com atenção. Mas leiam com MUITA atenção, porque lendo rápido não se percebe com facilidade.


 

Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós!