quarta-feira, setembro 18, 2013

IBP: o problema de negociar com liberais




Um comentário muito oportuno feito pelo Bruno Luís Santana sobre a notícia publicada no Fratres in Unum: “Padre Laguerie reeleito Superior Geral do Instituto do Bom Pastor”.

Concordo com o Bruno. Não pode haver acordo com liberais. Como ele diz: “Eis aí a PROVA CABAL de se lidar com liberais”. Há que se ter muito cuidado com os grupos que estão "em plena comunhão" com Roma modernista. A salvação das almas está em primeiro lugar, antes de respeitos humanos e legalismos. Então, cuide da sua.

Leia:


Bem dizia o Eclesiástico: “Quem ama o perigo, nele perecerá”.

Houve um tempo em que eu julgava ser possível estar perto do perigo sem perecer junto com ele. Houve um tempo em que pensei que o IBP seria realmente a alternativa para conciliar Tradição e obediência.

Ledo engano. Eu acreditava, aliás ainda acredito em muitos que de boa fé pensam desta forma. Mas os filhos da serpente sempre são mais espertos… Com o liberalismo NÃO SE NEGOCIA.
Simples assim.

Passei então a me pôr ao lado da FSSPX, porque entendi que a mesma não estava excomungada, que a mesma era católica, e que nela não havia heresia nem cisma. E que não existe meia comunhão.
E principalmente, compreendi melhor a gravidade de nossa situação atual, e também vi aos olhos da história que a causa católica sempre esteve entre os mais indigestos, entre os irredutíveis, entre os intragáveis, que geralmente nunca aceitavam soluções de compromisso.

Tanto entendi que hoje em dia progredi mais um pouco, e estou favorável à intransigência pura e simples. O que chamam de “FSSPX do B”, com D. Williamson e os padres que o apoiam, que vêm engrossado muito lentamente – mas de maneira constante – as suas fileiras.

Não se trata de maneira alguma de desprezo a Roma. Mas é uma questão de sanidade. Ou Roma retorna 100% ao que sempre ensinou, ou não se tem conversa.

Concessão 0%.

Acho que não vou viver para ver isso, e sinceramente, acho que ninguém aqui irá.

Mas enquanto Roma estiver com esta postura maçônica, com dor no coração tenho que dizer: que fique longe de mim e dos católicos que querem ser plenamente católicos. Não estou atacando ninguém, mas que os liberais nos esqueçam. Esqueçam de nossa existência, se não querem deixar de ser liberais.

Olha aí.

Eu, como muitos aqui, fomos testemunhas da esperança que constituiu a ereção canônica do IBP. “crítica construtiva”, “missa exclusiva” “versão lefevbrista regularizada”.

Eis aí a PROVA CABAL de se lidar com liberais.

Roma não precisa de boas influências. Ela precisa de conversão mesmo. É caso para parar tudo e fazer um longo e profundo exame de consciência para saber até onde se permanece católico.

Por isso quando houve o escândalo de D. Fellay, quando o mesmo disse que não queria regularizar a FSSPX, mas que se Roma forçasse, não teria como negar, por isso na hora mudei de posicionamento. Com a Fé não se brinca, está comprovado que é impossível unir vontades CONTRÁRIAS. 

Meu objetivo não é atacar a FSSPX de D. Fellay. Considerando que ele não caiu no liberalismo e não esteja conduzindo a FSSPX ao naufrágio, “pelo sim, pelo não”, por via das dúvidas, deixemos D. Williamson e seus padres. Só por uma questão de garantia que se a barca furar, a bandeira da resistência não cairá…

Mas agora isso está claro, ao menos para mim, O IBP é a prova irrefutável de que não existe a menor possibilidade de “plena comunhão” com Roma, por mais ultraconservadora que a mesma se apresente.

Ou temos a mesma fé e os mesmos objetivos, ou cada um no seu canto.