quinta-feira, outubro 24, 2013

A Igreja do Homem – Parte I



Uma Inversão Fundamental nos Objetivos da Igreja
Por Robert P. Banaugh
Traduzido por Andrea Patrícia

 


Paulo VI lança uma nova missão: a Igreja deve servir ao homem


Em 7 de dezembro de 1965, em seu discurso de encerramento no Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI anunciou: “A Igreja decidiu servir ao homem, ajudar o homem a construir um lar aqui nessa terra.”
De acordo com Paulo VI, as autoridades dos dias atuais da Igreja Católica não devem mais assistir aos fieis para cumprir o propósito sobrenatural pelo qual eles foram criados, que é “conhecer, amar e servir a Deus, e estar para sempre com Ele no Céu”. Assim, o objetivo principal da Igreja, estabelecido por Cristo para o propósito de dar honra e glória a Deus e a salvação das almas, foram invertidos. Não a salvação das almas, mas a melhora do bem estar humano tornou-se o maior objetivo da Igreja Conciliar.
Como o Papa está bem ciente das palavras de Jesus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça e todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33) – essa mudança de propósito foi realmente uma mudança mais radical.
No mesmo discurso o Papa também disse:
“A Igreja Conciliar, isso é verdade, também tem estado muito preocupada com o homem, com o homem como ele realmente é hoje, com o homem vivente, com o homem totalmente voltado para cuidar de si mesmo, com o homem que não somente faz de si mesmo o centro de seus próprios interesses, mas que ousa alegar que ele é o fim e a meta de toda existência.
“O humanismo secular, profano, finalmente revelou a si mesmo em sua terrível forma e, num certo sentido, desafiou o Concílio. A religião do Deus que se fez homem chocou-se com uma religião – por que é uma – do homem que se fez Deus.”
“O que aconteceu? Um impacto, uma batalha, um anátema? Isso poderia ter acontecido, mas não aconteceu. Foi a antiga história do Samaritano que serviu de modelo para a espiritualidade do Concílio. Ele foi permeado somente com uma infinita e ilimitada simpatia. A atenção do nosso Concílio foi tomada com a descoberta das necessidades do homem - que se tornam tão maiores quanto o filho da terra torna-se maior.
“Reconheçam ao menos isto, vós humanistas que não reconhecem a transcendência das coisas supremas, e reconhecei o nosso novo humanismo: nós também, mais do que ninguém, temos o culto do homem” (Ibid.)
Quatro anos mais tarde em 13 de julho de 1969, Paulo VI novamente enfatizou essa nova elevação do homem ao declarar:
“O homem é tanto gigante quanto divino, em sua origem e destino. Por isso, honra ao homem, honra à sua dignidade, ao seu espírito, à sua vida."
Então, de acordo com o Papa, não somente o propósito da Igreja foi radicalmente mudado, como também a relação entre Deus e o homem. O cumprimento de ambos os novos propósitos da Igreja e o novo “status” do homem, são baseados em noções tão intangíveis quanto diálogo, unidade na diversidade, construir uma comunidade mundial de amor através do diálogo, alcançar a unidade na diversidade entre todos os povos do mundo, estabelecer uma ‘religião’ única mundial definida pelo homem, etc.
O novo objetivo é claramente inatingível, pois contradiz as palavras de Jesus citadas acima bem como as palavras de Deus em Jeremias: 'Maldito o homem que confia no homem e que se apóia na carne e cujo coração se afastou do Senhor' (17.5).
O Concílio inspirou mudanças nos princípios básicos da fé e seus ritos litúrgicos como eram compreendidos antes do Concílio. As mudanças enfatizaram ações tais como colaboração com autoridades de diferentes seitas religiosas, bem como com autoridades seculares para a melhoria do bem estar humano, alcançar a paz mundial, etc. Para alcançar os novos objetivos, os ensinamentos de Cristo foram despreocupadamente ignorados, bem como Seu propósito para Sua Igreja.



Francisco enviou uma carta ao Primeiro Ministro Cameron: 'O objetivo da política e da economia é servir a humanidade'


Por muitos séculos antes do Vaticano II, a Igreja foi devotada a ajudar os fiéis a cumprir a admoestação em Mateus 6,33. Como consequência a Igreja desfrutou de um período de constante crescimento no número de seus membros, de seu clero e de suas instituições. No mundo inteiro tanto sua autoridade moral quanto sua influência social foram respeitadas.
Além disso, a atividade caritativa da Igreja foi muito admirada devido ao grande número de escolas e hospitais que ela tinha construído, apoiado e dirigido, colocados à disposição de muitos dos pobres.
Entretanto, logo após o encerramento do Vaticano II dezenas de milhares de religiosos e sacerdotes abandonaram a Igreja. Esse abandono levou à restrição de muitos serviços religiosos, ao fechamento de centenas de escolas católicas e à grave limitação da capacidade dos hospitais católicos e organizações caritativas para prestação de assistência médica e serviços caritativos aos pobres.
Além disso, a fé católica foi abandonada por centenas de milhares de católicos. Esta devastação da igreja começou quase que imediatamente após o encerramento do Concílio. Ela rapidamente tornou-se tão evidente que, apenas três anos após o seu encerramento, Paulo VI se sentiu forçado a declarar: "a Igreja se encontra em processo de auto-demolição”.
A súbita e acentuada perda da influência religiosa e moral da Igreja tem sido tão evidente que tem levantado muita discussão entre católicos e não-católicos. Infelizmente, esta auto-destruição continua inabalável devido aos novos ensinamentos e ações de autoridades da Igreja conciliar.

A Igreja Conciliar assumiu os ideais da Maçonaria;
acima uma
Missa rezada para os Maçons no Brasil

Continua.

Original aqui.