quinta-feira, outubro 17, 2013

No Natal o Papa invocou o Grão-Rabino




 Apesar de o autor possuir algumas ideias que considero estranhas, publico aqui a tradução desse artigo que considero importante para demonstrar como os papas Conciliares favorecem o Judaísmo dentro da Igreja. Que os católicos abram os olhos para enxergar a tremenda crise de Fé que vivemos hoje.

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O salário da moral de situação


Por Michael Hoffman
Traduzido por Andrea Patrícia


Em seu discurso de Natal 2012 para a cúria romana, o Papa Bento XVI invocou Gilles Bernheim, o Grão-Rabino da França, como um valente defensor dos valores da família. O papa declarou:

"O rabino-chefe da França, Gilles Bernheim, tem demonstrado em um estudo muito detalhado e profundamente comovente que o ataque à verdadeira estrutura da família que estamos experimentando atualmente, composta por pai, mãe e filho, é muito mais profundo. Embora até agora nós tenhamos considerado uma falsa compreensão da natureza da liberdade humana como uma das causas da crise da família, agora está se tornando claro que a própria noção de ser - do que realmente significa ser humano - está sendo posta em causa. Ele cita a famosa frase de Simone de Beauvoir: "não se nasce mulher, torna-se mulher" (On ne naît pas femme: on le devient). Estas palavras estabelecem as bases para o que se coloca hoje sob o termo "gênero" como uma nova filosofia da sexualidade. De acordo com esta filosofia, o sexo não é mais um dado elemento da natureza, que o homem tem de aceitar e compreender pessoalmente: é um papel social que nós escolhemos para nós mesmos, enquanto que, no passado, foi escolhido para nós pela sociedade".

Mas será que o Grão-Rabino e seu judaísmo talmúdico representam as verdades eternas às quais o papa deve finalmente apelar? Certamente que não! O Judaísmo é uma fonte de anulação e derrubada revolucionária da lei de Deus em favor do direito do homem e da moral de situação. O papa constrói sobre a areia quando se baseia nas palavras do Grão-Rabino Gilles Bernheim.

"Como a história talmúdica bem conhecida do forno de Akhnai ilustra, halacha – a lei religiosa judaica -não é feita no céu. Ela é criada por seres humanos. Esta liberdade quando se trata da lei não é meramente legal. Os rabinos anteriores desenvolveram um sistema ideológico e legal que lhes permitiu construir uma religião que se adaptaria a uma situação de mudança e assumirem um papel ativo em melhorá-la. Para todos os efeitos práticos, o discurso rabínico nos oferece uma leitura radical da própria ideia de "lei". A lei não apresenta uma situação objetiva que existe no mundo". - Ron Naiweld e Yaara Alon.

Observe os efeitos da moral de situação papal, que entrou na Igreja no alvorecer do Renascimento, com o nominalismo, a trapaça financeira dos Médici de Florença e seu papa da usura, Leão X [1]. A moral de situação, desde então, tem atormentado o papado. Observe a pobre estratégia do pontífice atual: ele imagina que ele está avançando com a causa da santidade do casamento por inteligentemente invocar um Grão-Rabino como seu aliado na luta, supostamente embotando desse modo a crítica da mídia e fazendo avançar a causa dos valores familiares.

A verdadeira Igreja Católica tal como existia há cerca de 1500 anos [2] anterior ao Renascimento teria condenado Bento XVI por utilizar um anticristo rabino para "defender" o casamento e a moralidade.

O grão-rabino da França acredita, de acordo com o seu Talmud Bavli, que Jesus Cristo era um idólatra e mágico que merecia a morte. Seu livro mais sagrado, o Talmud, declara Maria Mãe Santíssima de Cristo como uma prostituta. Nenhuma dessas abominações dissuade o Papa Bento XVI de declarar um grã-rabino como um defensor dos valores da família!

Jesus e Maria são dois terços do que era anteriormente conhecido na Cristandade como a "Sagrada Família" (São José, o pai adotivo de Jesus, sendo o terceiro). Como eles podem ser postos de lado - como eles são quando o papa elogia um representante de uma religião que os enlameia - em qualquer batalha pela família que Deus iria abençoar? Será que o Papa Bento imagina que Deus vai aprovar uma união alquímica do bem e do mal, na luta pelo bem? Ou será que Bento XVI não está buscando a bênção de Deus, mas do mundo?

Além disso, como um judeu ortodoxo e figura religiosa de alta autoridade, o Grão-Rabino Bernheim impõe as ímpias halachos de Niddah (leis rabínicas menstruais) às mulheres. Estas são derivadas não do Antigo Testamento, mas do Chazal (o corpo de situações éticas rabínicas). Os halachos de Niddah constituem uma das coleções mais opressivas e misóginas de regulamentos psicopatas para o comportamento humano na história da humanidade (veja p. 729-748 de Judaism Discovered). Como tal, os halachos de Niddah, em sua essência, são a corrupção dos valores da família.

O apóstolo Paulo ensinou: "Não vos prendais desigualmente no mesmo jugo com os incrédulos: pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial?" (II Cor. 6, 13-15).

Este papa é, na melhor das hipóteses, profundamente confuso. Se ele queria ser ecumênico, ele poderia ter encontrado um adversário articulado sobre a homossexualidade entre os principais imãs do Islã, mas ele não quis chamá-los porque citar as admoestações de clérigos muçulmanos não vai lhe fazer ganhar elogios nos meios de comunicação ocidentais. O que mais, se neste momento o Islã é visto como particularmente estranho à Cristandade, enquanto a mensagem dos meios de comunicação ocidentais e do Vaticano é que os adeptos do Talmudismo são nossos "irmãos mais velhos na fé"?

O papa pretende alcançar a meta de manter o casamento e a dignidade de homens e mulheres não através de confiança na graça de Deus, mas através do glamour e do prestígio de um talmúdico grão-rabino negador de Cristo, odiador de Maria, com quem o papa está desigualmente unido no jugo. Este cínico estratagema papal irá representar, na mente dupla daqueles que são perdedores perenes na guerra para a moralidade, uma grande vitória.

A união infernal da Igreja pós-renascentista da usura com a sinagoga do Talmud continua em ritmo acelerado.


Original aqui.
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Notas da tradutora:
[1] Não sei o que ele quer dizer ao chamar Leão X de “papa da usura”.
[2] O autor acredita que no Renascimento aconteceu uma grande mudança na Igreja, um afastamento da Fé. Por isso ele fala sobre a “Igreja pós-renascentista da usura”.