quinta-feira, novembro 07, 2013

A Igreja do Homem – Parte II



Ataque contra a Integridade e Unidade da Fé
Por Robert P. Banaugh

Traduzido por Andrea Patrícia

 



A Igreja foi dirigida de forma segura e tranquila sob o ensinamento de Santo Tomás


No último artigo nós vimos que o Vaticano II estabeleceu uma inversão fundamental dos objetivos da Igreja. Daqui por diante sua meta seria o objetivo humanista de servir ao homem nesta terra, em vez da meta sobrenatural de ajudá-lo a alcançar a salvação eterna. Este artigo destaca o ataque feito contra a integridade e unidade da Fé.
A Igreja deve mudar com os tempos
Desde o momento da sua criação há mais de 2000 anos, uma característica marcante da Igreja Católica tinha sido a integridade e a unidade da sua Fé. Essa integridade e a unidade foram devidas, em grande parte, à fé sendo estruturada de uma forma rigorosa. Tal método aperfeiçoou a si mesmo e gerou a filosofia escolástica de Santo Tomás de Aquino, que por sua vez contribuiu para fortalecer a unidade da Fé.
Entretanto, no início do século XIX, as filosofias do Liberalismo, Modernismo e, no século XX, Progressismo, alcançaram uma influência crescente entre os intelectuais. O que estas filosofias têm em comum é a ideia de adaptar o catolicismo ao mundo moderno, que por sua vez aceita o princípio da evolução universal. Em breve os modernistas e, em seguida, progressistas, defenderiam que nenhuma verdade da Igreja é permanente e por isso deve mudar com o tempo. Os teólogos modernistas procederam para desafiar tanto a tradicional Fé Católica quanto os ritos litúrgicos.
As consequências destes novos conceitos foram tão em desacordo com a Fé Católica tradicional que, menos de 15 anos após o encerramento do Concilio, era evidente para todos, mesmo para os não-católicos, que tanto a unidade quanto a integridade da Fé tinham sido severamente fraturadas. Era como se a tradicional Fé Católica tivesse sido descartada e abandonada.


 No Brasil mulheres tomam parte na Consagração; acima, em Goiânia, abaixo em Curitiba

Além disso, menos de 20 anos após o encerramento do Concílio, os efeitos desastrosos das mudanças sobre o bem eterno das almas dos fiéis tornou-se tão evidente que o Papa João Paulo II declarou:

"Temos de reconhecer de maneira realista e com sentimentos de profunda dor, que os cristãos de hoje em grande medida sentem-se perdidos, confusos, perplexos e até mesmo decepcionados; Ideias contra a verdade que foi revelada e sempre ensinada estão sendo espalhadas em abundância; heresias, no pleno e verdadeiro sentido da palavra, foram espalhadas na área do dogma e da moral, criando dúvidas, confusões e rebeliões; a liturgia foi adulterada; imersa em um relativismo intelectual e moral e, por conseguinte, no permissivismo.
"Os cristãos são tentados pelo ateísmo, agnosticismo, iluminismo vagamente moral e por um cristianismo sociológico desprovido de dogmas ou de objetivo moral." (7 de Fev, 1981, numa conferência em "Missões Entre Populações Católicas")
Em 2003, quase um quarto de século depois o mesmo JPII admitiu:
"O tempo em que vivemos parece ser uma época aberrante onde muitos homens e mulheres parecem desorientados." (João Paulo II, Ecclesia in Europa, nº 7, DC nº 2296, 20 Julho 2003, p. 670-671)

E, no mesmo discurso:
"Reina sobre a Europa uma "espécie de agnosticismo prático e indiferentismo religioso" a tal grau que a cultura européia dá a impressão de "apostasia silenciosa". (Ibid, p. 671-72.)
Desde o início da sua criação por Jesus Cristo há mais de dois milênios, a Igreja Católica tem enfrentado graves ataques. Cristo avisou sobre esses ataques quando disse: "Não pense que Eu vim trazer paz para a humanidade: Eu não vim para trazer a paz, mas a espada." (Mat. 10,34)

Avisos da Virgem Maria



Nossa Senhora apareceu em Lourdes para ajudar a humanidade a se voltar para ela


Ao longo da história da Igreja, a Bem-aventurada Virgem Maria, no papel de emissária de Deus, tem aparecido na terra para dar mensagens para diversas pessoas. Reconhecendo que a Igreja precisaria de ajuda para lidar com o mais grave dos ataques, as suas mensagens dirigem-se a esses ataques e crises.
Por exemplo, um grave atentado foi a acusação de que Maria, a Mãe de Jesus, não foi imaculadamente concebida. Para ajudar o Papa a defender a doutrina da Igreja da Imaculada Conceição, em 1858, Deus fez com que a Santíssima Virgem aparecesse para uma jovem simples, inocente e inculta, Bernadete Soubirous, em Lourdes, França.
A Virgem Maria revelou a Bernadete: "Eu sou a Imaculada Conceição". Para dar credibilidade a sua mensagem e a sua aparição, ela disse a Bernadete, para começar a cavar o solo, o que ela fez, e assim foi desprezada pelas pessoas da cidade que a observavam. Imediatamente, porém, a água começou a fluir do local, e eventualmente apareceu um pequeno regato que se tornou um pequeno rio cuja água - quando banhada ou bebida - tem sido responsável por curar milhares de pessoas doentes aparentemente impossíveis de serem curadas.
A gravidade dos ataques sobre a tradicional Fé Católica no início do século XX é evidente pelo fato de que Deus enviou a Bem-aventurada Virgem para alertar sobre tais ataques vários séculos antes deles acontecerem.
Em Quito, Equador, em 2 de fevereiro de 1594, quase 400 anos antes do fechamento do Concílio Vaticano II, ela começou uma série de aparições à Madre Mariana de Jesus Torres, uma freira Concepcionista do Convento Real da Imaculada Conceição.
Na primeira visita, a Virgem Maria disse à freira que perto do fim do século XIX e em grande parte do século XX, várias heresias floresceriam na Igreja, a impureza iria reinar, os sacramentos seriam atacados e profanados, sacerdotes ficariam apegados a riqueza e aos ricos, e as vocações seriam perdidas. (Our Lady of Good Success, Prophecies For Our Times, M. T. Horvat)

 Em Quito Nossa Senhora avisou sobre uma grande crise na Igreja no século XX


Um aviso similar foi dado ao Papa Leão XIII em 18 de Outubro de 1884. No fim da celebração da Missa, o Papa subitamente ficou pálido e trêmulo e disse que ele ouviu uma conversa em que Satanás pediu a Deus de 75 a 100 anos para que ele pudesse destruir a Igreja. ("Viruses in the Body of Christ", The Latin Mass, Fall 1998, p. 28-40)
Ainda outro aviso foi dado a duas crianças, Melanie Calvet e Maximin Giraud, em 19 de Setembro de 1886, em La Salette, França, no qual a Virgem Santíssima revelou que Roma perderia a Fé e se tornaria a sede do Anticristo e a Igreja entraria em eclipse. (Apparition of the Blessed Virgin on the Mountain of La Salette, 19 de Setembro de 1846, publicado por Pastoras de La Salette)
No século XX, em 1917, a Virgem deu várias mensagens para três crianças em Fátima, Portugal, avisando sobre um futuro castigo se o homem não converter-se e arrepender-se.
Também no século XX, no ano de 1973 em Akita, Japão, a Santíssima Virgem entregou três mensagens a uma jovem freira surda, Irmã Agnes Sasagawa. O conteúdo das mensagens estava totalmente de acordo com aquele das três crianças de Fátima. Em cada conjunto de aparições, as mensagens tanto de Nosso Senhor quanto de sua Mãe Santíssima, destacaram a necessidade de cessar o cometimento dos pecados. As mensagens incentivavam a recitação de orações, especialmente o Rosário, junto com a necessidade de atos de reparação pelos próprios pecados bem como pelos pecados dos outros.
A característica essencial de todas as mensagens foi a sua total concordância com a finalidade para a qual Jesus instituiu a Igreja e com os meios que Ele deu para a realização desse propósito.
É fundamental observar que uma aparição da Virgem Santíssima é uma manifestação direta da vontade de Deus, e assim as mensagens dela são as que Deus quis entregar. Consequentemente, as mensagens dão uma base válida para avaliar se o grau de novas mudanças induzidas pelo Concílio estão de acordo com o propósito de Cristo para Sua Igreja ao comparar muitas mudanças do Vaticano II na Fé e na liturgia com as mensagens dadas por Nosso Senhor e Sua Mãe.
Tal comparação irá mostrar prontamente que muitos dos novos ensinamentos e ações da Igreja Conciliar estão em oposição às palavras de Jesus e Sua Mãe, e, por conseguinte, contrários à finalidade para a qual Jesus fundou a Igreja. O objetivo desses artigos é fornecer este tipo de comparações e, assim, validar esta afirmação.
Mudanças que não glorificam a Deus nem salvam as almas

Quase que imediatamente após o encerramento do Concílio, surgiram polêmicas sobre as muitas mudanças tanto sobre os ritos litúrgicos quanto sobre o tradicional ensinamento da Igreja. Com o passar dos anos a intensidade da controvérsia foi crescendo e agora, quase meio século após o seu fechamento, fala-se cada vez mais sobre a necessidade de uma reavaliação completa das deliberações do Concílio.
Como um princípio de fide e fundamental da Fé Católica que o propósito da Igreja Católica é dar honra e glória a Deus e salvar almas, a verdadeira medida da aceitação de qualquer mudança nos ritos litúrgicos ou ensinamentos tradicionais da Igreja deve ser o grau para o qual a mudança permite que seja dada honra e glória a Deus e a salvação das almas.
Além disso, como Deus quem deu os ensinamentos aos Apóstolos e é Deus, não o homem, que irá julgar o grau o qual os ensinamentos de Deus são cumpridos, a medida não pode ser baseada no grau que tais mudanças cumprem a vanglória do Papa Paulo VI de servir o homem ou sobre o quão bem as mudanças permitem que a Igreja se adapte às convenções e éticas do mundo moderno em constante mutação. Nem isso depende do quanto habilidoso e matizado pode ser o apoio a essa mudança.
Em resumo, o critério é este: "Isso salva almas?" Essa foi a questão que sempre foi feita pelo padre Alfred Kunz, um sacerdote em Dane, Wisconsin, que se acredita que foi assassinado por causa de sua posição firme sobre os tradicionais ensinamentos morais da Igreja, cada vez que lhe foi perguntado sobre uma nova mudança ou ensino para a Igreja.

Original aqui.