sexta-feira, novembro 22, 2013

Sobre o acontecido na Catedral de Buenos Aires: jovens rezam o terço durante cerimônia inter-religiosa



Leia o comentário do SPES:
Falamos aqui em nome estritamente pessoal, e para dizer algo muito simples: a invasão por parte de jovens tradicionalistas de um culto ecumênico na Catedral de Buenos Aires não tem nada de católica, por dupla razão.
a) O católico se rege antes de tudo pela prudência, e por uma prudência fortalecida e sobre-elevada pelo Espírito.
b) O católico aceita a perseguição como uma palma de vitória em ordem à vida eterna; mas não a busca pondo-se em lugar de Deus, que é quem no-la permite.
O que vimos, porém, na Catedral de Buenos Aires foi pura irresponsabilidade, foi pura estupidez. É possível imaginar um Papa convocando os cristãos, sob Juliano, o Apóstata, a invadir os templos repaganizados? Basta pensar analogicamente para concluir como acima concluímos acerca do sucedido na Argentina – e que expressamos não sem grande lástima

  Para refletir.

E leia aqui o comentário do Bruno Luís Santana, no Fratres In Unum


"Por mais que me ferva o sangue em ver as falsas religiões confraternizando em uma catedral, por inspiração do atual papa e com seu consentimento, devo dizer que para mim é confuso saber até onde termina o zelo pela casa do Senhor e onde começa a imprudência.
Digo isso porque uma coisa é estar numa catedral e presenciar uma profanação, e outra diferente é ir de encontro a ela. O que insisto não é em relação a coragem de sair de suas poltronas e peitar os heterodoxos, o que não deixou de ser uma demonstração de coragem, ainda mais diante das consequências… Colocaram-se diretamente sobre o “olho de Sauron”.
O que ainda não terminei de ponderar é sobre a eficácia de tal ato. A Igreja conciliar já provou que é outra religião, saída do modernismo liberal com as bênçãos da maçonaria. Com isso não estou acusando quem nela está de heresia automática, mesmo porque o liberalismo é caracterizado exatamente por rejeitar qualquer verdade objetiva. Não nega nada frontalmente, mas sempre tenta conciliar a verdade com a mentira.
São tantas perguntas que me vêm à mente: será que aquele lugar (a catedral) ainda é uma catedral católica? Será que as missas novas rezadas ali ainda são válidas?
Uma vez aprendi algo num… Filme. No filme “O homem que não vendeu sua alma”, em uma dado momento, Thomas Morus (agora santo canonizado) disse algo no sentido que por nossa natureza, devemos obedecê-la e fazer de tudo para fugir do martírio, a menos que Deus nos colocasse numa situação que não nos deixasse escolha além de por Ele morrer.
Em outras palavras: o martírio não pode ser procurado pelo cristão, mas deve vir até ele. Ou seja: as coisas devem acontecer de tal maneira que as pessoas não tenham escapatória além de confessar a Deus ou negá-Lo.
Ir ao encontro dos maus na catedral (? será que ainda é uma catedral?) pode ser entendido como zelo, mas afinal de contas, antes das falsas religiões, com muita probablidade a catedral de Buenos Aires já havia sido profanada… Pelo próprio clero moderno…
E lembremo-nos que um lugar consagrado pela fé deve ser preservado de tudo. Até mesmo de nosso zelo. Até mesmo para chamar alguém para a briga, melhor que seja no lado de fora, exatamente por consideração ao lugar.
Quando Moisés desceu do Monte e encontrou o povo imerso na idolatria, Deus ordenou que ele juntasse os homens fiéis, e naquele dia dez mil foram passados a fio de espada. Mas oremos uns pelos outros. Oremos por todos, especialmente pelos que não sabem o que fazem. A vingança pertence ao Senhor, e só a Ele, que um dia enxugará dos justos toda lágrima."