sábado, março 30, 2013

Comentários Eleison: Sábado Santo



"Comentários Eleison”, por Mons. Williamson –
Número CCXCVIII (298) - 30 de março de 2013


SÁBADO SANTO

O Sábado Santo na vida de Nosso Senhor foi aquele dia entre Sua morte apavorante na Cruz e Sua gloriosa Ressurreição, quando Seu corpo humano, sem vida e sem alma humana, jazeu na tumba escura, oculto aos olhos humanos. Os inimigos de Nosso Senhor pareciam tê-Lo esmagado tão exitosamente que o Deus Encarnado fora completamente eclipsado, e apenas a fé que Nossa Senhora tinha em seu Divino Filho permanecera inabalada.
Agora, sendo o Corpo Místico de Cristo, a Igreja Católica segue o curso de vida do Seu corpo físico. Por todos os seus 2.000 anos de história, a Igreja foi sempre perseguida pelos inimigos de Cristo, e em muitas partes do mundo, em várias épocas, tem sido virtualmente dizimada. No entanto, certamente, nunca havia entrado em um eclipse completo como ela parece estar entrando hoje. Deus projetou Sua Igreja como uma monarquia, a ser mantida unida pelo Papa, e nós acabamos de ver um Papa renunciar, sem dúvida em parte porque ele mesmo, mesmerizado pelo pensamento democrático moderno, nunca acreditou totalmente em seu próprio oficio supremo. Tirando a tiara papal do seu brasão de armas, assinando sempre como “Bispo de Roma”, quaisquer que fossem suas intenções quando renunciou em fevereiro, ele certamente ajudou, humanamente falando, a minar a divina instituição do Papado.
Certamente pela renúncia de Bento XVI e pelo subsequente conclave, os inimigos de Cristo têm feito tudo o que podem de sua parte para desfazer o Papado. Por uma justa punição vinda de Deus por causa da apostasia universal da nossa época, eles receberam Dele um grande poder sobre a Igreja. Eles têm trabalhado por séculos para obter um domínio sobre o Vaticano, e estão agora enraizados lá. Sem intenção de dar forma a uma pequena Fraternidade piedosa, eles estão, como Anne Catherine Emmerich viu numa visão há 200 anos, desmontando a Igreja pedra por pedra. Humanamente falando, os atuais seguidores de Nosso Senhor têm pouca esperança aparente, tal como no Sábado Santo original.
Mas não mais que Nosso Senhor mesmo, a Igreja Católica não é meramente uma questão humana. Em 1846 Nossa Senhora de La Salete disse sobre os nossos tempos: “Os justos sofrerão grandemente. Suas orações, penitências e suas lágrimas irão subir ao Céu, e todo o povo de Deus irá implorar por perdão e misericórdia e irá pleitear por minha ajuda e intercessão. E então Jesus Cristo, em um ato de Sua justiça e grande misericórdia, irá mandar Seus Anjos para dar morte a todos os seus inimigos. Subitamente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os que são dados ao pecado irão perecer, e a terra irá ficar como um deserto. E então a paz será feita, e o homem será reconciliado com Deus, e Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A Caridade irá florescer por toda parte... O Evangelho será pregado em toda parte... e o homem viverá no temor de Deus.”.
Em outras palavras, Deus certamente irá ressuscitar Sua Igreja dessa aflição atual. Se esse eclipse escurecer ainda mais, o que certamente deverá ocorrer, que nós nos mantenhamos próximos mais do que nunca à Mãe de Deus, e que nós tomemos agora a resolução de não sermos um peso para ela pela nossa descrença, como fizeram os Apóstolos e discípulos de Nosso Senhor no primeiro Sábado Santo. Vamos nos encarregar de alegrar seu Imaculado Coração com nossa fé inabalável em seu Divino Filho e sua única verdadeira Igreja.

Kyrie eleison.

sexta-feira, março 29, 2013

CARTA ABERTA AOS PADRES DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X

de Dom Williamson
28 de março de 2013

Reverendos e caros Padres,

A recente publicação da Declaração Doutrinal endereçada pelo Conselho Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X às autoridades de Roma em 15 de abril do ano passado confirma nossos piores receios. Nós esperamos por quase um ano para saber o que havia nela. Isso prova de uma vez por todas que a liderança da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem a intenção de se afastar da direção dada a ela pelo Arcebispo Lefebvre, e se voltar para as ideias do Concílio Vaticano II.

Entretanto, ocupados como vocês devem estar com o ministério diário, isso deve preocupá-los, porque significa que as almas que estão sob os seus cuidados estão, através dos senhores, vindo a ficar sob os dos Superiores que têm a intenção de levar a elas e a vocês na direção, até, da grande apostasia dos tempos modernos. Nós lembramos que são os Superiores que moldam seus subordinados e não o contrário – não temos observado uma boa quantidade de bons sacerdotes da Fraternidade, um após o outro, desistindo de lutar pela Fé do modo como sabemos que o Arcebispo Lefebvre lutou, e seguindo o fluxo, com uma corrente forte e muito diferente que já vem fluindo há alguns anos, agora, do topo da Fraternidade para baixo?

Uma análise detalhada confirmará o perigo de cada um dos dez parágrafos da Declaração, como destacado brevemente abaixo:

I. A fidelidade prometida à Igreja Católica e ao “Pontífice Romano” pode ser facilmente extraviada hoje em direção à Igreja Conciliar como tal, e ao Pontífice Conciliar. É necessário fazer distinções para evitar confusão.
II. A aceitação de ensinamentos do Magistério em concordância com o n. 25 da Lumen Gentium pode ser facilmente entendida, especialmente em conjunto com a Profissão de Fé de Roma em 1989, que é mencionada na nota de rodapé da Declaração, como exigindo aceitação das doutrinas do Vaticano II. 
III,1. A aceitação do ensinamento do Vaticano II sobre o Colégio de Bispos, conforme consta no capítulo III da Lumen Gentium, é, a despeito da “Nota Praevia”, um passo significativo em direção à aceitação da colegialidade conciliar e à democratização da Igreja.
III,2. O reconhecimento do Magistério como único autêntico intérprete da Revelação corre um grave risco de submeter a Tradição ao Concílio, especialmente quando a interpretação de alguma ruptura entre eles deva automaticamente ser rejeitada (cf. III,5 abaixo).
III,3. A definição da Tradição como “a transmissão viva da Revelação” é altamente ambígua, e essa ambiguidade é apenas confirmada pelas vagas palavras sobre a Igreja, e pela citação do igualmente ambíguo n. 8 da Dei Verbum, a que segue.
III,4. A proposição de que o Vaticano II poderia “lançar luz” sobre a Tradição por “aprofundá-la” e “fazê-la mais explícita” é completamente hegeliana (desde quando as contradições explicam e não se excluem umas às outras?), e arrisca falsificar a Tradição ao torcê-la para ajustá-las às múltiplas falsidades do Concílio.
III,5. A declaração de que as novidades do Vaticano II precisam ser interpretadas à luz da Tradição, mas que nenhuma interpretação que implique qualquer ruptura entre as duas é aceitável, é loucura (todas as camisas devem ser azuis, mas alguma camisa não azul precisa ser considerada como azul). Essa loucura não é nenhuma outra que a “Hermenêutica da Continuidade” de Bento XVI.
III,6. Dar crédito às novidades do Vaticano II como sendo matéria legítima de debate teológico é subestimar gravemente sua nocividade.
III,7. O juízo de que os novos Ritos sacramentais foram legitimamente promulgados é gravemente enganoso. A Nova Ordem da Missa especialmente é demasiado nociva ao bem comum da Igreja para ser uma lei verdadeira.  
III,8. A “promessa de respeitar” como lei da Igreja o Novo Código Canônico é respeitar um número de supostas leis diretamente contrárias à doutrina da Igreja.
Reverendos Padres, quem quer que estude esses dez parágrafos no texto original pode apenas concluir que seu autor (ou autores) desistiu da luta do Arcebispo pela Tradição e reorientou sua mente para o Vaticano II.

E que ninguém diga que os dois primeiros e três últimos dos 10 parágrafos são claramente tirados do Protocolo de 5 de maio de 1988 do próprio Arcebispo, razão por que a Declaração seria fiel a ele. É bem sabido que em 6 de maio ele repudiou aquele Protocolo porque ele mesmo reconheceu que fez muitas concessões para que a Fraternidade fosse capaz de continuar a defender a Tradição.

Outro erro é dizer que o perigo já passou porque a Declaração teria sido “revogada” pelo Superior Geral. A Declaração é o fruto envenenado do que veio a ser a mentalidade liberal no topo da Fraternidade, e essa mentalidade não tem sido reconhecida, nem, muito menos, retratada.

Um terceiro equívoco é dizer que, uma vez que nenhum acordo foi assinado com os apóstatas de Roma, então já não há problema. O problema é menos o acordo do que o desejo de qualquer acordo que conceda à Fraternidade o reconhecimento oficial, que seguramente existe. Seguindo todo o mundo moderno e a Igreja Conciliar, a liderança da Fraternidade parece ter perdido a noção da primazia da verdade, especialmente a Verdade Católica.

Reverendos padres, “O que não pode ser curado deve ser suportado”. Líderes cegos são uma punição de Deus. No entanto, o mínimo que vocês podem fazer sobre essa desastrosa Declaração é estudá-la por si mesmos com tudo o que levou a isso, caso contrário vocês perderão sua Fraternidade sem o perceber, assim como a massa de católicos perdeu sua Igreja com o Vaticano II e não o percebeu. Tendo então tornado o desastre claro em suas próprias mentes, vocês devem dizer a verdade ao seu rebanho na Fraternidade, isto é, o perigo em que os Superiores estão colocando sua fé e com isso sua salvação eterna.
Para todos nós daquela Fraternidade que o Arcebispo Lefebvre constituiu dentro de uma fortaleza da Fé, Nosso Senhor está agora colocando a questão de João, VI, 67: “Vocês também me deixarão?” 

A qualquer pessoa e a todos vocês de bom grado concedo a bênção episcopal do seu servo em Cristo,

+Richard Williamson, Nova Friburgo, Quinta-feira Santa de 2013.


quinta-feira, março 28, 2013

Quando a obediência torna-se a verdade

Por Padre Michael Beaumont
Traduzido por Andrea Patrícia


Qual é o princípio de fundo que opõe os católicos da Tradição aos católicos mais conciliadores, que reivindicam o Motu Proprio "Ecclesia Dei", que transigem sobre a liturgia, ou que se localizam em uma perspectiva simplesmente conservadora?
Há uma atitude bastante difundida atualmente no âmbito conservador da Igreja, que consiste em aceitar tudo (ou pelo menos muito) por "espírito de submissão" e "por dolorismo". Essa atitude pode ser resumida em dois princípios:
- "a obediência é a verdade."
- "sofrer é sempre merecer".

"Então, pelo simples fato de que eu obedeço aos homens da Igreja, eu estou na verdade. E se eu sofro por isso, necessariamente participo da cruz de Cristo, e então eu mereço para mim e para a Igreja. Assim dizem certos ‘conservadores’".
Aqui há falácias enormes:
-A autoridade eclesial favorece ou tolera o mal na Igreja. Esse mal, uma vez que vem da autoridade torna-se ipso facto a verdade; se eu adoto este mal por obediência, estou ipso facto na verdade de Cristo.
-Como eu estou interiormente oposto a esse mal, eu sofro profundamente ao adotá-lo por obediência; com o sofrimento, ao ser por si mesmo redentor, trabalho pela edificação da Igreja. Resumidamente: quanto mais destruo a Igreja (propagando o mal nela), mais eu edifico (pelo meu sofrimento).

Nossa posição teórica e prática de católicos tradicionalistas é diferente, e é baseada em dois princípios opostos:
-A verdade precede a obediência e a funda,
-O mal, enquanto tal, não produz jamais mais que mal e nunca é bom.
Aceitar as inovações más é participar diretamente na destruição da Igreja, e isso nunca é permitido, nunca é vantajoso, nunca é frutífero.
Além disso, não existe nem pode existir nenhuma obediência legítima contra a fé e que importe a sua diminuição.
Finalmente, o sofrimento por causa do pecado, do erro ou da loucura não é nada meritório por si mesmo.
Monsenhor Lefebvre caracterizava essas opiniões com a expressão forte, mas realista, do "golpe de mestre de Satanás." Esse golpe se reduz a três princípios:
- "Difundir, pela autoridade da própria Igreja, os princípios revolucionários que o próprio Satanás introduziu na Igreja.”
- "A Igreja vai destruir a si mesma pela via da obediência."
- "Satanás conseguiu fazer condenar aqueles que guardam a fé católica pelos mesmos que teriam de defendê-la e propagá-la".

Concluiu estas palavras de 13 de maio de 1974 com uma afirmação essencial, que é um princípio de divisão entre os conservadores e nós:
"Há palavras aqui que vão parecer para alguns como um ultraje à autoridade. Elas são, ao contrário, as únicas que realmente protegem e reconhecem a autoridade, porque a autoridade não pode ser senão para a verdade e o bem, e não para o erro e o vício".

Padre Michael Beaumont, Fideliter nº 129 e Iesus Christus nº 65, Setembro/Outubro de 1999.
Traduzido de Syllabus.


quarta-feira, março 27, 2013

Manifestação em defesa da família em Paris




Maravilhosa a cobertura sobre a manifestação em defesa da família em Paris, feita pelo blog Annales Historiae. Vejam que beleza de manifestação dos franceses pela família!

As fotos estão incríveis! Vale a pena acompanhar.

O governo socialista francês foi covarde o bastante para agredir os manifestantes com gás lacrimogêneo! Dentre eles crianças e velhinhos! 





Acompanhe aqui:

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/bonjour-paris.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-1.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-2.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-4.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-4_1695.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-5.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-6.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-7_8834.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/manifestacao-em-paris-atualizacao-8_1253.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/03/uma-manifestacao-historica.html

http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com/2013/03/ainda-manifestacao-em-paris.html


Viva a França Profunda!

terça-feira, março 26, 2013

Imagens violentas: combustível para o diabo



Outro dia li no blog Les Femmes, The Truth, que uma série de TV a ser exibida na Fox vai tratar de uma dupla de serial killers, com direito a toda violência característica de crimes desse calibre.
A autora do blog comenta algo muito pertinente, muito sério. Ela diz: “Colocar essas imagens violentas na imaginação dá ao diabo combustível para suas tentações venenosas”.
Verdade. Por isso também temos que ter cuidado com aquilo que vemos. Pela vista entram tantas imagens, tantas impressões são causadas, tanto combustível é dado para as tentações demoníacas!
Quanta angústia é gerada ao assistir um filme muito violento, uma reportagem sensacionalista! E as pessoas vão se alimentando disso, vão se envenenando, perdem o pouco de paz que poderiam ter. O triste é que muitas vezes essas pessoas que assistem a filmes e programas ultraviolentos, que dão audiência a telejornais repletos de histórias horríveis, são as mesmas que não assistem Paixão de Cristo de Mel Gibson, por acharem muito violento... Não é interessante? Mas a violência do filme do Gibson diz respeito a algo que, além de real (o sofrimento de Cristo), faz pensar em como estamos vivendo nesse mundo, faz pensar em quem somos perante Deus. Não é uma violência como a mostrada nas séries e programas diversos mundo afora, violência essa que somente angustia, pois pode atingir a qualquer um de nós. Sabemos disso, sabemos que nenhum de nós corre o risco de ser sacrificado na cruz da mesma maneira que Nosso Senhor foi, mas sabemos que poderemos sofrer tantas outras violências, gratuitas, vindas de psicopatas, de criminosos comuns. Esse medo que vai sendo alimentado nas almas - medo de sair de casa, medo de dormir, medo de deixar os filhos brincarem na praça mesmo que sejam acompanhados, medo e mais medo - vem de uma fonte muito diferente daquela de onde vem a lembrança da morte de Nosso Senhor. Qualquer um que seja honesto percebe isso. Não é a mesma coisa ver uma representação da morte de Cristo e ver assassinatos reais ou fictícios, cheios de detalhes pavorosos. Não é.

Há também os que reclamam da violência nos contos de fadas, por exemplo: João e Maria matando a bruxa num caldeirão de azeite fervente. Eu sempre gostei muito dos contos de fadas e posso dizer que nunca, nenhuma dessas histórias que ouvi tanto na infância, fizeram mal a mim. Elas nunca perturbaram minha imaginação. Pelo contrário, elas me deram uma visão do bem e do mal, do certo e do errado, do maravilhoso, do belo. Se João mata o gigante ou Branca de Neve mata a madrasta ou o caçador mata o Lobo Mau, a criança sabe que aquilo ali é o bem vencendo o mal. Não é a mesma coisa que a violência gratuita de Cães de Aluguel, de Tarantino. Essa ultraviolência é algo maligno, é bem diferente. E hoje as pessoas buscam com avidez esse tipo de programa, vide o sucesso de filmes e séries com essa temática.
O diabo se “alegra” com esse tipo de coisa, pois ele brinca com a imaginação humana, sugerindo a audiência a programas ultraviolentos enquanto alimenta a ideia de que não devemos pensar nos sofrimentos de Cristo e de Nossa Senhora. Conveniente, não? Pensar nos sofrimentos de Cristo e de sua Santíssima Mãe purifica a alma, nos faz querer confortá-Los, nos aproxima de Deus. O quão diferente é assistir a violência gratuita da TV e do cinema! Essa gera medo, aflição, leva até ao desespero. Pense em quantos hoje não creem em Deus de fato porque só enxergam as desgraças do mundo e não pensam que Deus permite que isso aconteça por algum motivo. Não! Elas odeiam pensar no assunto, ou negam a maldade buscando “energias positivas”, ou buscam explicações em doutrinas errôneas como a reencarnação, ou ainda blasfemam simplesmente.
Já há tanto mal à nossa volta, tanta descrença, tanto abandono das coisas de Deus, então porque aumentar esse sofrimento de maneira, digamos, improdutiva para a alma? Sim porque a audiência a esses assuntos e imagens ultraviolentas não gera nada de bom para ninguém, pelo contrário, só alimenta o fogo devorador da angústia, o veneno diabólico da descrença e do desespero.

Novo Projeto Catecismo





Vejam aqui, meus queridos o Novo Projeto Catecismo, iniciativa de Letícia de Paula (do Blog A Grande Guerra) com o Convento Domina Nostra Regina Pacis (Escravas de Maria). Que beleza de projeto. Vamos colaborar!

segunda-feira, março 25, 2013

Alguns links apenas



Relíquias do "Holocausto" na Catedral de Bergoglio? Veja aqui.

Folha de São Paulo apoiando o aborto... Alguma surpresa?Veja aqui.

Os activistas homossexuais não representam os homossexuais. Veja aqui.

Feminismo sueco coloca vítimas em risco. Veja aqui.

22 anos sem D. Lefebvre…

D. Marcel Lefebvre
D. Marcel Lefebvre
Tourcoing, 29 de novembro de 1905 — Martigny, 25 de março de 1991

Obrigada D. Lefebvre por nos legar a Tradição Viva!


Trecho extraído do site do Apostolado Católico Arauto da Verdade©, disponível neste link



Tempestade em Versailles...tempos tempestuosos...


A tempestade em Versailles by François Léopold Flameng, século XIX ou XX. via


Tempos ainda mais tempestuosos se aproximam... que nesse fim de Quaresma ofereçamos nossos sofrimentos para aplacar a Ira Divina, pois a taça está transbordando...

Deus tenha misericórdia de nós!

sábado, março 23, 2013

Comentários Eleison: Você Escolhe!


"Comentários Eleison”, por Mons. Williamson –
Número CCXCVII (297) - 23 de março de 2013


VOCÊ ESCOLHE!

Que confusão reina na Igreja e assim também no mundo! Nós vemos os melhores homens, um após do outro, com talvez as melhores das intenções, desistir da luta e tomar a decisão de não mais resistir, de se deixar levar com o fluxo, de seguir a corrente, de fazer o que quer que os outros estejam fazendo. Contudo, o fluxo continua sem Deus, e isso é condenado por Deus sem apelação, porque Ele não muda. Sem dúvida Ele está agora mesmo apelando ao novo Papa que faça o que é certo, custe o que custar.

Entre 1966 e 1975 Ele parece ter apelado a uma mulher na França para chegar a um prelado francês e colocar nas próprias mãos de Paulo VI uma série de mensagens divinas chamando o Papa a liderar peregrinações maciças de penitência à famosa basílica de Vézelay (e, a partir de 1972, a restaurar a Missa Tridentina). O título que deram às mensagens foi Canto Quaresmal, Parce, Domine, Populo Tuo (Poupe, Ó Senhor, Vosso Povo). Eles começaram sem nenhuma autorização oficial, mas se encaixaram na Semana Santa. Leitores que se importam em ler esses breves extratos podem julgar por si mesmos se eles soam verdadeiros:

16-X-65: O mundo está à beira de uma catástrofe. Entretanto, acreditem que as súplicas na oração de algumas poucas almas humildes têm grande poder sobre Meu coração.

3-III-68: Diga ao Santo padre que cante implorando o Parce, Domine com os braços dispostos em forma de cruz, em frente à multidão que ele deverá reunir em Vézelay.
2-III-70: Se Meu apelo não for atendido, as águas de Minha ira irão afogar tudo. Haverá choro e gemido naquele momento, mas será tarde demais.

13-II-71: Diga aos padres que convoquem fiéis em meio à Cristandade em colapso a fazer oração e penitência, e que eles mesmos sirvam de exemplo. Caso contrário, haverá massacres no solo francês. Se vocês se recusarem a enviar ao Meu Pai os clamores do povo penitente em oração, forçosamente enviarão ao alto gritos de terror. Vocês escolhem!

25-III-71: Meus filhinhos, se vocês não querem procissões de amor, terão procissões de ódio. Isso já está começando. De que mais vocês precisam para acreditar no Meu apelo a vocês?

28-IV-72: Se não querem fazer genuflexão em frente ao Santíssimo Sacramento, farão genuflexão em minas de sal!

10-VII-72: Se o Papa não fizer o que eu tenho pedido, a Justiça Divina descerá pesada sobre o mundo, e vocês terão de passar por muito sofrimento, cujos detalhes os congelariam de terror se os soubessem agora.

15-VII-72: Eu apelo aos Meus filhos fiéis. Encontrarei apenas desertores? Se vocês soubessem, meus filhos, o que os espera, como vocês se apressariam a executar meus desejos. Mas a justiça será feita em breve. Vocês gritarão para Mim em seu terror, mas será tarde demais.

6-XI-72: Quando Eu lhes mostrar o que os espera, vocês passarão noites inteiras em oração aos Meus pés, para manter longe o terrível castigo.

13-VII-73: Os leigos são atualmente a esperança da Igreja. Rezem pelos seus pastores infiéis.

2-V-75: Nos tempos malignos que vêm chegando, as famílias cristãs terão de ficar juntas e trabalhar para prover as necessidades dos Meus pastores fiéis, que terão de exercer seu ministério escondidos do olhar do público... É a volta às catacumbas. Não há outro jeito.

Parce, Domine.

sexta-feira, março 22, 2013

Pisar em Jesus?


Leia abaixo esse pequeno texto de Mary Ann Kreitzer, traduzido por mim, onde ela conta mais uma barbaridade acontecida nesse “maravilhoso mundo novo” do liberalismo/esquerdismo/modernismo. E nós ainda somos obrigados a enviar nossos filhos para tais escolas, para serem doutrinados no satanismo?
Para essa gente esquerdista a educação é isso hoje em dia: se desfazer das coisas sagradas, blasfemar e ofender cristãos. Mas disso a grande mídia não fala, não reclama, não é? Sai uma nota aqui ou ali e pronto, notícia dada... mas ai se esse professor resolvesse ofender, digamos, um líder do movimento gay ou um desses que a autora cita abaixo... com certeza ele se daria muito mal!
***

Um professor da Universidade da Flórida instruiu os seus alunos a escrever o nome Jesus num pedaço de papel, colocá-lo no chão, e pisar nele! Eu não estou brincando. E então, quando um estudante (Mormon) recusou, o professor suspendeu o aluno de sua aula. Ainda mais inacreditável...a universidade apoiou o professor.
Pense nisso. Você acha que esse professor iria dizer aos seus estudantes para escrever o nome de Alá no papel ou Maomé ou Martin Luther King ou Barack Obama? Claro que não! Isso poderia ofender os muçulmanos ou os negros. Mas ofender cristãos tornou-se uma prova de tolerância e diversidade. (Não me peça para explicar isso; eu não consigo e os esquerdistas nunca precisam explicar nada. Ser esquerdista significa nunca ter que dizer desculpe-me!).
Se você acha que isso é inacreditável, eu não o culpo, mas você pode ler sobre isso aqui. É isso o que passa por educação hoje em dia. Alguém se importa de se juntar a mim e gritar: “O imperador está totalmente nu!” E o professor é um intolerante fanático que deveria ser despedido!
Original aqui.

quinta-feira, março 21, 2013

O Castigo na Mensagem de Akita


Nossa Senhora de Akita

Vejam abaixo a tradução que eu fiz de uma carta enviada ao site norte-americano Tradiction in Action (TIA).

***

O Castigo na Mensagem de Akita

Olá TIA,

Eu penso que vocês estariam interessados nas profecias de Akita sobre o fim dos tempos. Essas profecias foram primeiramente aprovadas pelo Bispo local, John Shojiro Ito, bem como por Roma, via então Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI. Mais tarde elas foram silenciadas devido, sem dúvidas, às muitas referências à corrupção no clero do mais baixo até o topo.
Essa estátua chorou 101 vezes através de muitos anos, de 4 de janeiro de 1975 a 15 de setembro de 1981, na Festa de Nossa Senhora das Sete Dores. Ela também transpirou abundantemente, e a transpiração exalava um doce perfume. Sua palma da mão direita sangrava de uma ferida que tinha a forma da cruz. Centenas de pessoas testemunharam muitos desses eventos.

Análises científicas do sangue e das lágrimas da estátua, providas pelo Prof. Sagisaka da Faculdade de Medicina Legal da Universidade de Akita, confirmaram que o sangue, lágrimas e transpiração são verdadeiras lágrimas, suor e sangue humanos.
Nossa Senhora deu três mensagens ao mundo através da Irmã Agnes no ano de 1973, todas curtas, concisas e maternais.
Em 6 de julho de 1973, na Primeira Mensagem, Nossa Senhora disse à Irmã Agnes que sua surdez seria curada (e foi curada em 1982), e disse a ela para rezar muito pelo Papa, pelos bispos e padres.

Na Segunda Mensagem em 2 de agosto de 1973:

“Minha filha, Minha noviça, você ama o Senhor? Se você ama o Senhor, ouça o que eu tenho a dizer a você. Isso é muito importante. Você irá levá-la ao seu superior.
“Muitos homens nesse mundo afligem o Senhor. Eu desejo almas que O consolem para suavizar a ira do Pai Celestial. Eu desejo, com Meu Filho, almas que façam reparações, pelo seu sofrimento e sua pobreza, pelos pecadores e ingratos.
 “Para que o mundo conheça Sua ira, o Pai Celestial está preparando para infligir um grande castigo a toda a humanidade. Junto com Meu Filho, eu tenho intervindo muitas vezes para abrandar a ira do Pai. Eu tenho prevenido a vinda de calamidades oferecendo a Ele os sofrimentos de Seu Filho na Cruz, Seu Precioso Sangue, e amadas almas que O consolem e formem uma corte de almas vítimas.”

Na Terceira Mensagem em 13 de outubro de 1973, o aniversário do dia da última aparição da Virgem Maria às três crianças de Fátima, Nossa Senhora deu um sério aviso sobre os tempos que viriam:

“Se os homens não se arrependerem e melhorarem a si mesmos, o Pai irá infligir  uma punição terrível a toda a humanidade. Será uma punição maior que o dilúvio, uma punição como nunca vista antes. Fogo cairá do céu e irá extinguir grande parte da humanidade, tanto os bons quanto os maus, sem poupar nem mesmo padres ou fiéis. Os sobreviventes irão se achar tão desolados que eles irão invejar os que morreram. As únicas armas que restarão a vocês serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho.  Recitem as orações do Rosário a cada dia. Com o Rosário, rezem pelo Papa, os Bispos e os padres.

A obra do demônio irá se infiltrar até mesmo na Igreja de tal forma que se verá Cardeais se opondo a Cardeais, Bispos contra Bispos. Os padres que me venerarem serão afastados e terão seus confrades como opositores. Igrejas e altares serão saqueados. A Igreja irá ficar cheia com aqueles que aceitam compromissos, e o demônio irá induzir muitos padres e almas consagradas a deixar o serviço do Senhor.

O demônio será especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. Pensar na perda de tantas almas é a causa de Minha tristeza. Se os pecados crescerem em quantidade e gravidade, não haverá mais perdão para eles.

Rezem muito as orações do Rosário. Somente eu sou ainda capaz de salvá-los das calamidades que se aproximam. Aqueles que põem sua confiança em mim serão salvos.”


Essas profecias, até onde vejo, estão em perfeita concordância com aquelas de Fátima e de Quito.

Eu acredito que esses avisos são bastante oportunos, especialmente tendo em vista a acelerada marcha da revolução dentro da Igreja. Isso é algo para os católicos considerarem quando vemos o revolucionário ato de “aposentadoria” do Papado, como se esse fosse um ofício ou emprego qualquer, e a aproximação do conclave.

Por favor, continuem o bom trabalho e posição de descompromisso. É interessante que Nossa Senhora de Akita diz que a Igreja ficará cheia daqueles que aceitam compromissos.

     Cordialmente,

     M.G.

Original aqui.



quarta-feira, março 20, 2013

Pelosi e Binden fizeram Comunhão sacrílega na Missa Papal

Por Mary Ann Kreitzer
Traduzido por Andrea Patrícia

Cardeal Wuerl

A Casa Branca confirmou: Pelosi e Binden fizeram Comunhão sacrílega na Missa Papal (artigo do Huffington Post). O que achei especialmente hipócrita, porém, foi a afirmação do Cardeal Wuerl:
"O Cardeal Donald Wuerl, de Washington, que fez parte do conclave que elegeu Francisco, disse que ele ofereceria a comunhão para Pelosi apesar de sua visão sobre o aborto porque ele não acredita que a comunhão deve ser usada como arma. “Nós nunca- a Igreja simplesmente não usa a Comunhão desse jeito. Isso não é parte do modo como fazemos as coisas, e não foi dessa maneira que convencemos políticos católicos a se apropriarem da fé e vivê-la e aplicá-la; o desafio foi sempre convencer as pessoas”, disse Wuerl numa entrevista em 2010. Sua posição se estenderia logicamente a Binden. O bispo do vice-presidente, Francis Malooly de Wilmington, também disse que ele não negaria comunhão a Binden."
Negar a comunhão a uma pessoa herética (uma pessoa que nega ao menos uma doutrina da Igreja) não é usar a Eucaristia “como arma”. É exercer a Lei da Igreja articulada no Código Canônico 915. Isso mostra preocupação pela alma da pessoa que está acumulando pecado mortal sobre pecado mortal, que faz várias coisas à alma infeliz, isto é, torna mais difícil o arrependimento, aumenta o débito moral da alma por assim dizer, cria grave escândalo quando uma figura pública herética que merece um "fardo", etc. Biden e Pelosi desfilam suas credenciais de "católicos" enquanto eles mostram o dedo para a doutrina católica.
O Cardeal Wuerl mostra pouco interesse pelo seu rebanho político de Washington D.C. quando ele anuncia que nunca irá recusar-se a deixá-los crucificar Cristo por uma indigna recepção de Seu corpo e sangue. Cristo morreu por políticos pró-aborto? Claro. Será que Ele quer que eles acumulem um pecado mortal de sacrilégio após o outro? Dificilmente!
Francamente, estou dolorosamente triste com a falta de cuidados pastorais por parte de bispos como Wuerl para com esses pecadores escandalosos públicos. Ele parece se importar mais com o respeito humano e seu lugar nos salões do poder do que com a sua salvação eterna. Ele é como um pai que resolve os problemas do seu filho viciado em drogas em vez de amá-lo o suficiente para dizer não, porque ele não quer se indispor com seu filho.
Quando vejo a covardia do Cardeal Wuerl (o que mais pode ser?) eu penso em seus opostos, em bispos como Rene Gracida (Bispo emérito de Corpus Christi), que é um modelo de solicitude pastoral e de coragem quando se trata de avisar "obstinados pecadores públicos" que devem abster-se de Comunhão. (Veja um estudo de caso descrevendo como o Bispo Gracida colocou um político católico sob interdito). Por que Biden e Pelosi e outros de sua laia iriam se arrepender? Por que eles ainda acreditariam que Cristo está presente na Eucaristia? Com certeza não parece haver muitas evidências de que os seus bispos acreditem. Se eles acreditassem, estariam eles, como Judas, entregando Cristo para ser crucificado de novo? Isso é exatamente o que eles fazem quando dão Jesus a hereges.
O Cardeal Wuerl e outros bispos da sua laia ilustram claramente que a Igreja, nos EUA está uma bagunça. Eles se preocupam menos com escandalizar a plebe nos bancos do que com o ficar ombro a ombro com os ricos e poderosos. É de se admirar que os santos tenham lamentado que o chão do inferno esteja cheio de caveiras e mitras dos bispos? Triste!
Original aqui.

Nota: perdoem qualquer erro, fiz a tradução mas não pude revisar.


terça-feira, março 19, 2013

São José, o Menino Jesus e a Cruz


Quanta beleza, quanta pureza, nessa singela imagem de Nosso Senhor com São José.
Estão ali o pai, o pequeno aprendiz...e a cruz! Quantos sofrimentos devem ter passado São José e Nossa Senhora enquanto viveram aqui. Quantos dissabores para suas almas delicadas, puras, santas!
Imagino o cuidado que São José tinha com sua família, o quanto ele soube carregar sua cruz com honestidade, com hombridade, com cuidado e valentia...que grande exemplo para os pais de hoje!
Que grande santo é esse, que foi o pai na Terra do Deus Encarnado! E hoje está no Céu, olhando por seus filhos cá embaixo.
Ó Glorioso São José, rogai pelas famílias! Rogai pelas crianças! Rogai por todos nós!

Viva São José!

segunda-feira, março 18, 2013

Rainha Marie Antoinette como Virgem Vestal



Uma pintura da Rainha Marie Antoinette como Virgem Vestal, por Jean-Frédéric Schall, século XVIII. Vesta era a deusa do coração, do lar, e da família na religião Romana. As Virgens Vestais eram sacerdotisas que mantinham o fogo sagrado em homenagem a Vesta. O fato de que a jovem Rainha seja mostrada como uma Virgem Vestal demonstra o significado de seu papel como mãe do povo da França, bem como honra a reputação de inocência e castidade que ela tinha antes que os panfletos a destruíssem.
Traduzido de Tea at Trianon.




Papa Francisco e o "carnaval"



Como assim, Santo Padre? Então quer dizer que os papas que o precederam e se fantasiaram de "palhaços"

Não entendeu, leitor? então leia:


Não, Santo Padre, parece-nos que o carnaval está começando agora

sábado, março 16, 2013

Comentários Eleison: Dignidade Indigna


"Comentários Eleison”, por Mons. Williamson –
Número CCXCVI (296) - 16 de março de 2013


Uma leitora argumentou em favor do Vaticano II ensinando sobre a liberdade religiosa. Com certeza vale à pena analisar os argumentos dela, mesmo que o assunto tenha frequentemente aparecido nos “Comentários Eleison”, porque é vital para os católicos de hoje que compreendam completamente a falsidade daquele ensino. O que o Concílio ensinou no parágrafo n.2 de sua Declaração Sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) é que todos os homens devem ser livres de toda coerção por qualquer outro homem ou grupo de homens quando atua em privado ou em público de acordo com suas crenças.

Ao contrário, em todo o caminho até o Vaticano II a Igreja Católica ensinou constantemente que cada Estado, ao incorporar a autoridade civil de Deus sobre as criaturas humanas de Deus, é obrigado, assim, a usar essa autoridade para proteger e favorecer a única verdadeira Igreja de Deus, a Igreja Católica do Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. Obviamente, Estados não-católicos serão condenados mais por sua falta de fé do que por não proverem proteção civil a essa fé. Além disso, Estados Católicos podem evitar proibir o culto público das falsas religiões onde tal proibição causará mais dano do que bem para a salvação das almas dos cidadãos. Mas o princípio se mantém intacto: os Estados de Deus devem proteger a verdadeira religião de Deus.

De fato, o ensino Conciliar implica tanto que os Estados não são de Deus, ou que não há nenhuma verdadeira religião de Deus. De qualquer modo, isso está implicitamente liberando o Estado de Deus, e então pondo a liberdade do homem acima dos direitos de Deus, ou, simplesmente, o homem acima de Deus. Por isso o Arcebispo Lefebvre disse que o ensino Conciliar era blasfemo. E não adianta dizer que os outros parágrafos da DH contêm bons ensinamentos católicos. Um corte do iceberg foi o bastante para afundar o Titanic. Somente o item 2 da DH é o bastante para afundar a doutrina católica. Mas vejamos os argumentos em defesa do ensino do Concílio.

1 A DH é parte do Magistério Ordinário da Igreja, que deve ser levado seriamente.
A DH veio dos Magisters da Igreja, ou mestres, sim, mas não do Magistério Ordinário Infalível, porque a DH contradiz o ensino tradicional da Igreja, como mostrado acima.

2  A DH simplesmente deixa claro os direitos humanos, que são concedidos pela lei natural.
A lei natural coloca os direitos do homem abaixo, e não acima dos direitos de Deus.

3  A DH não nega o modelo católico para as relações Igreja-Estado.
Isso ela certamente faz! O parágrafo n.2 libera o Estado de sua obrigação essencial para com a única verdadeira Igreja.

4  A DH é escrita no contexto do mundo moderno onde todos acreditam nos direitos humanos.
Desde quando a Igreja deve ser adaptada ao mundo, e não o mundo à Igreja?

5  A DH não ensina que o homem tem o direito de errar.
Se o Estado de Deus é obrigado a conceder o direito civil de praticar em público as falsas religiões, então está se fazendo com que Deus deva garantir o direito ao erro.

6. A DH  é um apelo para que os governos modernos concedam metade de um pão, que é melhor do que nenhum pão.
A verdadeira doutrina católica é tão lógica e tão coerente que dar algo disso é dar tudo disso. E qual ovelha salva a si mesma se entregando ao lobo?

7 Os católicos não devem fugir do mundo moderno para um gueto doutrinário.
Os católicos devem fazer o que quer que tenham que fazer, ir para onde quer que tenham que ir, para não abandonar os direitos de Deus e não comprometer a sua honra. Se isso significa o martírio, então que seja!
              
      Kyrie eleison.