quinta-feira, março 13, 2014

Compaixão demais pode ser crueldade excessiva

Por Tradition in Action
Traduzido por Andrea Patrícia 





Hoje em dia vemos frequentemente Prelados dando cobertura a sacerdotes corruptos em nome da solidariedade entre pai e filho dentro da Igreja. Sendo assim, parece bastante oportuno trazer à luz as palavras de Santa Catarina de Sena ao Papa Gregório XI, nas quais ela transmite o severo julgamento de Nosso Senhor sobre esse comportamento.
Parece também ser apropriada para os pais a aplicação dessas palavras às suas relações com seus filhos dentro de suas famílias.


Santa Catarina de Sena

Em 1372 Gerard du Puy, Abade de Marmoutier e Núncio Apostólico na Toscana, escreveu uma carta a Santa Catarina de Sena para pedir conselhos sobre certos assuntos. Aqui está um trecho da resposta dela, e pode-se depreender de suas palavras que o Núncio, que era sobrinho do Papa Gregório XI, estava escrevendo em nome do Soberano Pontífice. Segue o trecho da resposta:
“Eu recebi a sua carta, meu caro Padre, e me dá grande satisfação que o senhor se digne a pensar em uma criatura tão vil como eu sou. Acho que compreendo isso; e em resposta às três questões que o senhor me fez sobre a parte do doce Cristo na terra, eu penso perante Deus que ele deve acima de tudo fazer duas coisas para reparar os grandes males que devastam a Esposa de Cristo.
O primeiro é a excessiva ternura e cuidado com parentes; esses abusos devem terminar totalmente e em toda a parte.
"O segundo é uma fraqueza que brota da tolerância demasiada. Ai! Os membros de Cristo são corrompidos porque ninguém os reprova! Nosso Senhor tem especial aversão por três vícios detestáveis: são eles a impureza, a avareza e o orgulho inflamado. E todos eles reinam, na esposa de Cristo, naqueles que buscam nada mais do que prazeres, honras e riquezas. Eles veem os demônios do Inferno levando embora as almas confiadas a eles e não fazem nada quanto a isso, porque eles são lobos e fazem comércio com a graça divina. O que é necessário é uma forte mão para corrigi-los; algumas vezes compaixão demais é uma crueldade excessiva.”

(Augusta Theodoia Drane, The History of St. Catherine of Siena and Her Companions,
Ballantyne Press, n.d., 3a ed., vol. 1, p. 283-284;
uma cópia dessa carta pode também ser encontrada
aqui)


Original aqui.