sexta-feira, março 07, 2014

Ruptura no IBP e a "Tradição" dos homens


Leia, aqui.

É o que percebo: quem se envolve com os modernistas termina caindo feio ou corre em retirada antes de cair...

E para aqueles que vivem com dúvidas sobre a Tradição, eu recomendo a leitura desse pequeno texto do padre Marcelo Gabert Masi:


Alguns leigos católicos, com muito boa intenção, têm forte preocupação com as divisões que vão acontecendo nos ambientes tradicionais. Contudo, tal preocupação costuma carregar consigo um erro de princípio moral que é o de aceitar o meio mau para obter um fim bom. As divisões, na realidade, não acontecem com os católicos da Tradição, visto que a unidade concentra-se primeiramente na verdade e só a partir desta é que se torna possível uma unidade com a autoridade. Ora, saindo-se da verdade, sai-se da Tradição, que permanece intacta e que une em torno de si aqueles que não a abandonaram; sai-se da autoridade de Deus. Não nos iludamos: a permanência com aqueles que não professam toda a verdade, mas usam meias palavras para agradar aos homens - trato aqui da questão da disciplina eclesiástica, principalmente nos ambientes conhecedores do estado de necessidade, não daqueles relacionamentos humanos mais amplos em que incluímos por caridade, os necessitados da verdade -  é uma ruptura, não uma unidade, pela iminência da perda da verdade. Rompa-se, pois, com a mentira e a meia-verdade, que é mentira em dose dupla, sobretudo quando dita por motivo carreirista. Digo mais: rompamos com os carreiristas mentirosos e, ao invés de criticar os que mui penosamente expõem-se para não pecar por omissão, colaboremos com estes, desmascarando o erro, a perseguição, o carreirismo. Para que haja verdadeira unidade e comunhão a Tradição Católica precisa de resistência e jamais de autoridades modernistas. E, se não precisamos de modernismo, consequentemente não precisamos de neoconservadorismo. E da Missa de sempre misturada com doutrina nova e disciplina nova devemos nos afastar, pois não há catolicismo parcial. Digo mais: a verdade não está sujeita nem mesmo aos limites de compreensão e aceitação das pessoas, por lamentável que seja a situação de católicos que se sintam confusos. Fortaleça-se o ensino da verdade e não esse pretenso intraecumenismo da neotradição, pois o Espírito Santo não deixará de fazer sua parte na hora do convencimento.