quinta-feira, junho 05, 2014

No quintal do papa os italianos estão sendo extintos




“Mais Italianas Renunciam à Maternidade: educação”. Wall Street Journal, 22 de abril de 2014 p. A11.

.
A matéria no jornal diz que a educação mais longa - elas passam mais tempo dentro de instituições de educação entre graduações, especializações, mestrados, doutorados... -, a falta de empregos estáveis e mudanças no estilo de vida estão impelindo as mulheres a decidir contra os bebês.

Traduzi um comentário interessante do autor Michael Hoffman sobre a matéria do Wall Street Journal indicada acima. Leia:

Nota de Michael Hoffman: Nem o “santo” Papa João Paulo II ou seu atual sucessor, Papa Francisco, admoestaram verdadeiramente os homens e mulheres italianos casados por suas atitudes abominavelmente egoístas com relação a procriação.  Sim, mesmo João Paulo “o papa pró-vida” deu aos italianos uma abordagem “light” da Humane Vitae, sabendo muito bem que os confessores católicos no Ocidente estavam isentando de culpa os casais casados que praticavam contracepção. Os João Paulófilos podem produzir – se puderem – evidência contrária em nossa seção de comentários. Adoraríamos ver isso, mas já prevemos que tudo o que eles poderão fazer é vir com algum tapinha na mão simbólico de JPII. Esta é uma das razões pelas quais, quando ele morreu, os italianos demandaram imediata santidade para o Papa João Paulo, ele não apontou o espectro do desastre e da danação indo em direção aos italianos sem estímulos o bastante para se reproduzirem. Se os italianos tivessem “negado o Holocausto” entretanto, então você pode ter certeza que ele teria invocado a ira de Deus.

Com o Papa Francisco com a sua máxima notória “quem sou eu para julgar?”, aconselhar contra contracepção não é uma prioridade alta. Uma recente marcha e encontro pró-vida em Roma foi desanimadoramente aderida por um total exato de um Cardeal ou Bispo, o Cardeal Burke. O papa e o restante da hierarquia estiveram ausentes. Eles tinham prioridades mais importantes para engajar suas preocupações apaixonadas, como, por exemplo, uniões civis para sodomitas, que estão no topo de sua lista; ser popular com o mundo e com a mídia é algo que é muitíssimo importante para eles.

A hierarquia da Igreja de Roma, começando com seu atual papa (...) sem dúvida pensa que imigrantes Norte-africanos serão melhores cidadãos da Itália do que os próprios italianos. Talvez estejam certos. Norte-africanos têm filhos o bastante para reproduzirem-se. Enquanto isso o Wall Street Journal reporta que a Itália “já possui cerca de 150 pessoas acima de 65 anos para cada 100 pessoas abaixo de 14.”

Arrivederci Italia!