Por
Tradition in Action
Traduzido
por Andrea Patrícia
"Ao
combater o erro é errado e é falta de caridade atacar a pessoa que o sustenta”.
É contra este “dogma” liberal, tão frequente em nosso meio católico, que o
padre Felix Sardá y Salvani argumenta. Ele prova que é indispensável atacar
aqueles que promovem o erro; de modo contrário não se defende eficientemente a
causa católica.
Pe. Felix Sardá y Salvani
Apologistas católicos
são frequentemente acusados de fazer ataques pessoais durante debates. E quando
os liberais e aqueles contaminados pelo Liberalismo lançam essa acusação contra
um de nós, eles imaginam que essa acusação é o bastante para condená-lo.
Mas eles enganam a si mesmos. Para combater e desacreditar falsas ideias, nós precisamos fazê-las abomináveis e desprezíveis para a mesma multidão que eles tentam convencer e seduzir... Acontece que as ideias não podem sustentar a si mesmas no ar, nem podem espalhar-se e propagar-se por si mesmas. Deixadas por si sós, elas nunca produziriam todo o mal que fere a sociedade. É apenas quando elas são aplicadas por aqueles que as concebem que elas tem efeito. Ideias são como flechas e balas que não machucariam ninguém se não fossem atiradas do arco ou da pistola. É o arqueiro ou o artilheiro, portanto, que deve ser o primeiro alvo em nossa mira se queremos parar este inimigo. Qualquer outro método de guerrear, seja liberal ou não, não faz sentido.
Mas eles enganam a si mesmos. Para combater e desacreditar falsas ideias, nós precisamos fazê-las abomináveis e desprezíveis para a mesma multidão que eles tentam convencer e seduzir... Acontece que as ideias não podem sustentar a si mesmas no ar, nem podem espalhar-se e propagar-se por si mesmas. Deixadas por si sós, elas nunca produziriam todo o mal que fere a sociedade. É apenas quando elas são aplicadas por aqueles que as concebem que elas tem efeito. Ideias são como flechas e balas que não machucariam ninguém se não fossem atiradas do arco ou da pistola. É o arqueiro ou o artilheiro, portanto, que deve ser o primeiro alvo em nossa mira se queremos parar este inimigo. Qualquer outro método de guerrear, seja liberal ou não, não faz sentido.
Os autores e
propagadores de doutrinas heréticas são soldados com armas envenenadas em suas
mãos. Suas armas são livros, jornais, discursos públicos e sua influência
pessoal. Não é o bastante evitar as balas que eles disparam. A primeira coisa
necessária é tornar o próprio atirador ineficaz para que ele não possa mais
fazer o mal.
Portanto, nós devemos não somente desacreditar o livro, jornal ou palestra do inimigo, mas também em alguns casos desacreditar a pessoa dele. Pois na guerra o principal elemento de combate é a pessoa engajada, assim como o artilheiro é o principal fator na artilharia e não o canhão, pólvora ou bomba.
Portanto, nós devemos não somente desacreditar o livro, jornal ou palestra do inimigo, mas também em alguns casos desacreditar a pessoa dele. Pois na guerra o principal elemento de combate é a pessoa engajada, assim como o artilheiro é o principal fator na artilharia e não o canhão, pólvora ou bomba.
É assim
lícito em certos casos mostrar publicamente a infâmia de um oponente liberal,
ridicularizar seus costumes, jogar seu nome na lama. Sim, isso é totalmente admissível,
admissível em prosa e verso, seja numa veia séria ou com zombaria, em
caricatura, ou por quaisquer meios e métodos ao alcance no presente ou no
futuro. O único cuidado que nós devemos tomar é o de não usar mentiras no serviço
da justiça. Isso, nunca. Sob nenhum pretexto nós manchemos a verdade, mesmo ao
colocar um pingo no i...
Os Pais da Igreja apoiam essa tese. Os próprios títulos dos trabalhos deles claramente mostram que em seus combates contra as heresias, o seu primeiro golpe era nos heresiarcas. Quase todos os títulos das obras de Santo Agostinho levam o nome do autor da heresia contra a qual ele estava escrevendo: Adversus (Contra) Fortunatum, Adversus Faustum Manichaeum, Adversus Adamanctum, Adversus Felicem, Adversus Secundinum. Ou: Quis fuerit Petriamus (Quem é Petrianus?), De gestis Pelagii (Sobre as Ações de Pelágio), Quis fuerit Julianus, etc.
Então nós vemos que a maior parte das polêmicas do grande Agostinho eram pessoais, agressivas e biográficas, bem como doutrinais, uma luta face a face com o herege bem como com a heresia. Nós podemos dizer o mesmo sobre os outros Pais da Igreja.
Que direito têm os liberais de nos impor a nova obrigação de lutar contra o erro apenas abstratamente ou abrindo grandes sorrisos e tecendo-lhes elogios? Que os Ultramontanos defendam a fé de acordo com a tradição católica como sempre vem sendo defendida na Igreja de Deus. Que a espada do polemista católico acerte direto no coração. Este é o único modo real e eficaz de combate!
Os Pais da Igreja apoiam essa tese. Os próprios títulos dos trabalhos deles claramente mostram que em seus combates contra as heresias, o seu primeiro golpe era nos heresiarcas. Quase todos os títulos das obras de Santo Agostinho levam o nome do autor da heresia contra a qual ele estava escrevendo: Adversus (Contra) Fortunatum, Adversus Faustum Manichaeum, Adversus Adamanctum, Adversus Felicem, Adversus Secundinum. Ou: Quis fuerit Petriamus (Quem é Petrianus?), De gestis Pelagii (Sobre as Ações de Pelágio), Quis fuerit Julianus, etc.
Então nós vemos que a maior parte das polêmicas do grande Agostinho eram pessoais, agressivas e biográficas, bem como doutrinais, uma luta face a face com o herege bem como com a heresia. Nós podemos dizer o mesmo sobre os outros Pais da Igreja.
Que direito têm os liberais de nos impor a nova obrigação de lutar contra o erro apenas abstratamente ou abrindo grandes sorrisos e tecendo-lhes elogios? Que os Ultramontanos defendam a fé de acordo com a tradição católica como sempre vem sendo defendida na Igreja de Deus. Que a espada do polemista católico acerte direto no coração. Este é o único modo real e eficaz de combate!
(Felix Sardá y Salvani, El Liberalismo es pecado,
Barcelona: 1960, p. 60-62)
Original aqui.
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Nota da
tradutora:
* O Liberalismo é Pecado. Este livro foi
traduzido para a língua portuguesa e está à venda no Mosteiro da Santa Cruz,
por apenas R$30,00.
“Grande clássico da literatura antiliberal. Este livro era muito recomendado
por Dom Lefebvre que insistia tanto na necessidade de estudar o liberalismo
para melhor combatê-lo.”

