terça-feira, setembro 16, 2014

Fascismo é condenado pela doutrina da Igreja


Recomendo a leitura:


Fascismo é condenado pela doutrina da Igreja

 Trecho (grifos meus):

"A moral do fascismo não existe, pois sua filiação é no solo e não em Deus. A fonte primária das leis, segundo o fascismo, é teoricamente o Estado, mas na prática é o Partido Fascista que se assenhoreia do poder [2]. O fascismo é originalmente anticlerical, pois pregava o “confisco de todos os bens das Congregações religiosas e a supressão de todos os rendimentos episcopais, que [segundo eles] constituem um déficit enorme para a Nação, e um privilégio para uma minoria” [3]. O catolicismo só foi adotado como religião oficial do Estado fascista porque era religião tradicional do povo italiano (filiação ao solo). Segundo o Programa do Partido Nacional Fascista, “O Estado é soberano; e essa soberania não pode e nem deve ser abalada ou diminuída pela Igreja” [4]. Logo, o fascismo é um Estado laico na medida em que a doutrina originalmente propõe um Estado não-confessional. O fascismo é totalitário: "É necessário além do partido único, um Estado totalitário, isto é, um Estado que absorve para transformar e fortalecer todas as energias, todos os interesses, todas as esperanças de um povo." [5] Assim, o Estado totalitário estende todo o controle sobre a sociedade subordinada, sobre todas as esferas da vida, de maneira que não há a menor noção de liberdade fora dos limites mais grotescos impostos pelo Estado. Logicamente, sobrepõe-se o Estado fascista até à autoridade familiar, intervindo, inclusive, nos mais íntimos interesses da educação da prole. A liberdade é no Estado. Neste âmbito, observa-se que o fascismo deitou raízes do pensamento hobbesiano, onde o Estado é o “deus mortal” que traz aos homens a paz e a segurança, o que significa que legítima é a devida obediência incondicional. Ao pé dele, deste Estado que se aglutina a um Partido, nenhum direito de resistência que se funde num direito superior ao direito positivo ou em motivações religiosas, pode existir ou vigorar. Este Estado, que corta o cordão umbilical metafísico, se assenta como meio e fim em si mesmo. Na Encíclica Non Abbiamo Bisogno, o Papa Pio XI queixa-se da perseguição à Ação Católica por parte dos dirigentes fascistas da ingerência do partido fascista na educação infantil em benefício de uma idolatria ao Estado: 

52. ... Eis-nos, pois ante um conjunto de autênticas afirmações e de fatos não menos verídicos, que não deixam dúvida e ao propósito, já executado em grande parte, de monopolizar completamente a juventude desde os primeiros anos até à idade viril, em proveito pleno exclusivo de um partido, de um regime, sobre a base de uma ideologia que explicitamente se reúne numa verdadeira estatolatria pagã, em flagrante contradição tanto com os direitos naturais da família como os sobrenaturais da Igreja”.
Na Encíclica Mit Brennender Sorge, o Papa Pio XI condena tanto a idolatria racial do nazismo, quanto a estatolatria do fascismo:

"12. Quem pega da raça, ou do povo, ou do Estado, ou da forma de Estado, ou dos senhores do poder, ou de qualquer outro valor essencial à comunidade humana - coisas que na cidade terrestre ocupam lugar honroso e justo - para se deslocar da sua devida escala de valores e elevá-los ao pedestal onde os diviniza e lhes presta culto idólatra, - perverte e falsifica a ordem das coisas criadas e estabelecidas por Deus, está longe da verdadeira fé em Deus e da concepção de vida correspondente a essa fé."

O fascismo é socialista. Com efeito, o nome do fascismo é socialismo nacional. Este socialismo, em âmbito econômico, preserva a propriedade privada, embora de maneira precária, pois o Estado não reconhece os direitos naturais. Em âmbito político, o homem só vale na medida em que está integrado a um todo: a coletividade. O homem não existe. Não há no fascismo direitos humanos. O que há fundamentalmente são os direitos socialmente convencionados pelo Estado. Isto quer dizer que o fascismo não garante o sagrado direito à vida, se o Estado assim julgar. A vida, para o fascismo, só vale na medida em que a nação lhe confira este valor. Neste sentido, o direito dos nascituros não é garantido. O direito natural não existe. Os direitos sociais comandam a nação. Ao católico, é bom frisar que o socialismo é uma doutrina anticristã, condenada formalmente pela Igreja:

"O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como 'ação', se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente oposto à verdade cristã".(Papa Pio XI, Quadragesimo Anno no 116)

(...)

"Socialismo e Catolicismo são termos contraditórios. Ninguém pode ser socialista e católico ao mesmo tempo". (Papa Pio XI, Quadragesimo Anno no 119)"
Continue lendo aqui.