quinta-feira, setembro 11, 2014

O Escapulário que Salvou Duas Vidas



Por Gregory Johnson
Traduzido por Andrea Patrícia
 

Nossa Senhora do Monte Carmelo segurando o Escapulário Marrom


A história abaixo é verdadeira. Ela foi publicada originalmente num periódico alemão sob o título de Seine Mutter Meine Mutter [A Mãe Dele, e Minha Mãe] por A.M. Weigl e traduzido por Anna C. Pertsch. Foi selecionado de Garments of Grace.


Meu batalhão era membro da Brigada Irene. Nós estávamos prestes a avançar. Após termos passado Eindhofen, nossos caminhões e tanques passaram por Uden. No fim da tarde nós acampamos numa velha fazenda próxima a Nijmegen. Atrás da casa havia uma bomba d’água feita de madeira cercada por tijolos. Isso oferecia uma ótima oportunidade para um soldado lavar-se ficando livre do suor e da poeira de horas lutando. Você pode imaginar que nós fizemos bom uso da oportunidade.
Eu fazia parte do grupo e assim eu atirei minha jaqueta no chão e pendurei meu Escapulário na bomba enquanto me lavava.

Uma perda preocupante

Uma hora depois nós recebemos ordem para seguir em frente cerca de dois quilômetros e ocupar uma trincheira lá. Nós estávamos ansiosos para conseguir uma noite de sono tranquila naquela trincheira. Eu estava para me deitar e estava desabotoando o colarinho quando para meu horror eu percebi que não possuía mais o meu Escapulário.
Ele havia sido um presente de minha mãe. Eu o tive comigo durante toda a guerra e agora que estávamos nos aproximando da cova dos leões, eu estava privado dele? Ir buscá-lo era impensável, então eu tentei não pensar mais nisso e fui dormir. Eu virei de um lado para o outro, mas não consegui dormir.
Tudo à minha volta, meus companheiros soldados estavam dormindo como uma pedra mesmo que de tempos em tempos bombas caíssem perigosamente perto. Finalmente eu fui vencido pelo desejo de pegar meu Escapulário de volta e eu me arrastei para fora entre meus companheiros adormecidos.
Não foi tão fácil passar pela sentinela, mas eu consegui fazê-lo e corri de volta pelo caminho que tínhamos vindo. Estava escuro como breu, mas não obstante eu tive boa sorte e num curto período de tempo eu estava de volta à fazenda e à bomba d’água. Minhas mãos deslizaram procurando por toda a bomba, mas o Escapulário havia sumido.
Eu estava para acender um fósforo quando houve um pavoroso som de explosão. O que é que eu estava fazendo? Este era o sinal de um ataque inimigo? Eu corri de volta para nossa trincheira o mais rápido que pude. Talvez eu pudesse fazer algo pelos meus amigos lá.
Próximo à trincheira eu vi os engenheiros ocupados removendo apressadamente pilhas de poeira e arame farpado. No mesmíssimo lugar onde meus companheiros estavam dormindo havia sido aberto um gigantesco buraco de bomba. Antes de eles abandonarem a trincheira o inimigo havia colocado uma bomba relógio lá e ela havia explodido durante minha ausência. Ninguém sobreviveu à explosão. Se eu não tivesse saído para buscar meu Escapulário, eu teria sido enterrado sob os escombros também.
‘Eu achei que você estava lá!’

Na manhã seguinte eu fui até a cozinha do campo e encontrei um soldado amigo lá.
Ele olhou para mim espantado e disse: “Eu pensei que você estivesse naquela trincheira!”.
Eu respondi, igualmente surpreso: “E eu pensei que VOCÊ estivesse enterrado lá!”.
Meu amigo continuou: “Eu estava deitado na trincheira, mas antes de ir dormir, eu fui procurar por você mas não consegui encontrá-lo. O cabo viu-me a caça de algo e perguntou o que eu queria. Quando eu disse a ele o que estava fazendo lá ele disse: ‘Seja sensato! Em vez de ir lá, vá ali perto e traga-me uma garrafa d’água'. E enquanto eu estava nesta andança a bomba explodiu.”
Eu respondi: “Bom, eu escapei por um fio também. Mas porque cargas d’água você estava procurando por mim tão tarde da noite?”.
“Para entregar-lhe isto” ele respondeu, e entregou-me meu Escapulário que ele havia tirado da bomba velha.


Selecionado de Garments of Grace, Viena, OH: Slaves of the Immaculate Heart of Mary, p. 27-31.



Original aqui.