quinta-feira, janeiro 08, 2015

Quando Silêncio e Complacência São Pecados

Por Tradition in Action
Traduzido por Andrea Patrícia
 


Frequentemente nos somos censurados por falar contra o progressismo na Igreja e os costumes revolucionários. “Vocês não são padres nem teólogos”, “Vocês não são responsáveis pela formação deles” são alguns dos comentários que os críticos fazem a nós sob o pretexto de manter-nos calados.
Na verdade, o argumento deles é fútil. Cada católico tem a obrigação de denunciar o erro sempre e onde quer que apareça. Santa Gertrudes, que recebeu incontáveis revelações de Nosso Senhor, nos diz que nós temos o dever de corrigir o erro, caso contrário nós pecamos.

Santa Gertrudes


Lendo estas palavras: “Onde está seu irmão, Abel?” (Gen 4, 9), Santa Gertrudes entendeu que Deus irá pedir contas de cada religioso pelas faltas que seus irmãos religiosos cometeram contra a Regra, porque tais faltas poderiam ter sido prevenidas se o irmão em falta ou o Abade tivesse sido avisado. A desculpa de alguns: – “Não sou responsável por corrigir o meu irmão” ou “Eu sou pior que ele” – não irá receber melhor acolhida por Deus do que aquelas palavras de Caim “Sou eu o guardião de meu irmão?” (Gen 4, 9).
Diante do Senhor cada homem é obrigado a prevenir seu irmão sobre o mau caminho e exortá-lo a seguir o bom. Sobre isso, quando alguém é negligente em ouvir a voz de sua consciência, ele sempre peca contra Deus. Ele não pode dar a desculpa de que ele não tem o dever de corrigir seu irmão, porque sua consciência é sua testemunha de que Deus está chamando-o a fazer isso.  Se ele negligencia seu dever, ele terá de prestar contas disso, e talvez mais ainda do que o superior, que pode ser que esteja ausente ou não tenha notado a falta.
Daí vem a ameaça: “Ai daquele que faz o mal. Pior ainda para aquele que é complacente com isso” – Vae faciendi, vae, vae consentienti. É evidente que aquele que permanece em silêncio sobre a falta é complacente com ela, já que apenas algumas palavras seriam o suficiente para prevenir uma ofensa a glória de Deus.


(St. Gertrude, Book III, chap. 30, in Révélations de Saint Gertrude,
Vièrge de l’Ordre de Saint Benoit
, Paris: Alfred Mame, 1921, p. 218).

Original aqui.