domingo, maio 31, 2015

Comentários Eleison: Fim de Semana com Eliot

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXI (411) - (30 de maio de 2015): 

FIM DE SEMANA COM ELIOT


Católicos, que suas mentes não sejam tão limitadas.
Fora do redil de Nosso Senhor há ovelhas que são por Ele lideradas.

O ciclo de palestras de fim de semana que houve aqui em Broadstairs no início de maio sobre poemas e peças do famoso poeta moderno T. S. Eliot (1888-1965), foi um grande sucesso. Eliot é um escritor difícil de entender, porque ele insistiu em dar sentido ao mundo moderno sem sentido; mas as seis palestras do Dr. David White (em 36 horas!) inspiraram em seus mais de duas dúzias de ouvintes católicos um real interesse em Eliot, a quem escolheu como tema de seu evento literário por ter escrito parte de seu mais famoso poema, a Terra Desolada, nas proximidades de Margate. Um ponto alto do evento foi uma excursão ao pavilhão na beira-mar onde Eliot escreveu essa parte, e onde o Dr. White recitou a Terra Desolada para os participantes do evento sob um céu cinza, diante do mar cinza – a atmosfera estava perfeita!

Muitos católicos rejeitam escritores que não são abertamente católicos, por mais famosos que sejam. Mas em meados dos anos vinte, logo depois de escrever a Terra Desolada, Eliot esteve perto de se tornar católico, e desde então, até sua morte, a solução que ele apresentou em seus escritos para os problemas do mundo moderno é centrada em Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso pode não ser óbvio à primeira vista, seja porque ele estava escrevendo para cristãos mornos, ou porque ele mesmo ainda estava a lutar contra a modernidade; mas deixemos que sua verdadeira crença em Cristo seja ilustrada por um poema de seus Quatro Quartetos – selecionado pelo Dr. White para explicação –, a seção IV do quarto quarteto, Little Gidding


1. A pomba mergulhando rasga o espaço
2. Com flama de terror esbraseado
3. Cujas línguas arrojam sem cessar
4. Um jorro apenas de erro e de pecado.
5. Toda esperança, ou mais desesperar,
6. Está na escolha de uma ou de outra pira
7. – Para que o fogo pelo fogo nos redima.
8. Quem, pois, urdia tanto suplício? Amor.
9. Amor é Nome de furtiva chama
10. Sob as mãos que teceram com rancor
11. A intolerável túnica de flama
12. A que poder algum se pode opor.
13. Apenas suspiramos, ainda vivos,
14. Por esse ou outro fogo consumidos.
(N.T.: Tradução de Ivan Junqueira)

            Durante a Segunda Guerra Mundial, Eliot vivia em Londres, e à noite ele agia como um Guardião de Ataques Aéreos, patrulhando as ruas para minimizar o perigo ou os danos dos ataques aéreos alemães. O primeiro dos dois versos do poema é como aquelas figuras duplas de plástico que contêm duas imagens, dependendo de como você inclina o plástico. O segundo verso deduz da figura dupla sua tremenda lição.
           
            Assim 1) a “pomba mergulhando” é tanto o Espírito Santo descendo em Pentecoste como os bombardeiros inimigos avançando sobre Londres. 2) A “flama de terror” é tanto o fogo do Espírito Santo como as bombas incendiárias do inimigo. 3) As “línguas” são tanto aquelas do Espírito Santo que caíram sobre os Apóstolos, como aquelas das bombas incendiárias, enquanto 4) os “jorros” são tanto a Redenção por Cristo como o lançamento de bombas pelos políticos humanos. 5) A primeira parte diz respeito à nossa única esperança; a segunda, à desesperança da guerra. Em qual pira funeral nós escolhemos nos queimar? 7) O fogo da Redenção é para nos salvar do fogo da condenação.

            Segundo verso: 8) é Deus quem designa as Guerras Mundiais para nos salvar do fogo eterno. 9) Ele não é bem conhecido, mas é 10) Seu Amor que está permitindo que os políticos causem 11) os tormentos da guerra, 12) que são redimíveis apenas por Cristo. 13) E para concluir, a vida humana termina apenas 14) no fogo, seja o do Amor divino, ou o da condenação eterna.
              
            A Terceira Guerra Mundial se aproxima. Quando ela chegar, quantos pregadores católicos se atreverão a pregar que é o Amor divino que estará por trás de seus espantosos sofrimentos, que é o mínimo necessário para nos pôr de volta, por desígnio de Deus, no caminho do Céu? O não católico Eliot estava a dizê-lo há 70 anos.


Kyrie eleison.

sexta-feira, maio 29, 2015

Resposta a leitora abortófila

Leia aqui

“Desde a concepção a criança é um organismo complexo, dinâmico e em rápido crescimento. Na sequência de um processo natural e contínuo, o zigoto irá, em aproximadamente nove meses, desenvolver-se até aos triliões de células do bebé recém-nascido. O fim natural do espermatozóide e do óvulo é a morte, a menos que a fertilização ocorra. No momento da fertilização um novo e único ser é criado, o qual, embora recebendo metade dos seus cromossomas de cada um dos progenitores, é completamente diferente deles”. (Amicus Curiae, 1971 Motion and Brief Amicus Curiae of Certain Physicians, Professors and Fellows of the American College of Obstetrics and Gyneco1ogy, Supreme Court of the United States, October Term, 1971, No. 70-18, Roe v. Wade, and No. 70-40, Doe v. Bolton.) 

Leia a postagem completa,aqui.

quinta-feira, maio 28, 2015

O Dogma do Inferno – Parte IV



Como Evitar o Inferno em Nossas Vidas Diárias
Dr. Remi Amelunxen          
Traduzido por Andrea Patrícia




Devemos viver nossas vidas no caminho estreito para evitar a danação eterna no Inferno.


O que nós devemos fazer para salvar nossas almas? Esta é a pergunta definitiva da vida, e inclui o tema do presente artigo da série sobre Inferno. Para respondê-la, nós precisamos resolver a questão apresentada por Nosso Senhor: “De que vale um homem ganhar o mundo inteiro e sofrer a perda de sua própria alma?” (Mt 16,26).

A Sagrada Escritura é repleta de citações poderosas sobre como o homem deve viver para evitar o Inferno (por exemplo, Mt 26,24, 5,48). O problema ao usá-las é que seus conselhos podem frequentemente ser interpretados de diferentes maneiras, tornando difícil o trabalho de entendê-las a fim de se evitar o Inferno e se alcançar o Céu. (1)

Sabendo disso, Nosso Senhor providenciou um instrumento importante para tornar mais fácil o entendimento das nossas obrigações morais: Ele estabeleceu a Santa Igreja Católica, uma instituição que há de durar para todo o sempre, visando a ensinar a humanidade, com autoridade, para que nós possamos ter um guia a fim de alcançarmos a salvação. O perene Magistério da Igreja Católica, tal como estabelecido por Cristo, que sobreviveu seguindo o mesmo caminho seguro até o século XX, é o verdadeiro caminho para a salvação.

Modernismo e Progressismo, um parêntesis no Magistério.

O desvio do caminho infalível já havia começado no fim do século XIX, com o Modernismo promovido por homens como Pe. George Tyrrell (1861-1909). Tyrell foi excomungado pelo Papa São Pio X, que combateu os erros modernistas em sua famosa Encíclica Pascendi Dominici Gregis (1907) e no Syllabus Lamentabili (1907).

Mas um dos estudantes de Tyrell, o infame Pe.Teilhard Pierre de Chardin, continuou sua obra. Suas noções panteístas sobre evolução foram prelúdios para a vitória progressista no Vaticano II e a apostasia geral deste resultante, que continua até hoje. As heresias abundam na Igreja Conciliar, fazendo com que o Purgatório e o Inferno sejam ignorados, minimizados ou negados pelos eclesiásticos e até mesmo por Papas. O conceito herético da salvação universal encontra aceitação geral, apoiado por teólogos progressistas e também por Papas.

As sugestões feitas por João Paulo II em sua Encíclica Ut Unum Sint de que aqueles que estão nas falsas religiões podem ser salvos (2) são suficientes para muitos católicos desconsiderarem a própria noção de Inferno, presumindo, em vez disso, que um Deus todo misericordioso irá salvar a todos os que possuem algumas boas intenções. Assim, os católicos hoje devem aumentar sua vigilância e ficar cientes sobre tudo aquilo que é requerido para a salvação. Se não, um longo Purgatório, ou pior, um eterno Inferno será o seu destino…

Pecado material e formal

Há muitos tipos de pecados que os moralistas católicos incluem sob os preceitos dos Dez Mandamentos. Segue uma sinopse.

Ao falar de pecado mortal e também de pecado venial, a Igreja é cuidadosa em não fazer pronunciamentos definitivos, porque a seriedade do pecado pode variar, baseada na matéria subjetiva da má ação, nas circunstâncias à volta dele ou no conhecimento da pessoa sobre o seu grau de pecaminosidade. Estes fatores determinam se o pecado é mortal ou venial, ou mesmo se em alguns casos não há pecado.

Teólogos Moralistas distinguem entre pecado “material” e “formal”. Uma ação que é contrária à Lei Divina, mas que não é conhecida como tal pela pessoa, constitui um pecado material. De maneira simples, se alguém comete uma ação contra a lei Divina sem saber disso, esta ação é considerada um pecado material, ou seja, havia matéria para pecado, mas a pessoa não sabia disso. Um pecado formal é cometido quando a pessoa transgride conscientemente um dos Mandamentos.

Então, no pecado mortal devem estar presentes três elementos: matéria grave, conhecimento suficiente e consentimento da vontade. Assim, uma pessoa que equivocadamente toma a propriedade de outra enquanto acredita ser dela própria, comete um pecado material. Mas o pecado é formal se ela toma a propriedade na crença de que esta pertence à outra, seja sua crença correta ou não.

Pecado Mortal

O meio mais importante de evitar o Inferno é não cometer pecado mortal. Infelizmente, hoje muitos jovens – mesmo aqueles nas escolas católicas – nunca ouviram sobre pecado mortal por causa da geral preocupação liberal de que isso possa “assustá-los”. Esse é o triste resultado das catequeses que resultaram do Vaticano II.

 O anjo segura as balanças no julgamento privado de uma alma.

A Igreja ensina que alguns pecados são sempre mortais. Como nós mencionamos antes, há três fatores determinantes:

  1. Matéria grave, julgada a partir do ensino das Escrituras, das definições dos Concílios e dos Papas, e também da razão da pessoa;

  1. Conhecimento suficiente, que é um entendimento da gravidade da matéria;

  1. Pleno consentimento da vontade.

O primeiro efeito do pecado mortal é privar a alma da graça santificante e desviar o homem de seu verdadeiro fim último. Se um homem morre neste estado sem arrependimento, ele irá para o Inferno. Portanto, é de absoluta importância confessar cada pecado mortal durante a nossa vida para garantir a salvação.

Como nós podemos parar de cometer pecados mortais? Deve ser lembrado que a maioria dos pecados que cometemos são habituais, isto é, nós tendemos a cometer o mesmo tipo de pecado várias vezes. Portanto, nós devemos focalizar naquelas coisas mortalmente erradas que fazemos habitualmente. Pessoas preocupadas com a salvação devem também lutar para eliminar todos os pecados veniais intencionais, sabendo que eles ofendem a Deus e levam a pecados mortais.

Os pecados mortais comuns são geralmente os mais perigosos para a salvação porque eles não carregam um estigma social – isto é, “todo o mundo está fazendo isso” –, o que produz a perda do horror em cometê-los. Hoje, muitos pecados contra a Fé (1º Mandamento) e contra a pureza (6º e 9º Mandamentos) caem nesta categoria.
   
Os Dez Mandamentos

Um breve sumário de transgressões contra cada um dos Mandamentos, com uma ênfase no horror do pecado mortal, pode ser útil para muitos católicos. Assim, são apresentados aqui. Certos pecados são sempre mortais, e as circunstâncias nunca alteram o caso.

Para o Primeiro Mandamento: estes incluem pecados diretamente contra Deus, como o de idolatria, o de desespero, de blasfêmia, de rejeição da Fé Católica, de apostasia da Fé (tão predominante na Igreja progressista de hoje), de heresia e cisma, e o de falha em oferecer a Deus somente o culto supremo que a Ele é devido.

O Segundo MandamentoNão tomeis o nome do Senhor teu Deus em vão – proíbe irreverência com o nome de Deus, a quebra de juramentos ou votos a Deus e simonia.

O Terceiro Mandamento Guardar domingos e festas de guarda – manda que nós adoremos a Deus no Santo Sacrifício da Missa, proíbe a realização de tarefas servis desnecessárias que requerem o trabalho do corpo, e aconselha que nós não negligenciemos a oração e os trabalhos espirituais que levam a salvação.

O Quarto MandamentoHonrar pai e mãe – pede-nos para respeitar e amar os nossos pais, obedecê-los em tudo o que não for pecaminoso, e ajudá-los quando eles tiverem necessidade. Também manda que os pais providenciem o bem estar espiritual e físico de seus filhos.


Roupas imodestas ofendem Nosso Senhor e Nossa Senhora, especialmente quando usadas na Igreja.

O Quinto Mandamento Não matarás – proíbe assassinato, suicídio, lutas pecaminosas e ira, ódio, vingança, gula, embriaguez, mau exemplo, risco de vida temerário e participação em duelo.

Os pecados contra o Sexto e Nono Mandamentos Não cometer adultério e Não cobiçar a mulher do próximo – inclui adultério, fornicação, masturbação, prazer em pensamentos impuros intencionais, olhares e ações, seja sozinho ou com outros. Na maioria das vezes estes são pecados mortais. Com relação à impureza, um horror especial está ligado aos atos homossexuais, porque eles são também pecados contra a natureza, que clamam por justiça.

O Sétimo e o Décimo MandamentosNão roubarás e Não cobiçarás os bens do próximo – proíbe reter voluntariamente o que pertence a outro; roubar secretamente é furto, e roubar violentamente é roubo. Também proíbe fraude e aceitação de subornos. Além disso, censura o desejo de ter ou manter injustamente o que pertence aos outros, e proíbe qualquer inveja do sucesso alheio.

O Oitavo Mandamento Não levantar falso testemunho – proíbe mentiras, julgamento precipitado, detração, calúnia e segredos obrigados.

Muitos livros de oração antigos costumavam incluir uma seção com um exame de consciência antes da Confissão. Estes exames levantavam questões pertinentes sobre cada Mandamento, bem como para os Sete Pecados Capitais e os Seis Mandamentos da Igreja. A leitura das questões ajuda a pessoa a ficar em alerta com relação às transgressões – tanto as sérias quanto as leves – que podem ser cometidas. Para a conveniência dos leitores, um exame assim pode ser encontrado aqui. [1]

(Continua)

Francois Xavier Schouppe, The Dogma of Hell, Illustrated by Facts Taken from Profane and Sacred History, p.129-132.
  1. E.g. see Ut Unum Sint, Nos.11, 14, 40, 42, 45, 49, 50, 58, 62, 75, 78, 84, 87, 96

Original aqui.
Veja as outras partes: Parte I, Parte II, Parte III

_________________________________________
Notas da tradutora:

[1] Veja também:



segunda-feira, maio 25, 2015

Kit São José (Novidade)



R$ 20,00 Frete incluso. 

10 cordões de São José+ os livros de Santa Teresinha, Marido, Pai e Apóstolo.

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sábado, maio 23, 2015

Comentários Eleison: Papas Conciliares - I

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDX (410) - (23 de maio de 2015): 

PAPAS CONCILIARES - I

  
Papas maus o mundo sempre produziu,
Jamais, porém, como no mundo atual, corrupto como nunca se viu.

            Quando alguém alega que os Papas conciliares podem estar ao menos parcialmente de boa fé, há normalmente católicos que protestam. Eles dirão que os Papas são homens da Igreja inteligentes e educados, e então é impossível que eles não percebam totalmente o que estão fazendo. A teoria “mentevacantista”, segundo a qual esses Papas têm a mente vacante, a ignorar parcialmente as consequências de suas próprias ações, é absurda para esses críticos. Pode-se entender o protesto, mas deixem-me citar um amigo que compreende o “mentevacantismo” tal como deve ser compreendido:

            A ideia de que os Papas podem estar enganados de boa fé porque sustentam que certos erros não se opõem à Fé, requer atenção, porque as pessoas têm um conceito de papado muito destacado do mundo, enquanto que toda a história dos Papas é uma história de homens de seu tempo sujeitos à compartilhar todos os bons e maus hábitos e vícios daquele período. A diferença reside no poder do erro, que nunca foi tão forte como é atualmente; a humanidade nunca foi, não se deve esquecer, tão degenerada como hoje.

            Pois de fato o liberalismo está agora em todo lugar, e a dominar; não é mais um mero pensamento ou maneira de pensar, mas um verdadeiro modo de ser que permeia todo homem vivo, seja ele um liberal absoluto em si mesmo, ou um agente do liberalismo e de sua subversão, ou meramente uma de suas ferramentas. Tal é o caso dos Papas conciliares. Eles acham que estão a se aproximar do mundo para curá-lo, sem se dar conta de que é o mundo que se aproxima deles para infectá-los e controlá-los.

            Em uma situação como essa, pode-se certamente falar de Papas liberais, mas não de Papas não católicos, já que está faltando o primeiro requisito para tal condenação, a saber, a vontade pessoal deles de ser liberais e não católicos. Ninguém pode fazer outra coisa que reconhecer que nesses Papas há uma vontade pessoal de ser católicos e não liberais anticatólicos, já que para eles não há contradição entre os dois, longe disso. Segundo seu teólogo e pensador, Joseph Ratzinger, o liberalismo é um dos bons produtos derivados do catolicismo, que precisa apenas ser purificado de certas distorções estranhas trazidas para dentro dele. Assim, quanto à destruição da Igreja, torna-se lógico que os Papas, por acreditarem em tal catolicismo comprometido, não podem evitar que uma das consequências de suas ações seja essa destruição.

            Em relação a Dom Lefebvre, dado que ele cresceu em uma Igreja muito diferente da Igreja de hoje, eu posso apenas concluir que para ele era impossível que um católico agisse como instrumento de subversão sem se dar conta do que está fazendo. Menos ainda poderia um Papa não percebê-lo. Por ler nas entrelinhas de certos escritos do Arcebispo, eu acredito que enquanto sua visão do mundo certamente incluía o processo de degeneração chegando ao fim dos tempos, ela não incluía esse processo a envolver de alguma maneira clara também a Igreja.

            Eu posso imaginar leitores objetando a esse tipo de análise: “Oh, Excelência, por favor, pare de defender os Papas conciliares. É preto ou branco. Se eles são pretos, serei um sedevacantista feliz. Se são brancos, serei um liberal feliz. Seus cinzas só estão me confundindo!”.

            Caro leitor, preto é preto, branco é branco, mas raramente na vida real nós encontramos o branco puro, e nunca o preto puro (tudo o que é, por pior que seja, tem a bondade de ser). Se vocês querem entender essa escusa relativa dos Papas conciliares, a chave é compreender que o mundo nunca foi tão profundamente mal como é hoje. A partir dessa degeneração sem precedente, é óbvio que os Papas conciliares são a esse respeito mais escusáveis por deslizar na Fé que qualquer um de seus predecessores.


Kyrie eleison.

segunda-feira, maio 18, 2015

Comentários Eleison: Pecado Vingado

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDIX (409) - (16 de maio de 2015): 

PECADO VINGADO


Quem quer que Deus seja, hoje a Ele culpam.
No entanto, quem, senão os homens, a Ira Divina inflamam?

Imersos que estamos no mundo que nos rodeia, é difícil, especialmente para os jovens, perceber a situação tão anormal na qual ele mergulhou. Nunca, em toda a história humana, Deus foi tão desacreditado, descrido, e, com efeito, descartado da vida dos homens. E ao perderem estes todo o sentido de Deus, perdem também todo o sentido do pecado, uma vez que todo pecado é primeiramente uma ofensa contra Deus. Portanto, eles estão sempre certos, e “Deus”, quem quer que Ele seja, está sempre errado, e por isso, quando as coisas dão errado,“Ele” pode vir a ser sempre ser lembrado, mas apenas por tempo suficiente para que leve a culpa.

Essa atitude tão amplamente difundida torna praticamente impossível a compreensão da aparente severidade de Deus no Antigo Testamento, onde, por exemplo, Ele manda os israelitas exterminar povos inteiros, tal como no livro de Josué. Mas os estudiosos católicos das Escrituras que não se perderam do sentido de Deus imutável e verdadeiro põem as coisas novamente em perspectiva. Aqui, por exemplo, está um resumo do comentário de um beneditino moderno, Dom Jean de Monléon (1890-1981), sobre a matança dos cananeus pelos israelitas sob o comando de Josué:

No que se refere ao próprio Josué, ele agiu não por ódio, racismo, ganância, ambição ou o que fosse, mas sob ordens estritas, precisas e reiteradas do próprio Deus. São João Crisóstomo disse que Josué poderia ter pessoalmente preferido alguma solução menos assassina, mas que Deus certamente tinha Suas próprias razões. Estas nós não podemos saber com segurança, mas podemos fazer suposições razoáveis. Para começar, todos nós seres humanos, por nosso pecado original (“O que é isso?” Grita o homem moderno), temos de pagar a dívida de morte, cujo momento, maneira e lugar são decididos pelo Mestre da Vida e da Morte, que é Deus. Para pecadores como os cananeus, morrer mais cedo pode ter sido um ato misericordioso, especialmente se a maneira de morrer lhes deu tempo para se arrepender e salvar suas almas para a eternidade.

Demais disso, os cananeus eram de fato pecadores imersos na prática de crimes terríveis, e tal como a humanidade antes do Dilúvio, ou como os sodomitas e os gomorreanos, eles fizeram a taça da ira de Deus transbordar: prostituição de todos os tipos, bestialidade, incesto, feitiçaria e, em particular, assassinato ritual de crianças – o que foi comprovado por múltiplas escavações arqueológicas na Palestina, nas quais pequenos esqueletos foram descobertos em circunstâncias que claramente as identifica como vítimas sacrificiais – etc. Além disso, se aos cananeus fosse permitido continuar a viver, eles apresentariam o sério perigo de corromper os israelitas, como a história subsequente mostrou muito claramente.

Em tempos mais recentes, há uns 400 anos (mas ainda antes do advento do liberalismo!), os primeiros missionários no Canadá viram-se obrigados a concluir que a única maneira de lidar com certa tribo era exterminando-a. Uma Santa canonizada disse: “Depois da experiência repetida de sua traição, seja pela paz ou pela Fé, nada mais há que se possa esperar deles”. (Fim do resumo de Dom Monléon.)

Isso, todavia, choca as susceptibilidades modernas; mas não é simplesmente pena capital tribal em oposição à individual? O princípio da pena capital é que por tais crimes antissociais tais como assassinato, traição, falsificação, homossexualismo, etc., os homens são capazes de se comportar de tal modo que os deixa inaptos a continuar vivendo sociedade, e então a autoridade legítima desta tem o direito de tirar suas vidas (alguém pode objetar que nem todos os indivíduos em uma tribo serão igualmente culpados, mas não há dúvida de que Deus Todo-Poderoso pode e fará todas as distinções necessárias).

O problema todo se resume à descrença na grandeza e na bondade de Deus, mas vamos apenas dizer que o Antigo Testamento não é nem cruel nem desatualizado como se faz frequentemente parecer.


Kyrie eleison.

terça-feira, maio 12, 2015

Ajude o Mosteiro da Santa Cruz e o Colégio São Bento & Santa Escolástica!


Ajude o Mosteiro da Santa Cruz e o Colégio São Bento & Santa Escolástica!

O Mosteiro da Santa Cruz, situado em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro no Brasil, é um Mosteiro Beneditino onde se preserva a autêntica regra monástica do Glorioso Patriarca São Bento e onde se conserva no Brasil A imútavel Profissão de Fé Católica.

O Colégio São Bento & Santa Escolástica também situado em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, é uma escola Católica, voltada para o atendimento das crianças da pequena comunidade que vive aos arredores do Mosteiro.

A Página Formação Católica pede a todos que contribuam com qualquer quantia, pois essas duas obras de Deus, são mantidas materialmente pelos poucos fiéis Católicos que conhecem esses dois tesouros da Fé Católica.

Visite a página e conheça mais a história do Mosteiro da Santa Cruz e do Colégio.

Site: http://beneditinos.org.br/

Como ajudo? http://beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=74&Itemid=104

Colégio São Bento & Santa Escolástica.
http://beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=73&Itemid=82

segunda-feira, maio 11, 2015

Novidade da Cruzada da Boa Leitura!

Mega divulgação do mês de Maria para a Cruzada da Boa Leitura.

Clique aqui para saber!

domingo, maio 10, 2015

Comentários Eleison: "Falto de Peso"

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDVIII (408) - (9 de maio de 2015): 

"FALTO DE PESO" (Dn 5, 27)


Resistentes, Deus quer os que têm em Sua vontade o objetivo central.
Buscar nosso conforto cinquentista só nos fará mal.

Não é fácil a tarefa dos católicos que atualmente se esforçam para manter a Fé. Segue abaixo uma descrição, feita por um observador, do presente estado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X nos EUA, tal como ele a vê, tanto do lado positivo como do negativo. Vejamos primeiro o negativo, não a fim de ofender a Fraternidade, mas de medir o problema. Como disse o patriota americano Patrick Henry em 1775: “De minha parte, qualquer que seja a angústia de espírito que isso possa custar, estou disposto a ouvir toda a verdade, por pior que seja, e apoiá-la”. 

Até agora os sacerdotes da Fraternidade nos EUA não reagiram à infiltração modernista em sua Fraternidade. A maioria diz qualquer coisa para justificar cada palavra e ação de seu Superior Geral. Como eles podem justificar o compromisso com a doutrina, é um mistério para mim. Um deles disse que basta conversar com Dom Fellay que tudo se esclarecerá. Alguns seminaristas americanos com quem me encontrei estão sendo mal formados, se perdem ao tentar justificar tudo, até mesmo o “bem” encontrado no Vaticano II. Estão a marchar ao som do tambor da obediência cega. As teorias da conspiração se tornaram tabu no Seminário, de modo que como futuros sacerdotes eles serão presas fáceis para o inimigo. Não houve reação à visita do bispo do Novus Ordo Dom Schneider, ou à “assimilação argentina”. A “Resistência” ao modernismo de Dom Fellay não é absolutamente discutida, sendo rejeitada como se fosse outra revolta, tal como a dos “Nove” Sacerdotes em 1983.

No entanto, os priores da FSSPX permitem indiscriminadamente que se assista às Missas da Fraternidade São Pedro, e definem o Modernismo como uma “pilha de pó” que deve ser varrida para o lado. Um sacerdote recentemente ordenado foi enviado para ajudar na instalação de um bispo local do Novus Ordo. Em geral, não há luta contra os erros do Vaticano II nem contra os erros da própria Declaração Doutrinal da Fraternidade de 2012. Pior de tudo é o deslize doutrinário que tomou lugar na Fraternidade desde 2012; apesar dele, muitos sacerdotes da FSSPX estão a dizer que não agirão até que vejam algo concreto.

Tal cegueira só pode ser um castigo de Deus. O que está Ele a punir? Nos anos cinquenta os católicos que buscavam demais seu próprio conforto mundano foram punidos pelo Concílio dos anos sessenta. Para os fieis remanescentes Deus concedeu Dom Lefebvre, o verdadeiro pastor dos anos setenta e oitenta. Certamente Deus tinha o direito de esperar que esses católicos restantes entendessem o problema, e se esquivassem da falsa solução tomada para os anos cinquenta. Mas não. Desde o fim da década de noventa os líderes da FSSPX, e então os sacerdotes e fieis, têm retornado lentamente, mas firmemente, ao “cinquentismo”, ou seja, ao “catolicismo de domingo” dos anos cinquenta, que é uma resposta pobre às múltiplas graças concedidas por Deus à Fraternidade. Parece que Ele já está farto, e então permitiu que uma diocese na Argentina desse um exemplo da Igreja oficial a conceder aprovação oficial à Fraternidade. Isto foi minimizado pelo QG da Fraternidade, que alegou se tratar uma “simples medida administrativa”, mas abriu caminho para uma aprovação completa da Igreja, quer poderá se dar a partir de Roma ou de diocese em diocese. Todos fingirão não notá-la, mas se rejubilarão com ela. Esses romanos são mestres!

Mas Deus Todo-Poderoso continua recrutando resistentes remanescentes a partir dos tradicionalistas que ainda restam. O observador supracitado concluiu: Eu acho que quando o momento decisivo chegar, surgirá um punhado de Nicodemos e Josés de Arimateia entre os sacerdotes e irmãos da Fraternidade, e irmãs também, esperamos. Os fieis “resistentes” pela América do Norte estão firmes, com alguns novos recém-chegados, a maioria do Novus Ordo, ou do nada. A mesma firmeza era evidente na reação de muitos católicos à consagração de Dom Faure. Eis um futuro para as almas. Mas não nos enganemos: Deus Todo-Poderoso não quer mais e mais católicos de domingo. Ele quer potenciais mártires.


Kyrie eleison.

segunda-feira, maio 04, 2015

Casa de Estudos Santo Anselmo






Buscando vocações de jovens para o verdadeiro sacerdócio católico, sem compromisso com a Igreja Conciliar, o Mosteiro da Santa Cruz, situado em Nova Friburgo, oferece aos que se interessarem a possibilidade de receber algo da boa formação e cultura de ontem, a qual não visava à Química, nem à Física, nem à Matemática, nem à Tecnologia, mas sim a conhecimentos mais altos que perfazem a verdadeira sabedoria.
 Oferecer-se-ão, para começar, cursos de História, Música, Literatura, Gramática Portuguesa, Catecismo e, sobretudo, Latim. Tentaremos adaptar-nos ao nível dos jovens que se apresentarem. Cada um permanecerá perfeitamente livre para ir-se a qualquer momento, e nada os obrigará a seguir uma vocação religiosa ou sacerdotal. 
Trata-se de oferecer-lhes um pouco da boa e clássica cultura cristã, a da Antiga Ordem Mundial, a do Cristo Rei, diametralmente oposta à anticultura da Nova Ordem Mundial. 
Os jovens interessados devem contactar o professor Carlos Nougué pelo e-mail carlosnougue@gmail.com .

In nomine Christi,

Dom Tomás de Aquino, OSB.