terça-feira, fevereiro 23, 2016

A Cruz Milagrosa de Migne

Por Rafael Octaviano

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Na ocasião do encerramento do Jubileu, passada mais ou menos meia hora desde do pôr do sol daquele domingo, dia 17 de dezembro de 1826, após uma sequência de dias chuvosos, alguns fieis solenemente fincavam uma cruz no pátio da igreja na comuna francesa de Migne, enquanto o sacerdote dava um sermão para cerca de 3000 ouvintes sobre aqueloutra miraculosa que havia convertido e levado o Imperador Constantino à vitória contra o exército de Maxêncio.

Naquele mesmo instante, eis que sob o céu já estrelado, a uns 60 metros do solo, surgia de súbito algo que deixaria todos estupefatos, muitos em lágrimas, a entoar brados de louvor a Nosso Senhor: "Viva Jesus!", "Viva a Sua Cruz!", e converteria até os de coração mais endurecido. Era também uma imensa Cruz, de cor branca argêntea, que por aproximadamente meia hora, manteve-se ali, imóvel, com suave resplandecência, apontando na direção do ocaso.

Chegada a hora da Bênção do Santíssimo Sacramento, os últimos a retornar ao templo puderam vê-la esvair-se lentamente, de cima a baixo.

Passados alguns dias, uma comissão foi encarregada pelo Bispo local de realizar uma pesquisa minuciosa para a confirmação do milagre, cujo resultado foi Foi este provavelmente um dos últimos pedidos do Céu para que não só a França, mas o mundo não se entregasse à secularização promovida pelos inimigos de Cristo. Infelizmente, após um século e meio, já teria ele praticamente caído no esquecimento.



Referência: “Apparition d'une croix à Migné, près Poitiers.” - artigo publicado na revista parisiense L'Ami de la Religion et du Roi - Journal Ecclésiastique, Politique et Littéraire, vol. 51, n. 1309, pg. 49-53, em 24 de fevereiro de 1827.