segunda-feira, fevereiro 01, 2016

A Necessidade da Física Geral Aristotélico-tomista, e Crítica da Física Moderna

Em “A Ordem das Disciplinas”.


Por: Carlos Nougué
 
1) No curso Por uma Filosofia Tomista, o tratado da Física ocupou-nos bom número de aulas. Ali se pôde empreender uma efetiva introdução à Física Geral aristotélico-tomista, mas não pudemos dar senão poucos passos na crítica da Física moderna, que, se tende a constituir-se em ciência média ou mista entre a Física e a Matemática, carece todavia de verdadeiro método científico.
2) O que quer dizer isto último – o carecer de verdadeiro método científico – é o que começaremos a expor a partir da próxima aula do curso A Ordem das Disciplinas – segundo Santo Tomás de Aquino. Naturalmente, como este curso visa antes a orientar os estudos dos que iniciam sua marcha para a Sabedoria, tampouco aqui poderemos avançar além de certo ponto. Mas poderemos ir um pouco além do que fomos em Por uma Filosofia Tomista.
3) Assim, em certo número de aulas sucessivas do atual curso (a começar pela de 3 de fevereiro), além de indicarmos a bibliografia correspondente, trataremos:
a) os fins do estudo da Física Geral;
b) o acordo entre a fé e a razão, e entre o livro do Gênesis e as ciências naturais, segundo a devida ordem;
c) o que é a Física Geral (aristotélico-tomista);
d) o que é a Física moderna, e justa crítica dela;
e) Galileu, Newton, a Teoria da Relatividade, a Mecânica Quântica, etc.;
f) o movimento, a gravidade, a inércia, etc., segundo o ângulo aristotélico-tomista: indicações.
4) Não nos propomos a escrever um tratado de Física Geral. Mas pelo fim deste ano sairá pela editora Filocalia o quarto livro de Grandes Comentadores, coleção que coordenamos;* e este livro conterá um estudo introdutório nosso de mais de cem páginas, no qual daremos um como acabamento ao que se começou a dizer da Física Geral e da moderna em Por uma Filosofia Tomista e em A Ordem das Disciplinas.     





* Os dois primeiros livros da coleção (Da Criação do Mundo e Outros Escritos e Questões sobre o Gênesis), por lançar-se em março, são do teólogo judeu Fílon de Alexandria (c. 10 a.C.-c. 50 d.C.)., o primeiro a usar a Filosofia como serva da Teologia. O terceiro livro, por lançar-se em meados do ano, é de Santo Agostinho.