terça-feira, março 08, 2016

A Igreja Católica se adere com o batismo, não com um termo de adesão




A confusão e a desordem seguem de vento em popa no apostolado do Padre Cardozo. Agora veio a público a exigência da assinatura de um termo de adesão ao catolicismo [1]. Lembrou muito bem um amigo, que como prescreve o CDC de 1917 [2], um herege, um apóstata ou um cismático, para voltar a Igreja Católica necessita fazer uma abjuração de seus erros. Neste caso, quem pertence a Igreja Conciliar, dentro dessa nova visão cardozista, seria no mínimo cismático, mas D. Marcel Lefebvre e Mons. De Castro Mayer (e até onde eu sei, nem os sedevacantistas) pediram aos fiéis, Padres e Bispos que vieram da Igreja Conciliar uma abjuração. Já que o Padre Cardozo considera tudo o que sabemos que considera da Igreja Conciliar, cabe agora a ele pedir essa abjuração que, até onde se sabe, ninguém pediu. Talvez, comece pedindo aos que porventura quiserem passar da USML a ele, já que está exigindo a assinatura de  um “termo de adesão ao catolicismo” para que as pessoas possam permanecer “católicas”.

Quando foi feita a consagração condenação (ou rejeição, mudaram-se os termos…) formal do Concílio, diziam nos que era apenas uma consagração, não havia o empenho de autoridade. Agora estamos vendo que foi sim um ato “autoritativo”, a “Rejeição total e absoluta do Concílio Vaticano II”, se transformou em rejeição total e absoluta da Igreja Conciliar (entendida como a Igreja Católica tal como é hoje: ocupada por uma hierarquia liberal e modernista). Agora responda quem ainda tem um pouco de bom senso: qual autoridade tem um Padre para condenar formalmente um Concílio Ecumênico?

Àqueles que fizeram “um termo de adesão ao Catolicismo”, respondemos que, com isso se adere ao Padre Cardozo, porque ao Catolicismo se adere com o batismo!

[1] O termo de adesão pode ser visto aqui:

 [2] Diz o CDC de 1917 em seu Canon 2314:

 § 1 . Todos os apóstatas da fé cristã e todos e cada um dos hereges ou cismáticos:
 1º  Incorrem ipso facto em excomunhão;
 2º Se depois de admoestados não se emendam, devem ser privados de todo benefício, dignidade, pensão, ofício ou outro cargo que tiverem na Igreja, que sejam declarados infames, e aos clérigos, após a admoestação repetida, que sejam depostos;
 3 º Se houverem dado o seu nome a uma seita não católica ou tiverem aderido a ela publicamente, são ipso facto infames e, tendo em conta a prescrição do cânon 188, n. 4, que os clérigos, depois de uma advertência ineficaz, devem ser degradados.
 § 2 . Está reservada de modo especial à Sé Apostólica a absolução da excomunhão, tratada no  § 1, quando haja de dar-se no foro da consciência. Entretanto, se o delito de apostasia, heresia ou cisma houver sido levado de qualquer forma, ainda que seja por confissão voluntária, ao foro externo do Ordinário do lugar, pode este, mas não seu Vigário Geral sem mandato especial, absolver no foro externo ao arrependido, em virtude de sua autoridade ordinária,  a prévia abjuração, feita juridicamente e observando tudo o que no direito deve observar-se; e ao que nesta forma tiver sido absolvido, pode depois qualquer confessor absolvê-lo do pecado no foro da consciência. Tem-se  por feita juridicamente a abjuração quando se faz ante ao mesmo Ordinário do lugar ou seu delegado e, ao menos, ante duas testemunhas.