quarta-feira, abril 06, 2016

O Padre Pfeiffer e o falso bispo Moran: é um dever avisar os fiéis - Parte 2

Por Non Possumus
Traduzido por Andrea Patrícia

O impostor William (Ambrose) Moran


"Está claro que os Padres queriam forçar o Bispo [Williamson] a ordenar seus seminaristas, mas sem cumprir com as demandas do Bispo. Esta foi a causa principal que deu início a oposição entre o P. Pfeiffer e Dom Williamson. Daí o desespero dos Padres para encontrar um “bispo” que ordenasse seus seminaristas a qualquer custo. Então apareceu Moran."

Os negritos são de Non Possumus.


As causas profundas do "MORAN-GATE"


Não podemos concluir este estudo sem mencionar as causas que levaram os Padres a se associar com Moran, porque não é esse um caso isolado, mas apenas a "ponta do iceberg". A associação ímpia dos padres com Moran é apenas uma consequência de causas específicas, a levá-los a essa grave falta de juízo prudencial, especialmente no P. Pfeiffer.

1) ATIVISMO em seu apostolado

O ativismo na vida espiritual é um defeito que leva o apóstolo a basear os seus frutos apostólicos mais na atividade externa do que em cultivar a vida interior.

Ninguém condenou o ativismo e expôs os seus perigos melhor do que o padre Jean Baptiste Chautard em seu livro: "A Alma de Todo Apostolado". Ele cita o falecido cardeal Mermillod, que chamou o ativismo de "a heresia de boas obras". O Padre Chautard acrescenta este comentário: "Ele usa esta expressão para estigmatizar o apóstolo que ignora seu papel secundário e subordinado, e vê só a sua própria atividade pessoal e talentos como as bases do êxito apostólico". E mais adiante: "Esses ativistas hereges, entretanto, imaginam que dão mais glória a Deus apontando especialmente para os resultados externos". E conclui: "Rejeitar a verdade, ou ignorá-la nas ações, sempre constitui uma desordem intelectual na doutrina ou na prática".

Como o seminário foi o centro do "Moran-gate", eu aproveitarei para apontar os problemas dos Padres em sua operação. Estamos todos de acordo que abrir um verdadeiro seminário católico hoje é um necessidade absoluta, mas também um grande desafio. E há elementos fundamentais que não podem ser negligenciados, tanto no nível prático como no plano dos princípios.

O primeiro elemento prático que os padres passaram por alto no funcionamento de seu seminário, é que consome muito tempo. Como os padres tentam conciliar essa tarefa tão séria com um apostolado muito intenso fora do seminário? Uma das "soluções" dos Padres para este problema foi confiar os seminaristas a um leigo não qualificado, Pablo (sic), durante a sua ausência ...

A este problema acrescentamos outro de caráter prático, mais importante, a respeito do programa de estudos. O Pe. Voigt, quando deixou o seminário depois de viver ali alguns anos, expôs publicamente os graves problemas com a organização do Seminário, e com ele o Pe. Hewko concordou.

No entanto, não foram tomadas soluções reais para resolver esses problemas.

Outro elemento importante com seu seminário que os padres deixaram passar foi no nível dos princípios.

Quando os Padres abriram o seminário, eles deviam saber que era necessário primeiro obter o apoio de um bispo, e deveriam esperar que este lhes apresentasse alguns pedidos, de acordo com o Direito Canônico, antes de concordar em ordenar seminaristas. Eu sei com certeza que houve algumas solicitações específicas de Mons. Williamson apresentados ao Seminário, porque o Pe Pfeiffer as mencionou para mim. Estas não eram desarrazoadas. Mas, em vez de cumprir com os pedidos do bispo, o padre Pfeiffer considerou que teria o "direito" de ter seus seminaristas ordenados... É importante ter em mente que na Igreja não há DIREITO de ser ordenado, ainda que este pedido venha de um padre que esteja a apresentar seus candidatos, ou pelos os próprios candidatos. É a Igreja, por meio do Bispo, que tem a última palavra. Está claro que os padres queriam forçar o Bispo a ordenar seus seminaristas, mas sem cumprir as demandas do Bispo.

Esta foi a causa principal que deu início à oposição entre o P. Pfeiffer e Mons. Williamson. Daí o desespero dos padres para encontrar um “bispo” que ordenasse seus seminaristas a qualquer custo. Então apareceu Moran. Este é outro mau fruto de seu ativismo.

As supostas "razões doutrinais '' por trás dessa oposição recentemente invocadas pelo Padre Pfeiffer contra os nossos bispos, são apenas novos pretextos para a escalada desse conflito contra eles. Por isso, não é verdade, como P. Pfeiffer afirma que os nossos Bispos se opõem à abertura de seminários na resistência; podemos ver que Dom Faure está dirigindo um com sucesso na França.

Entendemos por que nossos bispos têm sido relutantes em ajudá-lo com o seu seminário. Eles temem que o perigoso espírito do padre seja imbuído em seus seminaristas. E dentre aqueles que deixaram o seminário, quando perceberam essa mentalidade perigosa, alguns compartilharam abertamente comigo sua má experiência no seminário do Pe. Pfeiffer.

2) AUTOCOMPLACÊNCIA EM SEU " ÊXITO" E HABILIDADES

A autocomplacência é definida como "autossatisfação, especialmente quando acompanhada pelo desconhecimento dos perigos ou deficiências". A autocomplacência é um tipo de orgulho que cria demasiada autoconfiança nas próprias forças e empresas.

O Pe. Pfeiffer em particular, alentado pelo aparente "êxito" de seu apostolado, foi conduzido a confiar exclusivamente em seu próprio juízo pessoal e em suas próprias decisões, ao ponto de não considerar alguns princípios prudenciais e por voluntariamente evitar escutar as advertências de outros sacerdotes.

A situação se agravou pelo fato de que o Pe. Pfeiffer não tem superior; ele não responde a NINGUÉM. Começou rejeitando a autoridade moral de nossos bispos e terminou atacando-os sem misericórdia. Inclusive, o Pe. Pfeiffer atreveu-se a afirmar publicamente que Dom Williamson estaria inspirado por um "espírito demoníaco" (sic).

Em contraste, em sua própria organização o padre perdeu credibilidade e a confiança de seus membros, ao ponto de um deles deixar o Seminário; outros que trabalham na Ásia e na Austrália preferem conduzir agora seu apostolado independentemente dos padres Pfeiffer e Hewko.

A autocomplacência  logicamente leva a sua vítima a ignorar seus próprios defeitos e critica aos outros usando a detração, a calúnia e outros pecados proibidos pelo oitavo mandamento.

O apóstolo, contaminado de autocomplacência, está persuadido de sua própria "infalibilidade"; ele se expõe a situações cada vez mais perigosas, convencido de que "não pode falhar". Inclusive, quando é mostrada a ele a evidência de suas más decisões, ele se nega a retratar-se e chega a uma situação que, humanamente falando, não pode ser corrigida.

3) AMBIGUIDADES EM SEU DISCURSO E AÇÕES

A ambiguidade é um discurso não claro capaz de ser compreendido em mais de um sentido com a intenção de enganar os outros.

Encontramos a ambiguidade especialmente depois de sua declaração de 7 de novembro [VER IMAGEM DO FINAL DESTA POSTAGEM], quando afirmaram que não teriam "nada que ver” com Moran, que "foi embora"... mas ao mesmo tempo, na mesma declaração, negaram-se a dar as razões de sua separação de Moran. Eles todavia chamaram o impostor de “Arcebispo". Inclusive depois de sua declaração, o Pe. Pfeiffer ainda se alternava com Moran para rezar a Missa na missão do Colorado.

Os Padres poderão enganar alguns fieis com pouca formação e informação com sua retórica ambígua, mas a maioria da Resistência não cai nessa. E cada vez mais fieis estão retirando seu apoio.

4) UM GRAVE DESACATO AS LEIS DA IGREJA

Os Padres manifestaram durante o "Moran-gate" um deliberado e constante desacato às Leis da Igreja.

Eles voluntariamente cruzaram muitas "linhas vermelhas" e ignoraram todos os "alarmes" em matéria canônica. Os Padres deliram ao imaginar que o estado de necessidade da Igreja atualmente lhes permitiria fazer "qualquer coisa" que eles queiram.

Como comprovei mais acima, os Padres NÃO PODEM ignorar essas leis; eles voluntariamente desacataram e depreciaram, para lograr seu propósito egoísta, contratando os serviços de qualquer "bispo" com Ordens no mínimo duvidosas recebidas fora da Igreja Católica. Para eles, basicamente o fim justifica os meios...

Comprovei também que, de acordo com os canonistas, a communication in sacris se fundamenta na lei Divina, e não somente na eclesiástica. A Lei Divina NÃO TEM EXCEÇÕES, diferentemente da pura lei eclesiástica. Portanto, sua cooperação na profanação dos Sacramentos por Moran é absolutamente indesculpável.

5) UMA TENDÊNCIA AO CULTO DA PERSONALIDADE

Todos os elementos mencionados acima convergem e tendem ao perigo de um culto a personalidade com o Pe. Pfeiffer. Alguns elementos adicionais confirmaram essa tendência.

O primeiro é o excessivo desejo de protagonismo do Pe. Pfeiffer, pois ele se considera como "líder" da Resistência. Esta atitude está em evidente contraste com a de Mons. Lefebvre, que sempre se negou a ser classificado como "o líder da Tradição".

O Pe. Pfeiffer realmente crê que é o líder da Resistência, rejeitando qualquer outra pessoa que desafie sua liderança, inclusive bispos. Como resultado, quase todo sermão ou conferência é imediatamente publicado na internet. Possui certas qualidades de oratória, mas seus recentes sermões e conferências o traem mostrando uma afinidade com Mons. Fellay... Seus longos sermões são confusos, perturbadores e especialmente focados em ataques pessoais. Ele trata as pessoas de modo pouco caridoso, até o ponto de destruir sua reputação. Pode ser duro, despótico, autoritário com todos.

Ele deveria lembrar que a Caridade é a primeira qualidade de um Pastor, dos quais Dom Lefebvre sempre foi um modelo, atacando verdadeiramente os erros, mas respeitando as pessoas, especialmente as investidas de autoridade.

Em contraste, o Padre escreve muito pouco, deixando esse trabalho para os leigos, especialmente Gregory Taylor [editor de The Recusant].

Como consequência, o Pe. Pfeiffer não pode tolerar ninguém que não esteja de acordo com suas próprias opiniões pessoais. Não pode suportar a oposição de outros, inclusive as legítimas, especialmente quando suas qualidades "apostólicas" são questionadas. Se você atravessar o caminho dele, ele o destruirá, não importa os meios que considere necessários... Que diferença de Mons. Lefebvre, que sempre permitiu que seus amigos discordassem dele em matérias de opinião e sempre estava disposto a escutar as sugestões de outros.

É de domínio público que seus ataques favoritos têm sido contra alguns sacerdotes da Resistência e especialmente nossos Bispos, incluindo ataques pessoais. Os que se atrevem a discordar, ou não pensar como ele, são desacreditados, acusados de traição e inclusive caluniados. Essa atitude o separou não somente da maioria dos sacerdotes da Resistência e de nossos Bispos, mas também da maioria dos sacerdotes de sua organização.

A manipulações do Pe. Pfeiffer é mais evidente entre os leigos – menos preparados em questões teológicas e já tendo sofrido no passado com muitas decepções por parte do clero. Esses fieis, quase instintivamente, tendem a ter "confiança absoluta" em um líder que seja "carismático" e tenha uma personalidade forte como o Pe; Pffeifer. Os seguidores incondicionais do Pe. Pfeiffer, especialmente alguns blogueiros raivosos, estão contaminados pelo culto de personalidade relacionado a ele e o seguirão AONDE QUER que os leve, não importa a direção...

ATITUDE PRÁTICA COM RELAÇÃO AOS PADRES PFEIFFER E HEWKO

Qual deve ser a atitude prática dos sacerdotes e fieis da Resistência com relação aos padres enquanto eles se negarem a se retratar de suas graves ações?

Enquanto os Padres não: 1) denunciarem Moran como não católico, 2) retratarem-se forte e claramente de sua associação com Moran e 3) fizerem una cerimônia de reparação em sua capela profanada:


-Nenhum sacerdote deve celebrar Missa em sua capela ou participar de nenhuma cerimônia religiosa ali;

-Os fieis não devem assistir a nenhuma cerimônia religiosa nessa igreja;

-Os sacerdotes e fieis tem a OBRIGAÇÃO de separar-se do apostolado dos Padres, recusando seu ministério, recusando o envio de vocações ao seu seminário, e recusando o apoio financeiro.

Em tempos normais da Igreja, as autoridades haveriam forçado os Padres a fazer estas coisas. Em nossa situação, esta atitude com relação aos Padres é um dever de consciência.

Caso contrário, qualquer um que se associe a eles, intencionalmente e voluntariamente, será cúmplice de suas ações porque implicaria colaboração na associação dos Padres com Moran.


Pertinazes: o site pfeifferista furioso de El Paso (Texas, USA) publica, em 29 de março, a declaração na qual os Padres Pfeiffer e Hewko, diante do grave escândalo causado e da evidência esmagadora, dizem desassociar-se do impostor Moran, ao qual, todavia, continuam reconhecendo como "Bispo" e "Arcebispo". E mais: o Pe. Ortiz chama atenção para o fato de que "inclusive depois de sua declaração, o P. Pfeiffer se alternava com Moran para rezar Missa na missão de Colorado."



Original aqui.

Veja parte 1