Por R.
de Souza
Estão a dizer que há postagens sumindo misteriosamente aqui
neste blog, e mais: que das postagens em que apareciam o Pe. Cardozo, restaram apenas as que se
restringem a injuriá-lo deleitosamente por ter dito que Dom Williamson
mudou seu discurso.
Mas basta conversar com os autores dos
textos que se referem ao Padre, como já fizemos, para constatar sua
consternação em relação a este, a quem muito estimavam; e basta dar uma
lida nas réplicas que têm sido publicadas aqui e em outros sites afins para perceber que
também não é verdade que Dom Williamson teria mudado seu discurso em favor do
modernismo.
Quanto às postagens, desapareceram, realmente. A dona
apagou. Mistério solucionado? Não completamente, como se verá mais adiante.
É normal que uma pessoa que busque seguir a verdadeira
religião partilhe, caso tenha algum espaço de publicação, como um blog,
informações de bom grado sobre outras que seguem a mesma corrente e estejam (ou
aparentem estar) a produzir bons frutos.
Mas se algumas destas resolvem se voltar contra a corrente
que até então seguiam – que, ao contrário do que sugerem, permanece fiel aos
princípios –, deixam de produzir bons frutos, começam a caluniar seus antigos
sacerdotes, seus confrades, a difamá-los ao estilo leninista, a tomar atitudes
notoriamente cismáticas depois de estreitarem relações com outro grupo que já
vinha fazendo o mesmo, é natural que as antigas informações outrora partilhadas
de bom grado sejam eliminadas, inclusive a fim de que a mesma pessoa
responsável pelo blog não seja cúmplice de algum modo na produção desses maus
frutos.
A situação atual é grave. Grave a ponto de se ver gente que recebeu (ou ao menos parece ter recebido) boa instrução, sobretudo católica, não perceber (ou fingir não perceber), dentre outras coisas:
- que
parábolas podem ser aplicadas a outros objetos com certas alterações sem que
seu sentido original seja minimamente afetado;
- que,
assim, torna-se possível acrescentar à parábola das árvores e seus frutos o
fato de que há árvores doentes que darão alguns frutos comestíveis e outros não;
- que
no corpo de uma pergunta pode haver afirmações (é o que se dá com aquela feita
por São Jerônimo aos hereges citada por Santo Tomás), e que seu verdadeiro
contexto é o texto de origem;
- que um
curto parêntese em acréscimos em uma primeira edição de um
Catecismo (no caso, o de São Pio X), pouco depois substituída (e contendo imprecisões), formulado para ser uma breve síntese de
outro, não está ali para encerrar uma questão teológica, e de fato não o faz;
- que
não se deve rejeitar os ensinamentos de Santo Tomás sobre os milagres por ser
ele ninguém menos que o Doutor Comum da Igreja;
- que
não se deve descontextualizar e interpretar maliciosamente dizeres de ninguém,
sobretudo de Bispos;
- que os
antigos escritos de Dom Tissier, que já foi um grande defensor da fé, não estão
contaminados por sua atual postura, sem dúvida lamentável;
- que
para se resolver casos misteriosos de desaparecimentos de textos, e até de um
vídeo, deve-se primeiramente perguntar o motivo a quem os publicou – algo
simples, elementar. Foi, aliás, o que fizemos. E mais uma vez constatamos que nesta
vida por vezes algo que parece dizer respeito a alguém, na realidade não
diz. Eis o caso. Mas há gente que gosta de mistério, e que prefere alimentá-lo
ao invés de tentar solucioná-lo enviando uma simples mensagem.
O mistério em si pode ser salutar, pode fazer com que
percebamos melhor nossas limitações, causar-nos certo maravilhamento. Mas por outro
lado pode ser perturbador, como quando não identificamos um mal que nos assola;
pode também permitir, por exemplo, que o sujeito mau intencionado encontre
falsas justificativas para produzir os seus maus frutos, e que o paranoico fomente
as suas paranoias.
O que terá feito essa gente que seguia (ou parecia seguir) o
que há de mais reto na Tradição Católica dar as costas para a graça que recebeu? É um mistério. Há inegavelmente, por trás do desaparecimento das tais
postagens deste blog, um mistério. Mistério que faz essa mesma gente fingir que
não leu um sem número de objeções às suas acusações; mistério que motiva essa
mesma gente a trocar verdadeiros Bispos católicos (que têm defeitos, como entes
humanos que são, mas que têm verdadeira Fé e lutam por ela) por “bispos”
cismáticos (ou talvez nem isto), de procedência... misteriosa.
