quarta-feira, novembro 30, 2016

Resistir à iníqua decisão do STF quanto ao aborto

Via.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Comentários Eleison: Cinco "Dubia"

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXXIX (489) - (26 de novembro de 2016): 


CINCO "DUBIA"


Obrigam um Papa a dizer, os quatro Cardeais: 
Suas convicções profundas vêm das profundezas infernais.

Em um escândalo de gravidade sem precedentes mesmo no reinado escandaloso do Papa Francisco como Papa Católico desde 2013, quando foi desafiado por quatro honrados Cardeais em sua aparente negação da própria base do ensino da Igreja sobre a moral, ele acaba de dar respostas em público que praticamente afirmam a liberdade do homem em relação à lei moral do Deus Todo-Poderoso. Com essa afirmação papal da religião Conciliar do homem em oposição à religião católica de Deus, um cisma na Igreja Universal é iminente. Durante meio século desde o Vaticano II, os papas conciliares conseguiram manter-se, de certa forma, como chefes de duas religiões opostas, mas essa contradição não poderia durar indefinidamente e logo deveria resultar em uma divisão.

Em 2014 e 2015 Francisco realizou Sínodos em Roma para consultar os bispos do mundo sobre questões relativas à família humana. Em 19 de março deste ano ele publicou sua Exortação Apostólica pós-sinodal sobre “Amor na Família”, cujo oitavo de nove capítulos suscitou controvérsias desde o começo. Em 15 de setembro quatro Cardeais em particular enviaram ao Papa uma carta privada e perfeitamente respeitosa na qual pediram a ele, como Sumo Pontífice, que esclarecesse cinco “dubia” ou pontos duvidosos de doutrina deixados pouco claros na Exortação. Aqui está a essência dos cinco pontos: –

Da Exortação nº 305, uma pessoa casada vivendo como marido e mulher com uma pessoa que não seja seu cônjuge legítimo a partir de agora pode receber a Absolvição e a Comunhão sacramentais enquanto eles continuam a viver em seu estado semimatrimonial?

Da nº 304, alguém precisa acreditar que existam ainda normas morais absolutas que proíbem atos intrinsecamente maus, e que são sem exceção obrigatórias?

Da nº 301, alguém pode, ainda, dizer que uma pessoa vivendo em violação aos mandamentos de Deus, por exemplo, em adultério, está em uma situação objetiva de pecado habitual grave?

Da nº 302, alguém pode, ainda, dizer que as circunstâncias ou intenções em torno de um ato intrinsecamente mau em si mesmo nunca pode mudá-lo para que seja subjetivamente bom, ou aceitável como uma escolha?

5 Da nº 303, ainda, devemos excluir qualquer papel criador da consciência, e então esta consciência nunca poderá autorizar exceções às normas morais absolutas que proíbem atos intrinsecamente maus por seu objeto?

Para estas cinco questões de sim-ou-não a resposta da Igreja Católica de Seu Divino Senhor em diante sempre foi clara e nunca mudou: a Comunhão não pode ser dada aos adúlteros; há normas morais absolutas; tal “pecado habitual grave” existe; as boas intenções não podem tornar atos maus em bons; a consciência não pode fazer com que atos maus sejam legítimos. Em outras palavras, para as cinco perguntas de sim ou não, preto ou branco, a resposta da Igreja sempre foi: 1. Não, 2. Sim, 3. Sim, 4. Sim, 5. Sim.

Em 16 de novembro, há apenas dez dias, os quatro Cardeais escreveram sua carta pública (cf. Mt. XVIII, 15-17). Em 18 de novembro, em uma entrevista concedida ao periódico italiano Avvenire, o Papa Francisco respondeu o exato oposto das questões sim-ou-não: 1. Sim, 2. Não, 3. Não, 4. Não, 5. Não. (Ele afirmou que cada vez que “tais coisas não sejam pretas ou brancas, somos chamados a discernir”, mas estava meramente tentando confundir as questões imutáveis de princípio com questões instáveis de aplicação de princípios que vêm após as questões de princípio).

Todo crédito aos quatro Cardeais por obterem luz e verdade para muitas ovelhas confusas que desejam entrar no Paraíso: Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner. Eles podem estar imersos no Novus Ordo, mas obviamente não perderam toda a coragem ou senso de seu dever. Não se pode questionar que eles tenham agido de outra forma que não com o melhor dos motivos para pressionar o Papa a fazer-se a si mesmo mais claro. E onde essa clareza deixa a Igreja? Deve ser à beira do cisma.

Kyrie Eleison.


            Traduzido por Cristoph Klug.

domingo, novembro 20, 2016

Comentários Eleison: Comunicado Excelente?

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXXVIII (488) - (19 de novembro de 2016): 


COMUNICADO EXCELENTE?

 

Superiores colocando almofadas sob mentiras,

Fazem com que a não reação dos católicos não seja surpresa.

 

Em 31 de outubro, o Papa Francisco realizou na Suécia um encontro ecumênico com líderes luteranos para se preparar para o 500º aniversário da revolta de Lutero contra a Igreja Católica no próximo ano. Depois da reunião, o Papa assinou com o Presidente da Federação Mundial Luterana uma Declaração conjunta, a qual é outro escândalo absoluto, vindo como o faz do homem que se espera que seja o Vigário de Cristo. Em 2 de novembro, o Superior do Distrito Francês da Fraternidade Sacerdotal São Pio X emitiu em protesto um Comunicado para condenar a escandalosa Declaração. Grande parte do Comunicado é excelente, e deveria ser o que seria necessário por parte dos Superiores da Fraternidade para colocar um sério obstáculo no caminho da Fraternidade do Arcebispo, que vem sendo traída, em direção aos romanos neomodernistas, mas a conclusão é fraca, e assim o Comunicado pode produzir o efeito contrário.

O Pe. Bouchacourt abre seu Comunicado afirmando que o escândalo da Declaração Pró-Luterana do Papa é tal que ele "não pode ficar calado". E toda a passagem onde denuncia Lutero é irrepreensível. Ei-la:

Como podemos estar "profundamente agradecidos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma" (citação da Declaração conjunta), quando Lutero manifestou um ódio diabólico ao Soberano Pontífice, um desprezo blasfêmo pelo Santo Sacrifício da Missa, bem como uma recusa da Graça salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo? Ele também destruiu a doutrina da Eucaristia ao recusar a Transubstanciação, afastou as almas da Santíssima Virgem Maria e negou a existência do Purgatório. Não, o protestantismo não trouxe nada ao catolicismo! Ele arruinou  a unidade da cristandade, separou países inteiros da Igreja Católica, mergulhou as almas no erro, colocando sua salvação eterna em perigo. Nós, católicos, queremos que os protestantes retornem ao único redil de Cristo, que é a Igreja Católica, e oramos por essa intenção. Nestes dias, quando celebramos Todos os Santos, convocamos São Pio V, São Carlos Borromeu, Santo Inácio e São Pedro Canísio, que lutaram heroicamente contra a heresia protestante e salvaram a Igreja Católica.

           Mas, comparada com a denúncia, a conclusão do Pe. Bouchacourt é relativamente pobre:

         Convidamos os fiéis do Distrito Francês a orar e a fazer penitência pelo Soberano Pontífice, para que Nosso Senhor, de quem ele é Vigário, o preserve do erro e o mantenha na Verdade da qual ele é o guardião. Convido os sacerdotes do Distrito a celebrar uma Missa de reparação e a organizar uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento para pedir perdão por esses escândalos e rogar a Nosso Senhor que acalme a tempestade que tem sacudido a Igreja há mais de meio século. Nossa Senhora Auxiliadora, salva a Igreja Católica e ora por nós!                         

P. Christian Bouchacourt, Superior do Distrito Francês da FSSPX.

 

Esta conclusão é piedosa e perfeitamente respeitosa para com o Papa Francisco, mas dá alguma ideia da gravidade da desorientação do Papa quando este elogia assim um dos maiores hereges anticristãos em toda a história da Igreja? É difícil imaginar que o P. Bouchacourt não tenha obtido de Dom Fellay permissão prévia para publicar seu Comunicado. Foi Dom Fellay quem não teve nenhum problema com a denúncia contra o Lutero de 500 anos atrás, mas insistiu em atenuar as críticas ao grande destruidor da Igreja aqui e agora? De qualquer modo, o Comunicado serve ao propósito de Dom Fellay de enganar os sacerdotes e leigos tradicionais e de fazê-los adormecer, ao sugerir que a prelatura pessoal supostamente iminente não impedirá que nenhum deles denuncie os escândalos papais, etc.

        Então, será que o Pe. Bouchacourt percebe que, como o seu predecessor, ele pode estar servindo, talvez mesmo contra sua própria vontade, à traição da Fraternidade? Sejamos "simples como as pombas", mas também "prudentes como as serpentes" (Mt X, 16).

 


Kyrie eleison.

terça-feira, novembro 15, 2016

Nasceu minha filha!


Caros leitores,

Nasceu minha filha, Maria Clara!

Estamos todos bem, graças a Deus. Agora sou mãe de três crianças neste mundo.

Peço as vossas orações!

A Paz!

Comentários Eleison: Clérigos Conscientes? - II

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXXVII (487) – (12 de novembro de 2016): 


CLÉRIGOS CONSCIENTES? -  II


As palavras de mentes corruptas não se pode aproveitar,
Exceto para mentir, trair, seduzir, enganar.


Na semana passada, estes "Comentários" levantaram a questão de saber se o Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SG, para abreviar) sabe o que está fazendo quando constantemente faz declarações contraditórias, ora a favor da Tradição Católica, ora em sintonia com os romanos e sua Revolução Conciliar. Na melhor das hipóteses, o SG seria apenas um liberal confuso e que causa confusão, dividido entre o catolicismo e o conciliarismo. Na pior das hipóteses, ele seria um verdadeiro lobo em pele de ovelha, usando palavras apenas como instrumentos políticos para permitir que os romanos absorvam a antiga Fraternidade Católica do Arcebispo Lefebvre na sua neoigreja conciliar. A Fé está em jogo. É importante que muitos sacerdotes e leigos vejam claramente se o SG é pastor ou um lobo, ou algo intermediário. Vejam na última edição da revista bimensal francesa "Sous la Bannière", uma resposta muito clara de um padre francês resistente, o Padre Olivier Rioult.

Ele começa com o comunicado do SG de 29 de junho emitido um pouco depois da reunião dos Superiores da FSSPX realizada perto de Écône, e cita frases que poderiam garantir a alguns católicos que a FSSPX estaria voltando para a via tradicional. Mas, diz o Pe. Rioult, o SG tem dito tantas vezes uma coisa e feito outra, que suas palavras não têm valor algum no que diz respeito à verdade. Elas são, como para inúmeros políticos modernos, apenas instrumentos de política por serem usados ​​ou abusados ​​conforme a ocasião o exija: neste caso, fazer com que a FSSPX se submeta às autoridades da Neoigreja sem que sequer perceba o que está acontecendo. A prova está nas ações do SG. Ações falam sempre mais alto do que palavras. O que o SG realmente quer dizer julga-se melhor por suas ações, que trabalham constantemente em favor da Roma conciliar.

Eis aqui algumas delas: a aceitação do “levantamento” das “excomunhões” em 2009; A aceitação da jurisdição oficial para confissões, e da jurisdição oficial para que a SG emita juízos de primeira instância em casos na FSSPX; A submissão à citação de nomes para ordenandos para o sacerdócio nos EUA e a aceitação da tolerância diocesana para ordenações sacerdotais na Alemanha. Indo no mesmo sentido, dentro da FSSPX está seu declínio progressivo, ou expulsão dos oponentes do SG que discordam de sua política romana, e a promoção de substitutos dóceis, frequentemente jovens relativamente impróprios para as responsabilidades mais pesadas. E o Pe. Rioult salienta que esta série de ações está claramente em sintonia com a declaração conjunta do SG e do número dois de Roma, o cardeal Müller, emitida logo após a reunião de ambos em setembro de 2014, segundo a qual eles "prosseguiriam por etapas... Tomando o tempo necessário para resolver as dificuldades... Com vista a alcançar a reconciliação plena".

Este procedimento passo a passo, diz o Pe. Rioult, tem a grande vantagem para ambas as partes de evitar qualquer momento inequívoco tal como a assinatura conjunta de um documento público que arriscaria alertar os seguidores da Tradição para o que estava acontecendo. Assim como estão, as contradições do SG criam confusão, e se elas são suficientemente "sutis" ou "delicadas", colocam os católicos para dormir, mais especificamente aqueles que não estão observando nem orando. Assim, as palavras do SG são simplesmente formuladas como uma cortina de fumaça para ocultar, especialmente dos sacerdotes SSPX, o que ele realmente está fazendo, porque se muitos deles estivessem acordados e conscientes, seria muito mais difícil para ele persuadir Roma de que poderia trazer Toda a Fraternidade para a Neogreja, que é o que Roma quer para pôr fim ao corpo principal de resistência à sua religião da Nova Ordem Mundial. Já em 2012, o SG teve a amarga experiência de montar tudo, como pensou, para liquidação, só para ver Roma recusar o acordo porque naquele momento seus três companheiros Bispos na FSSPX estavam todos contra ele, como Roma bem sabia. A Neoigreja precisa paralisar a Tradição, de uma vez por todas.

Rezem pelos sacerdotes da FSSPX, para que eles não se deixem enganar pela máfia de Menzingen, bloqueiem-na e, finalmente, se livrem dela.


Kyrie eleison.

Mente aberta?


quinta-feira, novembro 10, 2016

Novo Canal do Mosteiro da Santa Cruz no Youtube


Caríssimos Salve Maria,

Venho através deste lhes informar que nossa antiga conta no Youtube
será desativada por causa de alguns problemas burocráticos do mesmo,
tais como um conflitos de "endereço", o que limitava assim nossas
postagens.

Buscando resolver, foi criado outro canal que esperamos não dê mais problemas.

Novo Canal do Mosteiro da Santa Cruz no Youtube:




Todos os vídeos já estão lá. Se inscrevam no canal, curtam e
compartilhem os vídeos, ajudando assim o canal a crescer

Estamos fazendo um esforço para postar os sermões em atraso.

Não esqueçam de marcar a opção de alerta de vídeo novo.



Em união de orações.


U.I.O.G.D.

domingo, novembro 06, 2016

Comentários Eleison: Clérigos Conscientes? - I

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXXVI (486) - (5 de novembro de 2016): 

CLÉRIGOS CONSCIENTES? – I


Estarão conscientes os homens quando destroem o trabalho de Deus?
No início, ao menos, eles viam. Clérigos, tenham cuidado!

            Um leitor destes “Comentários” acaba de levantar uma pergunta que vem sendo feita muitas vezes, agora talvez com menos frequência, mas ainda de interesse: “O Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SG, para abreviar) está consciente de como ele se contradiz a si mesmo? Em julho deste ano ele deu um chamado para uma nova Cruzada de Rosários “exclusivamente” para obter o Triunfo do Imaculado Coração através da Consagração da Rússia, enquanto mais recentemente ele afirmou que Roma quer que a FSSPX preencha importantes posições na Igreja para ajudá-la a superar o modernismo. A contradição é clara, porque os clérigos que atualmente ocupam posições em Roma são certamente opostos à Consagração tal como foi pedida por Nossa Senhora, e as razões para isso são profundas.

            Escrevam para o Padre Guy Castelain em Le Moulin du Pin, F53290 Beaumont-Pied-de-Boeuf, França, para uma cópia do excelente editorial em seu boletim da FSSPX deste mês, onde ele apresenta dez razões pelas quais o Vaticano II é o obstáculo principal para a Consagração da Rússia à Nossa Senhora. Muito resumidamente, a Consagração representa envolvimento politico contra neutralidade política, o Reinado de Cristo contra Seu destronamento, o catolicismo contra a Liberdade religiosa, o Papa contra a colegialidade, a única verdadeira religião contra o ecumenismo, o Imaculado Coração contra a glorificação da dignidade humana esquecendo a mácula ou pecado original, a única verdadeira Igreja contra a salvação em outras religiões, paz pelo Papa católico contra paz pelo “Espírito de Assis”, e assim por diante. Não é de admirar que o Papa Francisco tenha dito a Vladimir Putin quando este foi vê-lo e expressou um interesse na Consagração: “Nós não falamos sobre Fátima”!

            Agora, políticas humanas e políticos podem resolver por compromisso muitos dos choques humanos entre homem e homem, mas as dez razões do Padre Castelain provam que o choque entre Fátima e os conciliaristas não é outro que o choque entre a “antiga” religião de Roma, tão fresca como a eternidade, e a “nova” religião do Vaticano II, tão murcha como o pecado. Aqui está um desses choques entre Deus e o homem onde o compromisso político está fora de questão. Em 1973 Nossa Senhora não alertou em Akita, no Japão, que “…a Igreja estará cheia de agentes de compromisso…”? A pergunta para o SG então é: estará ele consciente de que ele mesmo é um “agente de compromisso”? Ele vê ou não vê que está promovendo uma contradição irreconciliável? Se ele o vê, então é um mentiroso, seja quando promove Fátima, seja quando protege os conciliaristas, ou quando faz ambos. Se, ao contrário, ele não vê, então ele está cego.

            Muitos católicos já estão convencidos de que seu ultimo chamado para uma Cruzada de Rosários é meramente uma manobra política para enganar seus seguidores mais tradicionais. Certamente em seu primeiro mandato como SG, muitas de suas palavras e ações indicam que ele então via o choque tão claramente como Dom Lefebvre o viu. Mas deve ter havido um ponto de inflexão desde então, quando, em vez de defender os interesses de Deus, ele também desejou servir aos interesses dos homens. Isto não se pode fazer (Gl 1, 10), mas como muitos de nós, ele queria ter seu bolo e comê-lo, e a natureza é especialista em disfarçar-se com graça, diz a Imitação de Cristo. Então deve haver seguido um tempo de transição durante o qual ele estava deliberadamente cego, mas se a cegueira voluntária continua por muito tempo, ela torna-se cegueira habitual, que é um castigo terrível de Deus. Seguramente entre 2006 e 2008 Nossa Senhora obteve para ele graças mais do que suficientes para ver o que ele estava fazendo, mas como os conciliaristas e Macbeth, em vez disso ele “não se retirou de seu mar de sangue” (Ato III, Cena 4) – o da Igreja. Como os conciliaristas em Roma, ele certamente precisa de nossas orações.

            Leitores, se vocês desejam ver claramente, rezem o Rosário, e se em nossos tempos terríveis vocês querem não deixar nunca de ver claramente, rezem todos os 15 Mistérios do Rosário todos os dias. A Mãe de Deus não pode falhar com vocês.


Kyrie eleison. 

quinta-feira, novembro 03, 2016

A cegueira voluntária é altamente culpável e imoral



Os comunistas idealistas diziam, enquanto a ditadura sanguinária de Stalin e outras matavam dezenas de milhões de mortos: “Isso é só o socialismo real; um dia alcançaremos o socialismo ideal”.

Os liberais conservadores dizem, enquanto a democracia liberal sucumbe cada vez mais ao poder da propaganda e da agitação jacobinas, marcusianas, comunistas: “São doenças da infância da democracia; logo ela chegará à idade adulta, ao vigor da idade”.

E alguns membros da chamada “linha média” católica dizem, enquanto Francisco destrói o que resta dos escombros causados pelo Vaticano II e vai à Suécia comemorar os 500 anos da revolução luterana: “Francisco é o bom pastor que vai atrás das almas extraviadas”.

É o cúmulo da cegueira voluntária: Francisco não vai à Suécia dizer às ovelhas desgarradas que elas estão extraviadas e que portanto devem voltar ao redil da Igreja. Ele vai comemorar esse extravio, e até põe no Vaticano uma estátua do heresiarca que fundou o mesmo extravio.

É cegueira tão voluntária como a daqueles comunistas e a daqueles conservadores, e como estas é altamente culpável. Está contribuindo para a ocupação da Europa pelo islã, para a destruição da família pela doutrina iníqua de um papa iníquo, para o advento do Anticristo.

Tal cegueira implica uma obediência cega e incondicional a alguém que está, por direito divino, anatematizado, porque, como dizia São Paulo: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anunciemos um Evangelho diferente daquele que vos tenho anunciado, seja anátema” (Gl I, 8). E tal obediência implica um axioma imoral: o de que a ordem do superior livra o subordinado de qualquer responsabilidade própria. Não o livra, senão que o condena junto com o superior. E, se é verdade que entre as virtudes morais a obediência ressalta, justamente por implicar o desprezo do maior dos bens (a vontade própria), isso em nada muda o fato de que a obediência é uma virtude subalterna, que depende da mesma subordinação às virtudes mais altas (como a fé) para que ela própria seja virtude. Faltando esta subordinação, deixará a obediência de ser virtude, e mudar-se-á em vício.