sexta-feira, julho 07, 2017

O espiritismo e a igualdade



Sobre a questão da igualdade, o ponto de vista cristão é o que diz que não há igualdade de talentos, de capacidades. Deus dá o quanto Ele quer, a quem Ele julga que deva ter, na hora em que Ele acha melhor.

Deus é justo e bom. Ele não brinca com os seres. Os espíritas não aceitam Deus como Ele É e só creem no Deus do deísmo. É uma revolta anti-metafísica.

Talentos não podem ser conquistados do nada. Procurem entender que para que algo aconteça é preciso que exista em potencial. Se já existe em potencial o talento da pintura em Zezinho e o talento da dança em Mariazinha, quando estes dois passarem a desenvolver tais qualidades, estarão somente fazendo uso do que já tinha em potência. Como é que os espiritas explicam tais talentos? Como é que poderiam se desenvolver se viessem do nada? Isto é impossível! Nada vem do nada. Tudo vem de alguma coisa. Esses talentos não vieram do nada. Vieram Daquele Que É. São dons. E Ele distribui como quer. Quer os espíritas/espiritualistas gostem disso quer não.

O homem pode escolher como usar seus dons, mas não escolhe os dons, não escolhe ser bom em música ou ser bom em filosofia. Ou ele tem tal talento ou não tem. O livre arbítrio não é escolher ser dançarino ou ser cientista da Nasa. Livre arbítrio não é isso. Mais uma vez: o ser só pode desenvolver algo que já tenha EM POTENCIAL.

É patente no espiritismo a falta conhecimento filosófico básico. E de metafísica também.