A arrogância
é própria da ideia que o espírita tem de ser mais evoluído do que aqueles que
não “compreendem” sua “doutrina”.
É claro que o espírita crê também que há
graus diversos de “evolução do espírito” e que há os que evoluíram moralmente
enquanto outros evoluíram intelectualmente e outros ainda que se encaixam nos
dois casos. Mas em geral o espírita se acha superior pois crê que o espiritismo
é algo que surge a partir de uma maior “evolução espiritual da humanidade”.
Logo, os outros que descreem dos postulados espíritas e, pior ainda, os que
criticam o espiritismo, são vistos como "atrasados espiritualmente", ao menos no
quesito intelectual ou algo que o valha. Não quer dizer que os espíritas
desprezem estas pessoas. Uns fazem isso, mesmo quase secretamente (só
transparece aos mais íntimos), outros não.
Estas
idéias transparecem no discurso do espírita, quer o adepto do espiritismo
queira quer não. O problema é que tais idéias são falsas. Nada disso é verdade.
O espiritismo surge em uma fase de decadência da civilização cristã, da
civilização ocidental. Logo, nunca poderia ser algo mais “evoluído”, mais
próximo da perfeição. Não é religião, pois não é criado a partir de revelação
divina, nem tem força para criar civilizações (para dizer o mínimo).
A Verdade é uma só. Não é relativa. É claro que nós não vemos
toda a Verdade em todos os graus e o tempo todo. Mas para cada questão há uma
resposta. Debate por debate não tem sentido. O importante não é ganhar debate e
sim chegar à verdade. Busque a verdade sempre! Busque desenvolver o amor pela
verdade. Peça a Deus que guie você à verdade em todas as questões.

