quinta-feira, agosto 03, 2017

A arrogância dos espíritas



A arrogância é própria da ideia que o espírita tem de ser mais evoluído do que aqueles que não “compreendem” sua “doutrina”. 

É claro que o espírita crê também que há graus diversos de “evolução do espírito” e que há os que evoluíram moralmente enquanto outros evoluíram intelectualmente e outros ainda que se encaixam nos dois casos. Mas em geral o espírita se acha superior pois crê que o espiritismo é algo que surge a partir de uma maior “evolução espiritual da humanidade”. Logo, os outros que descreem dos postulados espíritas e, pior ainda, os que criticam o espiritismo, são vistos como "atrasados espiritualmente", ao menos no quesito intelectual ou algo que o valha. Não quer dizer que os espíritas desprezem estas pessoas. Uns fazem isso, mesmo quase secretamente (só transparece aos mais íntimos), outros não.

Estas idéias transparecem no discurso do espírita, quer o adepto do espiritismo queira quer não. O problema é que tais idéias são falsas. Nada disso é verdade. O espiritismo surge em uma fase de decadência da civilização cristã, da civilização ocidental. Logo, nunca poderia ser algo mais “evoluído”, mais próximo da perfeição. Não é religião, pois não é criado a partir de revelação divina, nem tem força para criar civilizações (para dizer o mínimo).

A Verdade é uma só. Não é relativa. É claro que nós não vemos toda a Verdade em todos os graus e o tempo todo. Mas para cada questão há uma resposta. Debate por debate não tem sentido. O importante não é ganhar debate e sim chegar à verdade. Busque a verdade sempre! Busque desenvolver o amor pela verdade. Peça a Deus que guie você à verdade em todas as questões.