sexta-feira, agosto 25, 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 27

Mosteiro da Santa Cruz

19 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

O “ralliement”

Traduzir a palavra “ralliement” não é coisa fácil. Esta palavra está, na língua francesa, ligada a acontecimentos do século XIX, quando Leão XIII aconselhou e mesmo exortou os católicos franceses a aceitarem cooperar com o governo republicano e a tentarem regenerar a república francesa de dentro, fazendo aprovar leis justas.

O resultado foi desastroso, pois era isto que a Maçonaria desejava dos católicos. Que eles aceitassem a forma republicana e trabalhassem com os republicanos, ou seja, no caso concreto da França, que trabalhassem sob a autoridade dos inimigos da Igreja.

Os católicos não conseguiram mudar as leis, e uma verdadeira perseguição religiosa se instalou na França e aniquilou as obras de educação e de caridade exercidas pelos religiosos e pelas religiosas, os quais foram expulsos do país.

Hoje, o termo “ralliement” é utilizado para designar os que se aproximam da Roma neomodernista e neoprotestante para colaborarem com ela e se porem sob sua autoridade.

Dom Lefebvre já dizia que era necessário manter-se longe de tais autoridades porque elas têm a aids espiritual, estão tomadas por estes erros e heresias que contagiam os que se aproximam deles.

Por esta razão, nós não queremos seguir Dom Fellay em seu “ralliement”. “Ralliement” sem assinatura de acordo, mas “ralliement” mesmo assim; um “ralliement” por etapas.

Guardemos a posição de Dom Lefebvre, que dizia: “A excomunhão nos protege”. Sim, por mais surpreendente que isto possa parecer, a excomunhão, ou seja, não estar em comunhão com os neomodernistas e neoprotestantes nos protege. Protege-nos de quê? Do modernismo e do protestantismo.

Nossa Senhora de Fátima, convertei os neomodernistas e neoprotestantes e preservai-nos dos erros modernos.

+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D.