terça-feira, maio 01, 2018

Entre talhos e retalhos, uma história mal contada

Por R. de Souza.


Já se passaram dois anos desde que este blog publicou o texto do Pe. Ortiz a respeito do envolvimento com um suposto bispo por parte de dois sacerdotes, os padres Pfeiffer e Hewko, que compõem o grupo daqueles que abandonaram atoleimadamente a Resistência há poucos anos, e então nos chega a informação de que ainda circula certa confusão a respeito do caso, e como base para os costumeiros ataques incoerentes que lhes servem de motor.
 Os partidários dos padres Pfeiffer e Hewko sustentam simultaneamente duas hipóteses:
 1- os dois padres afastaram-se do suposto bispo Ambrose Moran, anunciaram o afastamento nos locais em que haviam estado com ele (inclusive onde ele rezou missas), mas continuaram defendendo que se trata de verdadeiro sacerdote católico falsamente acusado de ser cismático (o que implicaria não terem incorrido no ato gravíssimo de ter permitido a realização de tais missas por um infiel);
 2- os padres Pfeiffer e Hewko comprovaram que Moran é cismático, fizeram a retratação (de seu ato gravíssimo) nos lugares onde haviam estado com ele e se afastaram definitivamente do falso bispo.

Vamos aos fatos, que negam claramente a segunda hipótese.
- Os padres Pfeiffer e Hewko anunciaram seu afastamento de Moran em novembro de 2015, mas insistindo que se trata de verdadeiro bispo católico, como prova este vídeo de um sermão de janeiro de 2016, onde o Pe. Pfeiffer conclui sua defesa do suposto bispo da seguinte forma:
“Portanto, dizer que Moran não é um sacerdote católico é completamente falso” (51m:21s).
- Em março de 2017 os padres seguiam mantendo a mesma posição, segundo o que diz este trecho do texto de um sujeito que nessa época se aliava a ambos, com pedidos de escusas, em suas acusações incoerentes e inconsistentes (como o demonstramos suficientemente nesta série) contra os Bispos da Resistência:
“até hoje os padres (Pfeiffer e Hewko) seguem defendendo publicamente sua posição de que Ambrose Moran é verdadeiro bispo católico, porém não se vê mais Ambrose Moran perto deles há mais de um ano; eles mantiveram-se fiéis à sua declaração pública de dissociação”,
que é corroborado por um comentário (abaixo do texto) por outro fiel dos padres, bem conhecido em alguns fóruns, que reforça haver a alegação por parte dos próprios padres com referência a documentos do suposto bispo.
- Outro dado que reforça a informação é o episódio no ano passado envolvendo a ordenação de um seminarista que se afastou (ou foi afastado) dos padres Pfeiffer e Hewko.
Circulam sobre ele duas hipóteses:
1- a de que este seminarista teria procurado outros bispos depois de rejeitar uma suposta indicação do Pe. Pfeiffer de Moran, e pelo envolvimento dos padres Pfeiffer e Hewko com o padre Roberts (investigado por problemas morais, tal como outros sacerdotes que se envolveram em 2016 e em 2017 com os padres Pfeiffer e Hewko, Tetherow e Cordaro, estes laicizados pela Roma conciliar – algo que os padres Pfeiffer e Hewko, como se vê aqui, consideram irrelevante); sendo, por fim, ordenado por um suposto bispo sedevacantista;
2- a de que o seminarista teria sido expulso pelos padres Pfeiffer e Hewko após procurar secretamente Moran, ser rejeitado por este, e ter então procurado outros bispos para que pudesse ser ordenado, até conseguir sê-lo pelo suposto bispo sedevacantista (esta sustentada por fieis dos padres).
Independente de qual seja a alegação que mais se aproxima da realidade, o que é relevante aqui é que Moran ou foi escolhido pelo padre Pfeiffer ou foi procurado secretamente pelo seminarista justamente por ser considerado no meio como verdadeiro bispo católico.
- Por fim, atualmente o website dos padres mantêm três sermões de Moran.

Dentre as tantas perguntas que tudo isso pode suscitar, principalmente em quem ainda busca informar-se para saber que posição tomar, destacamos as seguintes:
- Se os padres Pfeiffer e Hewko seguiram acreditando por tanto tempo que Moran é bispo católico, por que decidiram em novembro de 2015 romper os laços com ele?
- E se ainda acreditam nisso, como parece, o que os impede de cedo ou tarde voltarem a associar-se a ele, por exemplo, para a ordenação de seminaristas?
- Esses laços foram de fato completamente rompidos?

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