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domingo, abril 20, 2014

Glória a Deus, Cristo ressuscitou!


Aleluia!

Feliz Páscoa!

quinta-feira, abril 17, 2014

Meditemos: Paixão de Cristo




Que Nosso Senhor nos conduza a meditar em Sua Paixão.

Que a Virgem Santíssima nos conceda a graça de meditar com amor.

Tenham uma santa quinta-feira, uma santa sexta-feira e um santo sábado!

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Palavras de Encorajamento


Por D. Williamson*
Traduzido por Andrea Patrícia




Caros Amigos e Benfeitores,

Para o Ano Novo e para janeiro, duas magníficas citações de dois grandes clérigos do século passado, que enxergaram então o centro dos nossos problemas hoje. Primeiramente, do Mons. Gaume, algumas palavras de encorajamento para o que parece ser outro intimidador Ano Novo:

“Veja o que está acontecendo à sua volta; compreenda tanto o sinal dos tempos e as coisas que disseram para você, quanto os terríveis perigos que o ameaçam. A sedução o cerca por todos os lados; nas leis, na moral, nos livros, nos discursos, no comportamento público e privado das pessoas. A quantidade e a autoridade das verdades católicas estão encolhendo a cada dia entre os filhos dos homens. Entenda tudo muito bem: esteja firmemente convencido de que sua posição nunca foi tão grave. Levando à conclusão não de que você deve se retirar do mundo, mas que você deve guardar-se do mal. Mais do que em qualquer outra época, todo católico deve ser um soldado até o seu último suspiro. Se você tem uma compreensão clara do tremendo julgamento que o aguarda e pelo qual você já está passando, isso irá preenchê-lo com grande coragem e santa alegria. Esta é a prova inabalável da sua fé e a sólida base na rocha das suas esperanças porque é o cumprimento tangível das profecias do nosso Divino Mestre.

“Ele não disse há 1800 anos, que no fim dos tempos, as nações iriam universalmente apostatar? Que a fé cresceria tão fraca que daria apenas um vislumbre de luz? Que a iniquidade iria inundar como uma impetuosa torrente por toda a face da terra e que a caridade de muitos iria esfriar? Ele não disse que iria se levantar uma multidão de falsos profetas, precursores do Homem do Pecado? Que Deus não seria levado em conta? E que ao mesmo tempo o Evangelho iria chegar a todas as partes do mundo? Ele não disse que estava predizendo essas coisas para preveni-lo de ser escandalizado pelo triunfo passageiro dos homens perversos? Para prevenir que você diga em seu coração: Cristo dorme; será que Ele desistiu de nós? Todas essas coisas preditas por Deus, você não tem a impressão de estar vendo, ao menos em parte, ser cumpridas diante de seus próprios olhos? Então tenha uma clara compreensão da sua posição, e levante a cabeça abaixada sob o peso do sofrimento, das humilhações e do medo. A grande luta contra Cristo é tanto a prova da sua fé quanto o alvorecer do dia da justiça, quando a ordem correta de tudo será restabelecida, e nunca mais será perturbada.

“Não se contente com apenas ver tudo isso, mas observe também; o que eu digo a você, eu digo a todos: observe. Muitos homens no tempo de Noé não reconheceram os sinais de aviso do Dilúvio, nem na época da morte de Nosso Senhor os sinais de aviso da destruição de Jerusalém: então assim será no fim dos tempos" ("Where are we headed?", pg. 198-200).

Ler tais palavras de um bispo francês escritas cento e cinquenta anos atrás não é um conforto sentimental para nós hoje, porque superficialmente, elas não são palavras de muita alegria. Entretanto, ler tais palavras nos Estados Unidos no fim do século XX é uma consolação viril, porque sua distância no tempo e espaço enfatiza sua verdade duradoura.

Ai dos sentimentalistas! Como as galinhas dos homens de maldade sem precedentes vem para casa empoleirarem-se nesse fechamento de nosso amaldiçoado século, tais auto-confortadores terão que intensificar sua cegueira intencional para manter o ritmo, até que nada menos que um milagre possa abrir seus olhos, e nenhum de nós merece milagres. Pelo contrário, abençoados o viris em espírito que preferem ver a realidade como ela é, e que atravessam cada Ano Novo do modo como lhes é designado viver, saberão como “possuir suas almas na paciência”, ao concentrarem-se em seu dever como ele é, vindo a eles dia a dia, com poucas expectativas (dos homens) e com menos ilusões ainda.
A segunda citação trata da virilidade espiritual, e é adequada a janeiro, mês da Sagrada Família, na medida em que, sem nem mesmo mencionar a família, põe o dedo no problema essencial que vem minando a família hoje: a carência de homem. Aqui está como o Cardeal Pie fala disso, novamente, um oceano distante e um século atrás:

“...Que desapontamento para as mães perceber que o macho que elas deram à luz não é um homem, e nunca merecerá ser chamado de homem!... A nossa era não é de vidas vividas erradamente, de homens emasculados? Por que? ... Porque Jesus Cristo desapareceu. Onde quer que haja verdadeiros cristãos, há homens em grande quantidade, mas em toda parte e sempre, se a cristandade cai, os homens caem – olhe atentamente: eles não são mais homens, mas sim sombras de homens. Assim o que você ouve por todos os lados hoje em dia? O mundo está diminuindo pela carência de homens; as nações estão perecendo devido a escassez de homens, devido a raridade de homens...

“Eu acredito: não existem homens onde não há caracteres; não existem caracteres onde não há princípios, doutrinas, posições tomadas; não há posições tomadas quanto a doutrinas, princípios, quando não há fé religiosa e consequentemente não há religião na sociedade. Faça o que quiser apenas de Deus você terá homens.

"E se você tem o infortúnio de procurar remédio para o empobrecimento moral e intelectual do país num sistema de educação no qual as crianças terão que participar sem que precisem ser cristãs, para reconstruir uma geração de homens, se você inventa escolas onde ninguém está ausente exceto Deus; então tal ultraje ao dique da liberdade humana, razão e religião finalmente estouraria, e seria a sentença de morte do país”.

Observem, caros amigos, que o Cardeal conclui com os perniciosos efeitos do sistema de ensino público ateu, mas o problema real ele nomeou antes: a falta de religião na sociedade. De fato a verdadeira religião das sociedades modernas, ou seja, a pedra angular sobre a qual elas são construídas é a liberdade religiosa, ou o princípio que a sociedade não tem direito de interferir na escolha dos indivíduos sobre qual religião (ou falta disso) eles querem. É esta liberdade religiosa que não somente leva diretamente a um sistema de ensino publico ateu, mas também, ao igualar implicitamente verdades religiosas com mentiras religiosas, desacredita toda a religião e toda a verdade, solapa convicções, e então emascula homens – leia o Cardeal acima. 

Se os católicos não condenarem uma sociedade construída sob a liberdade religiosa, tal sociedade irá condená-los. Por uma punição justa esta irá dissolver os homens, suas esposas, seus filhos e suas famílias. Caros amigos, o Ano Novo é em meados dos anos 90, não dos 50. Tenham muita coragem. O Deus do Cardeal Pie e do Mons. Gaume é real.

Que Nosso Senhor esteja com vocês através do Ano Novo.
Sinceramente vosso em Cristo,

Bispo Richard Williamson


*Carta de janeiro de 1995.

Traduzido de:

Bishop Richard Williamson. Letters from the Rector of Saint Thomas Aquinas Seminary,. True Restoration Press.


quinta-feira, dezembro 12, 2013

O Natal nunca foi uma festa pagã

Por Marian T. Horvat
Traduzido por Andrea Patricia



Um governador colonial puritano interrompe os folguedos das festividades natalinas (1883)

Nesta época do ano nós somos bombardeados com propaganda anticatólica questionando o abençoado dia do nascimento de Cristo como 25 de dezembro. Dizem-nos com arrogância que essa data era originalmente uma festa pagã. A Igreja Primitiva teria “escolhido” esta data para “Cristianizar” uma festa romana do sol. De acordo com essa teoria, a data do Natal foi estabelecida somente no século IV, quando nós temos a primeira evidência da Natividade sendo celebrada em Roma em 336. A conclusão: as origens do Natal são pagãs, e nós não sabemos realmente a data do nascimento do Salvador da humanidade.
Não nos deixemos ficar impressionados tão rapidamente com essas mentiras cujos objetivos são somente diminuir a homenagem que prestamos a Nosso Senhor Jesus Cristo e denegrir a Igreja Católica. De fato, o oposto é verdadeiro. A tese da origem pagã do Natal é que é um mito sem substância histórica.
Sem festival na Roma antiga em 25 de dezembro
A noção de que o Natal teve origem pagã começou a se espalhar no século XVII com os puritanos ingleses e os presbiterianos escoceses, que odiavam tudo o que era católico. Os puritanos odiavam tanto o Catolicismo que eles se revoltaram contra a chamada Igreja Anglicana porque, mesmo com suas heresias, eles a consideravam muito similar a Igreja Católica.
Eles tinham aversão a dias de festa e em particular, eles detestavam a festa do Natal com suas cerimônias, celebrações e costumes alegres. Como a Bíblia não deu data específica para o nascimento de Cristo, os puritanos argumentavam que isso era um artifício pecaminoso da Igreja Católica Romana que deveria ser abolido.
Mais tarde, pregadores protestantes, como o alemão Paul Ernst Jablonski tentaram demonstrar em obras pesudo-acadêmicas que 25 de dezembro era na realidade uma festa pagã romana, e que o Natal foi mais um exemplo de como a Igreja Católica medieval “paganizou" e corrompeu o "puro" cristianismo primitivo.(1)
Por volta da mesma época, o jesuíta Jean Hardouin com sua excêntrica teoria da falsificação universal que colocou em dúvida cada fonte histórica conhecida, de volta aos puritanos em sua teoria no Natal ter origens pagãs. Mas essa pesquisa foi largamente desacreditada dada suas afirmações absurdas. Por exemplo, ele afirmava que todos os Concílios da Igreja que aconteceram antes de Trento eram fictícios e quase todos os textos clássicos da Grécia e Roma Antigas eram falsos, feitos por monges no século XIII. Tais declarações são descaradamente absurdas, dados os incontáveis documentos originais demonstrando o oposto.
As duas principais reivindicações para o Natal ter origens pagãs asseveram que a Igreja primitiva escolheu 25 de Dezembro a fim de desviar os fiéis dos dias de festividade pagã romana. A primeira reivindicação assevera que isso substituiu o antigo feriado da Saturnália, uma época de festas e estridentes danças e cantos acontecidos em dezembro em honra do deus pagão Saturno.
Agora, o festival da Saturnália sempre terminava o mais tardar em 23 de dezembro. Por que a Igreja Católica iria querer tirar a atenção dos seus fieis de uma celebração pagã, escolheriam uma data dois dias após a festa já ter terminado e quem quis já havia exagerado? Não faz sentido. Nenhum acadêmico sério acredita nessa alegação.
 

Natal estabelecido antes do festival pagão do sol


Aureliano instituiu o festival do sol para fortalecer um Império Romano moribundo

A segunda reivindicação é a de que a Igreja Católica estabeleceu o Natal em 25 de dezembro para substituir uma festa solar inventada pelo Imperador Aureliano em 274 d.C., o Dies Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invicto).
O fato de que o Natal entrou no calendário mundial (o calendário romano aceito) em 354 – que foi depois do estabelecimento do festival pagão – não significa necessariamente que a Igreja escolheu este dia para substituir o feriado pagão. Duas razões principais concordam com esta conclusão:
Primeira: deve-se simplesmente admitir que os cristãos primitivos começaram a celebrar o Natal apenas no século IV. Até o Édito de Milão ter sido publicado em 313, os católicos eram perseguidos e se encontravam nas catacumbas. Portanto, não havia festividade pública. Mas eles celebravam o Natal entre eles mesmos antes do Édito, como confirmam os hinos e preces dos primeiros cristãos (2).

Segunda: essa reivindicação é baseada em pressupostos falaciosos. Como o erudito Thomas Talley aponta em seu livro The Origins of the Liturgical Year [As Origens do Ano Litúrgico], o Imperador Aureliano inaugurou o festival do Nascimento do Sol Invicto tentando dar vida nova – renascer - um Império Romano moribundo. É muito mais provável, ele argumenta, que a ação do Imperador tenha sido uma resposta a crescente popularidade e força da religião Católica, que estava celebrando o Nascimento de Cristo em 25 de dezembro, e não o contrário. (3)
Não há evidência de que a celebração de Aureliano precedia a festa de Natal, e há mais razão para acreditar que estabelecer esse dia de festa – que nunca teve apoio popular e logo morreu – foi um esforço para dar um significado pagão a uma data que já era importante para os católicos romanos.

Datas baseadas nas Escrituras

A data da concepção de Isabel estabelece a base para saber o nascimento de Cristo

Mas vamos deixar o território de conjecturas e retornar os registros históricos. Há ampla evidência para demonstrar que, mesmo que a data do Natal não tenha se tornado oficial até 354, claramente ela foi estabelecida muito tempo antes de Aureliano ter instituído seu dia de festa pagã.
A concepção de São João Baptista é a âncora histórica para saber a data do Natal, baseada em cálculos detalhados e cuidadosos de datas feitos pelos primeiros Pais da Igreja.
O antigo tractatus De solstitiia registra a tradição do Arcanjo Gabriel aparecendo a Zacarias no Templo quando ele estava servindo como sumo sacerdote no Dia da Expiação (Lc 1,8). Isso situa a concepção de São João Baptista durante a Festa dos Tabernáculos no fim de setembro, como disse o Arcanjo Gabriel (Lc 1,28) e seu nascimento nove meses mais tarde no momento do solstício de verão. (4)
 
Como o Evangelho de Lucas afirma que o Arcanjo Gabriel apareceu a Virgem Maria no sexto mês após a concepção de João (Lc 1,26), isso situa a concepção de Cristo no equinócio de primavera, ou seja, no momento da Páscoa Judaica, no fim de março. Seu nascimento seria assim no fim de dezembro no momento do solstício de inverno.

Que estas datas, baseadas na Tradição e na Escritura, são confiáveis é confirmado por recente evidência tirada dos Manuscritos do Mar Morto, cujos autores estavam bastante preocupados com datas de calendários, essenciais para estabelecer quando deveriam celebradas as festas da Torah. A data encontrada nos Manuscritos torna possível saber os serviços rotativos dos sacerdotes no Templo nos tempos do Antigo Testamento e mostram definitivamente que Zacarias serviu como sacerdote do Templo em setembro, confirmando assim a tradição da Igreja Primitiva. (5)

A Igreja Católica determinou 25 de março como a data da concepção de Nosso Senhor muito antes de Aureliano decidir fazer sua festa solar. Por exemplo, por volta de 221 d.C, Sexto Julio Africano escreveu a Chronographiai na qual ele afirma que a Anunciação foi em 25 de março. (6) Uma vez que a data da Encarnação estava estabelecida, era uma simples questão de adicionar nove meses para chegar a data do nascimento de Nosso Senhor: 25 de dezembro. Essa data não seria oficial até o fim do quarto século, mas ela foi estabelecida muito tempo antes de Aureliano ou Constantino. Ela não tinha nada que ver com festivais pagãos.
 
Nós podemos estar certos de que os primeiros apologistas católicos e Pais da Igreja, que viveram próximos do tempo dos Apóstolos, estavam totalmente cientes das datas associadas com o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todos eles tinham fontes de calendários em mãos e eles não permitiriam que qualquer inverdade fosse introduzida na liturgia católica. A data do nascimento de Cristo foi transmitida por eles como sendo 25 de dezembro, um domingo.

Discursando sobre o verso de Lucas 2,7, Pe. Cornélio a Lápide comenta sobre a arquitetura dessa escolha: “Cristo nasceu no domingo, porque esse foi o primeiro dia do mundo.… Cristo nasceu numa noite de domingo, em ordem com Suas maravilhas, então no dia em que Ele disse Haja luz, e houve luz, foi o mesmo dia em que, à noite, a luz brilhou na escuridão para os de coração justo, isto é, o sol da justiça, Cristo o Senhor.”
(7)

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Notas:

1.       Thomas Talley, The Origins of the Liturgical Year, Collegeville, MN: Liturgical Press, 1991), p. 88.
2.       Daniel-Rops, Prières des Premiers Chrétiens, Paris: Fayard, 1952, pp. 125-127, 228-229
3.       Talley, The Origins of the Liturgical Year, pp. 88-91.
4.       O folheto é intitulado 'De solstitiia et aequinoctia conceptionis et nativitatis domini nostri iesu Christi et iohannis baptista,' in Ibid., p. 93-94. Talley também fornece outros documentos históricos de escritores da Igreja primitiva mostrando que as datas da Concepção e Morte de Nosso Senhor foram estabelecidas bastante cedo.
5.       Shemaryahu Talmon, Professor Emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém e máximo estudioso dos Manuscritos, publicou um estudo aprofundado sobre os serviços rotativos dos sacerdotes no Templo em 1958 e os manuscritos de Qumran para ver as atribuições durante os tempos do Novo Testamento. Martin K Barrack, “It Comes from Pagans,” Second Exodus online.
6.       Ibid.
7.       Cornelius a Lapide, Commentaria in Scripturam Sanctam, Paris: Vives 1877, Lucas 2,7, vol 16, p. 57.


Postado em 15 de dezembro, 2010.


Original aqui.