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quarta-feira, abril 25, 2018

O Ódio ao Intelecto

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Por Fausto Zamboni





O conflito entre as exigências da consciência e as limitações do meio pode gerar desde a reafirmação da independência do espírito até a criação de uma série de camuflagens. Alguns intelectuais, como Sócrates, enfrentaram corajosamente as consequências, pagando com a morte; mas, na maioria dos casos, quando a situação coíbe a liberdade de expressão, cria-se um disfarce.

O filósofo Leo Strauss, em Persecution and the Art of Writing (1952) e em On Tyranny. An interpretation of Xenophon’s “Hieron” (1963), demonstrou que, em tempos de tirania, os intelectuais desenvolveram um “segundo sentido” embutido nos escritos, para evitar conflitos com o despotismo, seja de alguns poderosos ou da massa agitada. Na Modernidade, os intelectuais, ou porque oprimidos pelo Absolutismo e a Inquisição, ou porque não queriam revelar claramente seus objetivos, muitas vezes ocultavam a verdade94. Maquiavel (2011) confessou numa carta: “Não digo nunca aquilo em que creio, nem creio naquilo que digo, e quando digo alguma verdade, eu a escondo entre tantas mentiras que é difícil encontrá-la”.

O exemplo de Sócrates e Maquiavel são casos extremos, mas há entre eles toda uma gradação dos casos de camuflagem da verdade e acomodação à situação. Jacques Barzun (1961) dizia que o medo é o principal inimigo do escritor. O medo de exprimir a verdade e agir sinceramente acompanha o homem em qualquer meio. No ambiente em que não há tirania, ainda assim pode haver o medo de não interessar, de não agradar ou de ofender. Isso pode ocorrer em qualquer ambiente e, em última análise, depende da personalidade do escritor, mas os ambientes de produção coletiva, como a universidade, têm maior poder coercitivo sobre os seus membros.

Para Barzun, os costumes democráticos, por sua própria natureza, tendem a reprimir a conversação intelectual. Seu ponto de partida é a contradição, o que implica que um ou outro tem que estar, pelo menos, parcialmente equivocado. O maior medo, diz ele, não é o erro, mas o rompimento com a unidade do grupo. “O raciocínio é este: você é um contra muitos = você está equivocado = você é um néscio”96 (BARZUN, 1961, p. 86), e ainda que a História, desde Sócrates, tenha mostrado o contrário, o efeito inibidor permanece. Esse esquivar-se dos conflitos é uma forma elementar de autoproteção, uma defesa do indivíduo que se sente frágil diante de um sistema em que a maioria detém o poder:

“a consciência democrática deseja, antes de tudo [...] acrescentar amigo a amigo e achar amigos entre si [...] anela principalmente, que tudo e todos sejam agradáveis” (BARZUN, 1961, p. 88).

Por isso, em relação a alguém que desaprovamos preferimos dizer: “estou completamente de acordo com você, mas...”; sobre alguém que nos desagradou, dizemos: “gostei muito do fulano, contudo...”. Quando queremos contradizer, diz Barzun, usamos frases como: “posso estar equivocado, porém...”; “só estou pensando em voz alta”; “só por provocação, gostaria de expor o problema sob este ponto de vista...”. O homem que deseje furar essa barreira protecionista em nome de uma discussão mais franca é facilmente visto como rude e insensível.

Nesta condições, é preferível frear o Intelecto que “é forte e atua, e se mostra superior à falta de intelecto na proporção em que toda destreza está para a incapacidade. Conscientes de seu peso, alguns possuidores de Intelecto tratam de escondê-lo, ou o desculpam” (BARZUN, 1961, p. 90). Desta forma, o que seria um debate ou uma conversação intelectual transforma-se numa sondagem dos oponentes:

Rara vez prestam atenção ao que se lhes diz, na avidez de descobrir o que lhes é contrário. Suas antenas e instintos se põem em atividade e não — como seria justo — seus ouvidos e sua razão. Isso explica a incoerência das falas em público e a dificuldade de manter uma conversação geral entre seis ou oito pessoas. Cai-se num tête-à-tête para mútua auscultação. (BARZUN, 1961, p. 90-91).

Consciente desse problema, Bertrand Russel alerta que é impossível

... ser um bom professor sem que se tenha tomado a resolução firme de nunca, no decurso do seu magistério, ocultar a verdade em nome do que quer que se considere ser ‘não-edificante’. A ignorância cautelosa produz uma virtude frágil que se perde ao primeiro contato com a realidade. (RUSSEL, 2000, p. 82).

Na nossa época, em que as limitações internas da profissão, as exigências socioeconômicas e o politicamente correto dificultam a busca desinteressada da verdade, a advertência de Bertrand Russel é mais atual do que nunca.

(...)

O homem só se torna um intelectual se, renunciando a uma vida confortável, submeter-se a um esforço contínuo para superar-se a si mesmo. Assim, o intelectual separa-se do homem comum, e isso acarreta uma rejeição contra ele. Jacques Barzun (1961) diz que, ao longo da história, o Intelecto foi sempre odiado por ser sentido como um sinal de superioridade social, associado à aristocracia e ao poder.

A hostilidade do homem comum contra o intelecto é de todo tempo e lugar. É um ódio compreensível, relacionado com o espírito gregário [...] o grande símbolo do Intelecto martirizado — Sócrates — foi uma vítima do mesmo ressentimento espontâneo que reúne uma maioria, na escola, contra o menino estudioso [...] Esse sentimento é tão universal que quem deseje enfrentá-lo perceberá imediatamente que está se opondo a uma força da natureza. Porém, apesar desta natural oposição os ter prejudicado, nunca ela reprimiu o Intelecto105. (BARZUN, 1961, p. 19).

Numa época que cultiva o ideal igualitário, contudo, aumenta o rancor diante de tudo o que aparente privilégio e eminência. O regime democrático estimula, por sua própria natureza, um nivelamento demagógico por baixo, diz Laurent Schwartz (1884, p. 8), “dirigido contra todo talento, toda qualidade, contra tudo que ‘supera’”. Isso afeta particularmente a universidade, que forma homens com conhecimentos e gostos que os diferenciam do resto da população.

Devido ao novo credo igualitário, os eruditos, mesmo na universidade, são vistos com desconfiança. O conceito de autoridade decai no âmbito educacional, juntamente com a tradição que o professor representa. Com a politização, a universidade perdeu parte da sua autonomia; agora, influem nas questões acadêmicas desde os grandes organismos internacionais até os estudantes, que têm voz ativa em quase todos os setores, opinando a respeito do currículo e participando das decisões administrativas.

Notas:
94 O medo de desagradar aos semelhantes não é um mero exagero infundado. Como demonstra René Girard, na teoria do bode expiatório, o homem é o único, dentre os animais, a executar um inimigo, a ter poder de vida e morte sobre outro homem, a vingar-se dos danos sofridos, mesmo depois de várias gerações. Por isso, ainda que nem sempre esta tendência seja levada a cabo, todos sentem, intuitivamente, que não devem desagradar ao grupo.

(Extraído da Tese de Fausto Zamboni: Literatura, Ensino e Educação Liberal, disponível aqui:


Os Pais e o Dever da Educação Católica

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Alguns trechos da Teologia Moral de Del Greco sobre o dever que os pais possuem de prover aos seus filhos uma educação católica.

Leia também trechos da Encícilica Divini Illius Magistri, do Papa Pio XI, aqui.

Pais, a nossa responsabilidade é imensa, tremenda! Pensem que aquilo que foi visto não se consegue "desver". Pensem em quantas horas por dia seu filho passa longe de vocês junto a estranhos que pensam muitas vezes totalmente diferente da sua família  Pensem no quanto ele ouve, e vê, de imoral, anticatólico, isso todo santo dia! O quanto ele irá se influenciar? O quanto isso fará mal a ele? E ele consegue mesmo ter um bom desempenho acadêmico? Será que ele não estaria muito melhor em casa, estudando na segurança do seu lar? Com a atenção e o amor que somente os pais podem dar?

Como hoje em dia é dificílimo encontrar uma boa escola católica, pensem, pais, em fazer o homeschooling, educar em casa. Não é assim tão difícil, não custa muito (é bem menos, muitíssimo menos, do que pagar escola particular), e é extremamente recompensador. As vantagens são imensas! 

Para mais informações, sigam meu blog sobre o assunto:

https://feliznolar.blogspot.com/

Trechos do livro de Del Greco:







terça-feira, fevereiro 27, 2018

Comentários Eleison: Paternidade Hoje - II

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLIV (554) (24 de fevereiro de 2018)

  

PATERNIDADE HOJE – II


Não é pouco o que vocês podem fazer, pais:
O natural, o físico e o humano, não os percam de vista jamais.

Esperamos que os pais que leram aqui na semana passada sobre a questão de se sabem o que exige a paternidade atualmente, não tenham se sentido como se estivessem sob acusações. Eles estão sob forte pressão de todo o ambiente que circunda seus filhos, e quando as almas estão sob pressão, Deus não exige que elas façam o impossível, mas apenas o que quer que lhes seja possível fazer. Assim, na Carta à segunda das sete Igrejas da Ásia, correspondente à Idade dos Mártires da Igreja (Ap 2, 8-11), o Venerável Holzhauser explica que se os católicos de Esmirna não recebem do Espírito Santo nenhuma repreensão ou censura, como ocorre com cinco das outras sete Igrejas, é porque os católicos sob perseguição precisam de encorajamento, e não de críticas.

E Deus sabe que os pais que se esforçam para salvar as almas de seus filhos estão sob perseguição, ainda não sangrenta, mas muito poderosa. Pois, quando os homens estão, por exemplo, voltando-se para a IA (Inteligência Artificial) para fazer de um robô o seu deus, então estão perdendo não só o Deus verdadeiro, mas toda noção da diferença entre uma máquina e um ser humano, sem falar da diferença entre homem e mulher ou entre pais e filhos. Como um ambiente em que há confiança na IA para garantir o seu futuro poderá propiciar alguma compreensão ou simpatia pela família tal como Deus a projetou?

Como um leitor me escreveu, o comunismo oriental tratava brutalmente qualquer um que não estivesse andando na linha, mas pelo menos o inimigo da salvação era reconhecível, enquanto o que se poderia chamar consumismo no Oriente ou no Ocidente é bastante mais sutil – em vez de brutalizar, simplesmente marginaliza, fazendo com que enquanto os verdadeiros católicos sejam "anormais", as crianças desejem ser "normais", com smartphones, como todas as outras crianças, etc. O consumismo brilha como suas luzes coloridas, e, assim, as crianças estão sendo transformadas em robôs descerebrados, inteligentes o suficiente para manipularem a tecnologia e as máquinas, mas sem nenhuma ideia das questões humanas essenciais, porque não são ensinadas a ler, nem a ler nas entrelinhas, como se fez sob o comunismo, e são privadas de todas as ferramentas do pensamento. Uma geração de marionetes androides está crescendo ao nosso redor.

Então, em contraposição ao que os pais não podem fazer, o que eles podem fazer para colocar seus filhos no caminho do Céu (será a livre escolha das crianças mais tarde se elas permanecerem ali)? Em primeiro lugar, algumas noções básicas. Deus existe, e Ele quer salvar todas as crianças, e para todos nós Ele dá a ajuda de Sua Mãe e a dos invisíveis mas poderosos Anjos da Guarda que estão do lado de todos os pais verdadeiros. Em casa, que essas realidades sobrenaturais façam parte da vida cotidiana, e que a vida cotidiana seja sobrenatural, mesmo que o senso comum dos pais impeça que as crianças sejam afastadas por um excesso artificial de religião.

Então, no plano natural, deem a seus filhos tanto tempo quanto vocês achem que eles precisam. Que o amor seja expresso e soletrado assim: T-E-M-P-O. Para que as crianças se tornem humanas elas precisam ser formadas por seres humanos, não por máquinas. E os formadores naturais das crianças são seus pais, que têm uma enorme influência natural sobre seus filhos, caso eles apenas a usem, em vez de abdicarem dela. Estabeleçam refeições familiares regulares ao redor da mesa, e nas refeições, falem. Provérbio chinês: "Instrua seus filhos na mesa, sua esposa no travesseiro". Falem sobre política, especialmente a diferença entre a realidade e o que os meios de comunicação apresentam como realidade. Advirtam as crianças para terem cuidado fora de casa, mas digam-lhes a verdade sobre o “onze de setembro” e sobre a grande farsa (entre cinco e sete milhões). Sim, contem-lhes sobre isto assim que eles forem capazes de entender (não antes), para que possam perceber o mundo de mentira no qual Deus nos colocou para viver, como um justo castigo por nossa apostasia. Adicionem sempre a dimensão religiosa, porque está sempre lá, e os filhos precisam entender que o que importa é Deus. Mas não apenas por piedade – Nossa Senhora de Fátima promove tanto o Rosário como a Consagração da Rússia.

Então, de modo mais prático, tirem o que puderem de aparelho eletrônico de dentro de casa. Ensinem aos filhos por que vocês não estão permitindo a televisão ou smartphones sob o seus tetos, e se vocês não podem ficar sem a Internet, ensinem-nos porque estão sob o bloqueio e a chave físicos (não apenas eletrônicos). E coloquem as mãos deles para trabalharem: os meninos no desmonte de uma motocicleta, ou na carpintaria; as meninas na costura e na cozinha; e todas as mãos no Rosário. E em vez de televisão, experimentem todas as noites uma leitura familiar do "Poema do Homem-Deus" de Maria Valtorta (título antigo). Ridículo? Tentem. Vocês podem simplesmente passar a achar que o "Poema" é a própria resposta de Deus à televisão!

Kyrie eleison.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Comentários Eleison: Paternidade Hoje - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLIII (553) (17 de fevereiro de 2018)




PATERNIDADE HOJE – I



Pobres pais! Será que não há nada que possamos fazer?
Fiquem atentos, na próxima semana uma ou duas ideias iremos trazer.

Há quase 20 anos um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, mestre de uma casa de retiros inacianos na França e, portanto, em contato direto com os problemas das famílias católicas tradicionalistas, escreveu um excelente editorial sobre Como os nossos jovens estão evoluindo. Ele pinta uma imagem sombria, e infelizmente, desde então, ela só se tornou mais obscura. Não devemos desesperar, mas, por outro lado, os pais devem ver as coisas como são. Não é como se os jovens de hoje não tivessem culpa, mas os pais devem fazer todo o possível para colocá-los no caminho para o Céu, porque ainda hoje essa é a responsabilidade dos pais. Aqui está a imagem obscura, adaptada e abreviada de Revue Marchons Droit, nº 90, avril-mai-juin, 2000:

Vemos nos retiros jovens crescendo incapazes de reconstruir a Cristandade. Os sacrifícios feitos por pais e professores parecem não ter dado frutos proporcionais. Algo não está funcionando, claramente, e se não reagirmos, então dentro de duas gerações seremos engolidos pelo espírito do mundo.

Os jovens entre 18 e 30 anos de idade que observamos são profundamente ignorantes sobre a crise na Igreja e no mundo, não porque não tenham sido ensinados, mas por falta de interesse. Em termos gerais, eles seguem a linha de seus pais, mas eles não podem explicar por conta própria o que está errado com a Nova Missa, com o Vaticano II, com a Nova Ordem Mundial. Nunca tendo tido de lutar, defender suas crenças ou resistir, e nunca tendo estudado por si mesmos, quando eles conhecem o mundo, cedem facilmente. Eles querem ser como todos os outros, não querem ser diferentes, não têm a convicção pessoal de defender a Tradição Católica, e, ao invés de serem apóstolos de Cristo, pouco a pouco vão com a corrente.

Onde estarão amanhã as boas vocações, as boas famílias cristãs de que tão urgentemente precisamos? As vocações são cada vez mais raras, os casamentos tornam-se fracos ou murcham completamente, a formação amolece e a imaturidade domina. O que todos os jovens querem é aproveitar a vida. Os meninos não têm caráter, senso de responsabilidade, generosidade, autocontrole, tudo o que os pais devem inculcar neles para transformá-los em homens em quem podemos confiar para o futuro: homens casados, maduros, pensativos, trabalhadores, magnânimos. Sem homens de convicção, onde estarão os chefes de família de amanhã?
As meninas também estão sendo criadas em desordem. Em vez de prepararem-se para a maternidade e cuidarem de uma família, elas aprendem a desprezar a domesticidade, que é a sua verdadeira vocação, e são encorajadas a estudar mais e mais tempo, adquirindo assim um espírito de independência ao lado de um mundanismo que se volta para a moda, para as festas e para a música rock. Como podem as mães permitir as minissaias e calças de suas filhas, os seus vestidos indecentes em festas que são óbvias ocasiões de pecado, onde desperdiçam seu tempo e mancham a pureza de seus corações?
O resultado é que os jovens se casam aos 20 ou 22 anos, quando não estão absolutamente preparados; e logo as crianças chegam, quando eles ainda não têm ideia de como educá-las. Se eu olhar para os casais jovens que casei – na Tradição – desde a minha ordenação em 1980, graças a Deus não houve divórcios, mas devo dizer que a metade dos casamentos está por um fio, mantendo-se unidos apelas pelos “princípios católicos” dos jovens. Pais, vocês percebem o que precisam dar aos seus filhos para o futuro deles no mundo de hoje? Vocês devem, pelo amor de Deus, formar seus filhos para serem homens dignos deste nome, e suas filhas para serem mulheres dignas deste nome. Cumpram com seu dever. Caso contrário, seus filhos correm o risco de perderem suas almas, e a Cristandade estará acabada.


Não há dúvida de que Padre Delagneau esteja correto. A Cristandade está em grave perigo, nada menos que isso. Agora podemos ver por que em 2018 Deus está permitindo que a Europa, e a França em particular, seja ocupada por Seus inimigos com outros inimigos Seus? E por que Ele está permitindo que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X deslize para os braços de Seus inimigos? Ele não nos criou para cairmos no Inferno. Ele nos criou para combatermos o bom combate a fim de chegarmos ao Céu. E Ele permitirá qualquer desastre que nos distancie do caminho do Inferno e nos coloque de volta no caminho do Céu. Esperem por isso!

                                                                                                                                    Kyrie eleison.

*Traduzido por Cristoph Klug.




quinta-feira, dezembro 21, 2017

Ricos e pobres: diferenças além do dinheiro

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Brasileiro passa tempo demais vendo TV

É muito comum no Brasil ouvirmos reclamações sobre a desigualdade social, sobre quantos ricos e quantos pobres há, sobre como são poucos os ricos e muitos os pobres. Mas já parou para pensar nos hábitos dos ricos e dos pobres? O que será que os diferencia? 

Vejamos um trecho de um artigo do Clube dos Poupadores (não endosso todo o artigo):

O que nos falta é força de vontade para superar a força interna e externa que nos impede de crescer. 

As pessoas costumam ficar perplexas quando se deparam com notícias de pesquisas revelando que os 10% mais ricos do Brasil ficam com 55% de todas as riquezas geradas pelo país durante o ano e que 1% dos mais ricos do mundo ficam com mais de 20% (fonte). 

Thomas Corley, autor do livro “Rich Habits: The Daily Success Habits Of Wealthy Individuals” estudou os hábitos das pessoas mais ricas para apresentar números surpreendentes (fonte). Quase 70% dos mais ricos assistem menos de 1 hora de TV por dia. Entre os pobres, a taxa cai para 23%. Apenas 6% dos ricos assistem reality shows, em comparação a 78% dos mais pobres. “As pessoas ricas não assistem TV porque conseguem ser disciplinados o bastante para utilizar este tempo para fazer algo mais produtivo”, comenta Thomas Corley.

  • 86% dos mais ricos declaram gostar de ler contra 26% das pessoas de baixa renda. Os mais ricos preferem livros que os ajudem a desenvolver ainda mais suas habilidades. Não por acaso, 88% dos ricos leem livros de desenvolvimento profissional ao menos 30 minutos por dia. Apenas 2% dos mais pobres cultivam este hábito.
  • Ouvir audiolivros durante o trajeto para o trabalho faz parte da rotina de 63% dos ricos e apenas de 5% dos pobres. É um hábito que eu mesmo venho aplicando na minha vida através dessa ferramenta aqui que possui um aplicativo. 
  • Mais de 80% dos ricos disseram que vão além de seu escopo de trabalho. A porcentagem cai para 17% entre os de baixa renda. Isso mostra porque as pessoas ricas trabalham mais que as demais: 86% trabalham cerca de 50 horas por semana.
  • Apenas 6% dos mais ricos dizem que jogam ou jogavam regularmente na loteria, contra 77% dos pobres.



Leia texto completo em: 

segunda-feira, setembro 04, 2017

Meu novo blog: Feliz no Lar



Caros, está no ar meu novo blog: Feliz no Lar. O tema dele é Educação Domiciliar,  Ensino em casa, ou Homeschooling.

Visitem, sigam, comentem!

sábado, setembro 02, 2017

Educação em casa: socialização não é um problema



No artigo abaixo, Michael Smith, presidente da Home School Legal Defense Association (HSLDA), apresenta pesquisas que foram realizadas nos EUA e no Canadá e que comprovam que a socialização das crianças educadas em casa de fato não é um problema, ao contrário do que as pessoas contrárias à Educação Domiciliar insistem em alegar.
Educação em casa: socialização não é um problema – por Michael Smith
(Original no site The Washington Times)
Tradução: Mariana Discacciati
Uma das mais persistentes críticas à educação domiciliar é a acusação de que pessoas educadas em casa não serão capazes de participar plenamente na sociedade por faltar-lhes a “socialização”. É um desafio que atinge diretamente o coração da educação domiciliar, porque se uma criança não é devidamente socializada, como ela será capaz de contribuir com a sociedade?
Desde a reemergência do movimento de educação domiciliar no final da década de 1970, os críticos da educação em casa têm perpetuado dois mitos. O primeiro diz respeito à habilidade dos pais de ensinarem adequadamente os seus filhos em casa; o segundo se as crianças educadas em casa serão bem ajustadas socialmente.
Provar o sucesso acadêmico é relativamente simples. Hoje é aceito que crianças educadas em casa, em média, superam seus colegas da escola pública. O mais recente estudo, “Homeschool Progress Report 2009” (Relatório do Progresso da Educação Domiciliar 2009), conduzido por Brian Ray, do National Home Education Research Institute (Instituto Nacional de Pesquisa da Educação Domiciliar), pesquisou mais de 11.000 estudantes educados em casa. Foi mostrado que o estudante médio educado em casa marcou 37 por cento a mais em testes de desempenho padronizados, em relação ao estudante médio da escola pública.
O segundo mito, no entanto, é mais difícil de tratar, porque as crianças que em número considerável foram educadas em casa no final da década de 1980 e início dos anos 90, apenas agora estão chegando à idade e à posição de demonstrarem se foram bem sucedidas como adultas.
As famílias que educam em casa em todo o país sabem que as críticas sobre socialização adequada são infundadas – elas veem as evidências em suas próprias casas. Para em parte resolver essa questão a partir da perspectiva de uma pesquisa, a Home School Defense Association (Associação para Defesa da Educação Domiciliar) comissionou um estudo em 2003 intitulado “Homeschooling Grows Up” (Educação Domiciliar Cresce), conduzido pelo Sr. Ray, para descobrir como as pessoas educadas em casa estavam se saindo como adultas. As notícias foram boas para a Educação Domiciliar. Em todas as áreas da vida, desde a obtenção de emprego, a estar satisfeito com sua educação em casa, a participar das atividades da comunidade, a votar, os adultos que haviam sido educados em casa eram mais ativos e envolvidos que seus colegas que haviam estudado nas escolas públicas.
Até recentemente, “Homeschooling Grows Up” era o único estudo que tratava da socialização de adultos educados em casa. Agora temos um novo estudo longitudinal chamado “Fifteen Years Later: Home-Educated Canadian Adults” (Quinze Anos Depois: Adultos Canadenses Educados em Casa). Este estudo pesquisou estudantes educados em casa cujos pais participaram em um estudo abrangente sobre Educação Domiciliar em 1994. O estudo comparou as pessoas educadas em casa que são hoje adultas com seus pares. Os resultados são espantosos.
Quando comparados a canadenses médios de idades entre 15 e 34 anos, os adultos canadenses educados em casa e de idades entre 15 e 34 anos se mostraram mais socialmente engajados (69 por cento participavam de atividades organizadas ao menos uma vez por semana, comparados a 48 por cento da população comparável). O rendimento médio das pessoas que haviam sido educadas em casa também era maior, mas talvez o mais significativo fosse que, considerando os 11 por cento de canadenses entre 15 e 34 anos dependentes de auxílios do governo, não havia nenhum caso de suporte governamental como fonte de renda primária para as pessoas educadas em casa. Os adultos educados em casa também eram mais felizes; 67,3 por cento descreveram a si mesmos como muito felizes, comparados a 43,8 por cento da população em comparação. Quase todos os adultos educados em casa – 96 por cento – achavam que a Educação Domiciliar havia os preparado bem para a vida.
Este novo estudo deve fazer com que muitos críticos repensem sua posição sobre a questão da socialização. Os adultos educados em casa não são apenas ativamente engajados na vida civil, como também estão sendo bem sucedidos em todas as esferas da vida. Muitos críticos acreditam, e alguns pais temem, que os estudantes educados em casa não serão capazes de competir no mercado de trabalho. Mas o novo estudo mostra que os jovens educados em casa são encontrados numa ampla variedade de profissões. Ser educado em casa não tem fechado as portas para as escolhas de carreira.
Os resultados são um grande encorajamento a todas as famílias que educam em casa e aos pensamentos dos pais sobre Educação Domiciliar. Os estudantes educados em casa, tipicamente identificados como bem sucedidos academicamente, também mostram ter êxito socialmente.
Tanto o “Homeschooling Grows Up” como o “Fifteen Years Later” demonstram amplamente que os jovens educados em casa graduados são ativos, envolvidos, cidadãos produtivos. As famílias que educam em casa estão liderando a educação americana e canadense, e este novo estudo claramente demonstra que os pais que educam em casa estão no caminho certo.

Fonte: Educação de Crianças

quinta-feira, agosto 31, 2017

Situação do Homeschooling no Brasil



Seguem abaixo algumas perguntas e respostas sobre a situação jurídica da educação domiciliar:
Texto escrito pelo Dr. Alexandre Magno Fernandes Moreira, procurador do Banco Central, professor e ativista a favor do homeschooling. 
1 – A educação domiciliar é ilegal no Brasil?
Não. A educação domiciliar, como substituto da educação escolar, não é proibida expressamente por nenhuma norma jurídica no Brasil, seja constitucional, legal ou regulamentar. Apesar de não ser mencionada em nenhuma norma, o direito à educação domiciliar é decorrência direta da soberania educacional da família.
2 – A quem compete prover a educação? O Estado ou a família?
O art. 205 da Constituição Federal (CF) diz que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Portanto, é dever de ambos. No seu exercício, a direção cabe à família, que deve receber assistência do Estado quando não puder ou não pude provê-la integralmente em casa.
3 – Quem tem a primazia na educação dos filhos menores, a família ou o Estado?
Os pais têm não apenas o dever de educar, mas também de dirigir a educação dos filhos e, para isso, podem optar em matricular os filhos em uma escola ou ensiná-los em casa. Em decorrência, os pais têm primazia na educação dos filhos menores, com prioridade de escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
4 – O que é abandono intelectual?
De acordo com o Código Penal (art. 246), abandono intelectual é “deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar.” Perceba-se que não há, aqui, nenhuma obrigação de manter o filho em uma instituição escolar, mas apenas de “prover à instrução primária”, ou seja, de educá-lo, em casa ou na escola durante a “idade escolar”, ou seja, no período determinado pela Constituição de educação básica compulsória, dos 4 aos 17 anos.
5 – Por que sou obrigado a matricular meu filho em uma escola, mesmo não havendo abandono intelectual?
Você não está obrigado a matricular seu filho na escola se desejar educá-lo em casa. Para entender porque essa obrigação foi prevista e hoje está ultrapassada, é preciso entender o contexto histórico. Essa obrigação foi estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em uma época em que a educação domiciliar era completamente desconhecida pelos parlamentares. Logicamente, não se poderia proibir algo que se desconhecia a existência. À época, se acreditava que a escola era a única opção para se evitar o abandono intelectual.
6 – Além da LDB, o ECA também me obriga a matricular meus filhos numa escola. Como me posiciono em relação a isso?
O ECA e a LDB devem ser interpretados restritivamente, ou seja, somente estão obrigados a matricular os filhos na escola os pais que não quiserem ou não puderem prover adequadamente a educação domiciliar.
7 – O que fazer em caso de denúncia?
Não se presume que as crianças estejam aprendendo pelo simples fato de estarem em casa. É preciso comprovar esse aprendizado. Portanto, os pais devem documentar tudo o que estão fazendo com os filhos: exercícios, testes, trabalhos de todo tipo, pesquisas, avaliações, ingressos de visitas a museus, teatros, exposições, etc. São papéis importantes, que devem ser mostrados à autoridade competente, quando solicitados, pois provam que a criança está efetivamente estudando e aprendendo.
8 – E se a denúncia se transformar num processo?
Caso o processo venha efetivamente a ocorrer, os pais precisam de três atitudes básicas: a primeira é provar o efetivo aprendizado, mostrando todos os arquivos e, se for o caso, submetendo os filhos a uma avaliação compatível com sua idade. A segunda é o esclarecimento jurídico a respeito da educação domiciliar, uma vez que o tema é quase totalmente desconhecido no Brasil. Esse esclarecimento pode ser feito mediante a apresentação do parecer referido e/ou com a contratação de um advogado. Por último, é essencial noticiar ao juiz a respeito da suspensão de todos os processos determinada pelo STF em novembro do ano passado (se todos os processos devem ser suspensos, não faz sentido nenhum iniciar um novo processo para suspendê-lo logo em seguida).
9 – Como está a situação jurídica da Educação Domiciliar hoje?
Atualmente, está em curso no STF o Recurso Extraordinário n° 888.815 em que se discute a constitucionalidade da educação domiciliar. O processo foi admitido a julgamento (somente se admitem os processos considerados relevantes constitucionalmente), a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) requereu o ingresso no processo como amicus curiae (especialista que vai informar o tribunal a respeito do assunto) e apresentou suas razões a favor da constitucionalidade da educação domiciliar, todos os processos contra as famílias foram sobrestados (suspensos) até a decisão final do STF, que ainda recebeu um parecer da Homeschool Legal Defense Association (associação norte-americana de defesa da educação domiciliar), demonstrando a compatibilidade desta com os tratados internacionais de direitos humanos. Ainda não foi marcado o julgamento do caso no STF: até lá, como visto, nenhuma família pode ser processada.
10 – Como devo proceder quando for tirar meu filho da escola?
Se você decidiu retirar seus filhos da escola, deverá comunicar normalmente a sua decisão na secretaria da instituição onde eles estudam, declarando a sua transferência para o regime de educação domiciliar, mas sabendo que isso não impede uma denúncia ao Conselho Tutelar por parte da direção ou de algum professor. Você poderá, se quiser, solicitar o histórico escolar do seu filho e a instituição está obrigada a entregar-lhe.

sábado, agosto 05, 2017

Oito razões por que você deveria considerar a educação escolar em casa

Por Edward B. Driscoll, Jr.



O homeschooling (educação escolar em casa) alcançou um marco histórico na Carolina do Norte no ano escolar 2014-15. Com a matrícula chegando ao auge de 100 mil estudantes, a Carolina do Norte tem agora mais estudantes em casa do que estudantes em escolas particulares.

Essa tendência não está limitada à Carolina do Norte. Um estudo recente na Flórida identificou um crescimento de homeschooling ali em cerca de 10 por cento, e o Instituto Nacional de Pesquisa da Educação em Casa estima-o entre 2 e 8 por cento nos em nível nacional Estados Unidos. “Não é mais um movimento periférico; o homeschooling é uma tendência predominante na sociedade americana,” disse Terry Stoops da Fundação John Locke com sede na Carolina da Norte.

As razões para essa tendência de homeschooling abundam, de acordo com o e-book “Homeschooling: Fighting for My Children’s Future” (Homeschooling: Lutando pelo Futuro dos Meus Filhos), uma coleção de 26 artigos das páginas da PJ Media. Aqui estão oito deles, junto com trechos do livro, para que todos os pais considerem enquanto pesam a melhor forma de educar seus filhos:

1.       Os pais ensinam os valores, não o Estado: Isso significa nenhuma aula de motivação política sobre “casamento” homossexual ou alarmismo sobre aquecimento global. A educação é focada no essencial: leitura, escrita, matemática, ciência e história. E valores bíblicos são abraçados, não zombados.
2.       Aprendizado prático é incentivado: A educação formal não tem de ser limitada a um livro escolar. Os estudantes de homeschooling têm a liberdade de aprender praticando. Às vezes isso chega a envolver incêndio e explosões, pois não deve haver limitações dentro de um ambiente escolar. Paula Bolyard acha que a nova geração de cientistas e inventores incluirá muita gente que foi educada em casa. “Eles não estão acostumados a ouvir: ‘Você não tem permissão de fazer isso — pode ser perigoso!’” ela disse.
3.       A educação não está amarrada a um horário programado: Os pais não precisam isentar seus filhos da escola por nenhuma razão. Eles são livres para adaptar os horários às necessidades da família ou até mesmo a uma ideia excêntrica. “A educação escolar em casa pode ir com você onde quer que você ande,” disse Megan Fox. “É uma coisa bela.”
4.       As aulas não são segregadas por idade: Diferente da maioria das escolas públicas e privadas, os estudantes de homeschooling interagem com pessoas de todas as idades, inclusive adultos. Eles não passam seis horas por dia confinados numa sala com 30 colegas da mesma idade. Isso ajuda a prepará-los para a faculdade e o ambiente de trabalho.
5.       Os pais escolhem o currículo: uma das queixas comuns dos professores é que eles não têm autoridade suficiente sobre o que ensinar ou como ensiná-lo. Os burocratas da educação estabelecem as normas; os professores as seguem. Os pais que ensinam seus filhos em casa podem mudar a direção a qualquer momento que as necessidades de uma criança específica justificarem.
6.       Bullying não é permitido: Rivalidade entre irmãos pode levar a um conflito ocasional, mas os pais estão ali para intervir quando ocorre. O bullying na escola muitas vezes não é percebido ou punido — e às vezes leva ao suicídio. O bullying cibernético vem amplificando o problema. Se seu filho está sofrendo bullying na escola, o homeschooling é uma alternativa viável e mais segura.
7.       O homeschooling melhora a dinâmica da família: As crianças não ficam mal-humoradas e exaustas por chegarem em casa depois de serem forçadas a ficar sentadas paradas numa mesa a maior parte do dia. Elas “são mais influenciadas por seus pais do que por seus coleguinhas. Daí, é natural elas gostarem de estar juntas, mesmo na adolescência,” disse Fox.
8.       Os estudantes de homeschooling destacam-se na educação e vida cívica: Eles alcançam pontuações altas em provas padrões. Três quartos deles vão à universidade. E eles se envolvem mais em suas comunidades e têm mais probabilidade de votar.


terça-feira, agosto 23, 2016

Queda Livre



"Desde minha gloriosa época escolar até os dias de hoje não me parece que a escola tenha evoluído muito, não obstante a enorme quantidade de especialistas que ganharam uma dinheirama criando métodos de ensino, os mais inúteis possíveis. A escola que deveria dilatar os horizontes nada faz senão estreitar as percepções. A questão me parece, é de lógica elementar. Trinta anos dessa educação resultaram nesse quadro de degradação moral e psicológica; dificultando a transição do jovem a vida adulta, na escola particular; deixando-os em inferioridade quando precisam disputar um emprego, ou uma vaga na universidade, na escola pública; trinta anos de deformação das mentes. Que uma mudança de rumo deva acontecer é mais do que urgente. Caso contrário continuaremos a acreditar apenas em nossas percepções primárias, em nossos impulsos emocionais, em nossos instintos animalescos."


terça-feira, agosto 09, 2016

Guerra aos Garotos


Um vídeo interessante sobre como os meninos são tratados nas escolas de hoje. Não que eu concorde exatamente com tudo, mas vale a pena:


quarta-feira, agosto 03, 2016

Ciência Cognitiva e Educação: O Construtivismo não funciona



Aula ministrada pelo professor Dr. Vitor Geraldi Haase. Saiba por quê o construtivismo não funciona:




segunda-feira, agosto 01, 2016

"Suma Gramatical" com desconto na É Realizações

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sexta-feira, julho 29, 2016

Orações pela escola de meninos dos Dominicanos de Avrillé, e por que devemos lutar no Brasil

Por C. N.



No início do ano de 2017, acontecerá na França a inspeção da escola de meninos dos Dominicanos de Avrillé (La Haye-aux-Bonshommes, Angers). O Ministério da Educação do governo socialista (e radicalmente anticatólico) ameaça fechá-la por não “defender suficientemente os valores republicanos”. Dirijamos pois instantes orações pela escola deste baluarte do cristianismo.

E é para que não nos vejamos os católicos brasileiros sob tacões como os dos revolucionários republicanos franceses ou espanhóis que devemos lutar no Brasil não só pela queda do governo do PT mas contra todas as correntes revolucionárias (e não se tenha dúvida: o que imediatamente se substitui ao PT não deixa de ser revolucionário). Está na hora de os católicos nos livrarmos de uma vez da inércia querida pela CNBB (majoritariamente aliada dos revolucionários) e, com a voz que nos for possível, somar-nos às manifestações do dia 31 e demais, mas distinguindo-nos perfeitamente por lemas próprios: liberdade para o ensino católico, pelo homeschooling, pela família, contra a ideologia de gênero, contra o aborto – sempre com o rosário ou terço na mão, e sempre sob o estandarte de Cristo Rei.

Graças à inépcia e à cupidez do mesmo PT, e ao contrário do que muito infelizmente sucede hoje aos católicos de quase toda a Europa, deixamos no Brasil de estar totalmente sob tacões revolucionários. Logo, possibilitaram-se-nos meios mais diretamente políticos de atuação. Não os desperdicemos, enquanto é tempo. 

Em tempo: e apoiemos a restauração monárquica, contra a podridão republicana. 

terça-feira, julho 26, 2016

Comentários Eleison: Academia Diagnosticada

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXI (471) - (23 de julho de 2016)


ACADEMIA  DIAGNOSTICADA


Se à Academia faltam a rima e a razão,
É porque os homens da Igreja cometeram traição.



Quando Sua Excelência me perguntou, na qualidade de estudante de história, se eu concordava com ele que o fenomenismo agnóstico condenado na Pascendi seria a maior e única pista para entender a cena moderna, eu concordei superficialmente. A partir de então passei a me perguntar como os homens, especialmente os letrados, puderam algum dia levar a sério a insensatez de que a mente não conhece nada além dos fenômenos ou aparências. E recordei – depois de frequentar aulas universitárias pelos últimos três anos e meio e ouvir cuidadosamente alguns brilhantes professores que pareciam ter senso de realidade, e muitos outros que não – como eu mesmo comecei a questionar por que alguns têm um grande senso de realidade e outros, com os mesmos ou semelhantes graus de doutoramento, adotam ideias tão selvagens e irracionais. Permita-me dar-lhe a resposta deste observador de anos da cena acadêmica...

Depois de pensar um pouco, percebi que os professores mais lógicos eram católicos, porque na melhor das hipóteses eles podem ser conservadores, mas têm uma visão realística do mundo. As ideias e os conceitos que ensinam são, majoritariamente, sensatos. Por outro lado, os ensinamentos da maioria dos professores são atrapalhados, confusos e insensatos. Eles professam ideias bizarras e estranhas e as respaldam com meias verdades. Eles adotam quase toda noção que esteja em voga, como o aquecimento global ou a mudança climática (a nova “evolução”) e a apresentam como verdade. Seu raciocínio por detrás dessas noções é pura insensatez e não resiste a um escrutínio minucioso. Comecei a questionar: como homens tão letrados podem ser tão ignorantes? Depois de muito pensar, encontrei o que, estou seguro, é a verdadeira resposta.

Dado que os professores que são mais sensatos são homens que ao menos se esforçam para ser católicos, há razão em pensar que possuem algo que os pagãos não têm. Antes da revolta de Martinho Lutero, a maioria dos acadêmicos ou homens letrados eram católicos que usavam sua razão e possuíam senso comum, de modo que todos ensinavam e acreditavam na mesma verdade. Quando Lutero fez estragos na Igreja, também fez estragos em muitos clérigos letrados e professores universitários. Em particular, sua nova religião eliminou o Sacramento da Confirmação pelo qual sabemos que os católicos recebem os sete dons do Espírito Santo, quatro dos quais para a mente: Ciência, Sabedoria, Entendimento e Conselho. Todos os quatro faltam aos professores agnósticos de hoje. Estes podem ser gente bem educada, erudita, mas não podem fazer uso de seu conhecimento de uma maneira racional ou aplicá-lo à realidade. Como Pio X diz, eles desenvolvem fantasias e apresentam-nas como verdades, e, mais ainda, convencem-se de que são brilhantes quando, de fato, estão chafurdando em ignorância. Eles são do culto do 2 + 2 = 5! E são orgulhosos dele.

Nessa teoria, a atual destruição da academia proveria do abandono de Lutero do sacramento da Confirmação e do fato de as universidades da Europa terem-se tornado menos e menos católicas. Eventualmente, milhares de professores que se lançaram ao mundo da academia foram educados para além de sua habilidade de raciocinar. Na falta de Ciência, de Sabedoria, de Conhecimento e de Conselho, em seu sentido mais alto, como dons de Deus, eles desenvolveram nas universidades a panóplia dos erros de hoje, ou “ismos”. Por exemplo, afirmar que o aquecimento global destruirá o homem e o mundo é insensatez pura; e isso é ainda ensinado e crido nas universidades modernas, como se fosse 2 + 2 = 4. E essas ideias venenosas são engolidas pela juventude ingênua nas universidades, como biscoitos no chá da tarde, especialmente a ideia de que a Verdade é meramente o que cada um de nós acredita que seja, e a Razão que se dane.

Assim, segue que quando o Vaticano II escolheu seguir as pegadas de Lutero ao abandonar a Tradição e ao “renovar” o sacramento da Confirmação, de modo a ameaçar sua validade, os católicos também puseram em perigo os dons do Espírito Santo, e perderam correspondentemente a habilidade de pensar, porque a Confirmação da Neoigreja agora se destina somente a torná-los “cristãos melhores”.


Kyrie eleison